Seis jornalistas são mortos após ataques de Israel em Gaza

Neste domingo (10), um bombardeio israelense na Cidade de Gaza deixou seis jornalistas mortos, de acordo com informações do hospital Al-Shifa. Entre as vítimas, estavam quatro profissionais da rede televisiva Al Jazeera.

O Exército de Israel confirmou ter atingido e matado o repórter Anas Al-Sharif, alegando que ele chefiava uma célula do grupo Hamas. A emissora disse que outro de seus nomes de destaque em Gaza, Mohammed Qreiqeh, também foi morto no mesmo ataque.

Ataque em Gaza

Segundo a rede Al Jazeera, a morte de Anas Al-Sharif, considerado um dos melhores jornalistas de Gaza, juntamente com seus colegas, representaria uma tentativa de silenciar vozes antes de uma possível ocupação da região. Como informa o diretor do Hospital Al-Shifa, Mohammad Abu Salmiya, Al-Sharif estava em uma tenda com outros jornalistas, próximo à entrada, quando foram acertados.


Imagens do ataque israelense numa tenda em que estavam os jornalistas (reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Ainda segundo Salmiya, o ataque resultou na morte de pelo menos sete pessoas. O Exército de Israel afirmou que já havia apresentado documentos e informações de inteligência que, comprovavam de forma conclusiva a ligação de Al-Sharif com o Hamas, apontando também que materiais encontrados na Faixa de Gaza confirmariam sua participação na parte militar do grupo.

Mês passado, após ser acusado pelas Forças de Defesa de Israel de integrar o Hamas, Al-Sharif postou uma resposta em suas redes sociais dizendo que é apenas um jornalista sem afiliações políticas.

Preocupação antiga

Em julho, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas manifestou preocupação pela segurança de Anas Al-Sharif, reiterando que ele temia ser morto após ser alvo do que considerava uma campanha de difamação organizada por militares israelenses.

A organização também informou que desde o início do conflito, há quase dois anos, cerca de 186 profissionais de imprensa foram mortos em ataques realizados por Israel. A ONU demarcou as acusações feitas contra Al-Sharif como injustificadas e acompanhadas de ameaças virtuais.

Caça da Coreia do Sul lança acidentalmente oito bombas em cidade

Caça da Coreia do Sul lança acidentalmente oito bombas Mk82 na cidade de Pocheon, próxima à fronteira com a Coreia do Norte, durante um exercício militar nesta quarta-feira, horário de Brasília. O erro de coordenadas causou danos na região e deixou feridos.

Feridos em Pocheon

Segundo as autoridades, pelo menos 15 pessoas ficaram feridas após a cidade ser atingida pelas bombas, sendo que duas estão em estado grave. O treinamento, realizado em conjunto com militares dos Estados Unidos, ocorria em Pocheon, cidade localizada a cerca de 35 km da fronteira com a Coreia do Norte.


Avião em campo de treinamento (Foto: reprodução/JUNG YEON-JE/Getty Images Embed)


A Força Aérea da Coreia do Sul informou que um jato KF-16 lançou acidentalmente oito bombas Mk82 de 225 kg fora do campo de tiro. Suspeita-se que o piloto tenha inserido coordenadas erradas, segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. Em comunicado, a instituição lamentou profundamente o ocorrido e desejou rápida recuperação aos feridos, expressando também seu compromisso em cooperar com as investigações. O governo sul-coreano anunciou investigações para apurar as causas do erro, com a promessa de medidas corretivas e cobertura de danos, já que a explosão danificou casas e uma igreja.

Por volta do meio-dia, horário local, a população foi evacuada da área afetada como medida de precaução, enquanto autoridades verificavam se havia explosivos não detonados.

Devido à proximidade dos campos de treinamento, moradores protestam há anos contra a perturbação e o perigo potencial que os exercícios militares podem representar para a segurança local.

Suspensão dos exercícios de fogo

As tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos iniciarão na próxima segunda-feira (10), o exercício anual ‘Freedom Shield’, que seguirá até 20 de março, cujo objetivo é fortalecer a aliança contra ameadas. O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que, por enquanto, os exercícios de fogo estão suspensos, mas as demais atividades ocorrerão conforme o planejado. Segundo o porta-voz do JCS de Seul, Lee Sung-jun, cerca de 70 sessões de treinamento de campo estão programadas para este ano.