Hospitais britânicos recebem denúncias de negligência médica após amputarem pacientes errados

Na última terça-feira (5), o jornal britânico The Mirror apresentou uma reportagem acerca das denúncias. De acordo com o material, diversos hospitais espalhados pelo Reino Unido já cometeram 14 amputações por engano. Os dados da pesquisa fazem ligação com casos ocorridos entre os anos de 2020 e 2023.

O veículo ainda trouxe como destaque informações de um consócio responsável pela administração de dois hospitais locais na Inglaterra. São eles: Hospital Escolar de York e Scarborough NHS Foundation Trust. Juntos, as unidades admitiram sua culpa sobre a negligência médica acerca amputação errônea de seis pacientes.  

Outros casos também mencionados na reportagem

Para além dos Hospitais Escolares, outras histórias de pacientes foram expostas. No Medway NHS Foundation Trust, localizado na região de Kent, por exemplo, cinco amputações por engano foram realizadas, sendo uma ocorrida em 2021, três em 2022 e a última no ano passado.

Na instituição The Gorge Eliot Hospital, foram totalizadas três vítimas deste mesmo tipo de negligência. O mesmo situação se aplica para as unidades East Kent Hospital e Great Western Hospital – ambas com, respectivamente, três e dois casos.

Por fim, o The Mirror também fez um levantamento das unidades hospitalares que não detalharam números das vítimas, uma vez que alegaram implicações em requisitos de confidencialidade. Da mesma forma, são eles:

  • Barnsley Hospital NHS Foundation Trust – Menos de 10 amputações devido a negligência médica.
  • Blackpool Teaching Hospitals NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Harrogate e District NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Lewisham e Greenwich NHS Trust: menos de cinco
  • Mid and South Essex NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Northern Lincolnshire e Goole NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Royal United Hospitals Bath NHS Foundation Trust: menos de 15
  • Salisbury NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • South Warwickshire NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Torbay e South Devon NHS Foundation Trust:Menos de cinco
  • The Royal Wolverhampton NHS Trust: menos de 10
  • University College London Hospitals NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Hospitais Universitários de Morecambe Bay NHS Foundation Trust: menos de cinco
  • Worcestershire Acute Hospitals NHS Trust: entre um e cinco
  • Wye Valley NHS Trust: menos de seis

O que os especialistas falam sobre esses casos


Representação de um paciente que teve a perna amputada (Foto: reprodução/ottoblotto/istockphoto.com)

Em esclarecimento, o National Health System – Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra – descreveu estes acontecimentos como “incidentes graves e amplamente evitáveis” e ainda argumentam que os casos poderiam ser evitados uma vez que sejam levados a sério seus devidos procedimentos de segurança e orientação médica.

Já a chefe de negligência clínica da JF Law – Nick Banks – evidenciou em nota que para além do impacto emocional que estas ocorrências acabam proporcionando para a vida de uma pessoa, também há muitas vezes uma consequência financeira por trás.

Muitos pacientes que precisam se adaptar à nova realidade, com seus membros amputados, não apresentam condições favoráveis economicamente e, por isso, tendem a buscar necessitam de outros métodos para sobreviver.  

Patrícia Poeta relata ter ficado 15 dias hospitalizada após erro em diagnóstico de dengue

A apresentadora Patrícia Poeta usou o quadro “Bem Estar”, no programa “Encontro”, nesta quarta-feira (21), para compartilhar que já foi vítima de erro médico. Durante a participação de Valéria Almeida, jornalista que fica a frente do quadro do programa matinal, Patrícia, através das orientações de Valéria, relatou que por um erro de diagnóstico médico contraiu uma inflamação no fígado, em razão da má administração de remédio receitado. 

Os relatos da apresentadora

A atual apresentadora do “Encontro” com Patrícia Poeta – ex Encontro com Fátima Bernardes – recordou os momentos de sufoco que passou em virtude do diagnóstico incorreto:

“Eu passei por isso quando tive dengue há alguns anos. Procurei um médico enquanto visitava a minha família no Sul, mas na época não tinha muitos casos de dengue. Então, esse médico me diagnosticou com uma virose e pediu para eu tomar paracetamol de quatro em quatro horas”, contou Patrícia. 

Patrícia continua, e relata que, após retornar ao Rio de Janeiro e os sintomas persistirem, ela foi em busca de um segundo diagnóstico médico na cidade carioca e confirmou o erro do profissional sulista?

“Quando eu cheguei no Rio de Janeiro, na época eu morava lá, fui diagnosticada com dengue. No entanto, nessa altura, eu já estava com hepatite medicamentosa em função do remédio”, explicitou a apresentadora, tomando a atenção do público para seu relato. 

A apresentadora, de 47 anos, declarou que, em função do erro médico, ela enfrentou a doença de uma forma bem mais desagradável que o necessário. Ela conta que precisou lidar com a dengue por 15 dias no hospital, tomando pouco remédio, uma vez que seu fígado já estava afetado. Patrícia pontua que sentia dor. A apresentadora concluiu com um alerta: “isso realmente é algo muito importante”, enfatizou. 

Aumento nos casos de dengue 

O aumento dos casos de dengue é algo que vem preocupando o governo e especialistas, uma vez que a doença está entre as mais mapeadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que destaca seu potencial para se tornar uma epidemia global. Com aumento de 26,7% no número de casos com relação ao mesmo período do ano passado, a dengue já representa uma grande ameaça à saúde pública no estado de São Paulo. 


Aumento nos casos de dengue gera preocupação em especialistas (Foto: reprodução/Freepik)

Mais de dez mil casos da doença já foram confirmados no estado de São Paulo, até a terceira semana epidemiológica de 2024, dados confirmados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado de São Paulo. Sete mortes também foram confirmadas em 2024 até o dia 20 de janeiro.

Com consequências graves e até fatais, é recomendado atenção aos sintomas da doença: febre (39°c a 40°c), dor de cabeça, dores no corpo, dores nas articulações, dor atrás dos olhos, prostração, fraqueza, náuseas e vômitos e até mesmo hemorragias. Os sintomas podem não se manifestar por inteiro ou de forma cumulativa. Em caso de suspeita, a recomendação é sempre consulta médica imediata e jamais automedicação.