Trump anuncia negociações entre Israel e Líbano em meio a pressão por cessar-fogo

Presidente dos EUA afirma que diálogo direto ocorrerá nesta quinta (16), após décadas sem contato, enquanto conflito com Hezbollah segue ativo

16 abr, 2026
Donald Trump | Reprodução/X/@donaldtrump
Donald Trump | Reprodução/X/@donaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociações entre Israel e Líbano estão previstas para esta quinta-feira (16), em uma tentativa de avançar rumo a um possível cessar-fogo após semanas de intensificação do conflito na região.

Segundo Trump, a iniciativa busca “criar espaço para respirar” entre os dois países, que não mantêm diálogo direto há mais de três décadas, enquanto pressões internacionais tentam conter a escalada militar envolvendo o Hezbollah.

Negociações diretas marcam novo momento diplomático

As declarações de Trump foram publicadas nas redes sociais na noite de quarta-feira (15). O presidente não detalhou o formato ou o local das negociações, mas destacou a relevância do encontro ao afirmar que os líderes de Israel e Líbano não dialogam há cerca de 34 anos.

A movimentação ocorre após uma reunião realizada em Washington, na terça-feira (14), entre representantes diplomáticos dos dois países. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, houve concordância para a realização de negociações diretas “em data e local mutuamente acordados”, o que representa um avanço significativo nas relações bilaterais.


Trump diz que Israel e Líbano conversarão na quinta-feira, 16 de março (Vídeo: reprodução/x/@CNNBrasil)


Apesar do marco diplomático, as posições permanecem divergentes. Israel rejeita discutir um cessar-fogo imediato e exige o desarmamento do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Já o Líbano defende uma pausa urgente nas hostilidades.

Conflito segue ativo mesmo com pressão internacional

Enquanto as negociações são articuladas, o cenário no campo militar permanece tenso. O gabinete israelense se reuniu recentemente para discutir possibilidades de cessar-fogo, sob crescente pressão dos Estados Unidos para reduzir a intensidade das operações no território libanês.

Nos últimos dias, Israel diminuiu o alcance de seus ataques e evitou atingir a capital, Beirute. Ainda assim, as forças israelenses continuam realizando ofensivas no sul do Líbano, alegando atingir posições estratégicas do Hezbollah.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o exército segue avançando e reforçando a chamada “zona de segurança”. Segundo ele, há alinhamento com os Estados Unidos quanto aos objetivos estratégicos na região.

Influência do Irã complica acordo

Outro fator que dificulta o avanço das negociações é a posição do Irã. O país defende que qualquer acordo inclua a interrupção da campanha militar israelense contra o Hezbollah, o que amplia a complexidade das tratativas.

A embaixadora do Líbano nos Estados Unidos classificou as conversas iniciais como “construtivas”, indicando que novos detalhes sobre data e local do encontro serão divulgados em breve.

O desfecho das negociações desta quinta-feira é visto como um possível ponto de inflexão em um conflito que já dura semanas e envolve múltiplos interesses geopolíticos no Oriente Médio.

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