Anthony Armstrong, ex-Morgan Stanley, assume comando financeiro da xAI e da plataforma X

O bilionário Elon Musk nomeou Anthony Armstrong, ex-banqueiro do Morgan Stanley e um de seus principais conselheiros na compra do antigo Twitter, como novo diretor financeiro (CFO) de sua empresa de inteligência artificial, a xAI. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Financial Times.

Armstrong liderança

De acordo com a publicação, Armstrong assumirá a liderança das operações financeiras tanto da xAI quanto da plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter. O executivo já vinha colaborando com a equipe da xAI há algumas semanas e foi formalmente nomeado para o cargo nos últimos dias.


Elon Musk e o logo da X (Foto: reprodução/Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images Embed)

Armstrong substitui Mike Liberatore, que deixou a empresa após divergências internas sobre a estrutura corporativa e as metas financeiras. Sua chegada ocorre em um momento de forte instabilidade na cúpula das empresas de Musk: nos últimos meses, a presidente-executiva do X, Linda Yaccarino, e o diretor financeiro Mahmoud Reza Banki também renunciaram aos seus cargos. Além disso, o conselheiro-geral Robert Keele deixou a xAI durante o verão do hemisfério norte.

Grande experiência no mercado

Com ampla experiência no mercado financeiro, Armstrong foi chefe global de fusões e aquisições de tecnologia no Morgan Stanley. Ele integrou a equipe que assessorou Musk na aquisição do Twitter por US$ 44 bilhões, em 2022, operação financiada em parte pelo próprio banco. Desde então, o relacionamento entre os dois se estreitou, segundo o Financial Times.

O novo CFO terá como missão estabilizar o negócio de mídia social, que enfrenta dificuldades desde o êxodo de anunciantes motivado pela flexibilização das políticas de moderação de conteúdo sob o comando de Musk. Além disso, ele será responsável por consolidar a estratégia financeira da xAI, lançada em 2023 com o objetivo de competir com gigantes como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

Atualmente, a xAI estaria em negociações para uma nova rodada de captação que pode elevar sua avaliação de mercado para cerca de US$ 200 bilhões, embora o acordo ainda não tenha sido finalizado. A nomeação de Armstrong é vista como um passo para fortalecer a estrutura financeira da empresa e atrair investidores de peso para os próximos movimentos de Musk no setor de IA.

Analistas financeiros apontam Embraer como melhor escolha para investimentos  

A empresa global de serviços financeiros Morgan Stanley salienta que a Embraer tem grandes chances de lucro dentro do setor aeroespacial. Analistas apostam que a companhia, atualmente conglomerado transnacional de fabricação de aviões, pode ser considerada top pick para futura aplicação de capital e aumentaram o ativo financeiro americano para viabilizá-la ainda mais no mercado financeiro.

Desta forma, houve um aumento de US$ 19,50 para US$ 40. Kristine Liwag, diretora executiva da Morgan Stanley, salientou que a Embraer é vista com bons olhos no meio aeroespacial. “Nós enxergamos a Embraer como um terceiro player aeroespacial comercial à altura da situação e forçando a entrada no duopólio da Boeing e da Airbus”, defendeu.

Previsões são favoráveis para 2024 e 2025, segundo especialistas

Ainda de acordo com os especialistas da Morgan Stanley, há uma previsão para crescimento de US$ 6,3 bilhões com o fluxo de caixa beirando os 329 milhões em 2024. Os lucros não devem ficar muito abaixo, circulando entre a casa de US$ 1,38 por ação. 


Planta de Botucatu, em São Paulo (Foto: reprodução/Embraer)

Ano que vem, por sua vez, pode reservar uma receita total de 7,5 bilhões e lucro de US$2,38. O fluxo de caixa pode registrar 341 milhões de dólares. 

Para Liwag, há um diferencial perceptível em relação à Embraer se comparado com outras empresas similares.

A Embraer deixou de ser um fabricante de aeronaves de nicho para se tornar uma empresa diversificada de destaque global no setor aeroespacial e de defesa, preparada para conquistar participação de mercado”, detalhou.

Liwag

Empecilhos encontrados pela Boeing e Airbus possibilitam crescimento da Embraer

A norte-americana Boeing, empresa competidora da Embraer, enfrenta dificuldades quanto à fabricação e entrega de aeronaves. A europeia Airbus, por sua vez, possui pedidos até o final da década. Logo, abre margem para a Embraer entrar como um pivô considerável no páreo.  

Em relatório divulgado na última segunda-feira (11), a empresa afirmou que podem se beneficiar dos pedidos de aviões comerciais e que há mais demanda do que oferta neste ramo. 

Na quinta-feira (14), as ações da Embraer marcavam 6,49% com o custo de R$ 28,38 na bolsa de São Paulo. Já o ativo financeiro, denominado ADRs cresciam a 6,02% e no valor de US$ 22,73.