EUA posiciona bombardeiro B‑2, pronto para lançar bomba contra Irã

Os Estados Unidos enviaram o bombardeiro stealth B-2 Spirit, equipado com a poderosa bomba penetrante GBU-57A/B, conhecida como “bunker-buster”, para o Oriente Médio. A arma é a única capaz de atingir profundamente instalações subterrâneas como a central nuclear de Fordow, no Irã.

O envio ocorre enquanto o governo de Donald Trump reforça apoio a Israel por meio de dispositivos militares no Golfo e no Mar Mediterrâneo. A medida, porém, não confirma uso da bomba — apenas põe de prontidão capacidades que Israel não possui.


Modelo de B‑2 Spirit usado para guerra entre Israel e Irã (Foto: reprodução/Who/What/Getty Images Embed)


Por que a GBU‑57A/B é crucial

A GBU‑57A/B é uma munição convencional de 15 toneladas desenvolvida pela Boeing. Seu poder reside na capacidade de penetrar centenas de metros antes de explodir, ideal para destruir estruturas subterrâneas profundamente enterradas como Fordow, construída sob uma montanha perto de Qom.

Israel não tem jatos capazes de transportar esse tipo de bomba, enquanto os EUA controlam totalmente sua distribuição. Assim, apenas o B‑2 da Força Aérea americana pode operá-la com eficácia.

Contexto regional e risco estratégico

O movimento de caças F‑22, F‑35 e porta‑aviões pelos EUA no Golfo acompanha a estratégia americana. Apesar de reforçar a defesa de Israel, ainda não há sinal de uso ativo do B‑2 ou da bomba.


Simulação do B‑2 Spirit com a bomba penetrante GBU‑57A/B (Vídeo: reprodução/Instagram/@flyingtopics)


Analistas advertem, porém, que qualquer ataque a Fordow com essa bomba poderia aumentar significativamente a tensão na região. Mesmo sendo convencional, seu impacto subterrâneo pode gerar tremores, danos ambientais ou riscos radiológicos — embora o risco de explosão nuclear seja considerado baixo.

Com o B‑2 em posição e a GBU‑57A/B disponível, os EUA mostram capacidade singular de intervir em instalações altamente protegidas. Para muitos, é uma demonstração de força; para outros, é uma escalada que pode provocar reação iraniana e reação internacional.

Preta Gil usa as redes sociais para agradecer a irmã e a melhor amiga pelo apoio durante o tratamento

A cantora Preta Gil, de 50 anos, recorreu às redes sociais nesta segunda-feira (16) para expressar sua gratidão pelo apoio da irmã, Maria Gil, e da melhor amiga, Jude Paula, que têm estado ao seu lado durante o tratamento contra o câncer. Ela que precisou viajar para Nova York, nos Estados Unidos, para realizar um novo processo clínico para tratar a doença.

Em um story no Instagram, Preta destacou o carinho e os cuidados recebidos da irmã, demonstrando sua profunda gratidão: “Minha irmã querida, Maria Gil, essa cuida de verdade! Obrigada por estar aqui comigo!”, escreveu ela, junto a uma foto das duas.

Já sobre Jude Paula, amiga de longa data, a artista também fez questão de registrar seu afeto: “Minha bestie, é uma delícia ter você pertinho de mim”, disse Preta, em tom carinhoso.

Batalha contra o câncer e viagem aos EUA

Preta Gil, diagnosticada com câncer colorretal no primeiro semestre de 2023, vem enfrentando uma longa jornada em busca da recuperação. A artista já passou por cirurgias, sessões de radioterapia e quimioterapia no Brasil, além de ter sido internada duas vezes no início do ano.


Preta Gil ao lado da irmã, Maria Flor (foto:reprodução/Instagram/@pretagil)

Agora, neste mês de junho, ela iniciou uma nova fase com procedimentos necessários nos Estados Unidos. Após o extenso tratamento realizado no Brasil, e diante da doença com metástases, Preta foi aprovada para participar de diretrizes clínicas no país norte-americano.

A cantora passou por avaliações em centros especializados como o Virginia Cancer Institute, localizado em Washington, e o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York.


Preta Gil ao lado da amiga Jude Paula (foto: reprodução/instagram/@pretagil)

Apoio dos amigos e familiares

Antes de iniciar os exames clínicos nos EUA, Preta Gil recebeu a visita de amigos no país. A cantora compartilhou em seu Instagram diversos momentos de afeto e cumplicidade.

Na publicação, estavam a cantora e apresentadora Ivete Sangalo; José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni; a atriz e bailarina Claudia Raia, acompanhada do marido, o ator Jarbas Homem de Mello; o filho mais velho, Enzo Celulari; o jornalista Hugo Gloss; a irmã Bela Gil com a filha; além da apresentadora Sabrina Sato e seu companheiro, o ator Nicolas Prattes.

Thunder vence o Pacers por 120 a 109 e fica a uma vitória do título da NBA

O Oklahoma City Thunder superou o Indiana Pacers por 120 a 109 na quinta partida das finais da NBA, realizada nesta segunda-feira (16), no Paycom Center.

Com atuações decisivas dos All-Stars Jalen Williams e Shai Gilgeous-Alexander, a equipe da casa soube explorar as falhas dos adversários e fazer valer o mando de quadra para conquistar a vitória, abrir 3 a 2 na série e ficar a um triunfo do título.

A partida

Chet Holmgren e Jalen Williams iniciaram o jogo comandando as ações ofensivas do Thunder. A equipe de Oklahoma se manteve dominante ao aproveitar os diversos erros do Indiana Pacers, que cometeu sete perdas de bola só no primeiro período.

No segundo quarto, logo no início, Tyrese Halliburton sofreu uma lesão muscular e sentiu dores na panturrilha. Ele deixou a quadra por alguns instantes, mas retornou rapidamente, mesmo com limitações físicas. Apesar do retorno de seu principal jogador, o Pacers não conseguiu reagir e o Thunder ampliou a vantagem para 59 a 43 antes do intervalo.


Melhores lances Oklahoma x Indiana (reprodução/Youtube/NBA Brasil)

Na volta, T.J. McConnell entrou em destaque, anotando seis pontos consecutivos e reduzindo a diferença para 75 a 68. Embalado pelo bom momento do armador, o Indiana seguiu em crescimento e terminou o terceiro quarto com o placar em 87 a 79 a favor de Oklahoma.

No último período, os visitantes chegaram a cortar a diferença para apenas cinco pontos, alimentando a esperança de uma virada. No entanto, Jalen Williams e Shai Gilgeous-Alexander apareceram nos momentos decisivos e garantiram o triunfo do Thunder por 120 a 109.

Jogo 6

O sexto confronto entre Thunder e Pacers acontece na próxima quinta-feira (19), às 21h30 no Gainbridge Fieldhouse, em Indianápolis.

Caso o Thunder vença, será campeão da NBA pela primeira vez da história da franquia. Já o Pacers terá que ganhar em casa para se manter vivo e levar para o jogo 7 da série.

Irã recusa diálogo nuclear enquanto Israel mantiver ofensiva

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (16) que, por enquanto, não negociará um acordo nuclear com os Estados Unidos. Uma das exigências do iraniano para o diálogo é que Israel pare imediatamente os ataques contra o país. Ele reiterou essa posição hoje, durante uma conversa telefônica com o presidente da França, Emmanuel Macron.

“O Irã não aceitará exigências irracionais sob pressão e não participará de negociações enquanto o regime sionista seguir com seus ataques”, declarou Pezeshkian, segundo a agência AFP. Irã e EUA negociavam um acordo nuclear desde abril, com nova rodada prevista para junho, porém os recentes ataques de Israel cancelaram as tratativas.


Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fala sobre resposta recíproca (Foto: reprodução/X/@drpezeshkian)

Tensões entre Irã e Israel agravam conflito

Israel bombardeou o Irã em 12 de junho, atingindo instalações militares e bases nucleares. Segundo forças israelenses, 78 pessoas morreram, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o comandante do Estado-Maior, Mohamed Bagheri. Além disso, nove cientistas nucleares também morreram nos ataques.

No mesmo dia, o Irã revidou com drones e mísseis, conseguindo atravessar o “Domo de Ferro”, sistema de defesa israelense. Como resultado, há relatos de dois mortos e dezenas de feridos. Contudo, neste sábado, outro ataque iraniano tirou a vida de mais um cidadão de Israel. Enquanto isso, milhares de pessoas buscaram abrigo em abrigos subterrâneos para se proteger dos bombardeios.


Benjamin Netanyahu diz que o programa nuclear iraniano ameaça a existência de Israel (Vídeo: reprodução/X/@netanyahu)

Israel justifica ataque com alerta nuclear

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu justificou o ataque ao suposto programa nuclear iraniano, alegando que Teerã está cada vez mais próximo de desenvolver uma bomba atômica. Enquanto o Irã afirma enriquecer urânio apenas para fins energéticos, Israel, EUA e ONU discordam e apontam riscos militares.

Diante disso, as Forças de Defesa de Israel (FDI) classificaram a ofensiva como um “ataque preventivo” para conter o avanço nuclear iraniano. Segundo o governo israelense, o Irã está no “ponto de não retorno” em seu programa nuclear. O bombardeio aconteceu logo após a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) acusar Teerã de descumprir o compromisso de não enriquecer urânio para fins militares.

Governo Trump manda revisar contratos da SpaceX após embate com Elon Musk

Em meio a uma disputa pública com Elon Musk, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou neste mês que a Nasa e o Departamento de Defesa realizem uma revisão detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, segundo a Reuters. A medida pode abrir caminho para retaliações políticas e comerciais contra o bilionário, cujas empresas receberam bilhões de dólares em recursos públicos.

Revisão limita papel da SpaceX na defesa antimísseis dos EUA

O governo dos Estados Unidos deu início a uma apuração detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, após recentes atritos públicos entre o bilionário e o presidente Donald Trump. De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a Casa Branca solicitou que tanto o Departamento de Defesa quanto a Nasa revisem os acordos que somam cerca de US$22 bilhões.

Segundo pessoas próximas ao processo, o objetivo da revisão é reunir informações detalhadas sobre os acordos mantidos com a SpaceX, especialmente no contexto de um novo programa de defesa antimísseis que a empresa poderia integrar. Fontes ligadas ao Pentágono indicaram que está em avaliação a possibilidade de restringir a atuação da companhia nesse projeto estratégico.

A iniciativa da Casa Branca surge após Trump afirmar, no início de junho, que seu governo poderia rever contratos e benefícios concedidos às empresas de Musk. A declaração soou como uma resposta direta à troca de críticas públicas com o empresário, que até recentemente integrava o governo como conselheiro e líder de um órgão dedicado à eficiência administrativa, o DOGE.


Trump acompanha o sexto lançamento de teste da Starship, nave da SpaceX, em novembro de 2024, antes dos conflitos com Musk (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Especialistas apontam riscos de uso político de contratos

Embora ainda não esteja claro se contratos existentes podem ser legalmente revogados, a revisão alimenta suspeitas de uma possível retaliação e levanta preocupações sobre o uso de instrumentos públicos para fins pessoais ou políticos. Especialistas em governança veem riscos à transparência e à integridade na gestão dos recursos federais.

De acordo com fontes próximas ao governo, a principal motivação por trás da revisão dos contratos seria preparar o terreno para uma possível ação direta contra Elon Musk, caso o presidente decida adotar medidas mais duras. Uma das fontes chegou a afirmar que a análise busca fornecer “instrumentos políticos” que possam ser usados contra o empresário, caso necessário.

SpaceX e Departamento de Defesa não se pronunciaram. A Nasa afirmou que continuará trabalhando com parceiros do setor privado para cumprir as metas espaciais da atual gestão. Já a Casa Branca evitou comentar especificamente os contratos da SpaceX, mas ressaltou, segundo a Reuters, que todas as licitações passam por processos rigorosos de avaliação.

Mulher morre em Israel após ataque iraniano, outras 78 pessoas morreram em retaliação

Uma mulher morreu nesta sexta-feira (13) na cidade de Ramat Gan, próxima a Tel Aviv, após ser atingida por estilhaços de um projétil durante a nova escalada de conflitos entre Irã e Israel. A informação foi confirmada pela polícia israelense, que relatou que a vítima morreu no local. Esta é a primeira morte oficialmente registrada em território israelense desde o início dos recentes ataques iranianos.

Mais sobre o acidente

A região de Dan, onde ocorreu o incidente, foi duramente afetada. Equipes médicas atuaram rapidamente para socorrer diversos feridos, que foram retirados da área sob risco. Segundo um porta-voz da polícia, os serviços de emergência continuam mobilizados, dado o cenário instável e a possibilidade de novos ataques.

O ataque faz parte de uma ofensiva mais ampla lançada pelo Irã, que prometeu retaliar com intensidade qualquer ação de defesa vinda de países aliados a Israel. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que os mísseis lançados nesta nova onda de ataques tinham como alvo centros militares e bases aéreas israelenses.

Sobre a retaliação de Israel

Em resposta, o Exército de Israel afirmou ter conseguido interceptar parte dos mísseis utilizando seus sistemas de defesa aérea, embora nem todos os projéteis tenham sido neutralizados. O Comando da Frente Interna em Israel autorizou os civis a saírem dos abrigos após o fim da última onda de ataques, sinalizando uma momentânea redução da ameaça.


Prédio no Irã após ser atingido por bomba israelense (foto: reprodução/x/@jessi_ca)

Enquanto isso, o cenário no Irã também é alarmante. De acordo com o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, ao menos 78 pessoas morreram em território iraniano em decorrência dos ataques israelenses, incluindo oficiais militares de alto escalão. Mais de 320 pessoas ficaram feridas, sendo a maioria civis.

A situação tem mobilizado lideranças internacionais. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, estão reunidos em um bunker, avaliando os próximos passos estratégicos. De acordo com fontes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com Netanyahu nesta sexta-feira, em meio às tensões crescentes na região. O conflito continua gerando apreensão global, com riscos de uma escalada ainda maior.

Irã ameaça EUA e Israel após ataques e diz que terão ‘destino amargo e doloroso’

O governo do Irã declarou que Israel e os Estados Unidos vão enfrentar consequências graves pelo ataque feito por Israel, na madrugada desta sexta-feira (13), contra locais ligados ao programa nuclear iraniano. O líder máximo do país, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que Israel terá um “final amargo”.

Durante a madrugada, o exército de Israel atacou vários locais no Irã. Explosões aconteceram em Teerã, a capital, e em outras cidades. Segundo os militares israelenses, a ação teve como objetivo tentar parar o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.


Comandante do exército Mousavi (Foto: reprodução/X/@IRIran_Military)


O ataque matou o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Dois cientistas que trabalhavam com energia nuclear também morreram.

Resposta do Irã aos ataques

O líder iraniano, Ali Khamenei, disse que essa ação mostra o “lado cruel” de Israel. Ele também afirmou que, apesar das perdas, novos líderes e cientistas vão assumir os cargos e continuar o trabalho que estava sendo feito.

Na televisão estatal, o porta-voz do exército iraniano, general Abolfazl Shekarchi, acusou os Estados Unidos de estarem por trás do ataque. Ele disse que tanto os EUA quanto Israel vão sofrer as consequências pelos bombardeios.

Os Estados Unidos negaram ter participado da operação. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que “Israel agiu por conta própria” e que a principal preocupação dos EUA é proteger seus soldados na região. Segundo ele, Washington foi avisado sobre a ação, mas não teve envolvimento direto.

Aumenta a tensão no Oriente Médio

O ataque aconteceu em um momento de aumento nas tensões entre Israel e Irã, em meio a acusações de que o governo iraniano estaria perto de conseguir fabricar armas nucleares. Um representante de Israel disse que o Irã já tem urânio suficiente para criar bombas.

Depois do bombardeio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o principal alvo foi a usina de Natanz, considerada o ponto central do programa iraniano de enriquecimento de urânio.

Trump convoca gabinete e discute reação aos ataques de Israel

Na noite desta quinta-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com seu gabinete para discutir os últimos acontecimentos envolvendo Israel e Irã. O encontro aconteceu em meio a ataques lançados por Israel em território iraniano, que, segundo o governo israelense, teriam caráter preventivo.

Fontes próximas ao governo norte-americano informaram à CNN que o encontro foi marcado antes mesmo do início da operação militar. Autoridades dos EUA já demonstravam preocupação com o aumento das tensões no Oriente Médio e viam a possibilidade de uma ação mais agressiva por parte de Israel como uma questão iminente.

Trump interrompe agenda para tratar da crise

Trump deixou um evento social na Casa Branca por volta das 20h, horário de Washington, para se reunir com seus principais assessores. O encontro ocorreu a portas fechadas, e a Casa Branca não divulgou detalhes sobre os assuntos discutidos nem sobre eventuais medidas que possam ser adotadas.

Ainda durante o dia, o presidente comentou com jornalistas que um confronto de maiores proporções na região não estava descartado. Ele afirmou que não podia garantir que algo assim fosse acontecer imediatamente, mas admitiu que a chance de um embate maior era real e poderia ocorrer em breve.

Estados Unidos avaliam próximos passos

A ofensiva israelense foi descrita por autoridades do país como uma medida de precaução. Até o momento, o Irã não se pronunciou oficialmente sobre o ataque, e não há informações concretas sobre possíveis reações.


Equipes de resgate atuam em prédio atingido por ataque israelense em Teerã, em 13 de junho de 2025. (Foto: Reprodução/AFP/Getty Images Embed)


Nos bastidores, departamentos estratégicos como o de Estado e o de Defesa seguem acompanhando a situação com atenção. As movimentações militares e diplomáticas no Oriente Médio têm levantado alertas entre aliados e organismos internacionais, que temem uma escalada do conflito na região.

A expectativa é de que o governo americano se manifeste oficialmente nas próximas horas, enquanto analistas já discutem os possíveis impactos políticos e militares desse novo capítulo da crise entre Israel e Irã.

Vice dos EUA acalma tensões entre Trump e Musk

Uma “guerra aberta” com Musk não está nas pretensões de Trump, segundo afirmou o Vice-Presidente Americano JD Vance, em entrevista que foi ao ar no último dia 07/06, concedida ao podcaster e comediante americano Theo Von. A declaração pode significar uma retomada da relação entre os poderosos, que foi por água abaixo nas últimas semanas. O dono da Tesla chegou a excluir algumas postagens feitas contra Trump, dizendo-se arrependido, também endereçando que há possibilidade para esta reconciliação.

Arrependimento mútuo

A atual relação conflituosa e desarmônica entre Trump e Musk cedeu espaço para um clima mais amigável entre eles. Falas e atitudes mais brandas ocuparam o lugar de mensagens contendo acusações, insultos e frases desagradáveis, como aconteceu no decorrer da semana passada.

Apesar de Trump ter dito à NBC News, no último sábado, sobre seu desinteresse em reconciliar-se com Musk, Vance, em fala ao podcaster Von, disse que Elon é um empreendedor incrível e que espera que haja uma reconciliação entre ele e o presidente: “Espero que, eventualmente, Elon volte para o nosso lado. Talvez isso não seja mais possível agora, porque ele passou dos limites.”


Musk, Trum e Vance (Foto: reprodução/Justin Merriman/Bloomberg/Getty Images Embed)


A CNN apurou que Musk ligou, muito rapidamente, para Trump na noite de segunda-feira (09/06) e, na sequência, apagou postagens que havia feito sobre o chefe da Casa Branca. Uma ligava-o ao escândalo envolvendo o empresário americano Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio no ano de 2019 enquanto aguardava julgamento pela suposta prática de pedofilia e outros crimes sexuais; a outra, sugeria o impeachment do presidente.

 Absolutamente não. Donald Trump não fez nada de errado com Jeffrey Epstein. Tudo que os democratas e a mídia dizem sobre isso é totalmente besteira”, pronunciando-se Vance em defesa de Trump.


Vance e Musk

O bom relacionamento entre o Vice-Presidente Americano e o bilionário sempre foi considerado bom, e parece que continuará nesse caminho. JD disse que entende a frustração do bilionário em relação à burocracia dentro da política, reconhecendo que as coisas não são perfeitas em Washington e que o sentimento de Elon faz parte dos sentimentos dos líderes empresariais como ele.

Elon Musk foi elogiado por JD por ser um empresário que dispendeu muito esforço ao combater “desperdício, fraude e abuso”, enquanto estava à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), cargo que renunciou no último dia 28 de maio.

Trump anuncia aplicação de novas tarifas comerciais a diversos países nos próximos dias

O presidente dos EUA Donald Trump informou ontem, quarta-feira (11), que enviará aos parceiros comerciais nas próximas semanas um comunicado referente à aplicação das tarifas sobre produtos, prometidas por ele em abril (2025). A declaração de Trump foi feita a jornalistas durante uma coletiva de imprensa no Kennedy Center, em Washington D.C. O presidente compareceu ao local para assistir ao espetáculo francês, “Os Miseráveis”, um dos mais prestigiados do mundo. 

Reciprocidade tarifária

As tarifas impostas por Donald Trump atingem desde grandes potências econômicas a países em desenvolvimento. Entre diversos estabelecimentos e cancelamentos de prazo, a última data determinada pelo mandatário estadunidense para aplicação da “reciprocidade tarifária” estava marcada para 09 de julho (2025). No entanto, ontem, Trump informou que: “em determinado momento, vamos simplesmente enviar as cartas e  acho que vocês entendem o que isso significa, esse é o acordo, aceitem ou deixem’”.


Donald Trump, presidente dos EUA, apresentando a “reciprocidade tarifária” a jornalistas em abril deste ano (2025) (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Apesar de declarar que aplicará as medidas nas próximas duas semanas, o presidente norte-americano, disse estar aberto às negociações quanto à extensão do prazo. Na data de ontem, Trump informou que houve acordo comercial com a China e com as políticas tarifárias aplicadas, antecipando as negociações com o país asiático.

Mercado em alerta

A declaração de Donald Trump causou uma nova tensão no mercado financeiro. A incerteza sobre a aplicação ou não das tarifas a países parceiros dos EUA, comercialmente, fez com que o mercado de ações operasse em queda na manhã desta quinta-feira (12). 

Conforme indicadores econômicos, a Nasdaq, segunda maior bolsa de valores do mundo, está operando com queda de -0.50% e o dólar americano enfrenta grande oscilação, com recuo de -0.08%, até o momento. Bolsas europeias e asiáticas, também, fecharam em baixa e o mercado financeiro prepara-se para a possibilidade de uma nova guerra comercial travada pelo governo dos EUA contra diversos países.


Vista da sede da Nasdaq na Times Square, em Nova York, EUA (Foto: reprodução/ BRYAN R. SMITH/AFP/Getty Images Embed)


Esses números são importantes, uma vez que o dólar americano é a moeda mais utilizada no comércio global e serve como base para cotações dentro do sistema financeiro mundial. Quando há esse tipo de oscilação, ocorre o que especialistas chamam de “efeito cascata”, onde o evento principal desencadeia sucessivos eventos posteriores e, nesse caso, afetando a economia de diversos países ao redor do mundo.  

Ainda não está claro se o presidente Donald Trump, de fato, aplicará as tarifas impostas conforme informado. Porém, cada declaração feita por ele agita o mercado financeiro. Desde que assumiu o seu segundo mandato à frente da Casa Branca, Trump vem tentando implementar suas políticas fiscais, comerciais e orçamentárias, enfrentando grandes resistências dentro e fora dos EUA. Contribuindo, muitas vezes, para o enfraquecimento e desestabilização das relações diplomáticas estadunidenses com países e organizações ao nível mundial.