Cinzas de Preta Gil são distribuídas entre familiares, amigos e locais de valor afetivo

Últimas vontades da cantora Preta Gil, que faleceu no dia 20 de julho aos 50 anos, começaram a ser respeitadas com o cuidado e a sensibilidade que marcaram sua trajetória. Após enfrentar um câncer colorretal diagnosticado em 2023, a artista teve seu corpo cremado e suas cinzas, agora, seguirão múltiplos destinos conforme ela desejava: entre a eternidade da arte, o afeto dos laços pessoais e o simbolismo dos espaços que marcaram sua vida.

Lembranças e memórias afetivas

Parte das cinzas foi distribuída em pequenos recipientes, entregues a familiares e amigos íntimos. Cada um desses destinatários dará continuidade a um desejo da cantora: manter viva sua memória em ambientes de significados profundos.

Uma porção das cinzas permanecerá no Columbário do Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. O local receberá um busto realista da artista, que poderá ser visitado pelo público como homenagem permanente.

Outro destino simbólico é a Bahia, terra de raízes familiares e afetivas de Preta. Em locais como sua casa e o cais que costumava frequentar, parte das cinzas será lançada ao mar, em um gesto de despedida íntimo e representativo da conexão da artista com o estado. Ainda segundo o planejamento feito por seus entes queridos, uma porção das cinzas será transformada em diamante, recurso usado por algumas famílias para eternizar fisicamente a presença de um ente querido.


Velório de Preta Gil no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Instagram/pretagil)


Protagonista da música brasileira

O velório de Preta Gil foi realizado na próxima sexta-feira (25), das 9h às 13h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento foi aberto ao público, permitindo que fãs e admiradores pudessem prestar sua última homenagem. A cantora, que estava nos Estados Unidos em busca de tratamento, deixou um legado artístico e humano marcado pelo amor, pelo acolhimento e pela luta.

Preta Gil não apenas protagonizou momentos importantes na música brasileira, mas também se tornou símbolo de resistência e afeto. Sua despedida segue esse mesmo tom: íntima, significativa e plural — refletindo, em cada destino de suas cinzas, a diversidade e a profundidade com que viveu.

Despedida de Juliana Marins acontece nesta sexta em Niterói

Juliana Marins, brasileira que morreu no final de junho após sofrer um acidente enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, será velada nesta sexta-feira (4), em Niterói, no Rio de Janeiro, onde nasceu.

A cerimônia de despedida será no Cemitério Parque da Colina. Entre 10h e 12h, qualquer pessoa que quiser prestar homenagens poderá comparecer. Depois disso, das 12h30 até às 15h, o local será reservado apenas para familiares e pessoas próximas. Após esse horário, o corpo de Juliana será sepultado.

Ela estava viajando quando caiu em uma área de difícil acesso, durante uma trilha. Seu corpo foi localizado dias depois, após buscas realizadas por equipes locais.

Peritos brasileiros refazem exame no IML do Rio

Na quarta-feira (2), o corpo de Juliana passou por uma nova análise no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, na capital fluminense. A decisão de realizar um segundo exame foi tomada após solicitação da Defensoria Pública da União, que questionou a falta de informações claras no laudo feito na Indonésia. A Justiça Federal autorizou a nova perícia.

O procedimento contou com dois peritos da Polícia Civil, além da presença de um agente da Polícia Federal e de um representante da família. A necropsia começou por volta de 8h30 e levou pouco mais de duas horas. Um relatório preliminar deve ser entregue em até sete dias.

Segundo a defensora Taísa Bittencourt Leal Queiroz, a medida foi necessária porque o primeiro laudo não deixou claro o motivo da morte, nem indicou com precisão quando ela ocorreu.

Família questiona divulgação do primeiro laudo

O primeiro exame, feito em um hospital em Bali, revelou diversas fraturas e lesões internas, o que eliminou a possibilidade de hipotermia. Um legista local afirmou que Juliana ainda teria resistido por cerca de 20 minutos após a queda, mas o dia exato do acidente não foi confirmado.


Momento em que o corpo da jovem chega ao Brasil (Vídeo: Reprodução/YouTube/@BrasilUrgente)

Os familiares demonstraram desconforto com a forma como as informações do primeiro laudo vieram a público. O conteúdo foi divulgado em entrevista coletiva antes que qualquer parente fosse oficialmente informado. Pelas redes sociais criadas para divulgar atualizações sobre o caso, a irmã de Juliana, Mariana Marins, afirmou que a família se sentiu desrespeitada.

Além disso, a Defensoria Pública da União enviou um pedido para que a Polícia Federal abra um inquérito e acompanhe a apuração sobre o que realmente aconteceu.