Nvidia e Amazon avançam rumo à próxima era da IA

A Amazon anunciou nesta terça-feira que vai usar a tecnologia NVLink Fusion da Nvidia em seus futuros chips de inteligência artificial e apresentou novos servidores Trainium. A iniciativa busca acelerar a computação em nuvem para grandes clientes de IA. O anúncio foi feito durante a conferência anual de computação em nuvem da AWS em Las Vegas, que reúne milhares de profissionais do setor.

A NVLink permitirá que os chips Trainium4 se comuniquem de forma mais rápida e eficiente, essencial para treinar grandes modelos de IA. Os novos servidores trazem mais capacidade e consomem menos energia, reforçando a competição da AWS com empresas como Nvidia e Intel.

NVLink Fusion e o futuro da computação em IA

A tecnologia NVLink Fusion cria conexões rápidas entre múltiplos chips, permitindo que servidores troquem informações com mais eficiência durante o processamento de inteligência artificial. A AWS não informou a data de lançamento do chip Trainium4, mas ele será usado nas chamadas “Fábricas de IA”, uma infraestrutura exclusiva para clientes.


Amazon anuncia uso de tecnologia Nvidia em chips de IA (Foto: reprodução/X/@CryptoNewsHntrs)


Segundo Jensen Huang, CEO da Nvidia, a parceria estabelece a base para a “revolução industrial da IA”, acelerando a adoção de inteligência artificial em empresas de diferentes setores e países. Analistas destacam que isso pode reforçar a posição da AWS como líder em serviços de nuvem para IA.

Novos servidores e desempenho ampliado

Além do Trainium4, a AWS lança servidores com chips Trainium3, cada um com 144 unidades e quatro vezes mais capacidade que a geração anterior. O consumo de energia caiu 40%, aumentando significativamente a eficiência e reduzindo custos operacionais para os clientes. Dave Brown, VP de serviços de computação da AWS, afirmou que o objetivo é oferecer desempenho confiável aliado a preços competitivos, garantindo uma solução atraente para empresas de diferentes portes e setores.

Os novos servidores permitem que clientes corporativos tenham acesso a máquinas mais rápidas, escaláveis e preparadas para rodar modelos de IA complexos. Com maior capacidade, eficiência energética e custo-benefício, a AWS fortalece sua posição no mercado de computação em nuvem e inteligência artificial, oferecendo infraestrutura robusta que acompanha a crescente demanda por soluções de alta performance.

Amazon destina US$ 50 bilhões para ampliar infraestrutura de IA governamental

Em anúncio realizado nesta segunda-feira (24), a Amazon revelou que pretende investir até US$ 50 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial e supercomputação voltada para o setor público dos Estados Unidos. O novo passo da gigante se torna um dos maiores investimentos direcionados à nuvem governamental do país norte-americano.

A aposta da Amazon reflete a crescente importância da IA para órgãos governamentais, especialmente no contexto da corrida tecnológica que o mundo vê acontecer atualmente. Empresas de tecnologias como a OpenAI e a Alphabet também vêm investindo bilhões de dólares em infraestrutura de IA, reforçando a briga pelo controle no mercado tecnológico.

Inteligência artificial e computação

As novas instalações de data centers têm previsão de início de obras para 2026 e devem acrescentar cerca de 1,3 gigawatts de capacidade dedicados a IA e computação de alto desempenho, com objetivo de fortalecer regiões de nuvem da AWS, que contam com mais de 11.000 agências públicas nos Estados Unidos. As mesmas são classificadas a depender do grau de confidencialidade dos dados, contando com três divisões: AWS Top Secret, AWS Secret e AWS GovCloud.


Data centers da Amazon em Virgínia, nos EUA (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Bloomberg)


Cada 1 gigawatt de potência computacional, por exemplo, tem capacidade de alimentar cerca de 750.000 residências norte-americanas. O acesso ao portfólio da Amazon dará ao governo maior liberdade e avanço nas barreiras tecnológicas, já que o governo federal dos Estados Unidos tem como objetivo o desenvolvimento de soluções de IA personalizadas e geração de economias eficientes, ao mesmo tempo, em que aproveita a capacidade da Amazon destinada a AWS.

Corrida da IA

O movimento da Amazon ocorre em um momento estratégico, onde não somente os Estados Unidos, mas outras potências como a China, buscam intensificar os esforços para garantir liderança e lugar na corrida da inteligência artificial.

A Amazon não é a única a investir nesse segmento, com empresas como OpenAI, Alphabet e Microsoft, também já destinando bilhões para expandir a infraestrutura de IA, por meio da construção de data centers. Contudo, a estratégia da gigante em oferecer serviços a órgãos públicos a alavanca no setor de tecnologia, em especial dos Estados Unidos, e torna a corrida mais acirrada.

Gisely Liborio analisa modelo Amazon: ‘IA e Machine Learning são o investimento chave para a logística’

A era da logística baseada apenas em transporte físico acabou; o novo diferencial competitivo é a inteligência preditiva. Para Gisely Guimaraes Silva Liborio, Administradora e Vice-Presidente da Liborios Organization INC , com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e vasta experiência em cadeia de suprimentos, o modelo de gigantes como a Amazon é o benchmark definitivo.

Liborio, que possui experiência prática na prestação de serviços para a gigante do varejo, detalha como a empresa usa dados para se antecipar ao mercado. “A Amazon utiliza algoritmos avançados de machine learning para antecipar tendências de mercado com base no comportamento dos consumidores”, explica Liborio.

De acordo com a especialista: “A empresa analisa um vasto volume de dados, incluindo pesquisas, histórico de compras e até tendências emergentes. Por meio de ferramentas como o Amazon Forecast, a empresa consegue prever demandas futuras com alta precisão, ajustando estoques e campanhas de marketing de forma proativa.”

Eficiência operacional

Segundo Gisely Liborio, essa inteligência de dados é o que permite a eficiência operacional. “O uso de redes neurais e análise preditiva permite à Amazon identificar padrões emergentes, ajustando sua oferta antes mesmo que a demanda se torne evidente. Isso não só aprimora a eficiência logística, mas também garante que a empresa esteja sempre alinhada com as necessidades do consumidor.”

Essa estratégia, segundo Liborio, é visível na operação física: “A Amazon tem se destacado na logística através do uso intensivo de tecnologia de ponta. Com centros de distribuição automatizados, robôs para movimentação de produtos e algoritmos avançados de previsão de demanda, a empresa consegue reduzir significativamente o tempo de entrega. A inteligência artificial permite um gerenciamento de estoques muito mais eficiente.”


Gisely Liborio (Foto: reprodução/Divulgação)


Gisely Liborio, cuja carreira inclui o desenvolvimento de planejamento estratégico e gestão de equipes de alta performance, conclui que “a tecnologia é a chave para a lucratividade no setor”.

A especialista destaca que, “hoje em dia, ferramentas de inteligência artificial e tecnologias avançadas desempenham um papel crucial na otimização das entregas, na precisão do armazenamento e na definição de rotas”, afirma Liborio. “Investir nessas tecnologias não é um gasto, mas sim um investimento que traz retorno a longo prazo, reduzindo perdas e melhorando a satisfação do cliente. Empresas que adotam soluções tecnológicas avançadas em gestão de estoque e logística certamente se destacarão no mercado”, finaliza a especialista.

OpenAI fecha contrato de US$ 38 bilhões com a Amazon em serviços de nuvem

Nesta segunda-feira (3), foi anunciado o acordo entre a OpenAI e a Amazon, avaliado no valor de US$ 38 bilhões. A parceria entre as companhias permite que a OpenAI compre serviços de computação em nuvem da Amazon, fortalecendo não somente a gigante de tecnologia, mas também o posicionamento da empresa de Jeff Bezos na corrida da IA.

Além do investimento em peso, a parceria marca um passo significativo para a OpenAI em seus planos de treino e execução de inteligência artificial. O impulso em tecnologia ocorre após a reestruturação da empresa, que possibilitou uma autonomia operacional e financeira maior do que antes.

Parceria entre OpenAI e Amazon

No acordo anunciado, a OpenAI se comprometeu a investir um valor de US$ 1,4 trilhão no desenvolvimento de 30 gigawatts de recursos em computadores. Além disso, a parceria vai permitir que a criadora do ChatGPT utilize milhares de processadores gráficos da Nvidia no treinamento e execução dos modelos de IA da gigante.

Segundo o presidente-executivo e cofundador da OpenAI, Sam Altman, o avanço da IA exige “uma computação massiva e confiável”. Altman afirmou que a parceria entre as duas empresas fortalece o sistema de computação e que isso tornará possível o avanço da inteligência artificial, permitindo que todos tenham acesso.


Sam Altman, presidente-executivo e cofundador da OpenAI (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Justin Sullivan)


A transação representa a confiança da empresa de tecnologia na nuvem da Amazon. Ao mesmo tempo, o acordo ocorre em um momento em que alguns investidores acreditavam que a unidade de nuvem da Amazon poderia estar ficando para trás em relação às rivais Microsoft e Google.

Tecnologia de ponta

Para dar suporte aos seus avanços, a OpenAI passará a utilizar centenas de milhares de chips da Amazon, que incluem aceleradores de IA – sendo eles, os chips GB200 e GB300 da Nvidia -, instalados em clusters de dados. Esses conjuntos de dados foram construídos para nutrir as respostas do ChatGPT e treinar os próximos modelos da OpenAI.

Paralelamente, a Amazon já trabalha junto a OpenAI por meio da oferta de modelos na Amazon Bedrock. O serviço disponibiliza diversos modelos de inteligência artificial para empresas que utilizam a infraestrutura da Amazon. O mais novo acordo entre as duas empresas as posicionam em um lugar estratégico no mercado, permitindo que disputem intensamente a corrida da IA.

Sistema de nuvem da Amazon sofre apagão

Na madrugada desta segunda-feira, dia 20 de outubro, os serviços do Amazon Web Services (AWS) passaram por uma grande instabilidade. O serviço da big tech Amazon é utilizado por outras companhias, que também ficaram instáveis. O apagão afetou sites e aplicativos de áreas diversas, como sites de companhias aéreas, bancos, serviços de entrega e jogos online. O Picpay, o Fortnite, o Roblox foram afetados; além disso, a instabilidade também atingiu um outro serviço oferecido pela Amazon: a Alexa, assistente virtual criada pela big tech, também sofreu com o apagão. 

Apagão no AWS

O apagão aconteceu durante a madrugada de domingo (dia 19) para segunda-feira (dia 20). A Amazon ainda não divulgou as causas da instabilidade, que foi resolvida por volta das 8 horas da manhã pelo horário de Brasília, segundo um informe divulgado pela big tech. A instabilidade ocasionou uma interrupção no DNS – o sistema de nomes de domínio –, que está dentro dos serviços oferecidos pelo Amazon Web Services (AWS).


 

AWS sofre com apagão (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)

Segundo o cientista da informação Mike Chapple, “a Amazon tinha os dados armazenados com segurança, mas ninguém mais conseguiu encontrá-los por várias horas, deixando os aplicativos temporariamente isolados de seus dados”. Chapple, que é da Universidade de Notre Dame, e é especialista em cibersegurança, ainda disse que o apagão se comportou como se grandes partes da internet tivessem sofrido com uma amnésia temporária: os dados não estavam sendo encontrados, e partes da internet pareciam ter ‘esquecido’ dos dados. O Amazon Web Services oferece um sistema de arquivo de dados, e funciona como uma nuvem de back-up.

Serviços afetados

Diversos serviços foram afetados com o apagão sofrido pelo Amazon Web Services (AWS), como jogos, serviços de bancos e pagamentos online, sites de companhias aéreas e serviços de entrega. O monitorador Downdetector, que detecta sites que estão fora do ar, informou que havia recebido mais de seis milhões de relatórios relacionados à instabilidade dos serviços do Amazon Web Services.

No Brasil, o Mercado Livre e o Mercado Pago emitiram um comunicado à CNN reconhecendo que seus sistemas haviam mostrado instabilidades. O aviso também continha a informação que os aplicativos já estavam funcionando normalmente.

Amazon inova com a chegada do Kindle Colorsoft, agora com leitura em cores

A Amazon está lançando no Brasil os e-readers Kindle Colorsoft, com leitura em cores. Os dispositivos já estão disponíveis para venda, e a expectativa é que aumentem a satisfação com a leitura digital, pois incluem recursos visuais aprimorados e tecnologia de ponta, uma característica marcante da empresa.

E-reades e novos recursos

A leitura não será mais a mesma com os novos dispositivos da Amazon. Os e-readers estão disponíveis em dois modelos: o Kindle Colorsoft, com 16 GB de armazenamento, e o Kindle Colorsoft Signature Edition, com 32 GB.

Além de ter o dobro de capacidade, o modelo Signature oferece funcionalidades premium. Ambos contam com bateria de longa duração, tela antirreflexo, acesso à loja de livros digitais e, como destaque desta inovação, uma tela colorida de alto contraste.

Os usuários de leitores digitais já podem adquirir o produto por R$ 1.499,00.


Caixas da Amazon (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)


Especificação dos modelos

O modelo de Kindle Colorsoft com 16 GB tem tela com troca de páginas rápida. Com temperatura de luz ajustável, além de novos recursos, destacando a variação de cores que podem ser amarelo, laranja, azul e rosa; e ainda o modo “cor da página”, essa funcionalidade inverte o fundo e o texto, o que faz o leitor ter maior conforto visual.

O leitor digital Signature Edition possui carregamento sem fio e funcionalidades como ajuste automático de brilho, tela com tecnologia de óxido e LEDs de nitreto, que aumentam a nitidez e a fidelidade das cores, ideal para conteúdos gráficos como HQs, literatura infantil e materiais educacionais.

Os dois modelos são à prova d’água e sua bateria tem durabilidade de aproximadamente 8 semanas.

Mantêm o padrão da Amazon de fabricar produtos duráveis e adaptáveis a diferentes estilos de vida do usuário — seja na praia, no transporte público ou até mesmo na banheira.

“Estamos empolgados em oferecer aos leitores brasileiros a possibilidade de explorar livros, quadrinhos e imagens com cores vibrantes, sem abrir mão da leveza e praticidade que definem o Kindle”, destacou a Amazon em comunicado.

O sucesso do Kindle é tão grande que mais de 129 bilhões de páginas foram lidas somente este ano.

Com a chegada do Kindle Colorsoft — que traz leitura em cores — inicia-se, no Brasil, uma nova evolução na forma de ler e viver a experiência da leitura.

Domo de Ouro dos EUA aposta em novos parceiros fora da órbita de Musk

O governo Trump iniciou uma movimentação estratégica para reduzir a dependência da SpaceX no desenvolvimento do Domo de Ouro, sistema de defesa espacial avaliado em US$ 175 bilhões, segundo fontes. O governo norte-americano tem buscado alternativas ao estabelecer diálogos com o Projeto Kuiper, da Amazon, e grandes fabricantes do setor bélico. A decisão ocorre em meio ao desgaste público entre Trump e Elon Musk.

Segundo fontes ligadas à Casa Branca e ao Pentágono, a estratégia sinaliza uma abertura para novos parceiros, rompendo com a centralização da SpaceX, responsável por grande parte das operações via Starlink e Starshield.

Ruptura com Musk acelera novas alianças

O Afastamento entre Donald Trump e o bilionário Elon Musk ficou evidente após um atrito público no início de junho. Antes mesmo do episódio, autoridades já demonstravam receio sobre a concentração de responsabilidades nas mãos de uma única empresa. Com isso, empresas como a Rocket Lab e a Stoke Space foram convidadas a disputar contratos futuros do projeto.

Em declaração à Reuters, a SpaceX afirmou não ter interesse direto nos contratos mencionados. No entanto, devido à sua liderança em lançamentos orbitais e experiência com contratos governamentais, a companhia ainda é vista como peça estratégica em etapas futuras.


Presidente Donald Trump, durante declaração à imprensa sobre possível rompimento com a SpaceX (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil)

Amazon e gigantes da defesa entram no radar

Com cerca de 78 satélites em órbita, o Projeto Kuiper, da Amazon, foi consultado para integrar a estrutura de comunicação do Domo de Ouro. A constelação da empresa continua em estágio inicial, mas já desperta interesse por seu potencial em aplicações militares, como rastreamento e resposta a ameaças aéreas.

Além da Amazon, empresas como Northrop Grumman, Lockheed Martin e L3Harris também foram acionadas. Essas companhias devem oferecer tecnologias para alerta e rastreamento de mísseis e até interceptação em órbita. A expectativa é que os contratos sejam licitados individualmente à medida que o projeto avança, estimulando a competitividade e o surgimento de soluções mais ágeis e econômicas.

Pressão por novos satélites e orçamento bilionário

Com o orçamento da Space Force saltando de US$ 900 milhões para US$ 13 bilhões, o Congresso dos Estados Unidos tem pressionado por uma aceleração na produção de satélites pelo setor privado. A expectativa é que parte desse montante seja direcionada a empresas emergentes, especialmente aquelas que oferecem alternativas à SpaceX.

No total, US$ 25 bilhões serão liberados na primeira fase do financiamento autorizado pelo Congresso, dentro do plano fiscal de Trump. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de camadas orbitais do Domo de Ouro, inspirado no sistema israelense Domo de Ferro, mas com cobertura global e múltiplos níveis de proteção.

Nvidia faz história: primeira empresa de US$ 4 trilhões

A fabricante de chips de inteligência artificial Nvidia alcançou um marco histórico no dia 09 de julho de 2025, ao se tornar a primeira empresa da história avaliada em US$ 4 trilhões. Suas ações subiram até 2,8%, atingindo um novo recorde de US$ 164,42. Esse feito reforça sua posição como líder incontestável na corrida da inteligência artificial generativa.

Superando Gigantes e o PIB do Reino Unido

A incrível valorização da Nvidia a impulsionou para além de empresas de tecnologia renomadas pelo público. A empresa supera nomes como Microsoft (avaliada em US$ 3,7 trilhões), Apple (US$ 3,1 trilhões), Amazon (US$ 2,4 trilhões) e a Alphabet, controladora do Google (US$ 2,2 trilhões), no ranking das cinco maiores companhias do mundo. Para dimensionar sua grandiosidade, o valor de mercado da Nvidia ultrapassou o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no ano passado, que somou US$ 3,9 trilhões.

Ascensão Meteórica e Impacto da IA

A trajetória de crescimento da Nvidia tem sido, sem dúvida, meteórica. Há apenas uma década, a empresa era avaliada em pouco mais de US$ 10 bilhões. Em 2023, a empresa já havia superado a marca de US$ 1 trilhão e, no ano seguinte, em 2024, atingiu rapidamente os impressionantes patamares de US$ 2 trilhões e US$ 3 trilhões. A valorização de suas ações na última década foi de impressionantes 35.000%. Isso significa que um investimento de US$ 1.000 em julho de 2015 valeria hoje US$ 350.000.


CEO da Nvidia apresentando o ultra chip junho/2024 (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


O entusiasmo de Wall Street pela Nvidia está fortemente ligado à crescente adoção de ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT. A empresa domina o desenvolvimento da infraestrutura de hardware e software (suas GPUs são consideradas padrão-ouro) necessárias para operar esses programas avançados e de alto custo.

Entre seus principais clientes estão OpenAI, Tesla, xAI (de Elon Musk), Meta e Amazon. A fortuna do cofundador e CEO Jensen Huang, que começou sua carreira como ajudante de garçom, reflete essa ascensão: ele é hoje a nona pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio líquido de US$ 142 bilhões, proveniente quase inteiramente de sua participação de 3,5% na Nvidia.

Amazon foca no Brasil, grande potencial de negócios

A Amazon se prepara para o Prime Day, que vai se realizar entre os dias 15 e 16 de julho no Brasil. A empresa tem grandes expectativas, não apenas do ponto de vista comercial, mas também para o país, já que essa será a região que receberá o maior investimento da varejista americana

O dia de ofertas exclusivas para assinantes, Prime Day, será realizado entre os dias 15 e 16 de julho. Foi o que informou a presidente da empresa no Brasil, Juliana Sztrajtman, ao participar de um evento nesta quinta-feira, no centro de distribuição (CD) GRU9, em Cajamar (SP). Sztrajtman informou que a Amazon iniciou operações no Brasil em 2011 e investiu R$ 32 bilhões no país, sendo R$ 8 bilhões somente nos últimos dois anos, justificando que o Brasil tem grande potencial para gerar negócios e atrair clientes.”

Grande expectativa com investimentos no Brasil

Os recursos destinados para o Brasil  estão sendo utilizados para  aumentar o número de funcionários, investir em logística, além de maior gama de produtos estocados, que inclui não só o e-commerce,mas as lojas parceiras também.


Perspectiva de aumento nas entregas ( Foto: Reprodução/Nathan Stirk/Getty Imagens Embed)


Neste momento, cerca de 18 mil pessoas trabalham para a Amazon, tanto direta como indiretamente.

Os parceiros da empresa usam a plataforma da Amazon para vender seus produtos, e conseguiram gerar mais de 170 mil postos de trabalho, quando começou as atividades em  2011.Para a Prime Day, a perspectiva é de 6 mil pessoas auxiliando, inclusive, 1,9 mil somente no GRU 9.

Pais com potencial comercial

Atendendo a demanda de um país com dimensões como o Brasil, a varejista tem 12 centros de distribuição,  e diversas rotas rodoviárias e 4,2 áreas. Conforme  Sztrajtman, a Amazon faz entrega em todos os municípios do Brasil. A empresa oferece entrega rápida até dois dias para 1,2 mil e para outras 400 cidades a entrega dos produtos em até um dia, além de outras  34 que conseguem receber no mesmo dia de compra.

“Tudo que fazemos é para atender ao que o cliente deseja. O que ele mais quer é encontrar produtos com preço acessível, recebê-los rapidamente e, caso tenha algum problema, ter um atendimento de qualidade”, disse a presidente da Amazon Brasil. Não por acaso, um dos pilares da empresa é a “obsessão pelo cliente”.

No Brasil, o cliente encontra no site mais de 150 milhões de produtos, além de  100 mil parceiros, com a maioria do próprio Brasil.
Mas chegando o Prime Day, a Amazon espera bater recorde de assinaturas no primeiro dia de ofertas. Outras expectativas da empresa  são mais itens à pronta entrega, crescimento das entregas imediatas e infraestrutura.

Denis Villeneuve, de Duna, dirigirá novo filme de James Bond

A Amazon MGM Studios anunciou nesta quarta-feira (25) que Denis Villeneuve será o diretor do próximo filme da franquia James Bond. Conhecido por sua assinatura autoral em obras como Duna e A Chegada, o cineasta também atuará como produtor executivo ao lado de Tanya Lapointe. O novo capítulo marca uma virada na história do espião britânico, que entra numa nova era após a saída de Daniel Craig e mudanças estruturais nos bastidores da saga.

Denis Villeneuve é reconhecido como um dos cineastas mais prestigiados da atualidade, tendo conduzido a franquia Duna a conquistar diversas estatuetas do Oscar, incluindo prêmios nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Em comunicado oficial, o diretor também revelou sua conexão pessoal com James Bond e que vê o personagem como um “personagem sagrado” do cinema.

Villeneuve tem ligação pessoal com Bond

Denis Villeneuve revelou ter uma forte conexão pessoal com o universo de James Bond. Em declaração oficial, o diretor franco-canadense afirmou que assumir o comando do novo longa é uma enorme responsabilidade e uma honra. Fã declarado de Bond, ele contou que cresceu assistindo aos clássicos de 007 com o pai, o que criou um vínculo afetivo com o personagem. “Sou um fã fervoroso de Bond. Para mim, ele é um território sagrado. Pretendo honrar a tradição e abrir caminho para muitas novas missões”, afirmou.

Para Mike Hopkins, executivo da Amazon MGM Studios, ter Denis Villeneuve à frente do novo 007 é uma honra. Ele destacou que o diretor, conhecido por obras como Blade Runner 2049, A Chegada e Duna, é um mestre em criar mundos envolventes e narrativas impactantes. “James Bond está nas mãos de um dos maiores cineastas da atualidade, e mal podemos esperar para começar a próxima aventura do 007“, completou.


Anúncio sobre a escolha do diretor Denis Villeneuve para o próximo filme de James Bond (Foto: reprodução/Instagram/@amazonmgmstudios)


Amazon assume o controle criativo da franquia

O anúncio da nova direção acontece em meio a uma reorganização estratégica da saga. Desde que a Amazon adquiriu o estúdio MGM em 2022, em um acordo de quase US$ 8,5 bilhões, a gigante do streaming passou a ter acesso ao catálogo histórico da franquia. No entanto, enfrentava obstáculos para assumir o comando total das produções, devido à influência contínua de Barbara Broccoli e Michael Wilson, antigos produtores da saga com direitos sobre os filmes.

Somente neste ano a Amazon firmou um acordo com os antigos produtores da franquia e assumiu o controle criativo sobre os direitos de James Bond. O valor do acerto não foi revelado. Embora Villeneuve já tenha sido confirmado como diretor, a escolha do novo intérprete do agente 007 ainda é um mistério. Desde a saída de Daniel Craig em Sem Tempo para Morrer (2021), especulações não param, mas o anúncio oficial segue sem previsão.