OTAN denuncia atos de sabotagem da Rússia na Europa

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) acusou a Rússia de realizar atos de sabotagem contra infraestruturas essenciais na Europa. A denúncia, apresentada nesta terça-feira (3), destaca a intensificação de ações clandestinas atribuídas a Moscou, que colocam em risco a segurança energética e militar do continente.

As ações incluem ataques a cabos submarinos de comunicação e a gasodutos, afetando diretamente países membros da aliança. A OTAN reforça a necessidade de uma resposta coordenada para prevenir novos episódios.

Rússia intensifica ações de sabotagem na Europa

A OTAN acusou a Rússia de conduzir operações clandestinas contra estruturas estratégicas em território europeu. Entre os alvos, estariam cabos submarinos de comunicação e gasodutos que garantem o abastecimento de energia em países da aliança. Segundo a organização, essas ações representam uma grave ameaça à segurança do continente, principalmente em um momento de escalada de tensões entre Moscou e o Ocidente.


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Rússia e China podem estar por trás de uma operação para sabotar a internet na Europa. Veja o que está acontecendo. #foryoupagee#putin#otan#internet#europa#mundo#curiosidades #daniellopez

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Sobre a operação de sabotagem — (Vídeo: Reprodução / Tiktok / @conectc4sh)

De acordo com Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, a sabotagem russa visa desestabilizar países-membros e comprometer a infraestrutura crítica. Em resposta, a aliança reforçou sua vigilância sobre essas estruturas e alertou para a possibilidade de novos ataques. “Estamos tomando medidas para proteger nossos sistemas, mas é essencial que estejamos preparados para prevenir e responder a essas ameaças”, afirmou Stoltenberg.

Reação dos países europeus

Os países europeus têm reforçado suas capacidades de defesa diante das acusações. Nações como Alemanha e França já anunciaram investimentos em sistemas de monitoramento para proteger suas infraestruturas críticas. Além disso, a OTAN discute a criação de um mecanismo conjunto para responder rapidamente a qualquer tentativa de sabotagem.

Enquanto isso, Moscou negou as acusações, classificando-as como infundadas e parte de uma campanha de desinformação contra o governo russo. Analistas internacionais, no entanto, alertam que as ações atribuídas à Rússia fazem parte de uma estratégia maior de guerra híbrida, combinando ciberataques e operações clandestinas.

Com as tensões em alta, a Europa enfrenta o desafio de equilibrar a segurança com a diplomacia, buscando evitar uma escalada militar direta.

Kim Jong-un declara que a Coreia do Norte se preparará para a guerra

Segundo a agência de notícias KCNA, o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un afirmou na quarta-feira (10) que é a hora do seu país se preparar para a guerra. A declaração foi feita enquanto ele visitava a Universidade Militar e Política Kim Jong-il, a principal do país, que leva o nome do seu pai. 

De acordo com informações divulgadas, o líder estaria acompanhado de Pak Johg-chon, vice-presidente da Comissão Militar Central, Ri Yong-gil, chefe de Estado-Maior e de Kang Sun-nam, ministro da Defesa Nacional. Ele informou que, devido à situação complexa internacional e da política instável da Coreia do Norte, é necessário “estar mais preparado do que nunca”.  


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Líder norte-coreano em visita a monumento (Foto: reprodução/Kham/Pool via Bloomberg/Getty Images Embed)


Desenvolvimento de armas

O país, ao longo dos anos, focou muito no desenvolvimento de suas armas e em formar laços militares e políticos com a Rússia. Kim afirmou a estudantes e funcionários que, caso o país entre em conflito, é preciso vencer ele de qualquer maneira e que se inimigos optarem por um combate militar, a Coreia fará um golpe final utilizando todos os meios a seu favor. 


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Kim Jong-un e Vladimir Putin (Foto: reprodução/Contributor/Getty Images Embed)


A declaração foi feita após Estados Unidos e Japão anunciarem uma revisão militar de aliança entre os países e dos acordos de tecnologia e defesa. O acordo também visa convencer a Coreia do Norte a desistir do programa nuclear e de mísseis.

Tensão entre países

A Coreia do Norte vive um momento de tensão com a Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Em fevereiro, Kim Jong-un avisou que não manteria uma conversa com o país vizinho que seria seu inimigo número um e acusou recentemente os americanos e sul-coreanos de praticarem intensamente e com frequência estratégias militares conjuntas.

Os três países vêm fortalecendo sua aliança política e a colaboração militar, já o líder mantém atualmente o mesmo em relação à Rússia e Vladimir Putin. 

Civis relatam torturas e interrogatórios no terceiro dia de operação de Israel em Al-Shifa

Nessa quarta-feira (20), a operação de Israel contra o Hospital Al-Shifa completou seu terceiro dia. A ação, que iniciou na segunda-feira (18), é carregada de preocupação por diversas partes. Segundo o porta-voz da Defesa Civil de Gaza, os civis abrigados no local estão ficando sem água e necessidades básicas. 

Mahmoud Basal, em conversa com a CNN, revelou que as pessoas estão sofrendo com interrogatórios, torturas e assassinatos. Afirma, também, que soldados israelenses estão obrigando pessoas feridas a sair do hospital, mesmo quando elas não conseguem andar.


Palestinos feridos no Hospital Al-Shifa (Foto: reprodução/AFP/ Getty Images Embed)


Com essa situação, os feridos precisam se refugiar no Hospital Batista Al-Ahli, que fica a cerca de três quilômetros de distância, um caminho perigoso e difícil na atual condição de muitos. 

Basal continuou o relato, comentando que as pessoas não conseguem conversar com jornalistas por medo, pois o profissional Mahmoud Aliwa que estava no lugar foi preso pelas tropas de Israel.

Visões diferentes

Com base em informações de que o hospital estaria sendo utilizado por homens armados e como esconderijos de armas, o ataque foi anunciado por Israel, pedindo para que todos abandonassem o local. 

O exército também afirmou que foram presos mais de 200 terroristas suspeitos e 20 atiradores estão mortos, e que o Hamas usava o hospital como tentativa de fazer um lugar de refúgio dos extremistas. 

O escritório de imprensa do governo do Hamas negou a informação. Eles alegam que todos os mortos são pacientes feridos e pessoas deslocadas no hospital.


Civis fugindo da área do Al-Shifa (Foto: reprodução/AFP/Getty Images Embed)


Pronunciamento da OMS

Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), condenou o ataque. Em seu pronunciamento, ele disse que hospitais não devem ser campos de batalha e que profissionais da saúde, civis e pacientes estão correndo sérios riscos de vida. 

O centro médico também foi alvo de um incêndio que ocasionou em casos de sufocamento entre mulheres e crianças. Estima-se que o conflito, iniciado em outubro de 2023, já tenha passado de mais de 25.000 mortos.