Trump publica vídeo de IA sobre ataque e Irã nega danos em ilha
Postagem do presidente Trump reacende alerta no mercado de petróleo e gera incertezas sobre o tráfego de navios no Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (30) que o centro de estratégia iraniano localizado na ilha de Kharg está sendo reduzido a escombros. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais do presidente, junto a um vídeo gerado por inteligência artificial.
Até então, não havia sinais de que o complexo energético iraniano tivesse sido alvo de ataques. Procurados pela Reuters, a Casa Branca e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não haviam respondido imediatamente aos pedidos de posicionamento.
Análise de vídeo e resposta das autoridades iranianas
A Reuters verificou a gravação publicada. As cenas de grandes explosões apresentam sinais de terem sido geradas por inteligência artificial. A análise contou com o auxílio de um software especializado na identificação de manipulações e conteúdos sintéticos.
Hamid Bovard, presidente da Companhia Nacional de Petróleo do Irã, afirmou que as operações na ilha de Kharg seguem normalmente. As declarações foram divulgadas pela agência iraniana Nournews nesta segunda-feira (31).
🇮🇷🕊️
O Irã promete uma resposta “histórica” à ameaça de Trump de tomar a Ilha de Kharg“O presidente americano, que está se iludindo, deveria saber que, se tomar uma decisão imprudente em solo iraniano — não apenas na Ilha de Kharg, mas em qualquer lugar do país 🧵🧵👇🏻👇🏻 pic.twitter.com/7IEEHyl6b9
— Vladimir Putin.🇷🇺🕊️🇧🇷🇻🇪🇨🇳🇮🇷🇵🇸🇾🇪🇮🇳 (@RobertoRussia) June 12, 2026
Ilha de Kharg (foto: reprodução/X/@RobertoRussia)
Bovard também negou as declarações de Trump de que o local estaria sendo destruído. Como a ilha concentra cerca de 90% dos embarques de petróleo do Irã, um ataque à região poderia causar um grande impacto financeiro ao país.
Tensão no Estreito de Ormuz e impactos no mercado de energia
O número de navios mercantes com sinal ativo no Estreito de Ormuz caiu para apenas cinco por dia no fim de semana, diante do aumento das ameaças à navegação. O tráfego real, porém, pode ser maior do que o registrado oficialmente. Algumas tripulações têm desligado os transponders para evitar serem identificadas, reduzindo assim o risco ataques.
🪖‼️‼️🇺🇸🇮🇷ÚLTIMA HORA🇮🇷🇺🇸‼️‼️🪖
⚡️Esta noche, las fuerzas estadounidenses 🇺🇸 han llevado a cabo los primeros ataques contra Irán 🇮🇷 en semanas, golpeando a una unidad de la Guardia Revolucionaria Islámica iraní 🇮🇷 que se estaba preparando para lanzar minas marinas en el Estrecho… pic.twitter.com/4ktDlyofKB
— SergioLR🪖 (@CasetaBosque) August 30, 2026
Estreito de Ormuz (foto: reprodução/X/@CasetaBosque)
Apesar de Donald Trump afirmar que a rota continua livre para a navegação, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã contestou a declaração.
Interrompida durante os seis meses de conflito armado, a rota marítima é estratégica para o mercado global de energia: por ela passa quase 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.
