Seis saias da moda para usar agora e em 2026

As saias nunca saem de cena, mas a temporada atual dá a elas um protagonismo renovado: há um diálogo claro entre a nostalgia dos anos 2000 e um minimalismo contemporâneo que privilegia acabamentos e caimentos pensados. Nas ruas e nos editoriais, seis modelos se destacam pela capacidade de traduzir esse momento, ora festivo, ora contido, e prometem atravessar 2026 com força, porque conseguem ser ao mesmo tempo identitárias e fáceis de combinar.

A minissaia ganhou versões com detalhes metálicos e ferragens que transformam a peça em declaração de estilo. Argolas, ilhoses e fivelas retomam a estética Y2K, mas aparecem em materiais mais sofisticados como couro vegano e vinil mate, o que evita o exagero e a coloca no mesmo guarda-roupa de quem mistura bota de cano curto com blazer oversized. É uma aposta para quem quer atitude sem abrir mão de versatilidade.

A saia lápis renasce com pequenos truques de alfaiataria: recortes estratégicos, fendas discretas e aplicações de transparência atualizam o clássico e o tornam menos formal, mais urbano. No ambiente de trabalho ou numa reunião que pede elegância sem rigidez, ela cumpre o papel de peça-chave, especialmente em comprimentos midi que alongam a silhueta e convivem bem com malhas finas e camisas estruturadas.

Minissaia com detalhes metálicos e argolas

O plissado midi continua seu reinado por oferecer movimento e leveza, adaptando-se a diferentes climas e estilos. Em chiffon ou cetim, a saia plissada funciona tanto com uma t-shirt despretensiosa quanto com camisa de seda para eventos ao cair da tarde. Seu sucesso vem da capacidade de ser romântica sem ser carimbada, fluida sem perder presença.

O couro, natural ou sintético, segue sendo uma linguagem forte nas saias, do mini ao midi. Versões retas, assimétricas e com elementos utilitários aparecem nas coleções mais antenadas, provando que o material não é apenas sinônimo de rebeldia, mas também de sofisticação quando bem trabalhado. No contraste com tricôs ou com uma camiseta gráfica, cria looks contemporâneos que resistem às estações.


Wonyoung Jang com saia da MiuMiu (Foto: reprodução/Instagram/@miumiu)


Modelos assimétricos e com recortes reforçam a tendência do detalhe que faz diferença. Além de acrescentarem um ponto de interesse ao visual, os recortes bem posicionados valorizam a silhueta e oferecem uma alternativa para quem busca modernidade sem recorrer a estampas. Nestes casos, o styling pede equilíbrio: blusas neutras e acessórios minimalistas deixam a saia assumir o protagonismo.

Dicas rápidas para investir

Por fim, a saia envelope no estilo pareô recupera o espírito boho com uma boa dose de praticidade. Em versões fluidas ela é perfeita para dias de clima ameno e para viagens; quando mais estruturada, torna-se uma escolha elegante para o cotidiano. Sua força está na facilidade de ajuste e na infinita possibilidade de estampas, que vão do liso clássico aos padrões mais trabalhados.


Alex Consani com minisaia (Foto: reprodução/Instagram/@alexconsani)


O conselho para montar um guarda-roupa com visão de futuro é simples: combine peças atemporais como a lápis e a plissada com uma ou duas saias de caráter mais statement, como a minissaia com ferragens ou a peça de couro. A mistura entre texturas, comprimentos e silhuetas, e um olhar atento aos acabamentos, é o que manterá esses modelos relevantes ao longo de 2026.

Azul-bebê domina as passarelas e redefine a moda em 2025

O azul-bebê, ou baby blue, firma como a cor protagonista de 2025. Após temporadas dominadas por tons terrosos e intensos como o marrom mocha e o bordô, a moda agora respira alívio com uma paleta mais clara, arejada e suave. Essa tonalidade, que transmite serenidade e frescor, é vista como uma resposta visual aos tempos de incerteza, é uma escolha que une delicadeza, modernidade e sofisticação.

Muito além de sua aparência doce, o azul-bebê tem uma presença forte e versátil. Em fevereiro, no tapete vermelho do Grammy 2025, Sabrina Carpenter encantou com um vestido sob medida em azul-bebê, assinado por JW Anderson. No mesmo evento, Hailey Bieber apostou em um minivestido vintage da Gucci, da coleção primavera/verão 1998. E no desfile de alta-costura da Chanel, Jennie, estrela do K-pop, surgiu com um look azul-bebê que rapidamente viralizou nas redes.


Jennifer Lopez (Foto: reprodução/Paul Hawthorne/Getty Images Embed)


Por que azul-bebê?

A popularidade do azul-bebê envolve fatores visuais, culturais e emocionais. Psicologicamente, a cor inspira calma, confiança e clareza — sem ser monótona ou sem graça. Ela equilibra os sentidos: é leve, mas impactante; suave, mas marcante. A cor também remete à nostalgia e se encaixa perfeitamente na estética do quiet luxury, que valoriza o luxo sutil.


Sabrina Carpenter (Foto: reprodução/Kevin Mazur/Getty Images Embed)


Como adotar no dia a dia

Seja em looks casuais com camisas oversized, alfaiataria minimalista ou vestidos fluidos, o tom funciona bem em diversas ocasiões. Combine com branco, bege ou cinza para um visual sofisticado e atemporal, ótimo para ambientes de trabalho ou compromissos formais. Já em produções mais criativas, o azul-bebê pode ser o ponto de partida para contrastes interessantes: vermelho vibrante, verde-esmeralda ou até preto ajudam a criar impacto visual e modernidade.


Emy Venturini (Foto: reprodução/Edward Berthelot/Getty Images Embed)


Nos acessórios, o tom também tem espaço garantido. Bolsas estruturadas, sapatos de salto, óculos de sol ou até bucket hats em azul-bebê dão um toque fashionista a qualquer produção. Outra proposta em alta é o monocromático, combinando diferentes tons de azul, do jeans claro ao azul-gelo, criando um efeito visual coeso e contemporâneo. Quem busca uma pegada esportiva pode apostar em conjuntos com moletom, tênis e bonés no tom, que aparecem com força nas coleções streetwear.