Grammy 2025: Beyoncé ganha o “Álbum do Ano”, Kendrick Lamar leva 5 troféus, e muito mais

Neste domingo (02) aconteceu o Grammy. A premiação está em sua 67° edição e prestigia os melhores nomes da indústria musical anualmente. Além das premiações, o evento contou com apresentações únicas e teve recordes históricos quebrados. O destaque da noite ficou para Beyoncé, que levou, pela primeira vez, o prêmio de “Álbum do Ano”, e quebrou seu próprio recorde de premiação, ao atingir a marca de 35 gramofones dourados. O recorde de troféus da noite ficou com Kendrick Lamar, que levou cinco para casa.

Beyoncé estreiou a noite tornando-se a primeira mulher negra a ganhar na “Categoria de Country”. O título veio pela “Melhor Performance Country em Grupo”, com a faixa “II Most Wanted”, parceria com a cantora Miley Cyrus. Sua segunda vitória foi na categoria de “Melhor Álbum Country”, com o disco “Cowboy Carter”.

A cantora se emocionou ao receber o prêmio das mãos de Taylor Swift e disse que não esperava. Em seu discurso, agradeceu a Deus, a sua família e a seus fãs. Encorajou as pessoas a “fazerem aquilo pelo qual elas são apaixonadas e persistirem”.


https://twitter.com/thr/status/1886235420301619429?s=46

Beyonce recebendo prêmio das mãos de Taylor Swift, na noite de domingo (Video: reprodução/x/@THR)


A noite das mulheres

Além de Beyoncé, outras mulheres foram destaque na noite. Shakira levou o prêmio de “Melhor Álbum de Pop Latino” com o “Las Mujeres Ya No Lloran”, na mesma categoria que Anitta estava concorrendo, com o álbum “Funk Generation”. Em seu discurso Shakira dedicou o prêmio aos “irmãos e irmãs imigrantes do país”.


Shakira recebeu o prêmio de “Melhor Álbum de Pop Latino” no dia de seu aniversário (Foto: Reprodução/Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic/Getty Images embed)


Outra diva pop que estreiou na premiação foi Sabrina Carpenter. A jovem cantora faturou seus primeiros gramofones dourados na categoria de “Melhor Álbum Pop”, com “Short n’ Sweet”; e “Melhor Performance de Pop Solo”, com o hit “Espresso”, que estourou nas mídias no ano passado.

Charli XCX venceu na categoria de “Melhor Gravação Pop Dance”, com a música “Von Dutch”; “Melhor Pacote de Gravação” e “Melhor Álbum de Dance/Eletrônica”, com o álbum “BRAT”.


Charli foi um dos destaques da noite, levando para casa, no domingo, três estatuetas (Foto: reprodução/Instagram/@charli_xcx)


Chappell Roan estreou, levando para casa seu primeiro gramofone na categoria de “Artista Revelação”.

Além das premiações, foi feita uma homenagem a “Alicia Keys”, que levou pra casa o “Dr. Dre Global Impact Award”, por seu trabalho impactante na indústria fonográfica. Alicia já levou um total de 17 estatuetas para casa. Em seu discurso, ela falou sobre a diversidade e declarou que vai continuar com seu trabalho do programa de diversidade, “quando forças destrutivas tentam nos derrubar, nós nos reerguemos das cinzas como uma fênix”, declarou ela

Retorno inesperado

O cantor The Weeknd voltou aos palcos do Grammy, anos após ter tido seu álbum “After Hours” boicotado na premiação, e ter disparado fortes críticas contra a Academia, que prometeu melhorar. O cantor apresentou seu novo álbum “Hurry Up Tomorrow”. A perfomance contou com 100 dançarinos e um cenário de tirar o fôlego, enquanto apresentava um medley de “Cry for Me” e “Timeless”, um feat com Playboi Carti.


https://twitter.com/thr/status/1886248812655546529?s=46

The Weeknd apresentou-se e encantou o público com sua perfomance surpresa (Video: reprodução/x/@THR)


Performances

Sabrina Carpenter

A loira, indicada em seis categorias este ano, entregou muitos vocais, bom-humor, carisma e talento ao performar uma nova versão de “Espresso”, e um medley com o sucesso “Please, please, please”.

Billie Eilish

A jovem subiu ao palco junto de seu irmão, Finneas O’Connell, e entregou uma apresentação impecável de “Birds of a Feather”. Os ganhadores do Grammy fizeram o público viajar no tempo, até o deserto da Califórnia; exibindo fotos de suas infâncias e deixando todos completamente emocionados. Billie também deixou uma mensagem para o local onde nasceu e cresceu, e que tem sido foco dos incêndios, desde janeiro: “Eu te amo, Los Angeles“.

Chappell Roan

A cantora apostou em um visual mais caubói e impressionou o público com sua apresentação impecável. Apesar do visual mais country, ela não abriu mão de muito brilho e um visual eletrizante. Para interpretar a faixa “Pink Pony Club”, a cantora trouxe seu próprio pônei cor-de-rosa para o palco da cerimônia.


Chappell Roan brilhou em perfomance de seu hit “Pink Pony Club”, levando seu próprio poney para o palco (Video: reprodução/x/@THR)


Shakira

A colombiana que levou para casa o prêmio na categoria de “Melhor Álbum Pop Latino”, trouxe para sua apresentação suas raizes. Shakira performou o hit “Ojos Asi” e “Sessions #53”, que retrata o fim de seu relacionamento com Gerard Piqué.

Lady Gaga e Bruno Mars

Lady Gaga e Bruno Mars se juntaram para fazer uma homenagem ao estado da Califórnia, que vem sofrendo com incêndios desde janeiro. Os dois performaram a faixa “Califórnia Dreaming”, e deram um show de harmonia.

Charli XcX

Charli transformou o palco da cerimônia em sua própria festa, com a performance do hit “Von Dutch”. A cantora ainda encheu o palco com diversas calcinhas e muitas pessoas para a performance de “Guess”.

Doechii

O rapper ganhou pela primeira vez, em “Melhor Álbum de Rap”, com “Alligator Bites Never Heal”, Doechii preparou um medley poderoso de “Catfish” e “Denial is a River”.

Teddy Swims

Teddy entrou no palco com sua voz marcante, trazendo um sample de “Lose Control”. O cantor cantou à capela, usando um piano e, depois, trocando os instrumentos para um violino e uma guitarra.

Tributo a Quincy Jones

Cynthia Erivo, Lainey Wilson e Steve Wonder subiram ao palco do Grammy, em um tributo à lenda da música, Quincy Jones, que morreu em novembro do ano passado. Os três interpretaram diferentes músicas como “Fly Me to the Moon”, “Let The Good Times Roll” e “Blusette”. Wonder finalizou a homenagem com chave de ouro, ao cantar o sucesso dos anos 80, “We Are The World”.


https://twitter.com/thr/status/1886254734174023914?s=46

Cynthia Erivo canta “Fly Me to the Moon”, durante homenagem a Quincy Jones (Video: reprodução/x/@THR)


A noite ainda contou com performances inéditas e incríveis de nomes como Benson Boone, Shaboozey, RAYE, John Legend, Janelle Monáe e uma homenagem feita pelo Grammy aos grandes artistas que se foram no ano de 2024, o “In memorial” Chris Martin, do “Coldplay”. Ao som de “All My Love”, também foram homenageados Liam Payne, ex-One Direction; e o músico brasileiro, Sérgio Mendes.

Confira alguns do vencedores da noite

Gravação do ano

“Not Like Us” – Kendrick Lamar

Canção do ano

“Not Like Us” – Kendrick Lamar

Álbum do Ano

“Cowboy Carter” – Beyoncé

Artista Revelação

Chappell Roan

Melhor Performance de Pop Solo

“Espresso” – Sabrina Carpenter

Melhor Performance de Pop em Grupo

“Die With a Smile” – Lady Gaga feat. Bruno Mars

Melhor Album Pop

“Short n’ Sweet” – Sabrina Carpenter

Melhor Gravação Pop

“Von Dutch” – Charli XCX

Melhor Performance de Rock

“Now and Then” – The Beatles

Melhor Canção de Rock

“Broken Man” – St. Vincent

Melhor Álbum de Rock

“Hackney Diamonds” – The Rolling Stones

Melhor Gravação Dance/eletrônica

“Neverender” – Justice & Tame Impala

Melhor Álbum de Música Dance/eletrônica

“Brat” – Charli XCX

Melhor Performance de R&B

“Made For Me (Live On BET)” – Muni Long

Melhor Performance de R&B Tradicional

“That’s You” – Lucky Daye

Melhor Performance de Country Solo

“It Takes A Woman” – Chris Stapleton

Melhor Performance de Country em Grupo

“Il Most Wanted” – Beyoncé & Miley Cyrus

Kendrick Lamar e Drake: a disputa continua com ‘Not Like Us’

Nesta quinta-feira (4), Kendrick Lamar, um dos maiores nomes do hip hop contemporâneo, lançou o clipe da música “Not Like Me” em seu canal no YouTube. O vídeo parece afirmar a vitória de Lamar na polêmica com Drake, ao mostrar o rapper quebrando uma piñata em forma de coruja, símbolo da marca de Drake, OVO, acompanhada da legenda: “Isenção de responsabilidade: nenhum OVHoes foi ferido na produção deste vídeo.”

A mensagem crua e autêntica de Kendrick Lamar em ‘Not Like Us’

Kendrick Lamar, com seu clipe “Not Like Us,” entrega uma mensagem contundente tanto visual quanto musicalmente. Filmado em Compton, Califórnia, o vídeo mostra Kendrick em sua comunidade local, enfatizando suas raízes e autenticidade. A cena central, onde ele quebra uma piñata em forma de coruja é uma provocação direta.


Lamar acusa Drake na letra de “Not Like Us” (Foto: reprodução/Instagram/@kendricklamarzz/)

Liricamente, “Not Like Us” é um ataque incisivo a Drake, criticando sua superficialidade e escolhas pessoais. Kendrick se diferencia, destacando sua independência e originalidade, enquanto questiona a autenticidade e a veracidade das alegações de Drake sobre sua vida e carreira. Versos como “Say Drake, I hear you like ‘em young / You better not have to go to Cell Block One” (tradução: Dizem, Drake, ouvi dizer que você gosta delas jovens / É melhor você não acabar na Cela Bloco Um) são diretos e acusatórios, insinuando comportamentos questionáveis de Drake. Combinando elementos visuais e líricos, Kendrick reafirma sua superioridade na cena do hip-hop e sua fidelidade aos próprios valores​.

A origem da rivalidade

A rivalidade entre Drake e Kendrick Lamar começou em 2013, quando Kendrick lançou um verso provocador na música “Control” de Big Sean, declarando sua intenção de superar vários rappers, incluindo Drake. Essa linha gerou uma onda de respostas na comunidade do rap, com Drake minimizando a importância da declaração de Kendrick em entrevistas subsequentes.


Grandes referencias do hip hop entra em conflito novamente (Foto: reprodução/Instagram/@kendricklamarzz/@drake)

Desde então, ambos os artistas têm lançado músicas com referências sutis um ao outro. Kendrick lançou faixas como “King Kunta” e “The Heart Part 4”, que muitos interpretaram como críticas veladas a Drake, enquanto Drake respondeu de maneira mais sutil em canções como “The Language” e “6PM in New York”.

O cenário atual

A rivalidade entre Drake e Kendrick Lamar nunca escalou para um conflito direto ou pessoal, mas permaneceu presente nas nuances de suas letras e na percepção do público. Ambos continuaram a ter carreiras extremamente bem-sucedidas e influentes, com Drake dominando as paradas de sucesso e Kendrick sendo amplamente aclamado pela crítica por suas contribuições artísticas e líricas.


A rivalidade instiga a criatividade (Foto: reprodução/Instagram/@kendricklamarzz/@drake)

A competição entre os dois é vista por muitos como uma dinâmica saudável dentro do rap, onde a rivalidade pode impulsionar a criatividade e a excelência. No entanto, a possibilidade de colaborações ou uma resolução definitiva da tensão entre eles ainda é incerta.

Kendrick x Drake: “Not Like Us”, de Lamar, pode concorrer ao Grammy

A faixa “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, poderá ser indicada ao Grammy. A música, que é resultado de uma briga histórica no mundo do hip-hop mundial entre Kendrick e Drake, foi lançada em maio e conta com milhões de visualizações.

O CEO da Recording Academy, responsável pela premiação de maior prestígio no mundo da música, revelou a informação ao site norte-americano TMZ. De acordo com o chefe Harvey Mason Jr., “Kendrick obviamente teve sucesso com a organização, então não vejo nenhuma razão para que isso não aconteça”, contou ao TMZ.


Entrevista do CEO da Recording Academy, do Grammy (Foto: reprodução/YouTube/TMZ)

Kendrick tem 50 indicações ao Grammy e já conquistou 17 troféus da premiação. Para Harvey, o rapper americano é um sucesso e reafirmou a qualidade da faixa gravada. “Not Like Us” conseguiu ocupar o topo da Billboard Hot 100.

A indicação ao prêmio depende das escolhas e avaliações da Academia do Grammy. “É tudo uma questão de qualidade do registro. É sobre os membros [da Academia]. Se eles gostarem, será indicado”, disse o CEO.

Kendrick X Drake

Os dois rappers são os grandes nomes no estilo musical. Com carreiras estabelecidas há anos, ambos conquistaram diversos prêmios e fãs pelo mundo. A rivalidade entre os artistas já ultrapassa uma década.


Rapper canadense Drake (Foto: reprodução/Instagram/@champagnepapi)

Para trocar acusações, os rappers gravaram diversas “diss track” contra o outro. No hip-hop, a diss é utilizada para ofender ou acusar alguém. Os artistas lançaram 10 “disses” em um período de 2 meses.

A confusão começou quando o rapper J.Cole insinuou que eram os “três grandes” no cenário do rap na faixa “First Person Shooter”, colaboração com Drake. Em resposta, Kendrick disse na música “Like That”, com o Future, que “não há os três grandes, só há o grande eu”.

A troca de diss tornou-se palco para acusações mais sérias entre os rappers. Drake afirmou que Kendrick é agressor da esposa e o rapper acusa Drake de pedofilia e que esconde uma filha de 11 anos.

“Not Like Us”

Lançada no dia 4 de maio, a faixa faz acusações de pedofilia ao rapper canadense Drake. A capa da faixa é uma imagem da mansão do rapper com alfinetes vermelhos, usados para indicar criminosos sexuais.


A diss “Not Like Us” no Spotify

“Not Like Us” quebrou recordes que pertencia ao canadense. Tornou-se a música de hip-hop com maior número de streamings em um dia no Spotify dos Estados Unidos, superando “Girls Wants Girls”, de Drake.

Em menos de 9 dias, a diss chegou a marca de 100 milhões de reprodução no Spotify. O recorde era de Drake com a música “God’s Plan”.