Motta veta Eduardo Bolsonaro como líder da Minoria na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recusou a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria. A manobra da oposição buscava blindar o deputado de um possível processo de cassação por faltas acumuladas. Eduardo está nos Estados Unidos e, segundo aliados, teria como objetivo usar o cargo para justificar as ausências. A decisão de Motta foi embasada em parecer da Secretaria-Geral da Mesa.

Parecer sobre incompatibilidade

De acordo com o documento técnico, a ausência prolongada do parlamentar em território nacional inviabiliza o exercício das atribuições de liderança. “A ausência de comunicação prévia sobre o afastamento do território nacional, como ocorre no caso em análise, constitui, por si só, uma violação ao dever funcional do parlamentar”, registrou o parecer. O texto ainda aponta que tal conduta impossibilita enquadrar as faltas em hipóteses legais de exceção.

Em março, Eduardo Bolsonaro havia solicitado licença de 120 dias para permanecer nos Estados Unidos, onde alegou atuar em defesa dos direitos humanos. Durante o período, fez lobby por medidas contra o Brasil, incluindo tarifas adicionais e sanções a autoridades nacionais. A licença terminou em julho, e desde então as ausências do deputado começaram a ser contabilizadas. A situação abriu espaço para um processo disciplinar na Câmara.


Presidente da Câmara veta Eduardo Bolsonaro como Líder da Minoria (Vídeo: reprodução/YouTube/@cnnbrasil)


Representação no Conselho de Ética

Enquanto a contagem de faltas avança, o Conselho de Ética analisa uma representação apresentada pelo PT que pede a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. O argumento é que o parlamentar descumpriu suas obrigações funcionais ao priorizar atividades no exterior. Motta, ao avaliar a tentativa da oposição, já havia classificado o caso como “atípico”, sinalizando desde a semana passada que a indicação não teria seguimento imediato.

Na segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República denunciou Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo por coação no curso de processo relacionado à trama golpista. O episódio envolve ainda a aplicação da Lei Magnitsky contra a esposa do ministro Alexandre de Moraes e a revogação do visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo governo Trump. O cenário reforça a pressão política e jurídica que se acumula sobre o deputado do PL.

Erika Hilton recebe ameaças após publicação de vídeo

Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP, publicou neste sábado, 18 de janeiro, um vídeo em suas redes sociais para esclarecer dúvidas sobre a medida, já revogada, que previa fiscalização de transações via Pix. No vídeo, Hilton rebateu informações divulgadas por representantes da direita, pelo especialmente deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Conteúdo das ameaças

As declarações da deputada foram associadas por internautas a uma suposta defesa do presidente Lula, o que desencadeou uma onda de comentários agressivos. A assessoria de Hilton informou que mensagens com graves ameaças foram enviadas à deputada, incluindo menções a fuzilamentos, contratação de atiradores e referências a Ronnie Lessa, acusado do assassinato de Marielle Franco. Diante das ameaças, os advogados da deputada reuniram provas e registraram um inquérito na Polícia Federal para investigar a identidade dos responsáveis.


Pronunciamento da deputada (Vídeo: reprodução/Instagram/@hilton_erika)


Pronunciamento da deputada

Em nota oficial, Erika Hilton afirmou que não irá se intimidar e está adotando as medidas necessárias para responsabilizar os agressores. “Não recuarei. Estou, junto de meus advogados e equipe de segurança, tomando as medidas cabíveis para responsabilizar quem comete crimes. Mas, acima de tudo, não podemos perder o foco, que é espalhar a verdade sobre os fatos e combater a desinformação daqueles que tentam sequestrar, fazer refém e destruir a democracia, o livre debate público e a divergência de ideias. Isso é completamente diferente da mentira, do ódio e das ameaças”, declarou.

A Polícia Federal investigará o caso, buscando identificar os autores das mensagens e garantir a segurança da deputada. Segundo sua assessoria, a prioridade é que os responsáveis sejam responsabilizados por seus atos.

Este episódio reforça a urgência de combater o discurso de ódio e a desinformação nas plataformas digitais, que têm servido de terreno fértil para ataques e ameaças contra figuras públicas. A mobilização de Erika Hilton e sua equipe para enfrentar a situação é um exemplo de resiliência e da importância de medidas legais para proteger a integridade democrática e individual.

Felipe Franco e esposa acusam seguranças do Allianz Parque de agressão: “Matar a gente”

No último domingo (22), o fisiculturista e deputado de São Paulo, Felipe Franco, abriu uma live em seu Instagram, onde revelou ser agredido por policiais em uma confusão após o show de Chris Brown no Allianz Parque. O deputado disse que o policial deu um soco em seu rosto e cobrou o governador Tarcísio de Freitas explicações pelo ocorrido.


Momento da briga entre o casal e os seguranças (Vídeo: reprodução/X/@moraismarianam)


Confusão

Inaê Barros, influenciadora e esposa de Felipe Franco, disse em suas redes sociais que a confusão iniciou quando o casal foi impedido de trocar o lado que estavam no camarote. Segundo ela, eles possuíam pulseiras VIPs, que davam acesso a todos os setores do Allianz Parque.

No relato, Inaê afirmou que o acesso foi negado por uma segurança que derrubou seu celular no chão e a empurrou para fora do local. Felipe Franco foi tentar ajudar a esposa, mas outros seguranças chegaram e um deles, que seria um policial, deu um soco em seu rosto. Disse ainda que havia outros policiais, mas ficaram apenas observando, sem tomar nenhuma atitude.

Polícia deu um soco na minha cara, certo? – disse Felipe

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o casal foi escoltado para um posto da PM, onde o deputado desacatou alguns policiais que estavam presentes no local. Além disso, a nota divulgada pela secretaria aformou que na confusão, dois funcionários ficaram feridos.

Quem é Felipe Franco?

Felipe Franco é um fisiculturista e professor de educação física, que viralizou na internet pelo seu esporte. Desde então, Felipe se dedica às redes sociais e tudo que envolve fisiculturismo e saúde.

Felipe Franco ingressou na política de São Paulo em 2020, iniciando uma campanha para vereador, se tornando o primeiro suplente de Vereador. Em 2021 assumiu o cargo de Diretor Geral do Departamento de Parcerias da prefeitura. Já em 2022, lançou sua campanha para Deputado Estadual e foi eleito com 90.440 votos.

Após a confusão no show de Chris Brown, o deputado foi lembrado pelos internautas por ser um dos deputados que votou contra o uso de câmeras no uniforme dos policiais. “Sou deputado, pai, eu votei todas as cláusulas para esses caras em 2024”, disse Felipe.