Apesar da vitória do Flamengo por 4 a 2 sobre o Botafogo-PB, pela Copa do Brasil, quem acabou em evidência após o apito final foi o atacante Michael. A equipe rubro-negra garantiu vaga nas oitavas com um time alternativo, e o técnico Filipe Luís aproveitou para colocar em campo nomes que têm tido menos espaço no elenco principal. O desempenho de Michael, no entanto, virou pauta fora das quatro linhas.
Durante a programação de um canal esportivo, os jornalistas Pedro Moreno e Francisco Aiello, do Sportv, avaliaram o jogo e fizeram questão de destacar que o atacante continua apresentando as mesmas dificuldades de fases anteriores. Segundo eles, embora o jogador tenha energia e contribua com movimentação no ataque, falta precisão nas escolhas finais das jogadas. Isso inclui tanto os passes decisivos quanto as tentativas de gol.
Atitude não falta, mas execução ainda atrapalha
Os jornalistas explicaram que Michael costuma chamar atenção pela velocidade e pelo esforço. É comum vê-lo puxando contra-ataques e tentando desmontar a marcação com dribles rápidos. O problema, segundo eles, aparece quando é hora de concluir. Nesse ponto, a tomada de decisão e a finalização ainda deixam a desejar, o que tem prejudicado o rendimento do jogador nas partidas.
Michael em foto publicada em suas redes sociais segurando a taça da Supercopa (Foto: reprodução/@michael19/Instagram)
Um dos comentaristas lembrou que o melhor momento do atacante com a camisa do Flamengo aconteceu há alguns anos, sob o comando de outro treinador. Naquela fase, mesmo sem ser um finalizador nato, ele conseguia ser mais efetivo. Atualmente, a diferença é que as jogadas não estão surtindo o mesmo efeito, o que tem frustrado parte da torcida e levantado dúvidas sobre seu papel no time.
Números discretos marcam a temporada
Desde que retornou ao Flamengo, em agosto do ano passado, após passagem pelo futebol saudita, Michael ainda busca reencontrar o bom desempenho. Em 2025, o atacante já entrou em campo 20 vezes, mas só marcou um gol e deu uma assistência. Os dados reforçam a percepção de que ele ainda está distante de recuperar o protagonismo que teve em sua primeira passagem pelo clube.
