Virada em festa: Brasil recebe 2026 com música, multidões e celebrações nas capitais

A chegada de um novo ano nunca é apenas uma troca no calendário. No Brasil, ela se transforma em espetáculo coletivo, onde música, esperança e tradição caminham juntas. De Norte a Sul, as capitais prepararam grandes celebrações para dar as boas-vindas a 2026, reunindo artistas consagrados, públicos diversos e uma energia que só a virada brasileira é capaz de oferecer.

Entre palcos à beira-mar, avenidas tomadas por multidões e queimas de fogos que iluminam o céu, o Réveillon deste ano reafirma o papel da música como elo entre histórias, gerações e sentimentos.

Das avenidas paulistanas ao brilho de Copacabana

Em São Paulo, a Avenida Paulista se transformou mais uma vez em um grande palco a céu aberto. Foram mais de 14 horas de programação ininterrupta, reunindo nomes como Simone Mendes, João Gomes, Maiara & Maraisa, Ana Castela e Belo. A contagem regressiva ficou por conta de Simone, acompanhada por uma queima de fogos silenciosa, pensada para ampliar o acesso e o conforto do público.


Simone Mendes no réveillon na Avenida Paulista, em São Paulo (Vídeo: reprodução/Instagram/@simonemendes)


A festa começou ainda à tarde, com apresentações de artistas ligados à música religiosa, atraindo fiéis e famílias inteiras. Ao longo do dia, a avenida se encheu de gente, histórias e expectativas, consolidando a capital paulista como um dos principais pontos de celebração do país.

No Rio de Janeiro, o cenário foi o cartão-postal mais famoso do Brasil. Em Copacabana, 13 palcos espalhados pela orla deram vida ao Réveillon que é reconhecido mundialmente. Gilberto Gil abriu a noite com emoção, dividindo o palco com Ney Matogrosso e prestando homenagens que tocaram o público. Belo, Alcione, IZA, João Gomes e Alok completaram a programação, que contou ainda com um espetáculo de drones e fogos refletidos no mar.


Alok em Copacabana, no Rio de Janeiro (Vídeo: reprodução/Instagram/@alok)


Do Nordeste ao Sul: ritmos que atravessam o país

Em Salvador, a Arena O Canto da Cidade recebeu milhares de pessoas para o Festival Virada Salvador. Ivete Sangalo comandou a contagem regressiva, acompanhada por nomes como Xanddy Harmonia, Jorge & Mateus, Mari Fernandez, Timbalada e Manu Bahtidão, em uma celebração marcada pela força da música baiana.


Ivete Sangalo em Salvador, na Bahia (Vídeo: reprodução/Instagram/@ivetesangalo)


Já em Florianópolis, a virada teve clima de festa à beira-mar. No Beira-Mar Norte, atrações locais e nacionais embalaram o público até depois da meia-noite, com destaque para o show do Raça Negra logo após a virada. No Beira-Mar Continental, Dilsinho foi o responsável por iniciar o novo ano em clima de romantismo.

Mais do que grandes shows, o Réveillon 2026 reafirmou a força da música como elemento de celebração coletiva. Entre fogos, palcos lotados e repertórios que atravessam gerações, o Brasil iniciou o novo ano em clima de festa, reunindo diferentes públicos em grandes encontros ao ar livre.

Paul McCartney fará mais dois shows no Brasil em 2024

Após atrair aproximadamente 63 mil pessoas ao Maracanã, no Rio de Janeiro, em 2023, Paul McCartney já tem datas marcadas para retornar ao Brasil. O renomado cantor realizará apresentações da turnê “Got Back” em São Paulo e Florianópolis, nos dias 15 e 19 de outubro, respectivamente.

A pré-venda de ingressos para os fãs cadastrados de Paul McCartney está programada para começar na terça-feira, dia 25, a partir das 10h. A venda geral será aberta na quarta-feira, dia 6, através do site da Eventim. Em uma declaração, Paul McCartney expressou seu entusiasmo em uma postagem do seu Instagram: “Encerrar o ano de 2023 no Brasil foi uma experiência incrível. O carinho e o amor que vocês nos demonstraram em nossa última visita foram maravilhosos. Sabíamos que precisávamos voltar para revê-los.”


Post em seu Instagram anunciando o retorno para o Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@paulmccartney)


A turnê “Got Back”

Os shows da turnê “Got Back” têm uma duração aproximada de três horas, durante as quais Paul McCartney apresenta um repertório de 39 canções. A maioria dessas músicas é da época dos Beatles, mas o setlist também inclui faixas de sua carreira solo e da banda Wings, que formou com sua esposa, Linda McCartney. Há duas versões do setlist que o músico alterna caso haja mais de uma apresentação na mesma cidade, com a primeira opção sendo preferida para apresentações únicas.

A turnê foi lançada em 2022, com Paul McCartney realizando 16 apresentações nos Estados Unidos. Em 2023, a turnê foi levada para a Austrália e México, culminando com oito shows no Brasil, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Agora, com o retorno ao Brasil, Paul McCartney celebra marcos importantes em sua carreira, reafirmando sua conexão com o público brasileiro.

Relação com o Brasil

Sua relação com o Brasil é marcada por diversas visitas ao país ao longo dos anos. Entre os shows mais memoráveis realizados em território brasileiro estão suas apresentações de 1990, durante a “The Paul McCartney World Tour”, que marcaram sua primeira visita ao país. Em 2010, McCartney retornou com a turnê “Up and Coming Tour”, encantando multidões em cidades como São Paulo e Porto Alegre. Mais recentemente, em 2017, sua “One on One Tour” passou por Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Festival Saravá: público relata casos de hipotermia e acidentes elétricos

Relatos de hipotermia, acidentes elétricos, falta de acessibilidade e segurança marcaram a 10ª edição do Festival Saravá que aconteceu nesta segunda-feira (20), na Arena Império das Águias, em Florianópolis, Santa Catarina.

O evento, que contou com apresentações de Alcione, Djonga, Gilsons, Rachel Reis, Johnny Hooker, Letrux, Jesus Lumma e Getúlio Abelha, prometia um “festival único, lugar lindo e arborizado”, além de “acessível”.

No entanto, de acordo com a declaração da empreendedora da área de tecnologia, Raíza Terra, que compareceu ao Festival Saravá, o evento “foi um caos”, pois não estava devidamente preparado para as condições climáticas do dia.

“Caiu uma tempestade. Sendo que a prefeitura de Florianópolis já havia avisado que ia acontecer isso [chuvas fortes] (…) O pessoal levou choque. Teve gente com hipotermia. Eu tive que salvar várias pessoas. Não tinha segurança. Não tinha nada lá”.

Raíza Terra

Ainda segundo a empreendedora, a tempestade e a falta de estrutura do festival também afetaram a locomoção de parte do público PCD, além de tornar o evento “insalubre”.  

“Tinha um pessoal que não conseguia se locomover, porque não aterraram o terreno. Virou um manguezal (…) Pessoa cega com cão guia sem conseguir se locomover”, relatou ao portal Lorena r7.

Raíza Terra

Público reclama nas redes sociais

Nas redes sociais do Festival Saravá, o relato de Raíza Terra é repetido em centenas de comentários. A maioria das críticas ressalta o “despreparo” da organização evento, além de declarações de pessoas que afirmam ter “passado fome” e dificuldade de acessar os banheiros.

“Vocês não entregaram acessibilidade, não entregaram visibilidade, não entregaram UMA tenda. Entregaram lama, caos, comida molhada e condições insalubres de se manter. Parabéns por fazerem feio demais”, comentou um internauta.

Declaração após o evento 

Após o evento, nesta segunda-feira (23), o Festival Saravá compartilhou em seu Instagram um texto, no qual afirmava que “o toró d’água que caiu na noite de sábado, não era previsto e choveu o esperado para muitos dias, tornando todo o processo de trabalho e para o público curtir o festival, delicado e cuidadoso”. No post, contudo, o festival não citou quaisquer dos problemas citados por Raíza Terra.


Postagem do Festival Savará após o evento. (Vídeo: reprodução/Instagram/@festivalsarava).


“Vocês não entregaram um festival como está descrito nesse post. Nem perto disso! Eu paguei pra ver show e não consegui ficar porque estava INSALUBRE. Esse texto todo e nenhum desculpa com o público de vocês. Péssima organização e péssimo posicionamento”, dizia um dos comentários da postagem.

O portal está aberto para caso a organização do Festival Saravá queira se pronunciar quanto as denúncias feitas contra a sua 10ª edição.