Kamala Harris chama Trump de “tirano mesquinho” em discurso

A poucos dias da eleição americana de 2024, marcada para dia 5 de novembro, Kamala Harris apresentou suas críticas finais a Donald Trump, o candidato republicano. A candidata o acusou de ser uma pessoa instável, vingativa e sedenta de poder. A fala ocorreu em discurso realizado nesta terça-feira (29), em um palco de extrema importância para a história da democracia norte-americana: o parque The Ellipse, onde em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump invadiram o Capitólio, alegando fraude nas eleições de 2020, quando Joe Biden se tornou presidente.

A fala de Kamala

O discurso final da candidata democrata serviu como um lembrete do evento de quatro anos atrás.“Olhem, nós sabemos quem é Donald Trump. Ele é a pessoa que esteve exatamente neste mesmo lugar, quase quatro anos atrás, e enviou uma multidão armada ao Capitólio dos Estados Unidos para reverter a vontade do povo em uma eleição livre e justa”, disse Kamala ao iniciar sua fala.

A candidata foi muito vocal em suas críticas ao rival durante toda a campanha, dizendo que um segundo mandato de Trump seria um retrocesso à democracia. A candidata pede que os eleitores rejeitem Trump, a quem chama de “tirano mesquinho”. Kamala argumenta que as liberdades fundamentais conquistadas à custa de vidas americanas há 250 anos não deveriam ser renunciadas e que não deveriam ser submetidas à vontade de outro comando tirânico. 


A candidata democrata à presidência teceu duras críticas às propostas republicanas e à Donald Trump (Foto: Reprodução/Brandon Bell/Getty Images embed)


Kamala também teceu duras críticas às propostas de Trump. A candidata mencionou sua própria visão de união nacional, que contrasta com a do republicano. “Diferente de Donald Trump, eu não acredito que pessoas que discordam de mim sejam inimigas. Ele quer colocá-las na prisão. Eu lhes darei um lugar à mesa”, disse a candidata. Kamala também declarou que a proposta econômica de Trump sobre um novo pacote de impostos para bilionários impactaria as famílias de classe média, alegando que o custo desta proposta aumentaria o gasto anual delas em cerca de U$4 mil.

Outro ponto enfatizado no discurso foi o da segurança nacional e fortalecimento das relações internacionais com aliados. Kamala afirmou que Trump despreza os heróis da nação e que se rende com facilidade a Vladimir Putin e Kim Jong-Un, notórios líderes autoritários. Ela usou a oportunidade para prometer um pulso firme e comprometimento com a segurança dos americanos, defendendo a “liberdade ao redor do mundo”.

O discurso da democrata atraiu uma multidão para o parque de Washington, com o público se estendendo até o obelisco de National Mall. A campanha espera que este evento possa ter ajudado a dissuadir eleitores dos estados decisivos, especialmente aqueles que ainda não decidiram em quem votar.

A plataforma de Kamala Harris

A candidata democrata apresentou durante sua campanha contrastes com o candidato rival. De acordo com os dados, ambos os candidatos estão tecnicamente empatados, fazendo com que esses últimos eventos sejam decisivos para as eleições presidenciais. Kamala tenta se conectar com os cidadãos norte-americanos insatisfeitos com o governo Biden, apresentando-se como uma representante da “nova geração” de liderança. A candidata diz que sua presidência será diferente e que o principal desafio será reduzir os custos, que subiram desde o período da pandemia.

Um dos pontos mais importantes das promessas de campanha de Kamala é restaurar o direito ao aborto nacionalmente. A candidata critica a Suprema Corte, que foi moldada por Trump, afirmando que o ex-presidente tem intenções não apenas de abolir esse direito para todos os 50 estados americanos, mas também de restringir acesso a métodos contraceptivos e monitorar a gravidez das mulheres. Se eleita, ela garantiu que as cidadãs norte-americanas terão liberdade reprodutiva sob seu mandato.

Trump ataca Kamala e latinos em Nova York e faz anúncio de uma nova política tributária

Donald Trump, o candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano, fez um grande comício no Madison Square Garden, em Nova York, neste último domingo (27). Em seu discurso, o empresário atacou sua principal adversária ao pleito, a vice-presidente Kamala Harris, do partido Democrata.

Trump também falou sobre a economia do país e fez um anúncio sobre uma nova política que forneceria créditos fiscais para familiares de pessoas que cuidam de idosos e doentes.

O discurso de Trump

Durante o evento, o candidato republicano iniciou suas falas dando esperanças aos seus eleitores, afirmando que com o voto de cada um, ele iria acabar com a inflação do país e ainda citou que irá parar a invasão de criminosos no país, trazendo de volta o sonho americano.

O ex-presidente dos Estados Unidos então seguiu sua esposa, Melania Trump, até para o palco principal do comício. Trump, que nasceu em Nova York, não deixou de expressar elogios sobre a cidade, dizendo ser um lugar muito especial.

Em seu discurso ele falou: “Se eu ganhar, nós rapidamente construiremos a maior economia na história do mundo. Que é o que tivemos em nosso último mandato. Nós rapidamente derrotaremos a inflação e tornaremos os EUA acessíveis novamente”.

Trump também anunciou uma nova política onde irá favorecer um crédito de imposto para os cidadãos que cuidam de familiares, dizendo que é a hora do governo reconhecer as necessidades dessas pessoas.


Donald Trump e sua esposa Melania Trump, em Nova York (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)

Ataque à comunidade latina e à Kamala

Além de Trump, vários apoiadores da candidatura do republicano estiveram no Madison Square Garden para também realizar discursos. Muitas dessas oratórias foram voltadas para o ataque à candidata democrata, Kamala Harris, e principalmente aos imigrantes de Porto Rico e a todos os latinos que vivem nos Estados Unidos.

Um dos conselheiros de extrema-direita de Trump, Stephen Miller, disse: “Os Estados Unidos são para os americanos e apenas para os americanos“. Já o comediante Tony Hinchcliffe mirou seu discurso diretamente para os imigrantes de Porto Rico, falando: “Há literalmente uma ilha flutuante de lixo no meio do oceano agora momento. Acho que se chama Porto Rico“. Após sua fala, ele ainda perguntou ao público se havia muitos latinos na plateia, obtendo uma resposta positiva em massa. Então, ele completou de maneira sarcástica, dizendo que amava todos os latinos, ao mesmo tempo que fazia um gesto de “fora” com suas mãos.

A rival de Trump, Kamala Harris, aproveitou os ataques para tentar conquistar a comunidade porto-riquenha dos estados pêndulos, já que diversos analistas acreditam que as eleições serão decididas através dos eleitores desses locais. “Os porto-riquenhos merecem um presidente que veja e invista em sua força“, disse a vice-presidente em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado dos comentários de Hinchcliffe.

John Fetterman, o senador democrata pela Pensilvânia, destacou que quase meio milhão de porto-riquenhos vivem no estado e que quase 75% deles possuem o direito de voto. Ele aproveitou para fazer uma publicação na rede social X (antigo Twitter), destacando que os votos dos imigrantes porto-riquenhos são cruciais e não, não deve ser usado como uma forma de uma piada desesperada.

Vale lembrar que a corrida presidencial dos Estados Unidos atingiu um marco histórico em seu final. Kamala Harris e Donald Trump estão tecnicamente empatados com 48% das intenções de voto, conforme dados publicados nesta sexta-feira (25) pelo New York Times. As eleições americanas estão marcadas para o dia 5 de novembro e a polarização entre os eleitores tem sido intensa, levando a divisões sem precedentes.

Eminem apoia Kamala Harris em comício e Barack Obama canta trecho de “Lose Yourself”

Nesta terça-feira (22), em Michigan, o rapper Eminem participou de um comício em apoio à candidata à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris. A democrata está na corrida eleitoral contra Donald Trump, e figuras populares como Eminem vêm demonstrando seu apoio à campanha. Durante o evento, Barack Obama, ex-presidente do país e um dos principais aliados de Harris, surpreendeu o público ao cantar um trecho de “Lose Yourself”, uma das canções mais famosas de Eminem.

Obama se arrisca no rap e diverte o público de Michigan

O momento descontraído ocorreu quando Obama, conhecido por seu carisma e capacidade de se conectar com a plateia, pegou o microfone para cantar parte da icônica “Lose Yourself”. A música foi lançada em 2002 como parte da trilha sonora do filme 8 Mile, estrelado por Eminem, e se tornou um marco na carreira do rapper. Obama admitiu que a ideia de cantar um rap o deixou um pouco desconfortável: “Não costumo me sentir nervoso nesses eventos, mas desta vez fiquei um pouco”, comentou ele antes de cantar. O público reagiu com entusiasmo, aplaudindo e gravando o momento, que rapidamente viralizou nas redes sociais.


Post de Obama sobre a companha (Foto: reprodução/Instagram/@barackobama)


Eminem reafirma sua oposição a Donald Trump

Eminem, por sua vez, não fez uma longa declaração, mas sua presença no comício reforçou seu apoio a Kamala Harris e sua contínua oposição ao governo de Donald Trump. O rapper já havia se manifestado politicamente antes, especialmente em 2017, quando criticou duramente Trump durante sua performance no BET Hip Hop Awards. Ao apoiar Harris, Eminem se junta a uma lista crescente de artistas que estão usando sua influência para mobilizar eleitores nas eleições de 2024.

A campanha de Kamala Harris tem se destacado por atrair grandes nomes do entretenimento, que ajudam a ampliar o alcance entre os jovens eleitores. Com a eleição se aproximando, a presença de personalidades como Eminem e Obama é uma estratégia chave para conectar a política à cultura pop e engajar diferentes segmentos da sociedade.

Barack Obama vota pelo correio e fala com eleitores nas ruas de Chicago

Barack Obama publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (22) mostrando que já realizou o seu voto, com duas semanas de antecedência à data oficial das eleições americanas de 2024, que acontecerá no dia 5 de novembro. O voto do ex-presidente foi feito pelo correio e, mesmo o ex-presidente sendo um dos principais cabos eleitorais da candidata democrata, Kamala Harris, ele não a mencionou em seu vídeo.

O post de Obama

Obama discursou em favor dos Democratas em Detroit, Michigan, estado dito como decisivo para o resultado das eleições, que, este ano, mostra um equilíbrio de intenção de votos da população americana. No mesmo dia, ele postou um vídeo realizando seu voto em Chicago, sua cidade natal.

O vídeo consiste em Obama caminha pelas ruas, interagindo com as pessoas e encorajando-as a votar, até que chega a seu destino: uma caixa de correio. Ele então depositou sua cédula na mesma, comentando como é fácil realizar todo o processo.


Barack Obama incentiva eleitores a votarem (Foto: Reprodução/Instagram/@barackobama)


Apesar do ex-presidente em si não mencionar o nome de Kamala Harris, uma eleitora que falou com Obama durante o trajeto exclamou “Vai, Kamala!”. Obama frisa que sua escolha para presidente está em boas mãos. “Agora está na caixa de correio. Eu confio no Serviço Postal dos EUA para fazer isso”, disse ele no fim do vídeo.

O voto de Obama é questionado pelos republicanos, que incentivam os eleitores a esperar até o dia da eleição para votar pessoalmente. Mas o próprio Partido Republicano diz o contrário, e incentivam as pessoas a voltarem antecipadamente.

Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório e isso faz com que muitos eleitores optem por não ir às urnas. Mas caso o percentual de 66,6% de votos nas eleições de meio-termo de 2022 se repita, cerca de 161 milhões de americanos irão votar este ano.

Corrida presidencial

A disputa entre Kamala Harris e Donald Trump entra em sua reta final, com apenas 13 dias antes da decisão pelo assento mais importante do mundo. Os candidatos apresentaram propostas bem diferentes em relação à política imigratória, questões ambientais, políticas internacionais – como nos conflitos Israel e Hamas e Rússia e Ucrânia – e questões sobre a comunidade LGBTQIA+. 

Kamala entrou na disputa atrasada, já que o presidente Biden se retirou da corrida presidencial apenas em julho deste ano. Apesar disso, Kamala obteve o apoio tanto do Partido quanto do atual presidente, e somando isso ao seu bom desempenho nos debates presidenciais e boa recepção dos eleitores, a campanha da candidata democrata se mostrou sólida, tornando-a uma adversária à altura do ex-presidente Trump.

“O Aprendiz”: Filme com Sebastian Stan como Donald Trump ganha trailer dublado

 O filme “Aprendiz”, que traz Sebastian Stan (Capitão América: O Soldado Invernal) no papel do ex-presidente americano Donald Trump, ganhou um novo trailer dublado. O longa conta a história de Donald Trump e sua ascensão na carreira política nos EUA.

As primeiras imagens do filme “O Aprendiz”

A sinopse do filme apresenta o jovem Donald Trump em sua busca por um lugar de destaque na Nova York dos anos 1970, explorando a influência de Roy Cohn, um advogado que desempenhou um papel relevante em sua formação.

O filme, dirigido pelo estreante Gabe Sherman, apresenta Maria Bakalova (Borat 2) como Ivana Trump, a primeira esposa do ex-presidente dos Estados Unidos, falecida em 2022. Jeremy Strong (Succession) interpreta Roy Cohn, advogado Donald que, com o decorrer do tempo, se tornou seu mentor. Martin Donovan (Tenet) interpreta Fred Trump, pai do protagonista.

O filme “O Aprendiz” concorreu ao prêmio principal do festival, a Palma de Ouro no festival de Cannes em 2024, e estreará no Brasil no dia 17 de outubro.

Enredo do filme

“O Aprendiz”, protagonizado pelos atores Sebastian Stan e Jeremy Strong, narra a trajetória do jovem Donald Trump, que iniciou sua carreira no ramo imobiliário com a ajuda de Roy Cohn, um renomado advogado e mediador político. O filme se passa em Nova York nas décadas de 1970 e 1980.

Trump quer processar o filme “O Aprendiz”

A equipe de Donald Trump anunciou que irá processar os criadores do filme “O Aprendiz”, apresentado em Cannes, por considerarem a produção um “lixo”.

O filme, uma suposta crônica dos primeiros anos de Trump como promotor imobiliário em Nova York, apresenta uma sátira implacável e inclui um estupro cometido pelo magnata, então candidato à presidência, contra sua esposa.


Filme “O aprendiz”(Foto: reprodução/Instagram/@estacaonetdecinema)

“A equipe de Donald deveria aguardar para assistir ao filme antes de iniciar a ação contra nós”, disse Abbasi à imprensa.

Sebastian Stan, conhecido pelos seus papéis nas produções da Marvel, interpreta o irritante ex-presidente, enquanto Jeremy Strong, conhecido pela série “Succession”, interpreta o advogado Roy Cohn, que teve um papel fundamental na formação profissional do futuro magnata.

Kamala Harris condena falas de Trump sobre imigrantes

A candidata democrata e vice-presidente dos EUA comentou a informação falsa espalhada por seu rival Donald Trump e seu vice, JD Vance, durante campanha na Pensilvânia, considerado um estado- chave para a corrida eleitoral. Kamala Harris comentou durante um painel da Associação Nacional de Jornalistas Negros nesta terça-feira (17) que as falas do candidato sobre o assunto são “uma vergonha gritante”.

O comentário de Kamala

A candidata usou de sua experiência profissional para ilustrar como as falas de Trump podem ter impacto na população. “Aprendi há muito tempo na minha carreira, tendo experiência como promotora, que quando você tem essas posições, quando você tem esse tipo de microfone na sua frente, você realmente deve entender em um nível muito profundo o quanto suas palavras têm significado”, disse Kamala.


Os candidatos à presidência americana se enfrentaram em debate no dia 10 de setembro (Foto: reprodução/Saul Loeb/AFP/Getty Images embed)


A candidata ainda disse que a maior parte dos cidadãos americanos, independente de raça, começam a ver “através desse absurdo” e que “não deveríamos ter tolerância” para falas desse tipo. Trump, que foi eleito presidente em 2016, era conhecido por ter uma política dura contra a imigração. Se eleito novamente, o discurso do candidato é de realizar detenções em massa de ilegais.

As alegações dos republicanos

Não apenas os candidatos da chapa do Partido, mas também outros republicanos espalharam rumores falsos sobre os imigrantes haitianos que residem em Springfield, no estado de Ohio. A informação espalhada foi a de que esses imigrantes estariam comendo os animais de estimação da cidade, algo que foi desmentido ao vivo durante o primeiro, e possivelmente o único, debate entre Kamala e Trump.

“Em Springfield, eles estão comendo os cachorros. As pessoas que entraram, estão comendo os gatos”, disse Trump na ocasião. Mas o mediador do evento informou o candidato que a produção havia entrado em contato com a prefeitura da cidade, que afirmou não haver nenhum caso desse tipo em seus registros.

Ucrânia nega envolvimento com suspeito de tentativa de assassinato de Donald Trump

A Ucrânia negou nesta segunda-feira (16), qualquer ligação com Ryan Routh, o homem suspeito de tentar assassinar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A negativa veio após surgirem informações de que o suspeito era um fervoroso defensor da Ucrânia, o que levantou especulações sobre um possível elo entre o incidente e o apoio americano ao país europeu.

Apoio à Ucrânia, mas sem conexão oficial

Routh, de 58 anos, foi detido no domingo (15) após ser flagrado com um rifle em um dos campos de golfe de Trump, localizado em Nova Jersey. Publicações em redes sociais e entrevistas à imprensa mostraram que ele era um entusiasta da Ucrânia, tendo viajado para o país logo após a invasão russa em 2022. Em uma das suas aparições públicas, ele afirmava estar comprometido em recrutar voluntários estrangeiros para lutar ao lado dos ucranianos, embora tenha sido rejeitado por ser considerado muito velho.

Apesar de seus discursos inflamados a favor da causa ucraniana, autoridades de Kiev negaram qualquer envolvimento com Routh. A Legião Internacional da Ucrânia, que recruta voluntários estrangeiros para lutar no conflito, afirmou que ele jamais fez parte de suas operações ou teve qualquer relação oficial com as forças ucranianas. “Nunca tivemos qualquer tipo de contato com ele. Ele parecia desorientado e suas propostas não foram levadas a sério“, disse Oleksandr Shaguri, oficial do Departamento de Coordenação de Estrangeiros das Forças Terrestres da Ucrânia.


Ryan Wesley Routh falando durante uma entrevista em um comício pedindo apoio estrangeiro à Ucrânia em 27 de abril de 2022. (Foto: Reprodução/AFPTV/AFP/GETTY IMAGES/www.rollingstone.com)

Propaganda russa e teorias conspiratórias

Em Moscou, o Kremlin aproveitou rapidamente a situação para sugerir uma conexão entre o ataque e o apoio dos EUA à Ucrânia. Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que “brincar com fogo tem suas consequências“, insinuando que o incidente estaria ligado à postura de Washington em relação ao conflito na Europa Oriental.

Entretanto, o governo ucraniano refutou essas insinuações, acusando Moscou de usar o episódio para propagar desinformação e teorias da conspiração. Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, declarou que “o inimigo usará qualquer oportunidade para lançar mentiras sobre o ‘rastro ucraniano’ no ataque”. Kovalenko reforçou que não há nenhuma evidência de envolvimento do país e classificou as declarações russas como pura manipulação.

Trump, por sua vez, minimizou o incidente em suas redes sociais, agradecendo ao Serviço Secreto e à polícia por garantirem sua segurança. Com a eleição presidencial marcada para 5 de novembro, o atentado destaca os desafios em torno da proteção de candidatos em meio a uma campanha.

Papa Francisco comenta sobre eleições e critica Trump e Kamala Harris

Nesta última sexta-feira (13), o Papa Francisco fez diversas críticas a Donald Trump e Kamala Harris, os dois principais candidatos para a presidência dos Estados Unidos. Alertado que ambos os políticos têm atitudes políticas ‘’antivida’’ e pede aos católicos estadunidenses escolherem que acreditam que seja o ‘’mal menor’’ nas próximas eleições do país que ocorrem dia 5 de novembro. 

Coletiva do Papa

Durante uma conferência de imprensa durante seu voo de volta a Roma, retornando de sua viagem por quatro países da Ásia, o líder católico foi questionado sua posição política na eleição americana. Sem mencionar o nome de nenhum candados, Franciso relembrou que aos jornalistas que não é americano e que, embora não tenha citado por nome nenhum dos candidatos, afirma que ambos têm posições contra a vida e cometem ‘’pecados graves’’, Trump contra a migração e Kamala ser a favor da legalização do aborto. 

“Ambos são contra a vida, seja o que expulsa os migrantes ou o que (apoia) matar bebês”. Disse o Papa Francisco. 

Trump e migração

Crítico de Trump desde seu plano de construir o muro na fronteira entre os EUA e o México em 2016, Francisco afirma que qualquer um que impedi a entrada de migrantes e seja a favor de uma campanha de deportações em massa não é realmente cristão. Além disso, o líder católico se recordou de uma missa feita na fronteira EUA-México. 


Candidato republicano Donald Trump (Foto: reprodução/Jim Watson / AFP)

“Havia tantos sapatos dos migrantes que terminaram mal ali”. Comentou o Papa. 

Harris e o aborto

Harris, a candidata democrata que entrou no lugar de Joe Biden após a desistência de reeleger do atual presidente, defende fortemente a legalização do aborto sendo um grande ponto em sua campanha. O líder católico diz ser contra o processo, afirmando na coletiva que, segundo a ciência, após um mês da conceção, todos os órgãos do corpo humano já estão formando. 


Candidata democrata Kamala Harris (Foto: reprodução/Stephanie Scarbrough/AP Photo)

“Fazer um aborto é matar um ser humano, quer goste ou não da palavra, isso é matar.” Continuou Francisco. 

A figura católica continuou lembrando as pessoas sobre o dever cívico de votar, pedindo a população pensar em qual seria o ‘’mal menor’’, pedindo consciência e reflexão antes de ter sua decisão. 

Donald Trump promete realizar a “maior deportação em massa da história dos Estados Unidos”

Mantendo o forte tom anti-imigração, o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, prometeu nesta sexta-feira (13), realizar a “maior deportação em massa da história dos Estados Unidos”, caso seja eleito nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.

Ainda durante o anúncio, ele afirmou que as deportações devem começar por Springfield, em Ohio. A cidade, inclusive, tem sido alvo de boatos sobre imigrantes haitianos que estariam comendo animais de estimação, rumores que já foram desmentidos.

Deportações vem sendo tema importante na campanha de Trump

As deportações em massa, que têm sido reiteradas em várias outras ocasiões, reforçam o posicionamento anti-imigração de Trump. O ex-presidente vem utilizando a retórica de que as cidades dos Estados Unidos estão sendo “inundadas de imigrantes ilegais”, vindos “em níveis nunca antes vistos, provenientes de prisões, cadeias, instituições mentais e asilos”, embora muitas dessas informações já tenham sido desmentidas por autoridades competentes.


Trump durante comício de campanha (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


Ainda na coletiva realizada na última sexta-feira, ele afirmou que imigrantes e refugiados sem documentos vêm cometendo estupros e “assumindo empregos de hispânicos e afro-americanos”, mantendo sua linha de acusações contra esses grupos.

Venezuelanos também são alvos de Trump

Outro grupo que também vem recebendo acusações do candidato são os venezuelanos. Em uma fala do ex-presidente, ele afirmou: “Limparam suas cadeias na Venezuela — esvaziaram os ninhos, como são chamadas — de más pessoas. Todas estão agora nos EUA e estão tomando cidades. É como uma invasão”. Além dessa situação, ele declarou que gangues venezuelanas armadas com AR-15 estão tomando conta de Aurora, cidade do Colorado. No entanto, de acordo com o prefeito da cidade, Mike Coffman, que falou à “CBS News”, embora exista alguma atividade de gangues em dois complexos de apartamentos, a acusação de Trump é “grosseiramente exagerada”.

O boato começou a circular quando uma imagem, supostamente nos arredores de Springfield, Ohio, foi postada nas redes sociais. O usuário relatou que “a amiga da filha do vizinho” teria visto um gato pendurado em uma árvore. Ainda segundo o relato, o animal teria sido desossado e comido por haitianos. Após a divulgação, o candidato a vice-presidência, JD Vance, afirmou ter recebido denúncias do tipo, embora ele mesmo tenha admitido que os relatos poderiam ser falsos.

Donald Trump e Kamala Harris se cumprimentam em homenagem do 11 de setembro

Em homenagem feita às vítimas do atentado terrorista do dia 11 de setembro nesta quarta-feira, os candidatos Donald Trump e Kamala Harris se encontraram e apertaram as mãos de forma bem-educada e respeitosa. Encontro entre os dois ocorreu horas após o primeiro debate entre eles. O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também estava presente na cerimônia.

Além disso, os candidatos irão até os locais atingidos pelos aviões terroristas em Shanksville, localizado na Pensilvânia, e no Pentágono, que fica em Washington.


Harris e Trump em homenagem ao 11 de Setembro (reprodução/Instagram/@bbcnews)


Kamala e Trump: pré-debate

Antes do debate acontecer, Kamala ficou isolada com especialistas em debates para treinar e estudar as regras ríspidas do debate que estava por vir, nas regras do debate que aconteceu na noite da última terça (10), os candidatos não puderam levar anotações e nem se comunicar com sua equipe. A ideia também se deu por conta da atuação desastrosa do então presidente, e na época candidato, Joe Biden, que com as mesmas regras gaguejou bastante e ficou encurralado por Trump no debate que aconteceu em junho deste ano.

Já com a experiência de debates e com moral após o grande debate que fez diante do então candidato, Joe Biden, o candidato Donald Trump não se preparou para o debate e passou os últimos dias em campanha. 

Kamala e Trump: o primeiro debate

Na noite da última terça-feira (10), o ex presidente, Donald Trump, e a atual vice-presidente, Kamala Harris, se encararam no primeiro debate entre os dois na corrida presidencial da casa branca.

O grande destaque do debate ficou por conta de Harris, que confortavelmente respondeu todas as questões que o republicano tinha. Com caras e bocas, Kamala reagia às falas de Trump, e mostrava pouco nervosismo, além da boa comunicação com o público.

Segundo analistas, a vice presidenta desbancou o ex presidente conseguindo se impor até em temas que seriam desconfortáveis para a progressista, como: imigração e economia.

 O candidato liberal, se defendeu mais do que atacou no debate e viu Kamala se desassociar do atual presidente, Joe Biden e defender o governo atual, se apresentar ao público, contando seguramente o seu passado como procuradora-geral e dar sempre respostas curtas. Tudo isso sem a presença de sua equipe que não puderam entrar para a auditoria do debate.


Kama Harris e Donald Trump em debate (reprodução/Instagram/@bbcnews)


Donald Trump diz que debate foi manipulado

Em entrevista concedida ao canal Fox News, o ex presidente disse que o debate foi “manipulado” a favor de Kamala, porém não apresentou nenhuma prova de sua acusação.

“Foi um acordo manipulado, como eu presumi que seria. Você vê pelo fato de que estavam corrigindo tudo, mas não corrigiam ela”, reclamou.

Nessa mesma entrevista ao canal Fox News, Trump atacou a cantora pop, Taylor Swift, pelo apoio da cantora a candidatura de Kamala, chamando a cantora de, liberal, e dizendo que a cantora não venderá tantos discos se continuar apoiando candidaturas democratas.