Lewis Hamilton levanta questionamentos sobre temporada da Ferrari para 2026

O piloto Lewis Hamilton, que está prestes a completar sua primeira temporada com a Ferrari ainda sem pódios, está buscando para que a temporada 2026 seja melhor que a de 2025. Ele, durante coletiva ocorrida em Abu Dhabi na última quinta-feira (4), disse a respeito de possíveis mudanças com os funcionários da equipe.

O corredor levantou questionamentos quanto à decisão que precisa ser tomada   quanto a essas questões, se reunindo com as pessoas interessadas. Em 2026 será introduzida uma nova regra, que irá revolucionar os carros e motores, e por conta disso está havendo algumas alterações nas equipes que disputam a Fórmula 1.

Desempenho em 2025

Conforme o próprio Hamilton disse na entrevista, a decisão de mudar foi feita bem no início da temporada, quando estava ainda nas primeiras quatro ou cinco provas, e já haviam percebido que seria bem difícil prosseguir da forma que estava. Lembrou, inclusive, de como continuaram tentando, mesmo sabendo que não teriam desenvolvimento nenhum.

Citou, ainda, como foi difícil tomar essa decisão, subestimando seu lado psicológico. Em junho deste ano, o piloto havia falado em relação a uma virada de chave, no foco em construção de bases para a temporada seguinte, na ocasião inclusive falou sobre necessidades para a Ferrari e sua equipe, chegando até a redigir documentos.

Dependendo de como será o GP de Abu Dhabi neste domingo (7), Hamilton pode finalizar a sua primeira temporada com a Ferrari, sem ter estado em nenhum top 3. Porém, apesar disso, também não existe facilidade com o seu colega Charles Leclerc, que está sofrendo com o SF-25 durante as corridas recentes, tendo resultados negativos, não conseguindo obter muitos pontos durante esse ano. A Ferrari atualmente se encontra em quarto lugar no campeonato de construtores.


Lewis Hamilton se preparando para o GP de Abu Dhabi (Foto: reprodução/Kym Illman/ Getty Images Embed)


Lewis Hamilton: carreira

Começou sua carreira no kartismo em 1993, quando tinha apenas 8 anos, e já aos 10 anos se tornou o mais jovem campeão britânico de Kart da classe cadete. Durante uma cerimônia de premiações no automobilismo britânico,

Lewis falou com Ron Dennis, que na época era o chefe da McLaren, para pedir um autógrafo e aproveitou para pedir um telefone dele, dizendo que um dia iria pilotar para a equipe. Na ocasião Dennis falou para Hamilton ligar em nove anos para fazer negócio. Não foi necessária essa espera pois, em três anos, mais precisamente em 1998, o piloto assinou com a equipe em questão, iniciando sua trajetória na Fórmula 1.

Estando na Ferrari atualmente, Hamilton tem o maior número de vitórias em corridas na Fórmula 1, com 105 triunfos, ultrapassando Michael Schumacher após ter vencido o Grande Prêmio de Portugal na temporada de 2020 no dia 25 de outubro. Ele tem como seu ídolo o ex-piloto Ayrton Senna, tanto que até se igualou aos números de Pole Positions do brasileiro, além de ter sido comparado a outros pilotos da F1.

 

 

Hamilton admite maior frustração da carreira após temporada turbulenta com a Ferrari

Há três anos, Lewis Hamilton classificou 2011 como o pior período de sua carreira. Entretanto, diante do cenário vivido nesta temporada de 2025, o heptacampeão já não tem dúvidas: o atual campeonato superou todos os limites de desgaste, pressão e decepções. Mesmo após uma corrida de forte recuperação no GP de Las Vegas, no último domingo, em que saiu de 19º para terminar em oitavo, o britânico deixou claro que o resultado não amenizou a sensação de impotência que marcou seu ano ao lado da Ferrari.

Em tom abatido, Hamilton desabafou ainda no paddock. Ele afirmou que, apesar de estar tentando tudo para melhorar seu desempenho, nada parece funcionar. A frustração acumulada ao longo das 22 etapas o faz olhar para 2025 como a pior temporada de sua trajetória. O piloto, que chegou à equipe italiana com expectativas elevadas e grandes planos, enfrenta agora uma realidade totalmente diferente da imaginada no começo do ano.

Um fim de semana que resumiu o drama de Hamilton

O GP de Las Vegas simbolizou o que tem sido o campeonato do britânico. Antes mesmo da largada, Hamilton já havia deixado claro que não nutria esperanças para o encerramento da temporada, após uma classificação traumática no sábado sob chuva, em que terminou na última posição do grid. Segundo ele, esse foi apenas mais um episódio que reforçou sua percepção de que vive o pior ano de sua carreira na Fórmula 1.

Mesmo assim, o britânico protagonizou uma recuperação expressiva nas primeiras voltas. Largando com pneus duros, conseguiu ganhar sete posições rapidamente, beneficiado pelo toque entre Oscar Piastri e Liam Lawson. Apesar disso, enfrentou novos sustos: raspou no muro da curva 12 e foi atingido na traseira por Alexander Albon, que posteriormente recebeu punição de cinco segundos. Com as paradas estratégicas de Fernando Alonso e Oliver Bearman, Hamilton conseguiu aparecer entre os dez primeiros ainda na volta 18, um alívio temporário em meio ao caos que se tornou a temporada.

A Ferrari, entretanto, voltou a apresentar dificuldades já conhecidas. Os problemas com o sistema de freios, que perseguem o time ao longo de 2025, reapareceram e preocupavam Hamilton no rádio. Apesar das limitações, o britânico ultrapassou Esteban Ocon para assumir o nono lugar e, conforme pilotos à sua frente foram aos boxes, chegou a alcançar a quinta posição antes de realizar seu pit stop na volta 30.


Carro de Lewis Hamilton (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Sam Bagnall)


Estratégia contestada e desgaste emocional à flor da pele

O ritmo do carro com pneus médios, porém, caiu drasticamente. Hamilton travou uma dura disputa com Fernando Alonso, conseguindo segurar a posição, mas viu seu desempenho despencar e acabou preso em décimo lugar. Irritado com o rendimento e com a estratégia adotada, o heptacampeão questionou seu engenheiro, Riccardo Adami, sobre a decisão da equipe.

No rádio, Hamilton demonstrou incredulidade ao tentar entender como caiu posições mesmo acreditando que tinha ritmo para avançar. Adami, por sua vez, afirmou que era preciso analisar os dados antes de conclusões definitivas. O diálogo expôs o desgaste entre piloto e equipe, marcado por dúvidas, falhas de comunicação e resultados abaixo do esperado.

A corrida ainda reservou uma reviravolta após a bandeirada: as desclassificações de Lando Norris e Oscar Piastri por irregularidades na prancha do assoalho garantiram ao britânico duas posições a mais, fechando o dia em oitavo e somando quatro pontos. Contudo, o avanço discreto pouco contribuiu para alterar o desfecho da temporada. Hamilton permanece em sexto no Mundial, com 152 pontos, enquanto seu companheiro Charles Leclerc, com performance mais regular, chegou a 226 pontos, ocupando o quinto lugar.


Hamilton durante o  GP de Las Vegas (Vídeo: reprodução/X/Formula 1)


Ferrari perde terreno e futuro do britânico segue cercado de incertezas

A temporada de estreia de Hamilton pela Ferrari ainda não teve nenhum pódio — fato que pesa emocionalmente e simboliza a distância entre o que foi prometido e o que realmente aconteceu em pista. Do outro lado da garagem, Leclerc conseguiu evoluir ao longo do ano, mas também enfrenta dificuldades em transformar boas corridas em vitórias, prolongando o jejum do time na categoria.

O pódio duplo da Mercedes em Las Vegas agravou ainda mais a situação da Ferrari no Mundial de Construtores. A equipe alemã chegou a 431 pontos, ampliando a distância para a italiana, que possui 378 e ocupa apenas a terceira colocação, atrás também da RBR.

Com apenas mais uma etapa pela frente, Hamilton chega ao fim de 2025 com um peso emocional inédito e inúmeras dúvidas sobre o que poderá recuperar sua melhor forma na próxima temporada. O heptacampeão, acostumado a quebrar recordes e disputar títulos, agora busca entender como transformar frustração em motivação — e como ajudar a Ferrari a retomar o caminho da competitividade. O futuro, por enquanto, permanece aberto. Mas a certeza de Hamilton é clara: esta foi, de fato, a pior temporada de sua vida.

Beyoncé aposta em visual inspirado no automobilístico em evento de Fórmula 1

A cidade de Las Vegas, localizada no estado de Nevada, nos Estados Unidos, recebeu neste último sábado (22) o Grand Prix da Fórmula 1. Fora das pistas de corrida, o evento contou com diversas celebridades na plateia, entre os nomes presentes, a cantora Beyoncé compareceu ao lado de seu marido Jay-Z e apareceu em alguns registros cumprimentando o automobilista Lewis Hamilton, apoiando o heptacampeão mundial.

Para a ocasião, a artista norte-americana atraiu atenção não apenas por sua presença, mas também por seu look selecionado criteriosamente, buscando referenciar o evento com estilo e ousadia.

Preto, branco e automobilístico

A alta velocidade chegou à cidade conhecida como capital mundial do jogo, levando às pistas nomes conhecidos do automobilismo e grandes expectativas para essa nova etapa. Durante a partida, os pilotos são o centro das atrações, mas dessa vez, fora da pista, a presença ilustre de Beyoncé atraiu os holofotes. A cantora aproveitou a ocasião para prestigiar o britânico Lewis Hamilton, aproveitando para dar uma volta no carro do automobilista. 


Beyoncé no Grand Prix de Las Vegas (Foto: reprodução/Instagram/@beyonceaccessbr)


Para comparecer a este evento, a artista optou por selecionar categoricamente um visual que combinasse com a circunstância; a escolha feita foi um macacão confeccionado pela marca francesa Louis Vuitton. A peça é confeccionada em couro, possui acentuamento justo ao corpo, valorizando a silhueta, comprimento que cobre pernas e braços, com decote na altura dos seios. As tonalidades passeiam entre o branco e o preto, com alguns detalhes em vermelho. A vestimenta busca referência nos macacões utilizados pelos pilotos de Fórmula 1, entregando um visual ousado e automobilístico. 

Compondo o visual, botas de bico fino na cor preta e bolsa pequena da mesma cor acompanham a mão da artista. Além disso, óculos escuros arredondados e luvas vermelhas de couro nas mãos reforçando as referências automobilísticas do look.

Ferrari e couro vermelho

A cantora continuou fazendo referências em seu outro visual; dessa vez, o look foi assinado pela Ferrari Style. A peça foi confeccionada inteiramente em couro com tonalidade vermelha, um símbolo clássico dos carros da marca. O macacão possui comprimento curto, deixando as pernas à mostra, e decote na altura dos seios. Para compor o visual, uma jaqueta vermelha também em couro fazia sobreposição sob o macacão, nas pernas meia arrastão e salto alto na mesma tonalidade da peça de destaque. Além disso, luvas, boné e óculos, todos na cor preta, foram utilizados como acessórios.


Beyoncé no Grand Prix de Las Vegas (Foto: reprodução/Instagram/@beyonceaccessbr)


Os visuais escolhidos pela cantora foram selecionados de maneira estratégica e criteriosa, mostrando interesse em representar o evento em que ela foi prestigiar sem perder o estilo e personalidade em suas vestimentas. Dentro da pista de corrida, a vitória do GP de Las Vegas ficou por conta do neerlandês Max Verstappen, aumentando as expectativas para a próxima etapa, que ocorrerá no próximo final de semana no Qatar.

Lewis Hamilton quebra marca histórica e ultrapassa 5 mil pontos na Fórmula 1

O Heptacampeão da Ferrari vive fase sem pódios, mas segue quebrando recordes. Mesmo longe das vitórias, Lewis Hamilton segue sendo relevante na Fórmula 1. No gp dos Estados Unidos, o britânico alcançou um feito inédito: tornou-se o primeiro piloto da história a ultrapassar a marca dos 5 mil pontos na categoria. O resultado veio após uma sólida quarta colocação, seu melhor desempenho da temporada 2025.

Desde o anúncio da parceria com a Ferrari, em 2024, as expectativas eram muito altas. Afinal, tratava-se da união entre o heptacampeão mundial e a escuderia mais tradicional do automobilismo tem 23 títulos somados, sete de Hamilton e 16 da equipe italiana. Apesar do início promissor, com vitória na corrida sprint do GP da China, o britânico ainda não subiu ao pódio em provas principais neste ano.

Mesmo assim, a regularidade do piloto vem rendendo frutos. Ao somar 5.004,5 pontos na carreira, Hamilton se isolou como o maior pontuador da história da Fórmula 1. Atrás dele aparecem Max Verstappen (3.329,5 pontos) e Sebastian Vettel (3.098). “Finalmente estou me sentindo no controle do carro. Há áreas a melhorar, mas estamos evoluindo. Espero que o próximo fim de semana seja ainda melhor”, declarou o piloto após a corrida em Austin.

Fases dominantes e marcas históricas

A nova marca coroa uma trajetória impressionante. Entre os anos mais dominantes de Lewis Hamilton, cinco temporadas se destacam pela quantidade de pontos conquistados:

2019: 413 pontos

2018: 408 pontos

2021: 387,5 pontos

2014: 384 pontos

2015: 381 pontos

Esses números reforçam a constância que o britânico manteve ao longo da última década, o colocando como um dos maiores nomes da Fórmula 1.


Hamilton correrá no Brasil dia 09 de novembro pela primeira vez com a Ferrari(Foto: reprodução/Getty Images Embed/Vince Mignott)

Os maiores pontuadores da história da Fórmula 1

A marca de Hamilton o coloca no topo de uma lista que reúne verdadeiras lendas. Apesar das mudanças no sistema de pontuação ao longo dos anos, o feito impressiona. Confira o top 10 histórico:

  1. Lewis Hamilton – 5.004,5 pontos

  2. Max Verstappen – 3.329,5 pontos

  3. Sebastian Vettel – 3.098 pontos

  4. Fernando Alonso – 2.374 pontos

  5. Kimi Räikkönen – 1.873 pontos

  6. Valtteri Bottas – 1.797 pontos

  7. Sergio Pérez – 1.638 pontos

  8. Charles Leclerc – 1.622 pontos

  9. Nico Rosberg – 1.594,5 pontos

  10. Michael Schumacher – 1.566 pontos

Mesmo sem vitórias na temporada, Hamilton mantém a  regularidade que continua sendo uma de suas principais marcas. E na busca por mais conquistas com a Ferrari, o britânico prova que a parceria ainda pode render muitos frutos.

A próxima etapa será o GP do México, marcado para o próximo domingo (26), seguido pelo GP do Brasil, em 9 de novembro, quando Hamilton tentará manter o ritmo de evolução e, quem sabe, reencontrar o pódio diante da torcida apaixonada de Interlagos.

Hamilton vai pilotar uma Ferrari em Interlagos

O piloto britânico Lewis Hamilton, de 40 anos, falou em entrevista ao GE sobre a influência que Ayrton Senna tem em sua carreira. Em três semanas, no GP de São Paulo, ele irá pilotar uma Ferrari, como era o sonho de seu ídolo. Neste domingo (19), a corrida aconteceu nos Estados Unidos e Lewis largou em quinto lugar.

Hamilton ganhou apenas uma posição e terminou a corrida na quarta colocação, atrás de Verstappen da Red Bull, Norris da McLaren e de seu companheiro de equipe Leclerc, respectivamente.

Entrevista do piloto ao GE

Ao perguntarem para Hamilton sobre como estava a expectativa de pilotar uma Ferrari no Brasil, o inglês falou que estava animado e ansioso para voltar ao país, por conta de todo o apoio que vai receber da torcida. Ele irá concretizar o principal sonho de seu ídolo, que faleceu no GP de Ímola em 1994, antes de vestir o uniforme vermelho.


GP dos Estados Unidos (Vídeo:reprodução/YouTube/Grande Prêmio)

Senna sempre disse que tinha o desejo de encerrar sua carreira na equipe italiana, por isso, o heptacampeão vai tentar representar o piloto brasileiro em sua casa. Interlagos é uma das pistas mais importantes do circuito e onde muitos nomes desfilaram. Hamilton inclusive já venceu no Brasil e homenageou Senna ao pilotar o McLaren MP4/5P de 1990. 

Relação de Hamilton com o Brasil

Hamilton tem uma relação muito próxima com o Brasil, tanto que, em 2022, o inglês ganhou o título de cidadão brasileiro. Além de ter o carinho de muitos brasileiros, ele sempre disse que tem Senna como referência para ser piloto. Para a corrida no Brasil, ele tenta se recuperar de uma temporada de oscilações.

Atualmente, Hamilton está apenas na sexta colocação geral, a 204 pontos atrás de Oscar Piastri, primeiro colocado, com apenas cinco corridas até o final da temporada. Mesmo com poucas chances de título, Hamilton está focado e feliz ao pilotar a Ferrari em Interlagos, como Senna quis um dia.

Heptacampeão, Lewis Hamilton segue enviando relatórios para mudanças no carro

Ao final do Grande Prêmio de Cingapura, que ocorreu no dia 05, Lewis Hamilton terminou em oitavo e seu companheiro de equipe Charles Leclerc em sexto. A próxima corrida é nos EUA no fim de semana do dia 17 a 19 de outubro, e o heptacampeão aproveita todas as pausas de uma corrida para outra para passar feedbacks e relatórios para a equipe.

Porém, a estrutura de comando da Ferrari é muito rigorosa. O jornal italiano Corriere della Sera informou que as cartas de Hamilton estariam sendo ignoradas. Entretanto, Lewis é insistente e está sempre buscando o melhor tanto para si quanto para a equipe, portanto, ele enviou um novo relatório detalhado para as lideranças da Ferrari, compostas pelo Benedetto Vigna (CEO), John Elkann (presidente executivo), e Frédéric Vasseur (team principal e gerente-geral).

Carta para as lideranças

Ainda sobre o conteúdo da carta, Hamilton solicita que as revisões nos métodos de trabalho e nos procedimentos adotados nas operações de pista sejam mudados. O piloto acredita que o time perde competitividade por conta da falta de reação rápida a situações decisivas e da grande centralização das decisões técnicas na liderança. 


Melhores momentos do Grande Prêmio de Cingapura 2025 (Vídeo: Reprodução/Youtube/Esporte na Band)

Na última temporada (2024) a equipe Ferrari foi vice-campeã no campeonato de construtores, e na atual temporada está em terceiro com 298 pontos e nenhuma vitória. Já a McLaren conquistou o título de construtores no último GP de Singapura, chegando aos 650 pontos com 12 vitórias. Em segundo lugar, hoje está a Mercedes com 325 pontos e 2 vitórias. Em quarto lugar, a Red Bull está com 290 pontos e 4 vitórias. Portanto, a disputa de vice-campeão de construtoras está aberta e a Ferrari precisa melhorar para conquistar novamente o vice-campeonato de construtores.

Lewis Hamilton e o mau momento na F1

Em conclusão, Lewis Hamilton propõe mudanças para melhoria do carro e seu desempenho, porém, não tem sido uma temporada boa por parte dele também, visto que o piloto ainda não conquistou nenhum pódio pela nova equipe e seu companheiro de equipe Charles Leclerc conquistou 5 pódios.


Post do Lewis Hamilton agradecendo o apoio dos fãs (Foto: Reprodução/Instagram/@lewishamilton)

E a pressão aumenta ainda mais, se pensar que Lewis está próximo de quebrar um recorde negativo. Hamilton nessa temporada disputou 18 GPs e nenhum conseguiu ficar entre os três primeiros, desde que chegou à equipe da Ferrari. A menos que não termine entre os três primeiros no próximo GP dos Estados Unidos, em Austin, ele ultrapassará a marca de Didier Pironi, que resiste há 43 anos. Uma vez que não há evolução no carro e desempenho do piloto, esse recorde pode piorar até o fim da temporada.

Restam 6 corridas, contando com a próxima dos EUA em Austin, no dia 19 de outubro. Depois, México, na Cidade do México, no dia 26 de outubro. Em seguida no Brasil, em São Paulo, no dia 9 de novembro. Volta aos EUA em Las Vegas no dia 22 de novembro. Viajam para o Oriente Médio, o Catar, Lusail em 30 de novembro. E fecham a temporada em Abu Dhabi, circuito de Yas Marina, no dia 7 de dezembro.

 

Hamilton enfrenta crise na Ferrari e admite incertezas

A temporada de 2025 da Fórmula 1 segue acumulando decepções para Lewis Hamilton. No Grande Prêmio da Hungria, disputado neste domingo (3), o heptacampeão mundial terminou apenas na 12ª colocação. Fora da zona de pontuação e longe do desempenho esperado, o britânico vive mais um capítulo difícil desde que ingressou na Ferrari.

Após a corrida, Hamilton falou abertamente sobre sua frustração. Segundo ele, os problemas vão além do que é visto nas pistas. Em entrevista à Sky Sports F1, o piloto de 40 anos foi direto: há questões internas afetando o ambiente da escuderia.

“Quando você tem um sentimento, você tem um sentimento. Há muita coisa acontecendo nos bastidores que não é boa”, afirmou.

Além disso, o britânico chegou a se descrever como “inútil” e sugeriu que talvez a Ferrari devesse procurar um substituto. Apesar das palavras duras, garantiu que ainda mantém o amor pelo automobilismo. No entanto, ao ser questionado sobre o próximo GP, em Zandvoort, entre os dias 29 e 31 de agosto, sua resposta indicou incerteza.

“Estou ansioso para voltar. Espero estar de volta” – disse, sem firmeza.

Por outro lado, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, buscou tranquilizar os ânimos. Ele defendeu Hamilton e relativizou a declaração negativa, atribuindo-a ao calor do momento. Segundo o dirigente, o britânico está apenas frustrado, mas continua comprometido com o projeto da equipe.

“Não preciso motivá-lo. Ele está frustrado, mas não desmotivado, sabe? É uma história completamente diferente. Às vezes, logo após a corrida ou após a classificação, a reação está fora do tom”, explicou.

Vasseur também preferiu olhar para os pontos positivos do fim de semana, destacando o bom desempenho de Charles Leclerc no sábado. O monegasco fez a pole position e liderou grande parte da prova, o que indica, segundo ele, que o time está no caminho certo.


Hamilton em entrevista após corrida (Vídeo: reprodução/X/Lewis Hamilton News)

Leclerc perde desempenho após problema no chassi

Enquanto Hamilton teve uma atuação apagada, Charles Leclerc parecia pronto para brilhar. O piloto monegasco largou da pole e controlava a prova até a volta 40. No entanto, o rendimento do carro despencou repentinamente, o que levantou suspeitas de falha mecânica. Após o GP, Leclerc confirmou que a causa foi um problema no chassi.

Pensei que fosse outra questão que havíamos discutido, mas infelizmente era um problema no chassi. Vamos investigar para que isso não aconteça novamente

explicou

A falha se intensificou após a segunda parada nos boxes. Como resultado, o desempenho do carro se deteriorou progressivamente. Com isso, Leclerc foi ultrapassado com facilidade por Oscar Piastri na volta 51. Além disso, perdeu posições para George Russell, da Mercedes, e ainda recebeu uma penalidade de cinco segundos por condução errática.

“Foi algo pontual, então não acho que teremos esse problema de novo. Mas é muito frustrante. Tínhamos o ritmo para vencer, e no final nem chegamos ao pódio”, lamentou.

Durante a prova, o descontentamento de Leclerc também ficou claro pelas mensagens de rádio. Ele chegou a criticar como a equipe lidou com a falha no carro.

“Isso é incrivelmente frustrante. Perdemos toda a competitividade. Vocês só precisavam me ouvir. Agora está simplesmente impossível de dirigir. Será um milagre se terminarmos no pódio”, desabafou.

Por fim, o monegasco cruzou a linha de chegada na quarta colocação. Já a vitória ficou com Lando Norris, que apostou em uma estratégia de apenas uma parada e conquistou sua segunda vitória na temporada. Oscar Piastri e George Russell completaram o pódio.

Expectativa para o retorno em Zandvoort

Com os dois pilotos insatisfeitos e resultados abaixo do esperado, a Ferrari entra na pausa de verão com muitos questionamentos a serem respondidos. A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Holanda, no tradicional circuito de Zandvoort, entre os dias 29 e 31 de agosto.

A dúvida que paira sobre o paddock é se Hamilton continuará vestindo o macacão vermelho após o recesso. Apesar das falas pessimistas, o chefe Fred Vasseur reforçou a confiança no trabalho da equipe e na recuperação de ambos os pilotos. Se a Ferrari quiser voltar a brigar por vitórias, será necessário não apenas solucionar os problemas técnicos, mas também reconstruir a confiança interna — algo que, neste momento, parece tão danificado quanto o chassi de Leclerc.

Ferrari renova contrato de Vasseur após meio de temporada decepcionante

A Scuderia Ferrari anunciou nesta quinta-feira (31) a renovação do contrato do chefe de equipe Frédéric Vasseur. O comunicado oficial encerra semanas de especulação sobre uma possível troca no comando da escuderia, que vive uma temporada 2025 aquém das expectativas na Fórmula 1.

Temporada irregular e falta de vitórias

A Ferrari ainda não venceu nenhuma corrida em 2025, apesar de ocupar a segunda colocação no Mundial de Construtores. A equipe soma 268 pontos a menos que a líder McLaren, e os resultados inconsistentes do carro SF‑25 têm levantado questionamentos ao longo do campeonato. Lewis Hamilton, contratado com grande expectativa, ainda não subiu ao pódio e foi desclassificado no GP da China por irregularidades técnicas. Além disso, terminou em sétimo no Japão e foi apenas quinto no Bahrein.

Já Charles Leclerc, mesmo com resultados melhores, também sente os efeitos da falta de evolução técnica do carro. Apesar de quatro pódios na temporada, o monegasco não conseguiu brigar diretamente pelas vitórias em nenhuma etapa até o momento.


Modelo SF-25 dirigido por Charles Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica 2025 (Foto: reprodução/Nicolas Economou/Getty images embed)


Mesmo diante do cenário adverso, Vasseur vem reiterando que o potencial do carro ainda não foi totalmente explorado. Segundo ele, atualizações técnicas ao longo da temporada devem permitir ganhos graduais de performance.

Especulações e nomes cotados para substituição

Com os resultados abaixo do esperado, surgiram rumores de que a Ferrari poderia substituir Vasseur. Nomes como o de Christian Horner, ex-Red Bull, chegaram a ser especulados na imprensa europeia. No entanto, a renovação de contrato do francês afasta qualquer possibilidade de mudança imediata no comando técnico da equipe.

Segundo bastidores, o bom relacionamento interno com os pilotos e a diretoria, além do histórico de estabilidade administrativa promovido por Vasseur desde 2023, pesaram na decisão de manter sua liderança.

Confiança mantida para o futuro

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, destacou que a renovação representa confiança nos valores de inovação e consistência defendidos por Vasseur. O chefe francês agradeceu o apoio e afirmou que os últimos 30 meses serviram para estabelecer bases sólidas para o crescimento futuro da escuderia.

Lewis Hamilton também saiu em defesa de Vasseur, destacando que sua decisão de ir para a Ferrari esteve diretamente ligada ao estilo de liderança do dirigente. O heptacampeão afirmou confiar no trabalho da equipe técnica e pediu paciência com os resultados.

A aposta da Ferrari

 A renovação de Frédéric Vasseur sinaliza a aposta da Ferrari na estabilidade como caminho para a reconstrução de sua competitividade.

Apesar do desempenho decepcionante até aqui, a equipe acredita que a continuidade no comando pode ser decisiva para retomar o protagonismo na Fórmula 1 — especialmente com as grandes mudanças de regulamento previstas para 2026.

Ferrari adapta carro para Hamilton e Leclerc foca em desempenho da equipe

Lewis Hamilton ainda não conseguiu se adaptar ao SF-25, carro da Ferrari para a temporada atual da Fórmula 1. Por isso, a equipe vem trabalhando em ajustes técnicos que atendam melhor às preferências do britânico. Ao mesmo tempo, os engenheiros já concentram esforços no desenvolvimento do projeto de 2026, quando o campeonato passará por grandes mudanças nos motores e na aerodinâmica.

Na última quinta-feira (17), a Ferrari realizou testes no circuito de Mugello. O foco foi avaliar uma nova suspensão traseira, que será usada pela primeira vez no Grande Prêmio da Bélgica, entre os dias 25 e 27 de julho. A peça agradou os técnicos e também poderá ser integrada ao modelo de 2026.

Desde sua chegada à escuderia, Hamilton tem solicitado mudanças para tornar o carro mais competitivo. Ele acredita que o atual modelo não oferece condições para disputar o título. Diante disso, a equipe tenta equilibrar os pedidos do heptacampeão com a continuidade do trabalho de Charles Leclerc, que conhece bem o funcionamento da Ferrari. Além das adaptações, a escuderia enfrenta a pressão de rivais como McLaren e Red Bull. A equipe busca soluções que melhorem o desempenho imediato sem comprometer os planos de longo prazo. Assim, a nova suspensão representa um passo técnico importante nesse processo.


Hamilton durante treino da Ferrari (Vídeo: reprodução/X/Scuderia Ferrari)

Leclerc minimiza adaptações para Hamilton e prega unidade na Ferrari

Mesmo com os ajustes voltados ao estilo de Hamilton, Charles Leclerc garante que não há qualquer problema interno. O monegasco afirmou que a Ferrari possui os recursos necessários para desenvolver um carro competitivo e adaptável aos dois pilotos. Ele reforçou que o principal objetivo é entregar um modelo capaz de lutar por vitórias.

Não estou nem um pouco preocupado. Isso é um assunto fora da equipe, mas internamente temos todas as ferramentas para adaptar um carro ao meu jeito ou ao gosto de Lewis — afirmou Leclerc. — Então não acho que esse seja o problema, só quero o carro o mais rápido possível no próximo ano. É exatamente isso que Lewis quer. Onde quer que estejamos no ano que vem, vou configurar o carro da maneira que gosto, e Lewis fará o mesmo

completou

Leclerc destacou o avanço da tecnologia na Fórmula 1. Segundo ele, os engenheiros têm hoje mais opções para ajustar os carros conforme as características de cada piloto. O cenário atual é diferente do que se via há 10 ou 15 anos, quando as limitações técnicas dificultavam esse processo.

Estamos em uma época em que os engenheiros e a tecnologia estão em alta. Precisamos apenas do carro mais rápido. Não é como há 10 ou 15 anos, quando você ficava um pouco preso em uma curva em termos de equilíbrio e não tinha as ferramentas para andar mais rápido. Agora temos esses recursos, então não me preocupo

concluiu

Próximo desafio será em Spa, onde Ferrari testa evolução

O GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, será o primeiro com a nova suspensão traseira no carro da Ferrari. A peça foi aprovada após os testes em Mugello e será observada de perto no circuito belga, conhecido por exigir equilíbrio e desempenho nas curvas de alta velocidade.


Próximo desafio para os pilotos da Fórmula 1 (Foto: reprodução/X/Desacelerando F1)

A equipe espera que a novidade traga resultados já nesta etapa. Além disso, os dados obtidos serão importantes para o desenvolvimento do carro de 2026. A Ferrari deseja antecipar decisões técnicas, aproveitando cada atualização atual como uma base para o novo projeto. Hamilton poderá se beneficiar da mudança, já que a suspensão pode oferecer maior estabilidade e controle. Esses são pontos que ele considera fundamentais para seu estilo de pilotagem. Por outro lado, Leclerc aposta na consistência para manter a Ferrari entre as principais equipes do campeonato.

Com a introdução da nova peça, a escuderia pretende diminuir a diferença para as líderes do grid. O desempenho em Spa servirá como termômetro para as próximas decisões da equipe. Dessa forma, a Ferrari mantém o foco em 2025, sem deixar de olhar para o futuro da Fórmula 1.

‘Não fiz o trabalho corretamente’, diz Leclerc sobre fim de semana apagado

Charles Leclerc teve um fim de semana discreto na Fórmula 1, marcado por um desempenho abaixo das expectativas. O monegasco, que largou da oitava posição após bater no primeiro treino livre (TL1), adotou uma estratégia de duas paradas decisão da equipe que ele questionou, e terminou a prova em quinto lugar. Apesar da insatisfação com a tática escolhida pela Ferrari, Leclerc não fugiu da responsabilidade pelo resultado final.

“No final das contas, não fiz o trabalho corretamente”, declarou o piloto, admitindo culpa pelo desempenho apagado na corrida. Leclerc já havia ressaltado que não busca culpados e voltou a reforçar essa postura: “Realmente não quero falar sobre ‘e se’. No final do dia, não consegui fazer tudo certo.”

Desempenho aquém do esperado

Ao longo do fim de semana, Leclerc demonstrou frustração com o próprio rendimento e com os rumos tomados pela equipe em relação à estratégia. A escolha por duas paradas não trouxe o resultado desejado e comprometeu suas chances de brigar por uma posição melhor no pódio.

Apesar disso, o monegasco procurou manter a análise realista sobre o ritmo da Ferrari em relação às principais concorrentes. Ele destacou que, mesmo com uma estratégia diferente, não é certo que o resultado seria muito melhor.


Charles Leclerc reclamou com estratégia da equipe (Foto: reprodução/Instagram/@charlesleclerc16_italy)


Análise dos rivais

“Acho que a Mercedes provavelmente teve a vantagem neste fim de semana. A Red Bull está consistentemente na frente”, avaliou Leclerc. “A McLaren estava um pouco mais atrás. Acho que estávamos lá com eles. Então, não sei onde teríamos chegado [com a estratégia de uma parada]”, completou.

Atualmente, Charles Leclerc ocupa a quinta colocação no Mundial de Pilotos, com 104 pontos. Já a Ferrari é a terceira no campeonato de Construtores, somando 183 pontos. A equipe busca reduzir a diferença para a McLaren, que ocupa a vice-liderança entre os construtores. As próximas corridas serão decisivas para as aspirações da Ferrari na temporada 2025. Leclerc segue confiante em uma recuperação nas etapas futuras.