Real Madrid protesta contra arbitragem antes da final da Copa do Rei

Com os olhos voltados para a final da Copa do Rei, que ocorrerá neste sábado (26), às 17h (de Brasília), entre Real Madrid e Barcelona, uma nova controvérsia abalou o cenário do futebol espanhol. O clube merengue divulgou um comunicado oficial em seu site, no qual critica severamente a arbitragem designada para a partida decisiva e também coloca em dúvida a conduta da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

Protesto firme contra a RFEF

No comunicado divulgado, o Real Madrid demonstrou forte insatisfação com a condução da RFEF na escolha dos árbitros. Segundo o clube, tanto as declarações do árbitro principal, Ricardo de Burgos Bengoetxea, quanto do responsável pelo VAR, González Fuertes, foram “inaceitáveis”. A nota ainda afirma que os protestos do clube revelam a “evidente animosidade e hostilidade desses árbitros em relação ao clube.”, sugerindo um possível desequilíbrio na condução da partida.


Real Madrid emitiu uma nota em suas redes em protesto contra arbitragem da final da Copa do Rei (Foto: Reprodução/Site/Real Madrid)

Medidas drásticas no dia anterior ao jogo

Em uma atitude de protesto, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, tomou decisões inesperadas que alteraram a agenda de compromissos do clube. Primeiro, ele proibiu os jogadores e a equipe técnica de participarem da coletiva de imprensa antes do jogo. Além disso, o treino que seria aberto aos jornalistas foi cancelado sem aviso, pegando muitos de surpresa.

Com a tensão crescendo nos bastidores, surgiu na mídia espanhola o rumor de que o clube considerou não participar da final do campeonato. Felizmente, essa medida drástica não foi levada adiante. Com a equipe já em Sevilla, onde acontece a partida decisiva, sinaliza que o Real Madrid irá competir, apesar das adversidades enfrentadas.

RFEF mantém arbitragem para o clássico

Mesmo diante das críticas severas, a RFEF declarou sua decisão de manter a escalação atual da equipe de arbitragem para a partida, afirmando que “não há necessidade” de mudanças. O jogo acontecerá no estádio La Cartuja e será o terceiro El Clásico da temporada. Até agora, o Barcelona triunfou nas duas disputas anteriores com resultados de 4 a 0 e 5 a 2, respectivamente.

Assim, com a atenção mundial voltada para Sevilla neste sábado, o ambiente de tensão promete influenciar não apenas o embate dentro de campo, mas também os acontecimentos nos bastidores dessa final memorável da Copa do Rei. O Real Madrid não buscará apenas o título, mas também reivindicará respeito e equidade.

Justiça espanhola condena Luis Rubiales por beijo forçado, mas evita prisão

O futebol espanhol viveu momentos de complicados desde a final da Copa do Mundo Feminina. O ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, foi condenado nesta quinta-feira pelo beijo forçado na jogadora Jenni Hermoso. A pena, porém, frustrou quem esperava uma punição mais severa: uma multa de 10 mil euros (aproximadamente R$ 54 mil), sem prisão.

O caso teve repercussão mundial, levantando debates sobre assédio e machismo no futebol. Jenni Hermoso, protagonista involuntária dessa história, enfrentou pressões e julgamentos, mas se manteve firme em sua versão: o beijo foi sem consentimento. Apesar da condenação de Rubiales, ele acabou absolvido da acusação de coerção.

O julgamento e os bastidores

Desde 3 de fevereiro, tribunais espanhóis receberam depoimentos que jogaram luz sobre a realidade dos bastidores do futebol. No dia 11 de fevereiro, Luis Rubiales prestou seu depoimento, insistindo que o beijo havia sido consentido. Mas as provas e testemunhos contaram uma história diferente.

Outros três nomes também foram julgados. O ex-técnico da seleção feminina, Jorge Vilda, e dois ex-funcionários da RFEF, Rubén Rivera e Albert Luque, foram acusados de coerção contra Hermoso. Para eles, a promotoria pediu uma pena de 18 meses de prisão.


Presidente da RFEF, Luis Rubiales, beija jogadora Jennifer Hermoso (Foto: reprodução/
Eurasia Sport Images/Getty Images Embed)


Jorge Vilda admitiu que tentou convencer Hermoso a minimizar o episódio, alegando que a polêmica estava crescendo demais. Em uma conversa com o irmão da jogadora durante o voo de volta para a Espanha, ele expressou sua preocupação com o impacto do caso. Mas isso também mostrou como a jogadora foi pressionada nos bastidores.

O impacto dentro e fora de campo

A indignação das jogadoras foi imediata. Companheiras de Hermoso se recusaram a jogar enquanto não houvesse mudanças na gestão da federação. O caso foi um ponto de virada, mostrando ao mundo o quanto o futebol ainda precisa evoluir para garantir respeito e igualdade para as mulheres.

A condenação de Rubiales é simbólica, mas muitos acreditam que a punição foi leve demais. O caso abriu espaço para reflexões mais profundas sobre poder, abuso e resistência no esporte. Para Jenni Hermoso, o que fica é a coragem de ter se posicionado, ajudando a mudar o rumo do futebol feminino para sempre.