Como ‘Fake News’, ‘Femicídio’ e outros termos ganharam espaço nos discursos parlamentares

Um levantamento feito pelo portal O Globo, apresentou os termos citados no Congresso Nacional que se tornaram históricos e são usados até o dia de hoje.

A análise foi feita com auxílio de Inteligência Artificial e baseou-se em 600 mil declarações de parlamentares no século XXI com dados que revelam a evolução da linguagem política e como as mudanças refletem também na sociedade.

O estudo apresenta alguns termos como “fake news”, “coronavírus”, “aquecimento global” e “femicidio” , além do momento em que começaram a ser usados em debates políticos, tornando-se parte das pautas discutidas.

Origens dos termos mais usados

A expressão “Aquecimento Global” foi citada pela primeira vez em 1990, durante o discurso do ex- senador Jutahy Magalhães (PSDB-BA) que comentou acerca de dados do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que identificou um aumento considerável na temperatura em 100 anos.

O tema volta a ser debate recente por conta de acontecimentos ao redor do mundo com aumento da temperatura provocando incêndios, aumento do nível do mar e estudos científicos que comprovam a redução de várias espécies. Diversos programas de conscientização vêm sendo desenvolvidos para diminuir os impactos causados pelo aumento de CO2.

O termo “Fake News”, que significa mentiras ditas como se fossem a mais pura verdade, foi visto pela primeira vez em 2017, durante um discurso do deputado Marco Feliciano (PL-SP) e ganhou força maior na primeira campanha presidencial de Donald Trump nos EUA, sendo escolhida inclusive para fazer parte do dicionário de Collins no mesmo ano. Feliciano discursou ainda sobre os perigos da disseminação dessas notícias e as consequências para figuras públicas e desde então, o assunto é tema de discussão para criação de legislações que impeçam a circulação de notícias falsas.


O ex-presidente Donald Trump adotou o termo “Fake News” quando estava em campanha para a presidência em 2017, aumentando o uso entre politicos em quase 365% (reprodução/Saul Loeb/AFP/Getty Images Embed)


“Coronavírus” também surgiu em um Congresso, mas diferente do que se imagina, o termo foi usado pela primeira vez em 2003, quando o deputado Dr. Hélio (PDT-SP) fez um alerta sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), citando o vírus como principal causador. 17 anos depois, o termo se tornou de uso diário e de conhecimento mundial após a chegada do vírus em 2020 que mudou drasticamente a sociedade desde então.

O “Femicídio” foi um termo usado em 2012, pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para descrever assassinatos de mulheres motivados por violência do gênero, trazendo dados alarmantes das vítimas e atenção para o tema que ganhou força e conscientização sobre a violência contra mulheres. Até hoje o tema é discutido com a luta pela regulamentação de leis e canais de apoio às vítimas que sofrem diariamente todo tipo de abuso.

Os debates foram o principal palco de novas linguagens entre políticos e com o alcance expansivo na internet, tornaram-se de uso comum entre a sociedade

Primeiras citações de presidentes no Congresso

O estudo também trouxe dados da primeira vez em que Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro foram citados em um Congresso, ambos sendo elogiados pela atuação como representantes de classe.

O atual presidente Lula, teve seu nome citado em 1978, enquanto fazia parte do sindicato dos metalúrgicos do qual se tornou presidente defendendo causas como moradia e melhoria das condições trabalhistas.

Bolsonaro, ex-presidente e capitão do exército na época, foi elogiado pelo Major Curió (PDS-PA) em 1986, pela coragem de trazer à tona casos de injustiças dentro das forças armadas na época da ditadura.

Os dois políticos também fizeram parte da câmara dos deputados, com Lula realizando 70 discursos entre 1987 e 1991 e Bolsonaro 1.541 discursos entre 1991 e 2019. Com políticas contrastantes, abordaram temas sindicais e políticas de costumes.

Moraes obteve dados do TSE fora do protocolo

De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, relatórios, solicitados de maneira não oficial, foram utilizados pelo ministro do STF para fundamentar medidas contra bolsonaristas investigados no inquérito das fake news. O gabinete de Moraes nega irregularidades e afirma que os procedimentos foram oficiais e documentados.

A reportagem da “Folha de S. Paulo”, publicada nesta terça-feira (13), revela que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria utilizado métodos informais para requisitar relatórios do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esses relatórios, solicitados através de mensagens de WhatsApp, teriam servido como base para decisões judiciais importantes no inquérito das fake news, que investiga ataques à eleição de 2022 e aos ministros do STF, bem como incitação militar contra o resultado das urnas.

Relatórios do TSE foram requisitados de forma não oficial

A reportagem da Folha de S. Paulo revela que o gabinete do ministro recorreu a canais informais para obter relatórios do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essas solicitações, feitas por meio de mensagens de WhatsApp, permitiram a coleta de informações que fundamentaram decisões cruciais no inquérito das fake news.

Os documentos obtidos de maneira não convencional foram utilizados para embasar medidas judiciais contra aliados do ex-presidente, incluindo o bloqueio de redes sociais e a quebra de sigilo bancário.

O material reportado inclui conversas entre Airton Vieira, principal assessor de Moraes no STF, e Eduardo Tagliaferro, ex-perito da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE. Essas comunicações mostram uma prática fora do protocolo formal, com Vieira solicitando relatórios detalhados sobre postagens de apoiadores de Bolsonaro diretamente via WhatsApp.

Os relatórios gerados, que foram posteriormente usados em decisões judiciais, indicam uma interação que evitou os procedimentos oficiais do TSE e levantam questões sobre a conformidade com os processos legais estabelecidos.

Gabinete de Moraes defende legalidade transparência dos procedimentos

Em resposta às alegações de irregularidades, o gabinete de Alexandre de Moraes defende que todas as ações envolvendo o TSE foram conduzidas dentro da legalidade. De acordo com a nota oficial, as solicitações de relatórios foram realizadas conforme as normas vigentes e documentadas nos processos judiciais.

A defesa ressalta que a produção de relatórios sobre desinformação e ataques às instituições foi feita com total transparência e participação da Procuradoria Geral da República, visando garantir a legalidade e a integridade das investigações.

O gabinete do ministro esclareceu que os relatórios requisitados ao TSE foram parte de um processo regular e documentado, destinado a lidar com atividades ilícitas, como discursos de ódio e tentativa de golpe.

Os relatórios foram utilizados como evidência nas investigações relacionadas às milícias digitais e à desinformação, e foram incorporados aos inquéritos no STF com a supervisão adequada da Procuradoria Geral da República.

A defesa afirma que todos os procedimentos seguidos estavam em conformidade com a lei e foram realizados com total transparência e responsabilidade.

De Bruyne não irá sair do Manchester City para jogar na Arabia, afirma Guardiola

Nos últimos dias, a polêmica que o meio campista Kevin De Bruyne iria sair do Manchester City para jogar no Al-Ittihad, da Arabia Saudita, ganhou muita força, mas essa notícia foi desmentida pelo repórter referência na área, o Fabrizio Romano.

Além dele, o próprio técnico, Pep Guardiola, em pré temporada nos Estados Unidos, disse que ele não irá jogar na Arabia. Muitos jornais e páginas de futebol no Instagram disseram que já existia acordo entre o jogador e o clube saudita, mas essas notícias são fake news e ele permanecerá no time azul de Manchester. 

Especulações falsas


De Bruyne após ser eliminado da Eurocopa (Foto: Reprodução/Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images Embed)


Um dos jornais mais conhecidos, o Daily Mail, publicou que Kevin De Bruyne iria jogar no Al-Ittihad, que é o mesmo clube de grandes jogadores como Karim Benzema ex-Real Madrid, Fabinho ex-Liverpool e o volante N’golo Kante ex-Chelsea.

Porém, mesmo essa notícia sendo desmentida por Guardiola e por Fabrizio Romano, De Bruyne afirmou considerar a proposta da Arabia por conta da sua idade e ele disse entrevista que: “Na minha idade você tem que estar aberto a tudo. Se fala de quantias incríveis de dinheiro na última fase da minha carreira. Para minha esposa, uma aventura exótica cairia bem”.

Pré temporada nos Estados Unidos


Guardiola em desfile pela cidade de Manchester após ser campeão (Foto: Reprodução/Ben Roberts Photo/Getty Images Embed)


O clube Azul de Manchester, estar em uma pré temporada nos Estados Unidos para poder disputar 4 jogos, que serão contra o Celtic da Escócia na cidade de Chapel Hill na Carolina do Norte, vai enfrentar o Milan no dia 27 em Nova York, jogará contra o Barcelona no dia 30 em Orlando na Flórida e por último irá jogar contra o Chelsea no dia 3 de agosto em Columbus.

Kevin De Bruyne não foi com o clube para a pré temporada, pois está de férias, igual a outros jogadores do time, que disputaram há poucas semanas  a Copa América e a Eurocopa logo após o fim da temporada.  

Redes sociais se unem ao STF para combater desinformação

Na última quinta feira (06), empresas de tecnologia, incluindo Google, Youtube, Meta, Microsoft, TikTok e Kwai se uniram ao STF, para combater a desinformação nas redes sociais, em programa que já existe desde 2021. Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, realizou o anúncio durante a cerimônia de assinatura, e destacou a importância da colaboração dessas empresas no combate a desinformação.

Dificuldade nas negociações

Barroso, afirmou que as negociações para a adesão das plataformas não foram simples, porém o resultado foi positivo. Destacou que a colaboração e o ato das plataformas digitais se tonarem parceiras, não é apenas em pró do combate a desinformação, mas também ao combate ao discurso de ódio, considerando que isso não é apenas um interessa da sociedade, mas também de interesse próprio das empresas. “Essas negociações não são fáceis, mas acho que nós chegamos a um bom termo. E acho muito importante que as plataformas digitais precisam se tornar parceiras no enfrentamento à desinformação, no enfrentamento ao ódio, no interesse da sociedade e, penso, que no seu próprio interesse”, afirmou Barroso.


Pessoas em smatphones (foto: reprodução/Getty Images Embed)


Vale mencionar que as empresas concordaram em participar do programa, mas as ações especificas ainda serão definidas futuramente. O Programa de Combate à Desinformação do STF é estruturado em três eixos principais: educação midiática, contestação de notícias falsas e fortalecimento da imagem do STF.

Programa conta com 110 parceiros

Agora, com a junção dessas empresas o programa conta com 110 parceiros, entre eles a Unesco, o InternetLab e o Instituto Vero, além de universidades e outras instituições. A iniciativa do STF foi inspirada em um programa semelhante criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2019.

A adesão das plataformas digitais é vista como um grande passo para  a luta contra a desinformação no Brasil. A expectativa é que essa colaboração possa fortalecer os esforços para educar a população sobre o consumo crítico de informações e para contestar as noticias falsas.

Chris Evans quebra o silêncio e fala sobre foto autografando bomba

O ator Chris Evans se envolveu em uma polêmica nesta semana após uma foto dele autografando uma bomba ter viralizado nas redes sociais. No primeiro momento o ator não quis se pronunciar sobre o assunto, mas vendo que alguns internautas estavam afirmando que a bomba autografada seria para o conflito entre Israel e Hamas, que tem devastado a Faixa de Gaza, ele quebrou o silêncio.

Em suas redes sociais Chris explicou que a foto foi tirada durante uma turnê da USO (United Service Organization), uma ONG que dá suporte aos soldados do exército dos Estados Unidos que estão fora do país.

Ele revelou que foi com um grupo de atores, atletas e músicos em 2016 para mostrar apreço aos serviços dos militares fora do país. Contou também que o artefato que assinou não é uma bomba, mas um objeto inerte que serve somente para treinamentos ou exibição.

Fake News

Para provar que estava falando a verdade, o ator postou um print do Fact Check, uma agência de notícias AFP que é responsável por revelar fake news que são espalhadas pelas redes sociais.


Post de Chris nas redes sociais (Foto: reprodução/ Instagram/ @chrisevans

Mesmo com a explicação de Chris muitos internautas não se convenceram e ainda o criticaram e comentaram que mesmo que para treinamento ou exposição o ator ainda estava autografando uma bomba que é usada para treinar pessoas para cometer crimes de guerra.

A revista New York fez uma postagem no X (antigo Twitter), na legenda da postagem eles ironizam dizendo que o ator explicou que a bomba falsa é usada para treinar pessoas a usar bombas reais e agradeceu ao ator por esclarecer a situação.

Alvo da polêmica

Durante a visita à base dos EUA na Turquia em 2016, Scarlett Johansson, colega de trabalho do ator nos filmes da Marvel, o músico Craig Campbell, o ex-jogador de basquete Ray Allen e a bicampeã olímpica Maya DiRado também estavam, mas não foram alvo de nenhuma polêmica.

Nenhum deles se pronunciou para defender o ator, mesmo após ele dar sua versão dos fatos.

Termina a conturbada gestão do presidente da Corte eleitoral, Alexandre de Moraes  

O ministro Alexandre de Moraes integrou à Corte eleitoral em 2020. Em agosto de 2022, ele passou a presidir o Tribunal Superior Eleitoral. Já no início de seu mandato, declarou guerra às “fake News”. Participou de umas das eleições mais acirradas que houve no país, cujos desdobramentos continuam até hoje. Na próxima terça-feira (7), a ministra Carmem Lúcia será definida como a nova presidente do TSE, mas somente tomará posse no começo de junho.

O prestígio de Moraes já começou na posse

A primeira marca da gestão do ministro foi a solenidade de posse. Quatro ex-presidentes, 40 representantes de embaixadas estrangeiras, 14 ministros de governo, 20 governadores e muitas autoridades dos 3 Poderes prestigiaram a cerimônia de posse de Alexandre, no dia 16 de agosto de 2022.


Alexandre de Moraes e Carmem Lúcia (Foto: reprodução/Andressa Anholete/AFP/Getty Images embed)

A pauta, no entanto, não tinha tanto glamour. Era véspera de uma eleição presidencial muito disputada, e a nação estava radicalmente divida. Clima tenso, com muitas indagações com relação à integridade das urnas eletrônicas. O Ministro da Defesa da época, Paulo Sérgio, fizera diversos questionamentos e solicitações em relação às urnas. Moraes acolheu uma das propostas, que era o uso de biometria no teste de integridade da urna. No ano seguinte, ele tirou as Forças Armadas do rol de entidades que participam da fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.

O velho embate da regulamentação das redes

A questão da falta de regulamentação das redes, que levam a propagação de “fake news, que já era uma das pautas da época, ainda permanece.  Moraes cobrou do Congresso uma regulação das redes sociais, em fevereiro deste ano. Acrescentou ainda que o TSE iria fazer sua regulação de big techs. O tribunal aprovou resoluções para as eleições de 2024, semanas depois, e uma regulamentação para o uso da Inteligência Artificial .

O resultado das eleições não foi aceito pelos eleitores que perderam, e no dia 08 de janeiro de 2023, uma semana após a posse do Presidente Lula, invadiram e depredaram a sede dos 3 poderes em Brasília. Moraes mandou prender todos que estivessem envolvidos na invasão. Mais de 200 pessoas foram condenadas.

Drauzio Varella denuncia uso indevido de sua imagem em promover tratamentos falsos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que os produtos regulados por ela com o termo “Aliviozon” não possuem propriedades terapêuticas ou funções de tratamento. Segundo a Anvisa, existem apenas dois cosméticos regularizados com o termo, os quais são regulamentados por meio de notificação e não por registro.

A Anvisa reiterou que apenas produtos regulados como medicamentos podem fazer alegações terapêuticas, de tratamento ou de recuperação da saúde, e que a categoria de regularização à qual pertencem esses produtos não permite a alegação de propriedades terapêuticas.

O Aliviozon é um medicamento cujo anúncio utilizou indevidamente a imagem do Dr. Drauzio Varella em um vídeo editado, no qual ele seria visto recomendando o uso do produto para o tratamento de hemorroidas.

O médico negou ter feito tal recomendação e afirmou que incluirá esse incidente em uma denúncia contra a Meta (empresa proprietária do Facebook e do Instagram) por uso indevido de sua imagem na disseminação de informações falsas sobre tratamentos médicos ineficazes.

Declarações de Dráuzio

Há bastante tempo, Dr. Drauzio declarou ter recebido vídeos nos quais sua imagem é utilizada na promoção de tratamentos falsos. Ele e sua equipe estão catalogando esses vídeos como parte de um esforço para pressionar as redes sociais a impedirem sua circulação, uma vez que induzem muitos usuários a acreditarem em tratamentos que não funcionam.


Em declaração, o médico disse que está tomando todas as medidas cabíveis legalmente (Fotografia: Reprodução/Wanessa Soares/Carta Capital)

O médico enfatizou que essa prática constitui um crime contra a saúde pública, pois engana as pessoas ao vender produtos como vitaminas e medicamentos com base em informações falsas. Ele observou que as plataformas associadas à Meta têm uma incidência significativamente maior de casos de uso indevido de sua imagem em vídeos falsos, em comparação com outras plataformas, como YouTube e TikTok.

Dr. Drauzio informou que está tomando medidas legais contra essa prática e que encaminha todas as ocorrências à Meta para que tomem providências, mas até agora não obteve uma resposta satisfatória.

Esclarecimentos sobre o medicamento

O proctologista Fábio Campos explicou que uma simples consulta a fontes confiáveis sobre o assunto não confirmaria a veracidade dessa notícia. Ele afirmou que, se fosse verdadeira, todos os especialistas já estariam utilizando esse novo medicamento. Campos também mencionou que o uso frequente do nome do Dr. Drauzio ocorre para aproveitar sua credibilidade junto ao público.

Campos concluiu que essa proposta de tratamento é falsa e tem apenas uma finalidade comercial, não havendo estudos que comprovem sua eficácia em outras doenças além das hemorroidas. Ele alertou para possíveis complicações decorrentes do uso desse tipo de tratamento e reiterou que se trata de uma mentira com fins comerciais.

Canadá sofre com desinformação pré-eleitoral após bloqueio de notícias pelo Facebook, diz estudo

Dois estudos compartilhados no portal de notícias Reuters apontam que usuários do Facebook no Canadá estão recebendo menos informações verídicas sobre política. Isso se deu por causa de um bloqueio colocado pela Meta, aos links de sites de notícias no Canadá, em agosto do ano passado, para evitar remunerar empresas de mídia.

Aumento nas interações com conteúdo não confiável

O Centro de Mídia, Tecnologia e Democracia da Universidade McGill, um dos responsáveis pelos estudos, falou ao Reuters que as notícias comentadas nos grupos políticos estão sendo substituídas por memes. 

“A presença ambiental do jornalismo e de informações verdadeiras em nossos feeds, além dos sinais de confiabilidade que existiam, tudo isso se foi,” lamenta Taylor Owen, diretor fundador do centro para a Reuters.

O Observatório do Ecossistema de Mídia (MEO, na sigla em inglês), um projeto da Universidade McGill e da Universidade de Toronto, afirma que as postagens de notícias no Facebook recebiam de 5 a 8 milhões de visualizações diárias no país canadense. Com a restrição imposta pela Meta, isso desapareceu.


Segundo pesquisas, as restrições aos links de noticias facilitam a disseminação de conteúdo não verificado (Foto: reprodução/Canva Pró)

De acordo com o estudo, o que vem aumentando são as reações dos usuários do Facebook ás publicações baseadas em imagens de grupos políticos canadenses, chegando a triplicar.

Segundo os pesquisadores, a falta de notícias checadas em uma rede social e o aumento da interação com opiniões e conteúdos não confiáveis são um risco à democracia representativa, especialmente no período em que se encontra. O Canadá passará por eleições em 2025.

Desinformação acontece simultaneamente com avanço de IAs

Gordon Crovitz, co-presidente-executivo da NewsGuard, com sede em Nova York, empresa de checagem de fatos, falou sobre outro aspecto preocupante do sumiço de informação confiável em uma rede importante como o Facebook.

Ele destacou que a mudança ocorreu num momento de “aumento acentuado no número de sites de notícias gerados por IAs, que publicam alegações falsas e um número crescente de áudio, imagens e vídeos falsificados, inclusive de governos hostis destinados a influenciar as eleições”.

Procurada pela Reuters, conforme divulgado pelo portal O Globo, a Meta disse que os canadenses ainda podem acessar “informações confiáveis ​​de diversas fontes” no Facebook e que a empresa segue se empenhando em impedir a disseminação de informações falsas. 

Hailey Bieber desmente quaisquer notícias de separação

Nesta terça-feira (03), Hailey Bieber compartilhou em seus storys pela conta que possui no Instagram, uma foto onde mostrava o cantor \Justin Bieber, dormindo com o cachorro do casal. Assim desmentindo quaisquer noticia de separação.

O casal de famosos comemorou no último domingo a Páscoa, junto da família Kardashian. Hailey compartilhou no Instagram grandes ovos de chocolate com seu nome e de seu marido, Justin.


Story de Hailey Bieber (Foto: reprodução/@haileybieber)

Especulações

A especulação de separação veio após o pai da modelo Stephen Baldwin, compartilhar nas redes um pedido de oração para o casal, o post foi enviado diretamente ao fundador da All Things Possible Ministries, Victor Marx.

Porém, é importante ressaltar que Hailey havia feito um post enigmático em março fazendo assim as noticias ganharem força.

Entretanto fontes afirmam que o casal está “indo muito bem” e que “não há divórcio e nenhuma verdade nisso, eles estão muito, muito felizes”.

Hailey desmente especulações de divórcio

O casal está junto desde 2018, porém são sempre envoltos há noticias falsas. Hailey expressou sua indignação com relação às noticias mentirosas que estão atualmente ganhando força ao publicar: “só para sua informação, as histórias e os constantes ‘itens cegos’ que vejo no TikTok estão 100% errados, feito do nada… Vem da terra da ilusão”.


Justin Bieber por Hailey Bieber (Foto: reprodução/@haileybieber)

Em outro trecho ela ainda ressalta a falta de verdade noticiada. “Então eu sei que pode ser divertido alimentar essas histórias, mas saiba que elas são sempre falsas xx desculpe estragar isso” , afirma a modelo.

O feriado de páscoa veio após Justin completar 30 anos, no último dia primeiro. E para marcar a data, Hailey fez um post no Instagram mais uma vez desmentindo o suposto divórcio.“30!!!!?? Isso foi rápido, as palavras nunca poderiam realmente descrever a beleza de quem você é. Feliz aniversário para você… amor da minha vida, para a vida toda”, expressou Hailey ao parabenizar Justin em suas redes sociais.

Google deve pagar indenização de R$ 100 mil a Chico Buarque 

Segundo informações do O Globo, Google foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil ao cantor Chico Buarque, após a empresa não cumprir um acordo de determinação judicial que os obriga a liberar dados de uma página que publicava fake news sobre o artista. O Google comentou a respeito sobre o motivo de não terem realizado tal ação.


Logo da Google (Foto: reprodução/Raymond Boyd/Getty Images embed)


O Google debateu sobre a condenação 

O Google contestou que as informações sobre o usuário estavam sendo administradas pela plataforma na Irlanda, sendo assim, a decisão não poderia ser realizada. O advogado de Chico Buarque, João Tancredo, afirmou que a justificativa apresentada pelo Google é inconsistente. O caso ainda não possui mais informações a respeito, mas espera-se que em breve novas informações sejam divulgadas.

Propostas de projetos de lei que podem ser utilizadas 

O projeto de Lei  PL 18/2024 estabelece que a disseminação de informações de cunho falso que possam causar danos à saúde mental e à integridade física, estão sujeitas a medidas restritivas e punitivas previstas no projeto de Lei. A proposta do projeto está apensada ao PL 847/2019.

Biografia de Chico Buarque 

Francisco Buarque de Holanda, nascido em 19 de junho de 1944 no Rio de Janeiro, começou a se interessar pela música aos 5 anos de idade, o artista fazia recortes com as fotos de cantores que tocavam nas rádios. Na adolescência, Chico Buarque escrevia músicas no estilo opereta, para que as irmãs encenassem. O artista fez três anos de Arquitetura e Urbanismo, na USP, mas devido ao clima de repressão que era presente nas universidades, após o golpe militar que havia acontecido no mesmo ano. 

Chico Buarque fora perseguido durante a época da Ditadura Militar (1964-1985), o cantor chegou a ser retirado de sua casa e levado ao Departamento de Ordem Política e Social. Em 1969, acabou participando da “Passeata dos Cem Mil” realizada no Rio de Janeiro, no evento estavam também outros artistas, estudantes e intelectuais que eram contra o regime, alguns nomes como: Caetano Veloso e Gilberto Gil, também estavam no local. Chico Buarque fez auto exilio em Roma até 1970, mas devido a um convite para produzir um novo álbum, o artista acabou voltando ao Brasil.

O cantor teve que criar um pseudônimo para conseguir compor suas músicas sem que as mesmas fossem censuradas, foi então que “Julinho da Adelaide” surgiu, na época, as músicas “Milagre Brasileiro” e “Acorda Amor”. Causando revolução devido às letras de suas músicas e também outras situações que participava, o artista foi considerado um dos maiores compositores das músicas de protesto brasileira.