Netanyahu rejeita solução de dois Estados após guerra em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (18) que rejeita a criação de um Estado Palestino em qualquer cenário pós-guerra, enfatizando a necessidade de controle total de Israel sobre a Faixa de Gaza para garantir a segurança. A declaração ocorre em meio a crescentes tensões regionais e após países árabes discutirem com os Estados Unidos uma iniciativa para encerrar o conflito, condicionada à solução de dois Estados, proposta também apoiada pelos EUA, mas rejeitada, de forma contundente, por Israel.



Desacordos com os Estados Unidos 

Durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18). Netanyahu afirmou: “Em qualquer acordo futuro, Israel precisa controlar a segurança de todo o território a oeste do Jordão. Isto colide com a ideia de soberania. O primeiro-ministro precisa ser capaz de dizer não aos seus amigos”, referindo-se aos Estados Unidos.

A vitória, segundo o líder israelense, exigirá mais tempo, mas ele reiterou a determinação em alcançá-la. Netanyahu destacou objetivos, incluindo o retorno de reféns, a eliminação do Hamas e a garantia de que Gaza não representa mais uma ameaça para Israel.

A declaração de Netanyahu representa uma rejeição clara à posição oficial dos Estados Unidos, que busca um acordo que inclua a criação de um Estado palestino. O Departamento de Estado norte-americano respondeu, afirmando que não há solução duradoura e reconstrução viável para Gaza sem o estabelecimento de um Estado palestino.

Recentes ataques 

Essas tensões ocorrem em um momento crítico no Oriente Médio, com preocupações sobre a possível escalada do conflito. Os recentes ataques dos EUA a posições dos rebeldes houthis no Iêmen adicionam mais complexidade à região, intensificando os receios de uma disseminação ainda maior das hostilidades.

A situação permanece fluida, com desdobramentos iminentes nas próximas semanas, à medida que as propostas e reações moldam o cenário geopolítico delicado da região.

Coreia do Norte testa sistema de armas nucleares subaquáticas

Na quinta-feira (18), a Coreia do Norte realizou um teste de um sistema de armas nucleares submarinas, denominado “Haeil-5-23”, nas águas da costa leste do país, segundo a agência de notícias estatal KCNA. 

O regime liderado por Kim Jong-un afirmou que o teste é uma resposta direta aos exercícios militares conjuntos conduzidos pelos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão que ocorreram entre  terça-feira (9) e quarta-feira (10)  da semana passada, envolvendo inclusive o uso de um porta-aviões norte-americano. O país não divulgou a data exata do teste, mas ressaltou que tais ações “continuarão a dissuadir as manobras militares hostis das marinhas dos EUA e seus aliados”.



Simulações nos anos anteriores

Em agosto de 2023, o país realizou um exercício militar simulando um ataque nuclear contra alvos na Coreia do Sul em resposta a exercícios semelhantes realizados pelos Estados Unidos e Coreia do Sul. A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, também alertou recentemente que qualquer provocação resultaria em uma resposta com “batismo de fogo”.

Além do teste submarino, a Coreia do Norte disparou artilharia na região de fronteira marítima com a Coreia do Sul entre os dias (5 )e (7) de janeiro. Esses disparos levaram as autoridades sul-coreanas a pedir que os residentes das ilhas locais procurassem abrigo, enquanto as forças militares sul-coreanas responderam com exercícios militares. As recentes ações aumentaram as tensões na Península Coreana, destacando a fragilidade das relações entre as partes envolvidas.

Coreia do Sul x Coreia do Norte

As relações entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte têm sido historicamente complexas e marcadas por tensões, confrontos militares e desconfiança mútua. Aqui estão alguns dos problemas mais significativos que contribuíram para as dificuldades nas relações entre esses dois países:

  • Guerra da Coreia (1950-1953) e a Divisão Ideológica e Política: A Guerra da Coreia foi um conflito brutal que dividiu a península coreana. A guerra terminou com um armistício em 1953, mas não foi assinado um tratado de paz, deixando as duas Coreias tecnicamente em guerra, com isso a Coreia do Sul e a Coreia do Norte têm sistemas políticos e ideológicos opostos. A Coreia do Sul é uma democracia capitalista, enquanto a Coreia do Norte é governada por um regime socialista autoritário sob liderança da família Kim.
  • Programa Nuclear Norte-Coreano: O desenvolvimento do programa nuclear pela Coreia do Norte tem sido uma fonte constante de preocupação para a comunidade internacional. Os testes nucleares e os avanços no desenvolvimento de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte geraram tensões e levaram a sanções internacionais.
  • Confrontos Militares na Fronteira Marítima: A fronteira marítima disputada entre as duas Coreias no Mar Amarelo (Mar Ocidental) tem sido palco de vários confrontos. Disparos de artilharia e incidentes navais aumentaram a instabilidade na região.
  • Propaganda e Guerra Psicológica: Ambos os lados realizam ações de propaganda e guerra psicológica, inclusive através de transmissões de alto-falantes na fronteira, para influenciar a opinião pública e desestabilizar o outro lado.

Onda de frio extrema nos Estados Unidos causa morte de 55 americanos 

Desde a última semana, mais de 70 milhões de americanos estão em estado de alerta para nevascas; a forte tempestade de neve atingiu os Estados Unidos causando pelo menos 55 mortes em todo o país. A previsão do tempo indica melhora no frio a partir de segunda-feira (22), mas temperaturas continuarão próximas a 0º. Já é a terceira nevasca extrema que avança pelos EUA, causando problemas para os americanos nos principais estados. 


Em 15 de janeiro de 2024, homem limpando as ruas de Memphins,em Tennessee (foto: reprodução/Mark Weber/AP/G1)

Frio perigoso 

A maioria das mortes foi causada por acidente em estradas cobertas de neve. Em Oregon e Portland, árvores foram derrubadas pelo forte vento de gelo, cortando a energia em todo o estado, causando a morte de pelo menos 10 pessoas. No estado de Nova York a quantidade de neve que caiu já passa de 1,80m, o governo está utilizando tratores para amenizar os efeitos de toda neve. Nesta quinta-feira (18), em Washington, mais de 40 mil casas e estabelecimentos ficaram sem energia devido às tempestades. Escolas, aeroportos e comércio continuam fechados, o governo pede a população para se manterem em casa. 


Carro atingido por árvore após forte nevasca nos Estados Unidos (foto: reprodução/Reuters/AP/G1)

Frio inimigo do carro elétrico 

Nessas grandes tempestades que ocorrem em vários estados dos EUA, os americanos estão descobrindo que carro elétrico e temperaturas abaixo de zero não combinam. Em Chicago, motoristas de veículos elétricos se depararam com baterias descarregadas, filas nos eletropostos estavam enormes com o tempo de espera de até 4 horas e carros que funcionam com apenas 50% de sua capacidade. 

Em nota em seu site, a Tesla disse que em clima frio os veículos consomem mais energia para aquecer suas baterias e dentro do carro, por isso o consumo de energia se esgota rapidamente. A empresa ainda ofereceu algumas dicas para os usuários de seus carros, uma delas diz para o motorista manter o carregamento de seu automóvel acima de 20% para reduzir impacto nas baixas temperaturas.