Hezbollah lança dezenas de foguetes contra Israel

Em um novo capítulo de uma tensa saga na região do Oriente Médio, o grupo Hezbollah, do Líbano, anunciou nesta quinta-feira (16) ter lançado mais de 60 foguetes em direção a alvos no norte de Israel. O ataque foi descrito como uma retaliação aos ataques realizados pelo “inimigo israelense” na noite anterior na região de Bekaa, no Líbano.

O Hezbollah detalhou que os disparos foram direcionados contra a liderança da divisão Golan 210 das Forças de Defesa de Israel em Nafah, o quartel de defesa aérea em Keila, e a artilharia de apoio da região norte em Yoav. Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel relataram cerca de 40 lançamentos que foram identificados cruzando a fronteira do Líbano em direção às Colinas de Golã.


Hezbollah lança foguetes contra posições israelenses (Vídeo: Youtube/UOL)

Contra-ataque

Apesar da intensidade do ataque, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que vários dos foguetes foram interceptados com sucesso por seu sistema de defesa aérea. Ao que tudo indica, nenhum ferimento foi relatado entre as tropas israelenses. Em resposta aos ataques, as Forças de Defesa de Israel lançaram contra-ataques, visando as fontes de fogo identificadas no território libanês.

Além dos ataques diretos, foram detectados cinco lançamentos de foguetes provenientes do território libanês em direção à área de Zarit, porém não causaram ferimentos. Os caças israelenses retaliaram atacando um dos postos militares de onde os foguetes foram disparados, enquanto as Forças de Defesa de Israel atingiram duas outras estruturas militares pertencentes ao Hezbollah.

O confronto atual eleva as tensões já existentes entre o Hezbollah e Israel, aumentando o temor de uma escalada mais ampla do conflito na região. A comunidade internacional observa com preocupação os recentes acontecimentos e apela por moderação mútuo, na esperança de evitar um cenário de maior violência e instabilidade no Oriente Médio.

Agência da ONU estima 300 mil palestinos refugiados de Rafah

A UNRWA, subsidiária da Organização das Nações Unidas criada em 1949 para atender refugiados palestinos, divulgou neste domingo (12) que cerca de 300 mil palestinos já fugiram da cidade de Rafah, localizada no sul da Faixa de Gaza. Rafah é considerada o último refúgio para os afetados pela guerra entre Israel e o Hamas, mas Israel também acredita que este seja o último reduto do grupo terrorista.

Último refúgio

A ONU considera que estes palestinos estão sendo deslocados à força e é contra a incursão israelense, criticando a ação por causa das implicações humanitárias aos refugiados. O Departamento de Estado dos EUA emitiu um relatório afirmando que Israel pode ter violado lei humanitária em Gaza, dizendo que não há lugar seguro para estas pessoas irem.

A guerra entre Israel e Hamas completou sete meses em maio, tendo sido iniciada no ataque do grupo terrorista em outubro de 2023, que vitimizou 1.200 pessoas. Israel então lançou ofensivas para tentar eliminar o grupo, causando no total a morte de 35 mil palestinos segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas. Israel afirma que a cidade de Rafah é o último refúgio do grupo terrorista e, portanto, o último passo para encerrar a guerra.


A guerra entre Israel e Hamas, além de causar milhares de mortes, obriga a população local a fugir de seus lares (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images embed)


Os EUA apoiam Israel, mas são contra uma operação em larga escala do exército, pois não houve a formulação de um plano humanitário apropriado para a população refugiada na cidade durante a guerra. Em resposta, os americanos interromperam o envio de bombas para Israel na semana passada.

A incursão terrestre do exército israelense teve início na última terça-feira (07), quando o país assumiu o controle do lado palestino na travessia de Rafah, cque conta com mais de 1 milhão de refugiados da guerra Israel-Hamas. Segundo a Reuters, os tanques israelenses bloquearam o acesso e realizaram ataques contra alvos do Hamas durante a semana inteira. A ordem para evacuar o leste da cidade veio na segunda-feira (06) pelas Forças de Defesa de Israel, em “preparação para uma operação terrestre na região”, reportou Daniel Hagari, porta-voz da FDI. Cinco dias depois, um novo comunicado de evacuação foi emitido e a operação afetou a entrada de ajuda humanitária. Felizmente, a passagem de Kerem Shalom foi reaberta na quarta (08), possibilitando o auxílio ser retomado vindo do Egito.

Negociações de cessar-fogo

Desde o início do conflito, a cidade de Rafah foi o principal ponto de comunicação entre Gaza e o restante do mundo. A cidade também é a principal entrada de ajuda humanitária para os palestinos e o ponto de saída de estrangeiros e reféns libertados durante o cessar-fogo de novembro. Com o avanço do confronto, Rafah subiu de 280 mil pessoas para 1,5 milhão de habitantes, que se alojaram em tendas. O lugar é um último refúgio para quem tenta escapar dos horrores da guerra. 

Em comunicado divulgados pelas redes sociais, o governo de Israel pediu aos moradores que deixassem a região leste de Rafah e fossem para Al-Mawasi, cidade palestina vizinha. Israel disse ter criado uma zona humanitária para receber as pessoas, com instalações de hospitais de campanha, além de tendas, comida e água.


O governo norte-americano tenta mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas (Foto: reprodução/Miriam Alster/Getty Images embed)


De acordo com o governo palestino, controlado pelo Hamas, as forças israelenses bombardearam a parte leste da cidade, preparam sua entrada em Rafah afirmando que a cidade é o último reduto do grupo na Faixa de Gaza. Mas a cidade que faz fronteira com o Egito também é o último refúgio para os palestinos que deixaram suas cidades no norte, centro e no sul do país no percurso da guerra.

Segundo o Hamas, o grupo havia aceitado uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Egito e pelo Catar no início da semana passada, mas Israel não aceitou e uma nova rodada de negociações de trégua com troca de reféns não foi bem sucedida. Apesar das tentativas falhas, os Estados Unidos, o maior aliado de Israel, ainda se mostra otimista e vai continuar a mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Israel diz ter o armamento necessário para as missões que planeja realizar em Gaza

Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), disse em entrevista nesta quinta-feira (9), que os militares israelenses possuem as armas necessárias para realizarem as missões que estão planejando em Gaza. Hagari foi questionado sobre a prontidão dos soldados para uma batalha em Rafah após a declaração feita por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, sobre a suspensão do envio de armas a Israel.

A decisão de Biden

Após a região de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza ter se tornado alvo de uma operação militar na terça-feira (7), Joe Biden decidiu suspender o envio de uma remessa de bombas para Israel. O presidente dos Estados Unidos teme que, com o envio das armas, haja uma ação em larga escala na cidade palestina. De acordo com os jornais norte americanos, a escolha de Biden ocorreu após Netanyahu, primeiro ministro de Israel, não responder “às preocupações” da capital estadunidense sobre a cidade que abriga 1,4 milhão de palestinos.

Escombros em Rafah (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Em entrevista à CNN, Biden afirmou que deixou claro a Netanyahu e ao Gabinete de guerra que eles não terão o apoio dos Estados Unidos caso entrem nos centros populacionais da região de Gaza. “Civis têm sido mortos em Gaza em consequências dessas bombas“, disse o presidente. O secretário de defesa do estado norte-americano reforçou o recado a Israel em uma audiência no Senado.

Israel está pronto para ficar sozinho

Os gabinetes de guerra e segurança de Israel se reuniram na noite desta quinta-feira para discutir a posição de Joe Biden em interromper parte da ajuda militar que vêm fornecendo ao Estado, informa o CNN. Em entrevista, Hagari afirmou que o FDI tem as armas necessárias não só para as missões em Rafah, mas também para as demais que planejam. No entanto, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel salienta que ajuda militar fornecida a Israel pelos Estados Unidos tem sido sem precedentes durante a guerra.


Gabinete de Guerra de Israel se reúne após declaração de Joe Biden (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)


Benjamin Netanyahu, por sua vez, disse que Israel está pronto para ficar sozinho, se necessário, em resposta às críticas feita por Biden às ações do Estado em Rafah. “Já disse que, se precisarmos, lutaremos com lutas e dentes“, afirmou o primeiro ministro em uma mensagem ao povo israelense. Ele finaliza seu discurso relembrando a Guerra da Independência Estado e a vitória de Israel na época.

 

Joe Biden bloqueia entrega de bombas a Israel em ato considerado simbólico

Nesta terça-feira (7), foi divulgada a informação de que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, suspendeu o envio de 3.500 bombas a Israel para evitar que fossem destinadas a ataques a Rafah, cidade no sul da Faixa de Gaza. A cidade serve de refúgio para os cidadãos palestinos e estima-se que Rafah abrigue mais de um milhão de pessoas.

Decisão de Biden

O presidente dos EUA, Joe Biden, suspende o fornecimento de bombas a Israel, uma vez que muitas delas foram usadas para matar civis em Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza, que abriga mais de 1,4 milhão de palestinos, entre moradores locais e desabrigados.

O recado foi dado junto com essa rara admissão de que bombas americanas mataram civis palestinos. O ato de Biden é simbólico, já que é a primeira vez que o político demonstra em ações a insatisfação em relação ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após o governo não responder às preocupações de Washington sobre Rafah.

“Deixei claro a Bibi [Netanyahu] e ao gabinete de guerra que não terão o nosso apoio se, de fato, atacarem esses centros populacionais. Não nos distanciamos da segurança de Israel. Nós nos distanciamos da capacidade de Israel de travar guerra nessas áreas”

A preocupação do estado de Biden é de que bombas mais pesadas causariam uma catástrofe em Rafah por ser uma área urbana densamente povoada. Essa é a primeira vez que o repasse de armas é usado pelo governo americano para tentar influenciar na abordagem israelense na Faixa de Gaza. Tanto Israel quanto Estados Unidos tentaram chegar a um acordo para que não houvesse a suspensão das armas, porém a decisão de Israel de atacar Rafah pesou profundamente.

Ataques à Rafah

Nesta terça-feira (7), a cidade de Rafah sofreu com ataques aéreos israelenses que deixaram 15 mortos segundo informações de hospitais Abu Yousef e Al Kuwaiti, localizados no sul da Faixa de Gaza. A Defesa Civil da Palestina afirmou que equipes resgataram corpos de várias casas atingidas pelos aviões israelitas.


Rafah, cidade ao sul de Gaza, sofre com ataques aéreos israelenses (foto: reprodução/Getty Images Embed)


Os ataques ocorreram mesmo após a oposição clara do presidente dos EUA, Joe Biden, a respeito dos ataques a Rafah. A pressão para a interrupção dos atques israelenses à cidade de Gaza segue sendo uma das advertências americanas sobre a violência na qual mais de 34 mil pessoas já morreram diante.

Atos pró-Palestina nos EUA preocupam campanha de Biden


Desde o dia 18 de abril, protestos pró-Palestina tomaram conta das universidades dos Estados Unidos. A partir daí, mais de 1500 pessoas foram presas em todo o país, segundo análise feita pela CNN.

Manifestações

Os manifestantes estavam acampados em meio às suas universidades e suas exigências eram variáveis de campus a campus, porém tinham como objetivo conjunto a desvinculação das universidades com empresas que têm laços financeiros com Israel mesmo em meio a guerra com Hamas.

Na universidade de Columbia, por exemplo, os alunos exigiam que a universidade não só cortasse os laços, mas também se comprometesse a parar de fazer negócios com empresas que apoiam a guerra.


Protestos pró-Palestina terminam em confronto nos EUA (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Prisões

Na Universidade da Califórnia em Los Angeles, havia um acampamento montado por um grupo pró-Palestina e outro grupo apoiantes de Israel que avançou contra a multidão, derrubou as barricadas e atiraram fogos de artifício em direção aos manifestantes, com a chegada da polícia foram usados sprays de pimenta e detenções em massa para repreender a multidão.

Segundo a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, a polícia foi solicitada para apoio depois do confronto entre os manifestantes. Nessa ação, os policiais retiraram estudantes que haviam invadido a universidade e prenderam cerca de 300 manifestantes.

Essas detenções aconteceram em cerca de 30 campus distintos em 23 estado. O rol de detidos incluía estudantes e professores, os quais alguns ficaram feridos durante a ação policial.


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Biden comenta protestos nas universidades (Vídeo: reprodução/Youtube/Band Jornalismo)

Biden

Esses crescentes protestos nas universidades causam um aumento de repressões policiais que tendem a ser violentas, o que leva a uma chuva de críticas ao presidente Biden e sua postura política em relação a Israel.

Assessores de Biden descartam a ideia de que a onda de protestos ou seus apoiadores possam ocasionar a perda da Casa Branca na eleição presidencial que ocorrerá em novembro. Eles ainda declaram que o número de participantes aptos a votar é pequeno comparado a 41 milhões de eleitores da “Geração Z”.


https://www.youtube.com/watch?v=m3e_rvHGejw&ab_channel=BandJornalismo
Campanha de Biden em risco (Vídeo: reprodução/Youtube/Band Jornalismo)

Entretanto, com a postura do presidente frente aos protestos pró-Palestina, os democratas alertam que jovens eleitores, que já não gostam de Joe Biden, podem mudar de voto por conta de Israel.

A pesquisa de campanha do candidato, todavia, mostra que a maioria dos eleitores de 2024 – incluindo os jovens – tendem a escolher um presidente baseado em questões como economia, e não guerras.

Apesar de alguns dados favorecerem e desfavorecer Biden ou Trump, os percentuais refletem uma juventude que apoia Joe acima de Donald, mas que, em contrapartida, não apoia ajuda a Israel.



Protestantes podem afetar as reeleições de Joe Biden

Estudantes e professores manifestantes estão mobilizados nos campi de algumas instituições de ensino nos EUA exigindo o fim imediato da guerra. Eles alegam que Joe Biden tem participação culposa nas mortes durante o período de conflito entre Israel e Hamas, com mais de 34 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Tais conflitos podem afetar seriamente a campanha de reeleição do atual presidente, afastando os eleitores jovens e judeus, dois segmentos que ajudaram na sua vitória no ano eleitoral de 2020. 

Neste sábado (27), os protestos estenderam-se para a parte externa do jantar anual de Biden, na Casa Branca, em Washington, onde ocorreram casos de hostilidade aos jornalistas por parte dos manifestantes. 


Manifestação a favor dos palestinos (Foto: reprodução/Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)

Precedente histórico demonstra riscos para as eleições 

Após a reitora da Universidade de Columbia, em Nova York, pedir a intervenção de policiais para retirar os manifestantes do campus, os oficiais, em atos violentos, prenderam centenas de estudantes, atos esses que se pareciam com os protestos de 1968.

No mesmo ano, com a Guerra do Vietnã, os estudantes se posicionaram também contra o apoio dos EUA e se manifestaram no mesmo campus da Universidade de Columbia. 

Tanto a preocupações quanto as coincidências das manifestações da época e atuais, estão relacionadqs ao resultado do desaponho dos jovens ao presidente Lyndon Johnson, que liderou os estadunidenses para o maior fracasso da história do país, resultando em sua derrota em 1968 na política. 

Apesar de Biden, atual presidente dos EUA, apoiar fortemente Israel após o massacre do Hamas, ele vem manifestando divergências com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Contudo, mesmo com as declarações de Biden em estar à procura da paz e contra às mortes civis, isso não tem conquistados os estudantes indignados. Uma pesquisa da CNN mostra que o apoio à gestão de Biden, caiu cerca de 6% de janeiro até abril. 

Protestos pró-Palestina crescem em universidades dos EUA e influenciam campanha eleitoral

Nos últimos dias, as universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos, como Columbia, Harvard e Yale, tornaram-se palcos de uma série intensa de protestos pró-Palestina. Os manifestantes, compostos majoritariamente por estudantes e membros da comunidade acadêmica, demandam que as instituições cortem laços com Israel e com empresas que apoiam suas ações na guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. Essas manifestações, que começaram no dia 18 de abril na Universidade Columbia em Nova York, já resultaram em cerca de 700 detenções em todo o país.

Impacto político e segurança nos campus

O conflito entre Israel e o Hamas, que escalou após o grupo, classificado como terrorista pelos EUA e outros países, invadir Israel em outubro de 2023, matando e sequestrando cidadãos, tem repercutido fortemente no ambiente universitário. Os protestos estão sendo vistos como um potencial divisor de águas para o apoio dos jovens americanos ao governo Biden nas próximas eleições presidenciais, devido ao seu suporte às ações israelenses em Gaza.


Esquerda: Shai Davidai, professor associado da Universidade de Columbia, em uma entrevista do 60 Minutes. Direita: Manifestantes em apoio aos palestinos fora da Universidade de Columbia, em Nova York (Captura de tela via 60 Minutes/YouTube, Eduardo Muñoz/Reuters)

“Sinto-me cada vez mais isolado e preocupado com a minha segurança aqui.”

Davidai, ressaltando a tensão vivenciada por membros da comunidade judaica.

Manifestantes pró-Gaza na Universidade Columbia, em NY, epicentro de um movimento que está se espalhando para outras instituições – Foto: Ted Shaffrey

A tensão nos campus é palpável, com relatos de incidentes antissemitas aumentando a polarização. Professores e alunos judeus, como Shai Davidai da Universidade Columbia, expressaram medo e preocupação com a segurança, destacando um ambiente cada vez mais hostil.

As autoridades universitárias têm respondido com medidas severas. A polícia foi chamada em várias universidades para dispersar os protestos, resultando em um número significativo de prisões. Em locais como a Universidade Northeastern em Boston e a Universidade de Washington em St. Louis, grandes operações de detenção foram realizadas.

Debate eleitoral e cobertura internacional

Esses eventos têm sido amplamente cobertos pela imprensa internacional, destacando a magnitude e a disseminação dos protestos. Com a eleição presidencial se aproximando, o tema já se tornou um ponto de debate entre os candidatos. Donald Trump criticou a abordagem de Biden, que tenta equilibrar condenações aos protestos com uma compreensão das preocupações palestinas, enquanto Jill Stein, candidata do Partido Verde, foi detida durante um desses protestos, marcando sua posição sobre o conflito.


Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os ex-presidente Donald Trump (Reprodução: Getty Images

Especialistas, como o cientista político Paulo Velasco, veem essas manifestações como um momento decisivo, não apenas para a política externa dos EUA, mas também para o futuro político de Biden, cujo apoio entre os jovens americanos e a comunidade árabe está em risco.

À medida que o fim do ano letivo se aproxima, a continuidade dos protestos permanece incerta, mas o impacto já deixado nas universidades e na política americana será sentido por muito tempo.

Presidente do Irã ameaça dilacerar Israel em caso de novo ataque

O conflito entre Israel e Palestina se intensifica e agora um novo líder entra no ramo das ameaças por incitação: Ebrahim Raisi, após declarações feitas nesta terça-feira (23) à agência oficial de notícias IRNA, demonstrou que há mais poder de fogo no Irã do que ele se propõe a usar. 

Declarações 

Conforme Raisi, presidente do Irã, um ataque ao seu território traria drásticas mudanças ao cenário de guerra, uma vez que, caso Israel ataque o Irã, nada restaria do “regime sionista”. Imperando uma ameaça de suposto poder de fogo disponível à nação iraniana. 

Uma tentativa de reacender laços antigos queimados pelo fogo da guerra é efetuada entre Paquistão e Irã, que começou nesta segunda-feira (22) com uma visita de Raisi ao país vizinho. Na viagem, o presidente do Irã prometeu impulsionar o comércio entre as nações vizinhas em US $10 bilhões ao ano.

As relações vizinhas estão mais fragilizadas do que nunca, uma vez que a retaliação constante – como a de 13 de abril, pelo suposto ataque Israelense em 1° de abril – míngua a força do elo já distante por conflitos antigos e históricos, tornando a relação entre os países ainda mais complicada e sensível.


Carcaça de míssil iraniano interceptado por Israel no ataque de 13 de Abril (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Raise, em seu discurso, acrescentou que a República Islâmica do Irã manterá seu apoio à resistência palestina, honrosamente. 

Novo ataque, nova movimentação 

Nesta sexta-feira (19) um ataque áreo atingiu a região central do Irã como resposta as perigososas retaliações entre o país islâmico e Israel, demonstrando uma movimentação perigosa entre ambos os países, principalmente após a última declaração de Raisi, presidente do Irã, nesta terça-feira (23). 

Conforme informações de um oficial dos Estados Unidos através da CNN, o ataque é de raíz israelense, o que estreita ainda mais a relação entre as nações e ainda traz a luz uma guerra que antes acontecia por baixo dos panos, aflorando o receio público de um possível conflito regional mais amplo e marcado por retaliações.

Segundo informações de um oficial de Teerã, capital iraniana, às defesas aéreas contaram três drones após avisos de explosões nas proximidades de uma base militar, na região central do país. 

O ataque foi negado através da rede social ‘X’, onde Hossei Delirian, porta-voz do Centro Nacional de Ciberespaço do Irã se manifestou, afirmando que nenhum míssil foi reportado. 

Contribuindo a narrativa, um comandante militar sênior do Irã afirmou que o forte estrondo foi causado por sistemas de defesas aéreas disparadas contra um objeto suspeito. Não houve danos ou incidentes, conforme dito por ele através de informações da agência de notícias Tasnim, aliada do governo iraniano. 

As autoridades iranianas têm se empenhado em amenizar o seguimento do acontecimento, agora tido como incidente, o que não descarta a possibilidade da nomenclatura evoluir para uma retaliação direta. Israel também não aderiu às responsabilidades pelo incidente.

EUA aprovam ajuda de US$ 95 bilhões para Ucrânia, Taiwan e Israel

Neste sábado (20) a câmara dos deputados dos Estados Unidos da América aprovou um grande apoio bipartidário, um pacote legislativo de US$ 95 bilhões (ou cerca de 500 bilhões de reais na contação atual) para fornecer assistência de segurança para Israel, Taiwan e Ucrania, apesar de diversas críticas e objeções de figuras republicanas. 

Projeto passa pela câmara

Em fevereiro, os senadores americanos, em sua maioria democratas, aprovou uma medida semelhante. Após a criação do pedido, líderes do país, Desde do Presidente democrata Joe Biden e o Senador Mitch McConnell, pressionaram o presidente republicano da câmara Mike Johnson para levar o assunto para votação. 

Na proposta são previstos US$ 60,8 bilhões para a Ucrânia, cerca de US$ 8 bilhões para a Taiwan e a região do Indo-Pacífico e aproximadamente US$ 26 bilhões para Israel. 


Presidente da câmara Mike Johnson (Foto/reprodução/Win McNamee/Getty Images/AFP)

Proibição do TikTok

Outra medida aprovada pela câmera foi uma eventual proibição ao aplicativo TikTok no país, determinando é necessário a plataforma cortar seus vínculos com a empresa chinesa ByteDance se quiser continuar operando nos EUA. 

A legislação agora seguira para o senado americano, formado em sua maioria por políticos democratas, é previsto que a primeira seja feita na próxima terça-feira (23), como a provável aprovação, a medida será enviada a Biden para sancioná-la. 

Reações mistas

Uns dos primeiros a comentar sobre a aprovação foi o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, que agradeceu a câmara pelo projeto que ajudará seu país. 

“Sou grato à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a ambos os partidos e pessoalmente ao presidente [da Câmara] Mike Johnson pela decisão que mantém a história no caminho certo”, postou Zelenskiy no X (o antigo Twitter). 



Enquanto isso, alguns republicanos da ala linha-dura, continuaram a forte oposição ao pacote de ajuda, aguentando que os Estados Unidos, não teria como arcar com o valor quando já obtém uma dívida interna de 34 trilhões de dólares. 

Estados Unidos avança na aprovação de um pacote de ajuda para Ucrânia e Israel

Nesta sexta-feira (19), a Câmara dos Estados Unidos avançou o projeto de ajuda externa para Ucrânia e Israel. Com valor elevado, o assunto vem há tempo sido debatido entre Democratas e Republicanos, e deve ter a votação de um pacote nesse sábado (20).

Sabemos que o mundo está nos observando para ver como reagimos”, disse Mike Johnson, o presidente republicano da Câmara. “Eles estão nos observando para ver se os Estados Unidos defenderão seus aliados e nossos próprios interesses em todo o mundo. E nós o faremos.

O pacote de ajuda externa a ser entregue teria o valor de US$ 61 bilhões (R$ 305 bilhões), e entrou em consideração após um voto que teve a aprovação de 165 Democratas e 151 Republicanos. Somado com outros projetos de lei a serem avaliados no sábado, o montante final pode ser de até US$ 95 bilhões (R$ 475 bilhões).


Cartaz político do Irã (Foto:Reprodução/Anadolu/Getty Images)

Israel e Irã

A votação final deve ocorreu no “início de sábado”, avaliando três projetos de assistência econômica aos países aliados dos Estados Unidos, e mais um que deve determinar sanções econômicas sobre o Irã, o novo inimigo que Israel trouxe ao conflito após o bombardeio do consulado israelense na Síria.

No entanto, ao que tudo indica, o conflito entre os dois países deve recuar, com uma desescalada causada pela pressão internacional – o aumento da guerra poderia envolver todo o Oriente Médio, causando uma crise de proporções globais, o que os aliados de Israel estão pressionando para que seja evitada.

Ucrânia e Rússia

Já a Ucrânia, que esteve em conflito aberto por ainda mais tempo, continua com a requisição de sistemas de defesa aérea para poder interceptar mísseis russos – bem como o Domo de Ferro atua em Israel.

Ainda continua a forte discussão na União Europeia sobre a questão do apoio à Ucrânia, devido a sentimentos nacionalistas priorizando os próprios fazendeiros, que sofrem da competição mais barata dos ucranianos. Em grande parte, as eleições europeias de junho devem estabelecer a posição da Europa nesse conflito.