90% dos casos de câncer no intestino podem ser curados com diagnóstico precoce
Pesquisa realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus também aponta desconhecimento da população sobre diagnóstico
De acordo com pesquisa realizada pelo instituto A.C. Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, o diagnóstico precoce do câncer de intestino pode garantir mais de 90% de chances de cura ao paciente oncológico. No entanto, a pesquisa também aponta o desconhecimento da população sobre os exames capazes de diagnosticar a doença antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
O relatório aponta que 67% dos entrevistados sabem que a presença de sangue nas fezes pode ser um sintoma de câncer de intestino, já 80% consideram apenas um sinal grave. No entanto, de acordo com a pesquisa, dos 9% que já relataram a presença desses sintomas, quase metade não procurou ajuda de especialistas.
Diagnóstico precoce do câncer colorretal aumentam chances de cura em mais de 90% (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)
Diagnóstico precoce
O estudo científico realizado pelo A.C Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus aponta que o teste imunológico fetal (FIT), capaz de detectar sangue imperceptível a olho nu, é uma das maneiras de se diagnosticar precocemente a presença do tumor colorretal. No entanto, de acordo com a pesquisa, dois terços dos brasileiros desconhecem a existência do FIT.
Na tentativa de mudar esse cenário, a expectativa é que a partir da implementação do protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal, com a oferta do teste imunológico fetal (FIT) no Sistema Único de Saúde (SUS), mais brasileiros de 50 a 75 anos terão a oportunidade de diagnosticar a doença precocemente. Portanto, uma vez que a identificação do câncer de intestino ainda em sua fase inicial tem mais de 90% de chances de cura, os índices da doença tendem a cair no Brasil.
Aumento de casos entre os mais jovens
Historicamente, o câncer colorretal tem mais probabilidade de aparecer em indivíduos com 50 anos ou mais. No entanto, a pesquisa também revelou o aumento de casos entre jovens adultos.
O levantamento aponta que, no estado de São Paulo, indivíduos com menos de 50 anos diagnosticados com a doença cresceram quase 3% entre os anos 2000 e 2023. Apesar do aumento significativo, os pesquisadores ainda não tem uma explicação definitiva que justifique esse aumento, no entanto, as principais hipóteses apontadas são: alimentação inadequada e sedentarismo.
