Donald Trump falha em tentativa de uso de lei antiga contra imigrantes

Um juiz federal dos Estados Unidos barrou temporariamente a tentativa do presidente Donald Trump de utilizar a “Lei de Inimigos Estrangeiros” de 1798 para deportar rapidamente imigrantes venezuelanos, alegando uma “invasão” de uma organização criminosa venezuelana chamada “Tren de Aragua” (TDA).

Ação judicial e resposta imediata

O juiz distrital, James Boasberg bloqueou o governo de deportar cinco venezuelanos que contestavam a aplicação de uma antiga lei. Após uma audiência de emergência, Boasberg emitiu uma ordem de restrição válida por 14 dias. Segundo ele, a deportação imediata desses indivíduos causaria danos irreparáveis, enquanto um breve atraso não prejudicaria o governo.

Acho que há claramente um dano irreparável aqui, já que essas pessoas serão deportadas. Um breve atraso em sua remoção não causa nenhum dano ao governo

James Boasberg

Em 1798, os Estados Unidos criaram a “Lei de Inimigos Estrangeiros”, permitindo a deportação de cidadãos de países inimigos durante períodos de guerra ou invasão, sem seguir os processos legais de imigração. Essa lei foi aplicada apenas três vezes na história dos EUA, durante a “Guerra Anglo-Americana” de 1812 e na Primeira e Segunda Guerra Mundial.

Trump contra imigrantes

A recente tentativa do presidente Donald Trump de usar essa lei, mesmo sem o país estar em guerra, sendo usada apenas em casos extremos, tem sido criticada como um possível abuso do poder executivo. Para direitos civis, essa aplicação é ilegal, especialmente porque os EUA não estão em conflito com a Venezuela, e consideram a medida uma violação dos direitos humanos dos imigrantes.

Essa ação pode agravar as já tensas relações diplomáticas entre os dois países. Embora o governo justifique a aceleração das deportações como uma questão de segurança nacional, contudo, há importância de processos legais justos e do respeito às leis internacionais.


Donald Trump reforça discurso anti imigratório (Vídeo: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


Desde o início de 2025, o presidente Trump intensificou medidas para reforçar o controle sobre a imigração nos Estados Unidos. Em janeiro, ele assinou ordens executivas que ampliaram as deportações e suspenderam a entrada de refugiados. Além disso, propôs o fim da cidadania automática para filhos de imigrantes em situação irregular. A tentativa de ressuscitar uma lei antiga confirma a dedicação do presidente contra imigrantes.

Tribunal americano decide pela proibição de programas de diversidade

A justiça americana revogou nesta sexta-feira (14), a proibição dos programas de diversidade equidade e inclusão (DEI) nas agências federais e empresas que mantêm contratos de prestação de serviço com o governo Trump. A revogação é temporária, mas autoriza o presidente americano a proibir as políticas de diversidade até que o recurso das agências governamentais seja totalmente  julgado. 

As agências entraram com o pedido nesta quinta-feira (13) e o objetivo é suspender as diretivas do governo atual contra os programas de DEI. Porém, no dia seguinte, o Tribunal de Apelações do 4º Circuito dos EUA, com sede em Richmond, no estado da Virginia, suspendeu a decisão do juiz federal Adam Abelson, do estado de Maryland, que havia bloqueado a decisão no dia 21 de fevereiro.

A corte incluiu na revogação uma ordem do Departamento de Justiça para investigar empresas com políticas de diversidade, considerando a ação constitucional. A decisão discordou do juiz Abelson, que se também se baseou na primeira emenda da constituição norte-americana para impedir o governo Trump de seguir com as proibições. 

Apesar da suspensão do juiz Abelson, segundo a agência de notícias Reuters, a administração Trump ignorou completamente a decisão judicial e continuou a impedir e condicionar os contratos de prestação de serviço a empresas que não possuem tais programas. 

Juízes envolvidos na decisão

Apesar da revogação, dois dos três juízes do 4º Circuito de Apelações fizeram anotações à parte para registrar que não concordavam com o teor das ordens de Trump e que as agências que as implementarem podem correr o risco de violar a Constituição dos Estados Unidos. 

De acordo com o juiz Albert Diaz, “a despeito da acidez que está sendo agora acumulada sobre a DEI, pessoas de boa fé que trabalham para promover diversidade, equidade e inclusão merecem elogios, e não serem envergonhados”. A juíza Allison Rushing, que foi nomeada por Trump, respondeu que as visões políticas de seus colegas foram irrelevantes para decidir se as diretivas de Trump deveriam continuar ou não. 

A opinião de um juiz de que programas de DEI ‘merecem elogios, e não vergonha’ não devem em absoluto pautar a decisão neste caso.

Allison Rushing, juíza federal dos EUA

A decisão, em um processo pela cidade de Baltimore e mais três grupos, permanecerá em vigor a depender do resultado da apelação da administração Trump, o que pode levar meses. 

Um porta-voz da Democracy Forward, uma organização americana de esquerda que luta em favor da democracia e progresso social e representante dos autores da ação, disse que a decisão estava sendo revista. O governo americano não se manifestou sobre o caso imediatamente. 

Programas de diversidade e ações afirmativas

As ordens de proibição dos programas de DEI são parte dos grandes esforços de Donald Trump de erradicar definitamente as iniciativas, que ele e outros críticos do governo e do setor privado afirmam ser discriminatórias. 


CNN Brasil divulga comentários do presidente americano sobre programas de diversidade (Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O pensamento contra os programas de DEI  é uma reação conservadora (conservative backlash) que começou em 2023. A motivação é um entendimento da Suprema Corte norte-americana de que ações afirmativas baseadas em raça e etnia nas universidades violam a Cláusula de Proteção Igualitária da Constituição dos EUA, assim como o Artigo VI da Lei dos Direitos Civis de 1964, aplicável a programas que recebem assistência financeira federal, o que inclui a maior parte das faculdades e universidades americanas.

As organizações começaram a olhar para o movimento anti-woke com preocupação por causa de uma ordem para boicotar produtos de empresas com ações afirmativas em seus quadros de funcionários. O movimento anti-woke se caracteriza por uma reação da extrema-direita contra o despertar progressista em favor de questões sociais, como o racismo estrutural. Porém, ainda faltava uma garantia legal e a decisão da Suprema Corte preencheu essa lacuna. 


Grandes corporações americanas abandonam seus programa de diversidade (Reprodução/X/@karinemichelin)

O especialista em gestão pública e DEI, Alexon Fernandes, afirma que todo mundo ganha quando existem programas de ações afirmativas nos diferentes setores da sociedade. Essas ações visam promover isonomia para grupos sub-representados. É preciso ver os programas como práticas que promovem oportunidades para estes grupos e elas devem ser realizadas pelo Estado e pela iniciativa privada. 

A sociedade precisa ver as ações afirmativas pela lente da inclusão, pois elas trazem igualdade de oportunidade para toda a sociedade crescer de maneira equânime, o que favorece a economia de um país. Em suma, ações afirmativas levam a equidade, e equidade leva a crescimento econômico.

As primeiras ações afirmativas foram criadas há mais de 70 anos, na Índia, quando surgiu o sistema de cotas universitárias para favorecer as castas daquele país. As cotas universitárias são apenas uma modalidade de ações afirmativas, ou seja, programas de diversidade, equidade e inclusão. 

Centenas de manifestantes pró-Palestina invadem a Trump Tower

Cerca de 300 manifestantes judeus pró-palestinos ocuparam o saguão da Trump Tower, em Nova York, nesta quinta-feira (13), para protestar contra a prisão do estudante ativista Mahmoud Khalil. Pelo menos 98 pessoas foram presas enquanto pediam a libertação do estudante.

No momento, a prisão de Khalil está sob custódia imigratória na Louisiana. O estudante da Universidade Columbia havia sido detido no sábado (08) e gerou indignação por parte de legisladores democratas e representantes da esfera civil.


Vídeo do protesto realizado pelos ativistas pró-Palestina (Reprodução/X/@taliaotg)

Organização responsável pelo protesto

O protesto foi realizado pelo Jewish Voice for Peace, uma organização judaica progressista antissionista. De acordo com o grupo, eles estão “tomando a Trump Tower para registrar nossa rejeição em massa”.

Não vamos ficar de braços cruzados enquanto este governo tenta criminalizar os palestinos e todos aqueles que pedem o fim do genocídio financiado pelos EUA contra o povo palestino perpetrado pelo governo israelense

Jewish Voice for Peace via X (Antigo Twitter).

Apesar das prisões, o vice-prefeito da segurança pública de Nova York, Kaz Daughtry, garantiu à Fox News que não houve feridos e que todos os manifestantes foram retirados do prédio.

Trump quer usar Khalil como exemplo

Uma das promessas de campanha da campanha presidencial de Donald Trump foi a deportação em massa de ativistas estrangeiros que participaram da onda de protestos ativistas palestinos que ocorreram nas universidades americanas em 2024.

Assim, Trump afirmou que a prisão de Khalil foi a “primeira de muitas que virão”.

Os protestos criticam as medidas violentas que o exército de Israel usou na faixa de Gaza durante a guerra com a Palestina.

O estudante Mahmoud Khalil, que é residente legal dos EUA, tem sido o principal símbolo dos protestos pró-Palestina no país. As manifestações estiveram presentes em dezenas de universidades americanas durante o ano passado.

Protestos contra prisão de ativista pró-palestino ganham força na Trump Tower

Na última quinta-feira (13), um grande grupo de pessoas se reuniu na Trump Tower, em Nova York, para protestar contra a prisão de Mahmoud Khalil, um estudante da Universidade de Columbia, e sua possível deportação. Khalil tem se destacado por seu ativismo a favor dos direitos palestinos, o que gerou bastante repercussão.

A manifestação foi organizada pela Jewish Voice for Peace, uma organização judaica que se posiciona contra o sionismo, com o objetivo de protestar contra a prisão do estudante.

Caso Mahmoud Khalil

Khalil foi preso no último sábado (8) em Nova York e atualmente está detido em um centro de imigração na Louisiana. Sua prisão gerou um forte movimento de apoio, com críticas de figuras políticas, ativistas dos direitos humanos e até mesmo de representantes das Nações Unidas.

A Jewish Voice for Peace fez um chamado para que as pessoas se reunissem e mostrassem sua insatisfação com a prisão, destacando que era importante “gritar em massa contra essa atitude”.

Estima-se que cerca de 150 pessoas participaram do protesto, segundo informações do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Durante a manifestação, alguns dos participantes foram detidos, embora a polícia não tenha dado um número exato de prisões.


Ativista sendo preso por policiais do Departamento de Polícia de Nova York (Reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Postura de Trump

Esse caso reflete a crescente tensão nos Estados Unidos sobre o debate em torno do conflito israelense-palestino, especialmente com o aumento das manifestações estudantis nas universidades.

Mahmoud Khalil tem sido uma figura central no movimento a favor da Palestina nas universidades dos Estados Unidos, especialmente em Columbia, onde se envolveu em várias manifestações após os ataques militares de Israel a Gaza, em outubro de 2023.

O ex-presidente Donald Trump, que tem adotado uma postura firme contra ativistas estrangeiros, usou suas redes sociais para criticar Khalil, chamando-o de “radical estrangeiro pró-Hamas” e afirmando que sua prisão seria apenas o começo de outras ações semelhantes.

Donald Trump compartilha símbolo nazista usado para rotular homossexuais

Um símbolo associado à era nazista volta a causar polêmica nos Estados Unidos, desta vez diretamente ligado ao presidente. Nesta terça-feira (10), Donald Trump compartilhou no Truth Social, sua própria plataforma, uma imagem que exibe um triângulo rosa invertido coberto por um sinal de proibido em vermelho. O gesto causou preocupação e gerou indignação dentro da comunidade LGBTQIA+.

Proibição de transgêneros nas Forças Armadas

Assim que reassumiu a presidência, Trump tomou medidas para eliminar os programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) em órgãos federais, alegando que eram discriminatórios, ilegais e imorais. Sua administração determinou que o gênero fosse reconhecido apenas em duas categorias: masculino e feminino, resultando no corte da assistência médica para jovens transgênero.

Além disso, uma ordem executiva assinada em janeiro estabeleceu que pessoas trans fossem consideradas inadequadas para o serviço militar, reforçando a diretriz de removê-las das Forças Armadas.


Símbolo nazista compartilhado por Trump (Foto: reprodução/G1/Truth Social)

Símbolo nazista

No artigo, reproduzido com a imagem de uma TV com sinal de proibido atravessando o triângulo rosa, o colunista Jeremy Hunt afirmou:

“O presidente Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão realizando em semanas, o que geralmente leva anos. A desconstrução das distrações da era Biden por este governo e o redirecionamento do Pentágono estão avançando em ritmo alucinante. Aqueles que serviram nas forças armadas da nossa nação não poderiam estar mais gratos”.

A postura do governo não é inédita. Aliados próximos de Trump, como Elon Musk e Steve Bannon, já utilizaram saudações que remetem diretamente ao nazismo ao se dirigirem ao público.

Nos anos 1970, a comunidade LGBTQIA+ ressignificou o triângulo rosa, que durante o nazismo tinha a mesma função estigmatizante da estrela amarela imposta aos judeus, transformando-o em um símbolo de resistência e orgulho. No entanto, ao divulgar a imagem com o sinal vermelho de proibição sobreposto, Trump transmitiu uma mensagem clara e alarmante.

Alfândega americana relata queda de 71% em prisões de estrangeiros ilegais 

De acordo com o relatório mensal publicado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), no mês de fevereiro (2025), a patrulha de fronteira do país realizou 8.326 prisões. O que significa uma queda de 71% em comparação ao mês de janeiro (2025) onde 29.101 imigrantes ilegais foram apreendidos. 

Segundo a agência, a queda nas prisões de imigrantes deve-se à mensagem clara enviada pelo presidente americano Donald Trump de que “se você cruzar a fronteira ilegalmente, será deportado sem oportunidade de tentar outro dia, ou em algumas horas.”

Em postagem em suas redes sociais, o CBP comentou sobre o assunto.


Postagem da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) sobre a queda nos números de apreensões (Foto: reprodução/X/@CBP)

Ainda, segundo a CBP, em comparação às prisões realizadas em fevereiro de 2024, a redução é ainda maior. Cerca de 94% a menos, se comparado a fevereiro deste ano. Foram feitas 140.641 apreensões contra 8.326, respectivamente.

Ordens cumpridas à risca

Peter Flores, Comissário Interino da CPB, declarou seguir ordens do presidente americano na proteção da fronteira entre EUA e México.

“Os homens e mulheres da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) continuam a implementar agressivamente as Ordens Executivas do Presidente para proteger nossas fronteiras e, como resultado dessa liderança, alcançamos níveis historicamente baixos em apreensões de fronteira”. (Peter Flores)

Em outro momento, declarou que consequências serão impostas aos ilegais:

“Sob a direção da administração, permanecemos inabaláveis ​​em nossa missão de priorizar a segurança americana, proteger a fronteira e impor consequências para aqueles que violam a lei dos Estados Unidos.”  (Peter Flores)

Em discurso, porta-voz da Casa Branca, informa que estrangeiros ilegais enfrentarão “consequências muito mais duras”.


Discurso de Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca (Vídeo: reprodução/X/@CBP)

Interromper o fluxo ilegal de imigrantes para os EUA foi uma das propostas de campanha do presidente americano.  Segundo autoridades de imigração do país, nos 11 primeiros dias sob governo do presidente Donald Trump, os EUA constataram redução de 85% de apreensões na fronteira entre EUA e México. Os dados são um comparativo entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. 

Reforço adicional na patrulha de fronteira 

Na última terça-feira (11), as Forças Armadas Americanas informaram que os EUA enviarão mais de 600 soldados para a fronteira com o México a fim de reforçar a segurança na região e combater a entrada de imigrantes ilegais no país. 

Conforme a unidade militar de planejamento estratégico e de defesa dos EUA, o reforço contará com 590 engenheiros do exército e mais 40 analistas de informação, o que aumentará o efetivo para 9.600 oficiais. 

O reforço, segundo informações, é para combater a entrada de imigrantes ilegais no país, além de detectar e apreender drogas, impedindo que entrem nos EUA pela fronteira com o México. 

Guerra tarifária: Donald Trump ameaça União Europeia com “penalidades adicionais”

Em coletiva de imprensa na quarta-feira (12), o presidente dos EUA Donald Trump, ameaçou impor tarifas adicionais à União Europeia, caso levem adiante o plano de aumentar tarifas sobre produtos americanos.

A fala de Donald Trump deve-se ao fato de que o parceiro comercial de longa data, a União Europeia, recebeu com críticas e retaliação às tarifas impostas, por Trump,  de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio realizadas pelos EUA. 

Aos repórteres da Casa Branca, Donald Trump declarou: 

“O que quer que eles cobrem de nós, nós estamos cobrando deles. (…) Claro que responderia com mais tarifas se a UE seguisse com seu plano” Donald Trump

Entre os principais produtos exportados pela União Europeia para os EUA destacam-se: automóveis e veículos a motor, máquinas, medicamentos, produtos farmacêuticos, produtos químicos, além de alimentos e bebidas

Segundo a União Europeia, nesta guerra comercial, a economia será prejudicada com as tarifas impostas por Donald Trump. Sobretudo a indústria de bebidas alcoólicas que responde com uma grande fatia do mercado de exportação. 

As tarifas de 25% sobre produtos derivados de aço e alumínio impostas pelos EUA entraram em vigor na última quarta-feira (12). 

Tarifas retaliatórias aos EUA pela União Europeia

A presidente da Comissão da União Europeia, Ursula von der Leyen, usou as redes sociais para se manifestar contra as tarifas impostas pelos EUA à Europa. Declarando que: “Tarifas são impostos. Elas são ruins para os negócios e ainda piores para os consumidores. Hoje, a Europa toma contramedidas fortes, mas proporcionais.


Discurso de Ursula von der Leyen contra taxação dos EUA à Europa (Vídeo: reprodução/X/@vonderleyen)

A União Europeia declarou que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao bloco europeu são injustificadas e que o pacote “contra-tarifas” que entrará em vigor a partir de 1º de abril (2025),  é uma resposta “rápida e proporcional”.  

O bloco europeu a apresentou um pacote tarifário e impôs taxação aos EUA em 28 bilhões de dólares americanos. Os impostos incidem sobre itens como barcos, motocicletas e eletrodomésticos, além de produtos industriais, agrícolas, têxteis e alimentícios.

Canadá entra na guerra tarifária  contra EUA

Dominic LeBlanc, Ministro das Finanças do Canadá, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, anunciou, também, um pacote “contra-tarifas” destinado a produtos dos EUA. O montante equivale a 29,8 bilhões de dólares canadenses.

De acordo com LeBlanc, as tarifas estão destinadas a produtos derivados de aço e alumínio, além de produtos de ferro fundido, produtos esportivos e computadores. As tarifas estão previstas para entrarem em vigor na data de hoje (13).

O Ministro das Finanças canadense, usou as redes sociais para dizer que: “As tarifas dos EUA impostas ao aço e alumínio canadenses são irracionais. Em resposta, o Canadá imporá tarifas recíprocas.“


Postagem de Dominic LeBlanc em resposta as tarifas impostas pelos EUA (Reprodução/X/@DLeBlancNB)

De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, em 2024, o Canadá forneceu aos estadunidenses aproximadamente 6 milhões de toneladas de aço. Sendo o maior exportador do produto para os EUA.

Trump diz que há quatro compradores em potencial do TikTok

O presidente recém-reeleito, Donald Trump, afirmou neste domingo (9), à bordo de seu avião presidencial, que há quatro possíveis compradores da rede social TikTok.

A rede social de vídeos, está num imbróglio judicial no país, para que seu funcionamento continue vigente após tentativas de banimento da rede, por conta de questões relacionadas à segurança nacional.

TikTok ameaçado

O risco de acabar com o TikTok nos Estados Unidos tornou-se mais sério quando, no dia 19 de janeiro, uma lei se estabeleceu para a empresa chinesa detentora, a ByteDance, que teria a obrigação de vender seu aplicativo e se desvincular da sede da empresa na China. Caso contrário, enfrentaria uma proibição de downloads no país.

Porém, ao assumir a presidência no dia seguinte, 20 de janeiro, Donald Trump assinou uma revogação da lei, com 75 dias para dar tempo à empresa chinesa de conseguir compradores.


Frank McCourt, proprietário do Olympique de Marselha, time de futebol francês, é um dos interessados no TikTok (Foto: reprodução/Instagram/@Kirby Lee)

Possíveis interessados

De acordo com o portal britânico Reuters, um grande potencial comprador seria o ex-proprietário do tradicional time de beisebol Los Angeles Dodgers, Frank McCourt, que é um empresário e investidor que teria interesse em adquirir a rede social avaliada em até 50 bilhões de dólares, ele também é proprietário do Olympique de Marselha, da França.

Mas, aparentemente, não é somente ele: “Estamos em contato com quatro grupos diferentes, há muitas pessoas que querem e depende de mim”, insinuou Trump, afirmando que todos os quatro grupos interessados no TikTok são bons.

Há alguns anos, essa possibilidade de comprar o TikTok já havia sido ventilada, logo, outros nomes antigos voltam a circular na mídia como possíveis compradores, como por exemplo o grupo do MrBeast, um dos criadores de conteúdo mais seguidos do mundo na plataforma Youtube; além das gigantes empresas Microsoft e Oracle.

EUA suspendem tarifas para México e Canadá após nova reviravolta de Trump

O presidente Donald Trump anunciou, nesta semana, que as tarifas sobre produtos do Canadá e do México só serão aplicadas a partir de 2 de abril, sendo esta a terceira alteração nas regras tarifárias feitas pela Casa Branca. Trump, desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos, tem ameaçado impor taxas aos países parceiros, como o México e o Canadá, totalizando 25% sobre os produtos exportados desses países.

 No entanto, na quarta-feira (5), Washington anunciou ajustes no setor automobilístico, isentando as montadoras dessas tarifas. E nesta quinta-feira, a Casa Branca comunicou que todos os produtos incluídos no acordo de livre comércio terão a taxação temporariamente suspensa.

A guerra comercial

Nesta terça-feira, a China cancelou as licenças de importação de soja de três empresas dos EUA e interrompeu as importações de madeira serrada norte-americana, aprofundando a retaliação após os Estados Unidos aplicarem tarifas extras sobre produtos chineses.

Pela manhã, a China também anunciou a aplicação de tarifas de importação no total de US$21 bilhões sobre produtos agrícolas e alimentícios dos EUA, como soja, trigo, carne e algodão.


Presidente da China, Xi Jinping (Reprodução/Kevin Frayer/Getty Images Embed)


EUA vs Canadá


O Canadá também decidiu reagir às tarifas impostas pelos EUA. Segundo a ministra de Relações Exteriores, Mélanie Joly, o país está preparado para responder às tarifas dos EUA. “Temos US$ 155 bilhões em tarifas à disposição e já estamos prontos com a primeira parcela, no valor de US$ 30 bilhões“, afirmou Joly.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (3), após o pronunciamento de Donald Trump. No mês passado, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, revelou em uma coletiva que os canadenses devem priorizar produtos locais e viajar pelo próprio país, em vez de optar pelos EUA. Ele também anunciou tarifas de até 25% sobre produtos americanos. 

Todos os anos, o LCBO vende quase US$ 1 bilhão em vinhos, cervejas, destilados e seltzers americanos. Isso acabou“, Disse o ministro Doug Ford em suas redes sociais.

O primeiro-ministro de Ontário ordenou a remoção de bebidas alcoólicas americanas das prateleiras da Liquor Control Board of Ontario (LCBO), distribuidor exclusivo da província.



Trump assina ordem executiva para a criação da “Reserva Estratégica de Bitcoin”

O presidente americano, Donald Trump, assinou um decreto que visa criar uma “Reserva Estratégica de Bitcoin”, composta apenas por moedas que foram confiscadas em processos judiciais. Esta medida visa uma gestão responsável dos ativos digitais. Trump irá realizar uma reunião com figuras importantes no mundo das criptomoedas, que apoiam o presidente.

Ordem executiva

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (6), uma ordem executiva para a criação de uma “Reserva Estratégica de Bitcoin”.


Trump falando, enquanto assina ordens executivas, na Casa Branca (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


O “czar” das criptomoedas da Casa Branca, David Sacks, explicou que essa reserva será composta apenas pelas moedas digitais confiscadas em processos judiciais. Ele ainda complementou, dizendo que esta medida cumpre uma promessa da campanha de Trump.

De acordo com Sacks, a utilização apenas dos ativos confiscados significa que não irá custar nada aos contribuintes. Ele também esclareceu que o propósito da reserva é fazer uma administração responsável dos ativos digitais do governo sob o Departamento do Tesouro.

O impacto da medida

Após o anúncio do presidente dos EUA, os preços do bitcoin caíram até 5,7%, e pelo que parece, foi devido à decepção com o fato de que o programa não fará a compra imediata da criptomoeda.

Esta medida também antecede uma cúpula que será organizada na Casa Branca, nesta sexta-feira (7), a qual irá contar com figuras relevantes no setor de criptomoedas, muitos destes sendo apoiadores de Donald Trump, que fizeram várias doações para a campanha do atual presidente, nas eleições de 2024.

O motivo destes investimentos foi devido ao interesse de Trump nas moedas digitais, coisa que não aconteceu no governo anterior, de Joe Biden, já que havia um ceticismo em relação às criptomoedas.

As moedas digitais, de acordo com seus defensores, serviriam como uma revolução no mercado financeiro, já que reduziriam a dependência de autoridades e atuariam como uma maneira de dar maior liberdade financeira aos indivíduos, comparado com os sistemas bancários tradicionais.


Representação da memecoin “$Trump” (Foto: reprodução/Jonathan Raa/Getty Images Embed)


O presidente americano, Donald Trump, tem se envolvido diretamente com este setor, já que firmou uma parceria com a plataforma World Liberty Financial e lançou sua própria memecoin “Trump” em janeiro, juntamente com sua esposa Melania.