Jovem brasileira contrai bactéria rara nos Estados Unidos

A brasileira Claudia de Albuquerque Celada, de 23 anos, contraiu uma bactéria rara, que desencadeou o botulismo, doença neurológica grave, que em alguns casos pode deixar o corpo do ser humano paralisado. O caso ocorreu com a jovem que se contaminou durante um intercâmbio feito na cidade de Aspen, no estado americano do Colorado. Ela, que está há quase dois meses internada, ainda respira com ajuda de respiradores.

A doença

Conforme o material do Ministério da Saúde, o botulismo é uma doença bacteriana rara e de potencial grave, não contagiosa, causada pela bactéria Clostridium botulinum (C botulinum), que após o desenvolvimento no corpo humano, tem poder de causar a paralisia.

A bactéria em questão pode entrar no organismo através de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente os enlatados, conservados de formas inadequadas e muito consumidos por americanos. 

A suspeita é de que a brasileira tenha sido infectada com uma refeição pronta comprada no supermercado.

Segundo Luisa Albuquerque Celada, de 28 anos, irmã da intercambista, nem os médicos locais sabiam como tratar a doença, pois alegaram nunca terem visto botulismo em suas carreiras.

“Eles falam que é uma doença extremamente rara, a maioria deles nunca pegou um caso de botulismo na carreira, tiveram de ‘estudar’ sobre essa doença para atendê-la da melhor maneira”

Luisa Celada, irmã de Claudia em entrevista ao jornal O Globo.

Tratamento

A jovem foi internada no dia 17 de fevereiro de 2024, com um quadro inicial de falta de ar, tontura e visão turva, diferente do Brasil que disponibiliza o Sistema único de saúde para a população sem nenhum custo, nos EUA não há sistemas públicos de saúde e todas as internações são pagas. 

A família, atualmente, possui uma dívida milionária com o hospital em que Cláudia está internada, e estima se que os gastos com a hospitalização estejam acima de R$ 5 milhões.

Há um desejo da família em trazer ela ao Brasil, pois Cláudia teria um tratamento mais próximo da família, porém o valor do transporte custa em torno de US $200 mil(1 milhão de reais) na cotação atual.

“Como a Cacau precisa do respirador, precisa também da ambulância aérea. Sozinha, ela não consegue. Ainda precisa de muito suporte para concluir a transferência — conta Malu, que ajuda Luisa a divulgar a iniciativa.”

Malu, amiga de Claudia.

Publicação via Instagram da Claudia, sobre a vaquinha on-line. (Reprodução/Instagram/@cacau_albuquerque.)


A partir disso, a família e amigos criaram uma vaquinha on-line para arrecadar este valor, para conseguirem trazer ela de volta ao Brasil. A divulgação foi feita via Instagram e conta atualmente com o valor de R$ 154.203,00 arrecadado.

Uso excessivo de tecnologia afeta alimentação dos adolescentes

Apesar da tecnologia servir a muitos propósitos positivos e auxiliar em tarefas simples do cotidiano, porém, essa ferramenta revolucionária e global, também trouxe consigo um grande perigo: a piora na forma como os adolescentes têm se alimentado. E umas das principais causas nessa queda de qualidade na dieta da nova geração, é o tempo de uso de tela que tem aumentado nos últimos tempos.

Adolescente usando duas telas (reprodução/GettyImages Embeed/
Ute Grabowsky)


Um assunto que exige atenção

Em uma pesquisa publicada recentemente, pesquisadores buscaram identificar indicadores que relacionassem o tempo de uso excessivo de diferentes telas, a qualidade da dieta em adolescentes e características do entorno escolar. A sondagem foi realizada com o público adolescente, de cerca de 30 escolas estaduais de Curitiba, capital do Paraná, na qual foi registrado o tempo permanecido em frente a alguns tipos de tela, como televisão, videogame e portáteis. A qualidade da dieta foi avaliada pela frequência de consumo de alimentos e a renda do entorno escolar foi obtida do Censo. Nessa investigação, verificou-se que de 1,2 mil adolescentes, 50,9% do sexo masculino, 74,4% tiveram tempo excessivo de tela.

Adolescentes usando celular (reprodução/GettyImages Embeed/
Ute Grabowsky)


Resultados do exagero

O desfecho foi bastante expressivo, liderando o ranking de excesso de tempo de telas encontra-se a TV (56,5%), diretamente ligada à pior qualidade da alimentação. Depois, observou-se que o videogame (22,0%) foi menor no sexo feminino, associado à pior qualidade da alimentação, à menor renda do entorno escolar, e à pior classificação do ambiente construído para atividade física. O que também chamou a atenção foram as telas portáteis telas (53,2%), das quais a categoria demonstrou grande potencial de aumento, com a renda na região escolar. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que o uso excessivo de TV e de telas portáteis foi amplamente praticado por adolescentes, com diferentes variáveis demográficas e contextuais associadas de acordo com o tipo de dispositivo utilizado.

Adolescente com tecnologia (reprodução/GettyImages Embeed/
Mr Vito)


Conselhos de uma especialista

É aí que mora o perigo. Segundo a opinião de especialistas da área da saúde, o desequilíbrio no modo como são utilizadas as telas, sem horário e sem regras, prejudica a dieta dos adolescentes, como também afeta a rotina de exercícios físicos e altera o funcionamento biológico do corpo. Segundo a nutricionista Serena del Fávero, do Hospital Israelita Albert Einstein, uma péssima alimentação pode desencadear em uma série de doenças como obesidade, influenciar o risco de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabete tipo 2 e alguns tipos de câncer.

“Além disso, o consumo de nutrientes inadequados pode afetar o crescimento e o desenvolvimento físico, além de comprometer a função cognitiva e o desempenho acadêmico”

Nutricionista Serena del Fávero

E as consequências não param por aí. Os problemas que se iniciam hoje podem ter grandes resultados negativo no futuro.

“Uma dieta de má qualidade na adolescência não afeta apenas a saúde atual, mas também estabelece as bases para problemas de saúde futuros”

Nutricionista Serena del Fávero

Diante disso, o importante é encontrar o ponto de equilíbrio e saber maneirar na forma e no tempo como se utiliza as telas. Conforme a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), ter saúde é estar no estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença, então, o ideal é manter esse trio em plena harmonia com boas práticas de saúde e não correr riscos.

OMS lança robô de IA que fornece informações sobre doenças

É cada vez mais frequente buscar informações sobre saúde online e, reconhecendo essa tendência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou –antes do Dia Mundial da Saúde, focado em ‘Minha Saúde, Meu Direito’– Sarah, um protótipo digital promotor de saúde com resposta empática aprimorada. Alimentado por inteligência artificial generativa, ele tem o objetivo de esclarecer dúvidas e fornecer orientações médicas. 

Testes iniciais

Sarah responde a perguntas de forma bastante genérica, mostrando pouca empatia e sempre recomenda que o paciente procure um médico. Embora tenha sido prometido o contrário nos testes iniciais realizados, ela falhou em fornecer links para informações médicas mais específicas. Em vez disso, limitou-se a oferecer recomendações genéricas ou uma lista básica de informações e sintomas associados a algumas doenças.

A Smart AI Resource Assistant for Health (Sarah), anteriormente conhecida como Florença, já havia sido testada durante a pandemia e atualmente está disponível em oito idiomas e tem a capacidade de apoiar as pessoas no desenvolvimento de uma melhor compreensão dos fatores de risco para algumas das principais causas de morte no mundo, incluindo doenças cardíacas, doenças pulmonares e diabetes. Ela pode ajudar as pessoas a acessar informações atualizadas sobre como parar de fumar, ser ativo, seguir uma dieta saudável e desestressar, entre outras coisas.


Sarah, inteligência artificial criada pela OMS
(Foto: reprodução/Divulgação/OMS)

Representantes da Organização também admitem as deficiências do sistema atual e a diretora da OMS pediu ajuda da comunidade para encontrar esses erros para que os responsáveis continuem a explorar como essa tecnologia “pode reduzir as desigualdades e ajudar as pessoas a encontrar informações de saúde atualizadas e confiáveis”.

Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explica:

“O futuro da saúde é digital e apoiar os países para aproveitarem o poder das tecnologias para a saúde é uma prioridade. Sarah nos dá uma ideia de como a inteligência artificial poderá ser utilizada no futuro para melhorar o acesso à informação de saúde de uma forma mais interativa.”

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Alertas

No entanto, a OMS alerta que as respostas obtidas pela nova inteligência artificial podem não ser precisas, uma vez que “se baseiam em padrões e probabilidades dos dados disponíveis”.  O avatar, desenvolvido pela Soul Machines com o apoio da Rooftop, pode agir por conta própria e criar conteúdos de conversação que não “representa ou compreende as opiniões ou crenças da OMS”.

Em aviso final a OMS adverte que o usuário: 

“Compreende e aceita que não deve confiar nas respostas geradas como única fonte de informação verdadeira ou factual, nem como substituto de aconselhamento profissional”.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

O projeto busca o aprendizado contínuo e o desenvolvimento de um protótipo que possa inspirar informações confiáveis, responsáveis ​​e acessíveis.

“A avaliação e o aperfeiçoamento contínuos como parte deste projeto enfatizam a dedicação da OMS em aproximar a informação sobre saúde das pessoas, mantendo ao mesmo tempo os mais elevados padrões de ética e conteúdo baseado em evidências.”

Organização Mundial da Saúde (OMS)

A OMS ainda afirma que os criadores e os prestadores de cuidados de saúde precisam abordar estas questões éticas e de direitos humanos ao desenvolver e implementar a IA, para garantir que todas as pessoas possam se beneficiar dela.

Dia Mundial da Tuberculose: Brasil enfrentou quase 16 mortes diárias em 2022

No Brasil, a batalha contra a tuberculose atinge níveis alarmantes, com quase 16 mortes diárias e mais de 81 mil novos casos registrados em 2022. Estes números representam um aumento preocupante em relação a anos anteriores e colocam o país em um sério descompasso em relação aos objetivos globais de saúde.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil testemunhou um total de 5.824 óbitos relacionados à tuberculose no último ano, revelando um quadro crítico que dificulta os esforços para controlar a doença.

Especialistas alertam que, embora a tuberculose seja uma doença curável e tratável, ela persiste como uma das principais causas de morte por agentes infecciosos no mundo.


A tuberculose não faz distinção de idade, podendo afetar desde crianças até idosos (Foto: reprodução/Adobe Stock/Bruno Adachi)

Infecção, transmissão e sintomas

A tuberculose, uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, afeta principalmente os pulmões, mas pode se manifestar em outros órgãos e sistemas do corpo humano.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias em ambientes mal ventilados e aglomerados, o que torna o controle da disseminação ainda mais difícil.

Os sintomas comuns incluem tosse crônica, febre, perda de peso e sudorese noturna. O diagnóstico precoce é essencial e é geralmente feito por meio de exames de escarro e radiografias de tórax.

Como recorrer ao tratamento

O tratamento, oferecido pelo SUS, requer a administração de vários antibióticos por um período mínimo de seis meses. No entanto, a adesão correta é ainda grande um obstáculo, dadas as suas exigências prolongadas e a falsa sensação de melhora precoce.

Embora o governo brasileiro tenha implementado medidas para enfrentar a epidemia, como a criação do Comitê Interministerial para Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente, e enfatizado a importância da vacinação com BCG, desafios ainda existem.

Discriminação

O estigma enraizado, a discriminação e a ausência de uma vacina eficaz contra a tuberculose pulmonar continuam a obstruir os avanços no controle e erradicação da doença ao nível global.

O Dia Mundial da Tuberculose, celebrado em 24 de março, reforça a urgência de ações efetivas. Com o lema “Sim, nós podemos acabar com a Tuberculose!”, a campanha deste ano abrange a necessidade de uma mobilização global para combater esse desafio de saúde pública.

Atualmente, o Brasil se empenha em atingir as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir drasticamente a incidência e mortalidade pela tuberculose até 2030.