Sean Diddy Combs enfrenta julgamento e pode ser condenado à prisão perpétua

Nesta segunda-feira (05), começa o julgamento do rapper Sean Diddy Combs, após oito meses detido. O cantor foi preso em setembro de 2024, após inúmeros escândalos e acusações envolvendo tráfico sexual, associação criminosa e promoção da prostituição. O empresário alega ser inocente, apesar de todas as acusações que motivaram sua prisão.

O Julgamento de Diddy

Diddy será julgado em Manhattan, nos Estados Unidos. Nesta primeira fase, a Justiça americana inicia selecionando o júri, que começará a ser escolhido às 9h30, no entanto, essa etapa pode durar até uma semana.

O julgamento irá tratar os delitos de tráfico para fins de exploração sexual, como transporte de pessoas, sequestro, suborno e violência. O rapper é acusado por mais de 100 homens e mulheres, por diversos crimes sexuais, entre eles estupro e tráfico sexual. O cantor também enfrenta, inúmeros processos civis, onde as vítimas o acusam de “predador sexual violento”.

O processo criminal possui 14 páginas, a principal acusação investigada, é a suposta responsabilidade de Sean, por promover as chamadas “freak-offs”, festas em que o rapper fazia em uma de suas residências, sob a presença de diversos famosos. De acordo com o documento, mulheres e homens sofriam abuso sexual, por inúmeras pessoas, onde o rapper utilizava drogas e óleo de bebê para aprisionar as vítimas.


Diddy em sua festa anual “White Party” (Foto: reprodução/Dimitrios Kambouris/Getty Images Embed)


Os atos também eram filmados, servindo como uma forma de ameaça e impedindo que os envolvidos, especialmente celebridades, denunciassem o ocorrido. Além dos abusos, a festa promovia o uso exacerbado de drogas, onde os convidados utilizavam para se recuperarem da exaustão causada pela festa.

Entenda a acusação

Em setembro de 2024, o rapper americano Sean Diddy Combs, foi preso em Nova York após meses de investigação. Tudo começou quando foi divulgado na Internet um vídeo em que o cantor aparece agredindo sua ex-namorada, a cantora Cassie Ventura. Com muita coragem, a artista decidiu denunciar, abrindo espaço para que outras vítimas também começassem a depor sobre os crimes sofridos.


Cassie Ventura e Diddy (Foto: reprodução/Jeff Kravitz/Getty Images Embed)


De acordo com as denúncias, Diddy vivia constantemente sob o efeito de substâncias ilícitas, e era extremamente violento quando as vítimas o contrariavam. O rapper abusava sexualmente e gravava as violências para coagir e intimidar as vítimas, ameaçando expor ou prejudicar quem tentasse denunciá-lo. Com esse padrão de intimidação e manipulação, o artista teria conseguido evitar consequências legais durante anos, mesmo sendo alvo de acusações graves e recorrentes.

Humilhação e controvérsias: fonte revela detalhes de festa de P. Diddy

A polêmica em torno de Sean Diddy Combs ou P. Diddy ganha mais uma página. Conforme o TMZ, que teve acesso ao processo, um homem chamado Joseph Manzaro afirma ter sido humilhado e drogado durante festa na mansão de P. Diddy.

A festa teria acontecido em Star Island, Miami, em 2015, para comemorar o aniversário do rapper e as humilhações sofridas aconteceram diante convidados famosos como Beyoncé, Jay Z e LeBron James.  

Detalhes da festa

Segundo Manzaro, P. Diddy o forçou a usar uma prótese peniana no rosto e desfilar sob efeito de drogas pela festa, sob o olhar de seus amigos famosos. Em certo momento, Gloria Estefan tentou ajudar, sugerindo chamar uma ambulância ao ver o estado crítico de Joseph, mas Emilio Estefan a impediu.

Conforme os documentos obtidos pelo TMZ, Adria English, uma ex-atriz pornô, socorreu Manzaro e o levou para se recuperar em um túnel secreto. Ele também afirma ter encontrado LeBron James enrolado em uma toalha no corredor.

Segundo a vítima, ainda no andar inferior, Beyoncé teria reagido à vestimenta de Manzaro: “O que é isso? O que está acontecendo com esse cara? Por que esse homem está parado com uma máscara de um pênis na minha frente?”.

Defesa de P. Diddy nega as acusações.


TMZ revelou detalhes do depoimento de um homem que acusa Diddy de abuso (Foto: reprodução/X/@_iamrobot_)

Diddy se livra de acusação de abuso

Nesta segunda-feira (31/3), a Justiça americana arquivou um processo de estupro contra o rapper após a autora se recusar a revelar sua identidade, conforme divulgado pela revista People.

Assim, a Justiça americana recusou o pedido da denunciante para permanecer anônima no processo. Contudo, o prazo para revelar sua identidade encerrou em 20 de março, e com a recusa em se identificar, o caso acabou sendo arquivado.

A mulher relata que participou de uma festa com Diddy há 30 anos, onde afirma ter sido vítima de assédio sexual e agressão.

Julgamento do rapper

Entretanto, o julgamento começa em 5 de maio, conforme determinação do juiz. O rapper e empresário é acusado de tráfico sexual, associação ilícita, promoção de prostituição, entre outros crimes.  

Embora tenha se declarado inocente em tribunal, ele segue preso em Nova York. Além disso, Diddy teve dois pedidos de fiança negados pela Justiça, que o considera uma ameaça à segurança das testemunhas envolvidas. 

Diddy deseja que a Justiça revele o nome de suas supostas vítimas

Na última terça-feira (15), segundo o TMZ, Sean ‘Diddy’ Combs apresentou um pedido à Justiça solicitando a revelação dos nomes das pessoas que o acusam dos crimes, alegando que a falta dessa informação tem prejudicado a preparação de sua defesa.

Além disso, a equipe jurídica do magnata musical teria apresentado documentos solicitando que o Ministério Público dos Estados Unidos identifique as supostas vítimas mencionadas de forma anônima.

Como a defesa de Diddy funcionará

Segundo informações do veículo de notícias americano, a defesa não alegará a inocência do rapper em relação às acusações, mas sustentará que todas as ações foram consensuais.

Na última segunda-feira (14), seis novas vítimas denunciaram terem sofrido abuso sexual por parte de Combs. Com esse desdobramento, os advogados de defesa do artista alegam que o caso vem desencadeando um efeito cascata. Até o momento, estima-se a existência de pelo menos 120 supostas vítimas, todas representadas pelo advogado Tony Buzbee.

A defesa de Diddy tem se empenhado para amenizar o impacto das acusações na opinião pública. Além de argumentar que as denúncias são resultado de um efeito cascata, os advogados ressaltam que a divulgação dessas alegações prejudica a reputação de Sean Combs, especialmente enquanto ele ainda não tem a oportunidade de apresentar provas que possam comprovar sua possível inocência.

As acusações contra o rapper

As acusações começaram após a divulgação de um vídeo de uma câmera de segurança de um hotel, registrado anos atrás, onde o músico estava hospedado com sua ex-namorada, Cassie Ventura. Nas imagens, Diddy é flagrado agredindo Cassie no corredor após ela tentar fugir.

Desde então, o passado de Sean Combs veio à tona, e novas vítimas passaram a denunciá-lo, trazendo à luz diversas revelações. Entre elas, surgiram relatos sobre o ambiente problemático de suas festas conhecidas como freak-offs, frequentadas por várias celebridades. No entanto, até o momento, não há uma lista oficial dos envolvidos, apenas especulações, já que o julgamento está previsto para ocorrer apenas em 2025.


Imagem da White Party de Diddy, realizada em 2007, representa apenas a “ponta do iceberg” das alegações que cercam os eventos que aconteciam posteriormente, conhecidos como freak-offs (Foto: Reprodução/Mat Szwajkos/Getty Images Embed)


Entre as diversas acusações contra Diddy estão crimes como tráfico sexual, estupro, associação criminosa e promoção da prostituição. Além disso, surgiram teorias ainda sob investigação, incluindo a possível ligação do rapper com a morte de Tupac Shakur.

Caso Diddy: nova vítima afirma ter sido estuprada pelo rapper e mais dois homens

Na última terça-feira (08), a advogada Ariel Mitchell-Kidd revelou detalhes de uma nova acusação de estupro contra Sean Combs, conhecido como Diddy. Segundo a advogada, o rapper estaria acompanhado por dois outros homens durante a agressão. A acusação foi feita no programa de TV ‘Banfield’, onde Mitchell-Kidd afirmou que ações legais serão tomadas contra Combs ainda nesta semana em nome de sua cliente.

Detalhes sobre o novo caso

Durante a entrevista, a advogada expôs detalhes sobre o abuso, que, segundo ela, foi cometido por Diddy, seu guarda-costas e um conhecido da vítima. Mitchell-Kidd também descreveu como o estupro ocorreu, fornecendo uma narrativa dos eventos que envolvem a alegada violência.


Entrevista de Ariel Mitchell-Kidd para a emissora News Nation (Vídeo: reprodução/YouTube/@NewsNation)

De acordo com Mitchell-Kidd, a vítima foi convidada para a casa de um conhecido, onde foi pega desprevenida pela situação. Segundo a cliente da advogada, Combs a ameaçou com uma faca para que ela se despisse e, em seguida, a besuntou em óleo de bebê, substância que foi encontrada na residência do rapper. Acredita-se que o óleo tenha sido misturado a GHB, uma prática comum em crimes semelhantes. A droga é utilizada para deixar a vítima ainda mais debilitada.

Relembre o caso de Diddy

Em menos de um mês, Diddy, o rapper que alcançou o auge da fama no início dos anos 2000, viu sua reputação desmoronar após ser alvo de acusações graves, incluindo tráfico sexual, extorsão, estupro e coerção, entre outras.

Recentemente, foi revelado que mais de 120 pessoas estão planejando processar Combs, que permanece preso aguardando julgamento. Esse processo promete expor diversas figuras da mídia, uma vez que muitos estariam envolvidos nas ‘freak offs’, festas organizadas pelo rapper para a prática de abusos sexuais severos.

Até o óleo mencionado pela nova vítima foi encontrado na residência do rapper durante a apreensão. Segundo a polícia, mil frascos de óleo de bebê foram localizados na casa, além de soros de hidratação. 

No entanto, os crimes de Sean Combs podem não parar por aí. Após várias especulações, a família do rapper Tupac, assassinado em 1996, solicitou uma investigação sobre um possível envolvimento de Combs na morte do artista, um caso que ainda permanece sem resposta.

Orgias e drogas: saiba o que acontecia nas festas de Diddy

As famosas festas de Sean Diddy Combs, incluindo as célebres Festas Brancas, estão novamente no centro das atenções, mas por razões preocupantes. Depois de sua prisão em 16 de setembro por acusações de abuso sexual, tráfico de pessoas e chantagem, novos detalhes sobre esses eventos vieram à tona, fazendo com que muitos reconsiderassem o que realmente acontecia nessas comemorações luxuosas.

De 1998 a 2009, as extravagantes festas em sua mansão nos Hamptons, Nova York, atraíam celebridades da música e do cinema, tornando-se um cenário de excessos de drogas e nudez. Esses eventos, que se tornaram um dos mais cobiçados do verão americano, estão sendo reavaliados em meio às investigações atuais


Festa de Diddy (Foto: reprodução/Bryan Bedder/CP/Getty Images Embed)


Após as acusações de agressão física e sexual feitas por Cassie Ventura, ex-namorada de Diddy, novas denúncias e histórias sobre o comportamento do rapper e produtor têm surgido na mídia internacional. Nas redes sociais, internautas elaboram teorias sobre os bastidores polêmicos da vida do artista, especulando sobre o envolvimento de figuras como Justin Bieber, Rihanna e Jay-Z, que fazem parte do círculo mais próximo do artista.

Festas “freak-offs” de Diddy

De acordo com as denúncias divulgadas pelo portal TMZ, Diddy promovia festas chamadas “freak-offs” em hotéis de luxo, onde o uso exagerado de drogas e comportamentos abusivos eram frequentes. Além das famosas Festas Brancas, esses eventos atraíam celebridades e eram caracterizados por longas sessões sexuais, que supostamente eram gravadas com fins de chantagem. Recentemente, fotos dessas festas ressurgiram, revelando momentos de excessos.

Um vídeo antigo da Anitta e do rapper veio à tona nesta quarta-feira (25), reacendendo a curiosidade do público sobre as famosas festas “freak off” do rapper. Na conversa, a cantora brasileira dá a entender que viveu momentos intensos em uma dessas celebrações, mas é interrompida por Diddy, que mantém o mistério sobre o que acontece por lá.


@lordxn4tv

“O QUE ACONTECE NA FESTA DO DIDDY FICA NA FESTA DO DIDDY” ELA SABE MEUS AMIGOS, ELA SABE… #CapCut #famosos #fy #anitta #diddy @🐦‍⬛🧙🏾‍♂️LORDE🦁👑 @🐦‍⬛🧙🏾‍♂️LORDE🦁👑 @🐦‍⬛🧙🏾‍♂️LORDE🦁👑

♬ She Knows – J. Cole
Anitta falando sobre festas de Diddy (Vídeo: reprodução/TikTok/@lordxn4tv)

Em recentes declarações, a cantora de R&B Jaguar Wright fez uma acusação grave contra Diddy. Segundo ela, o artista teria lucrado US$ 500 milhões com a venda, na deep web, de uma fita com imagens de suas festas privadas, nas quais estariam presentes grandes nomes da música como Justin Bieber, Chris Brown, Rihanna, Nicki Minaj e Drake.

Atriz de filmes adultos processou o rapper

De acordo com relatos, as festas eram repletas de álcool, drogas e sexo. A atriz de filmes adultos, Adria Sheri English, que processou o rapper, afirmou que foi contratada como dançarina nas extravagantes White Parties no início dos anos 2000 e alegou que foi coagida a participar de atividades sexuais explícitas.

Em reportagens internacionais, English acusou Diddy de agressão sexual, alegando ter sido forçada a participar de encontros sexuais contra sua vontade sob ameaça de ter sua carreira arruinada.

Ela também afirmou que drogas e álcool eram utilizados para reduzir as inibições de todos os presentes, tanto daqueles que desejavam participar quanto dos que não estavam interessados. Além disso, garrafas de bebidas específicas eram misturadas com substâncias ilegais e oferecidas às mulheres durante as festas.

Conforme relatado pela atriz, os efeitos das drogas eram tão intensos que frequentemente ela não conseguia recordar como chegava em casa. Além disso, ela mencionou que as atividades explícitas nas festas, que envolviam sexo, nudez e coerção, começavam após a maioria dos convidados já ter ido embora à noite. Essas ações supostamente ocorriam em salas vigiadas por seguranças para assegurar que ninguém fora do grupo soubesse o que se passava ali dentro.


Sean Diddy Combs (Foto: reprodução/WireImage/Dimitrios Kambouris/Getty Images Embed)


Os advogados do produtor insistem que todos os encontros nas festas eram consensuais. No entanto, o procurador Damian Williams afirma que o rapper tinha uma equipe que o ajudava a organizar tudo, levantando suspeitas sobre a natureza desses eventos. A investigação continua e Diddy segue preso em Brooklyn, com a justiça negando seu pedido de liberdade.