Lula chama de “genocídio” a ofensiva de Israel em Gaza em resposta a nota de embaixada no Brasil

Nesta terça-feira (03), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva a jornalistas no Palácio do Planalto e afirmou novamente que a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é “genocídio”.

A afirmação se deu após o presidente da república ser questionado sobre uma nota da Embaixada de Israel no Brasil, divulgada após Lula criticar as medidas do governo de Benjamin Netanyahu em Gaza. 

“Vem dizer que é antissemitismo? Precisa parar com esse vitimismo. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é um genocídio, é a morte de mulheres e crianças que não estão participando de guerras” afirmou o presidente na coletiva desta terça-feira.


Coletiva do presidente Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto (Reprodução/ Youtube/ CanalGov)


Nota da Embaixada de Israel no Brasil

Nesta segunda-feira (02), a Embaixada de Israel no Brasil divulgou uma nota após a declaração de Lula no último final de semana, quando afirmou que o governo de Netanyahu age com “vingança” em Gaza.

Em nota, a Embaixada de Israel declara que o governo de Netanyahu é criticado pelas autoridades que “compram mentiras” sobre o grupo terrorista Hamas e que isso está “prejudicando israelenses e judeus no Brasil e no Mundo todo”.

“Diante das repetidas acusações contra as atividades de Israel na Faixa de Gaza, é importante esclarecer as coisas e não se deixar levar pela propaganda e notícias falsas da organização terrorista Hamas”  , diz outro trecho da nota.

A posição do governo Lula

Desde outubro de 2023, quando se deu o início da guerra entre Israel e Hamas, o governo brasileiro tem defendido um acordo de paz entre as partes. Durante o conflito, as ações de Israel na Faixa de Gaza têm sido criticadas por algumas autoridades ao redor do mundo, como os líderes do Reino Unido e França, além do presidente Lula.

Isso porque, está sendo questionado os limites éticos que Israel estaria ultrapassando em suas ações na Faixa de Gaza. É diante disso que Lula, junto ao Ministério das Relações Exteriores, tem dado declarações sobre o governo de Netanyahu.

Outra questão levantada contra Israel é a falta de ajuda humanitária no território de guerra. O governo israelense tem permitido somente a entrada parcial de ajuda humanitária no território de guerra, o que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é muito abaixo do que se estima ser necessário. 

Além disso, Lula tem defendido a retirada total das tropas israelenses e o fim do conflito, que, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, já resultou na morte de cerca de 60 mil pessoas.

Turquia reestabelece acesso ao Instagram no país, mas volta atrás da decisão

A Turquia reestabeleceu temporariamente o acesso ao aplicativo Instagram em seu território no último sábado (10). A rede social teve seu sinal bloqueado no dia 2 de agosto pela Autoridade de Tecnologias de Informação e Comunicação.

O encerramento do bloqueio foi informado pelo ministro de transportes e infraestrutura Abdulkadir Uraloglu, pela rede social X, no último sábado. Em nota, ele disse: “Como resultado de nossas negociações com funcionários do Instagram, levantaremos o bloqueio de acesso a partir das 21h30, após eles prometerem atender às nossas demandas, especialmente no âmbito dos crimes de catálogo, e trabalhar juntos na censura imposta aos usuários“. Mas logo em seguida, o ministro turco anunciou que o Instagram havia sido bloqueado mais uma vez.


Horas depois do anúncio da liberação do Instagram, o ministro turco voltou a bloquear o aplicativo na Turquia. O anúncio foi feito pelo X. (Reprodução/X/@a_uraloglu)

O ministro e nenhum outro órgão se manifestou até então. As motivações para o bloqueio da plataforma não haviam sido esclarecidas de pronto, mas funcionários do governo alertaram para o não cumprimento das leis turcas por parte do aplicativo.

Entenda o caso

Segundo a AFP, no dia 02 de agosto, a Autoridade de Telecomunicações da Turquia, também conhecida como BTK, decidiu suspender o acesso ao Instagram em todo o território turco. A BTK publicou a decisão em seu site, mas não revelou as motivações.

Dias depois, Fahrettin Altun, o diretor de comunicação da presidência turca, acusou a rede social de censura e alegou que a plataforma “impedia as pessoas de publicarem mensagens de condolências para o mártir Ismail Haniyeh“, o líder do Hamas que fora assassinado em um ataque no Irã atribuído a Israel. Um dos líderes da BTK disse que essa informação não procedia.

Em anonimato e para o site Medyascope, o responsável pela BTK disse que o bloqueio da rede social é embasado em ataques contra Mustafa Kemal Ataturk, considerado pai da Turquia moderna. Além de uma série de crimes envolvendo drogas, jogos e violência sexual contra crianças. “Foi solicitado à plataforma que retirasse estes conteúdos e “se o problema não foi resolvido, temos direito de bloquear“, disse.

O que diz o governo turco?

O presidente da Turquia Tayyip Erdogan comentou sobre o bloqueio do Instagram em território turco. “Estamos enfrentando um fascismo digital que não tolera nem mesmo as fotografias de mártires palestinos e as proíbe imediatamente”, disse Erdogan, citando o assassinato de Haniyeh.

A Turquia vem denunciando ataques de Israel a Gaza e apelou para um cessar-fogo imediato. Para o presidente, as mídias socias vêm tentando recorrer a todos os meios para “esconder a crueldade de Israel e amordaçar as vozes dos palestinos“.


Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em discurso sobre o bloqueio da rede social Instagram (Reprodução/X/@tcbestepe)

A empresa responsável pela administração do Instagram, a Meta, informou que continuará fazendo tudo o que puder para restaurar o serviço no país.

Gaza afirma que ataque israelense deixou mais de 200 mortos

As autoridades da região de Gaza apontam que a operação israelense, a qual resgatou quatro reféns do Hamas, deixou cerca de 210 pessoas mortas e 400 feridas. O ataque na região central de Gaza teve o relatório emitido pelas autoridades, neste sábado (8), pelo escritório de mídia do governo enclave, porém, os mortos e feridos continuam a chegar em pares aos dois hospitais centrais do local, Hospital Al-Awda em Nuseirat e o Hospital dos Mártires Al-Aqsa em Deir al-Balah. 

A operação foi realizada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), nas áreas de Nuseirat, Deir al-Balah e al-Zawaideh.

Operação foi compromisso de Netanyahu

O Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu pronunciou-se após a libertação dos quatro reféns do Hamas em Gaza, dos quais estavam cativeiros. Ele também afirmou que, Israel não cede ao terrorismo e a FDI opera “de forma corajosa e criativa”, para trazer os demais reféns para casa.


As FDI existem desde 1948 e estão no ranking das forças armadas mais experientes do mundo (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


Estamos empenhados em fazê-lo também no futuro. Não desistiremos até completarmos a missão e devolvermos para casa todos os reféns – tanto os vivos como os mortos”, disse ele.

Netanyahu encontra-se com os resgatados

Neste sábado (8), o primeiro-ministro se encontrou com os reféns libertados e suas famílias, no Hospital Sheba em Ramat Gan, uma cidade perto de Tel Aviv.

Em uma coletiva, ele comemorou com Noa Argamani e sua família (resgatado), o fato de também seu pai, Yaakov estar comemorando aniversário, hoje (8).

Recebi o melhor presente que poderia esperar”, disse ele, que logo após, seguiu a visitação. Também na oportunidade, Netanyahu visitou outros resgatados e deixou uma mensagem de um deles. “Andrey me disse que tinha um caderno enquanto estava em cativeiro e que todos os dias escrevia uma linha. Cada dia é um presente”.

Desse modo, reiterou o compromisso de libertar os demais reféns da região de Gaza.

Israel ataca Faixa de Gaza e assassina 40 civis palestinos


A ação da Força de Defesa de Israel (FDI) foi apontada, na madrugada desta terça-feira (14), data do ocorrido, como responsável pelo ataque a Gaza. Segundo os hospitais aos arredores de Gaza, as mortes já estão contabilizadas em 40 vítimas. A FDI ainda não se pronunciou sobre o caso, mas testemunhas disseram que se tratavam de civis, pois nessa região, desde o último sábado (11), quando Israel prometeu atacar Rafah, estava pouco explorada pelas tropas israelenses.

Os hospitais da região, informaram que, essas 40 pessoas foram mortas em dois ataques. Segundo o primeiro, O Hospital Al Aqsa, eles receberam nove corpos de crianças e um total de 29 corpos; já o Hospital Al Awda, recebeu após o segundo ataque, 11 corpos.

O ataque firma as forças de Israel sobre Gaza

Os ataques sobre Gaza fazem parte do planejamento de Israel, que, segundo a FDI, o local abriga mais de 1,5 milhão de palestinos. Desde o ano passado (2023), Israel havia anunciado que essa região havia sido combatida, mas, segundo eles, o local sofreu um reagrupamento do Hamas.


Gaza é área de conflito entre Israel-Hamas (Foto: reprodução/Pixabay)

Nesse sentido, todas as áreas próximas à região estarão sob alvo das forças israelenses. Esse, segundo seu Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu é o desejo dos israelenses, para eliminar o grupo terrorista. 

O que se sabe

Os palestinos da região de Gaza estão sob o aviso de ataques pelas tropas israelenses, desde o anúncio da invasão a Rafah. Segundo o porta-voz do Éxercito Palestino, Avichay Adraee, o povo palestino deve seguir para as cidades vizinhas, pois o exército israelense fará do local, área de intensos combates.

O Governo de Israel diz que a intenção é acabar com o Hamas, por meio de ataques, até que, seus 24 batalhões sejam destruídos. O que se sabe até o momento é que, as ações sobre o território palestino já resultou na eliminação de 18 batalhções.