Trump avalia resposta após Brasil negar vistos aos EUA
Presidente americano avalia medidas contra o Brasil após vistos de funcionários ligados ao governo Trump serem negados; governo brasileiro aguarda as medidas
Mais um capítulo da relação entre Brasil e Estados Unidos está sendo escrito. O Brasil negou dois vistos dos Estados Unidos ligados a um dos secretários do governo Trump: o secretário de Estado, Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, que atuam no Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.
Segundo o Itamaraty, os vistos foram negados pelo motivo da vinda ao Brasil seria para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Segundo declarações do atual presidente, “não queremos outras pessoas intervindo em nossas eleições”. O governo Trump não confirmou as declarações.
Represália ao Brasil
O presidente dos Estados Unidos tomou conhecimento da decisão do Brasil e não gostou da atitude das autoridades brasileiras, não pretendendo se calar. Segundo pessoas ligadas ao governo Trump, uma medida está em estudo, mas não deram detalhes sobre o que será feito ou em que setor o país será impactado.
O governo brasileiro está acompanhando o desdobramento do caso. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, irmão do candidato à Presidência, segue de olho e também reforça que deseja ter uma relação harmônica com Trump e seus secretários.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Trump não divulgou abertamente seu apoio a Flávio, mas está sendo cogitado pela imprensa nacional e internacional que um apoio será firmado em um encontro entre Flávio e o presidente dos Estados Unidos. Trump elogiou o candidato à Presidência: “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”, declarou o presidente.
Flávio fala sobre Trump (Vídeo:reprodução/YouTube/@bbcnews)
Flávio tem defendido em suas campanhas uma relação de harmonia entre os países e comemorou a decisão do presidente de incluir o PCC como organização terroristas. O candidato apoia ações duras contra o crime organizado no Brasil e fez questão de reforçar o apoio à decisão de Donald Trump.
As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro de 2026, quando será realizada a votação do 1º turno. Se houver segundo turno, a votação será em 25 de outubro. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã) seguem na campanha eleitoral em busca da conquista da Presidência do Brasil.
