Elon Musk se mantém como maior bilionário do mundo, de acordo com lista da Forbes

Pelo 16º mês seguido, Elon Musk segue sendo o homem mais rico do mundo, com uma fortuna por volta de US$400 bilhões, de acordo com a lista da Forbes divulgada em setembro. No último mês, o patrimônio líquido dos dez bilionários aumentou somente em 1%, sendo um reflexo de um panorama misto nos mercados de ações. 

No mês de agosto, o mercado financeiro mundial apresentou uma dinâmica mista. Embora houvessem novos recordes nas ações americanas, os bilionários observaram variações em seus patrimônios. A soma do patrimônio líquido de todos os dez só teve um aumento de 1%, equivalente a US$21 bilhões. 

Os 10 bilionários mais ricos do mundo

De acordo com a Forbes, os dez bilionários mais ricos do mundo em 1º de setembro de 2025 são:

1º lugar: Elon Musk

Elon Musk tem destaque na lista. Pela 16º vez seguida, ele ocupa o primeiro lugar. Seu patrimônio líquido é de US$415,6 bilhões. Musk ampliou em US$14,4 bilhões sua fortuna, devido à valorização de 8% das ações da Tesla.

2º lugar: Larry Ellison

Larry Ellison se manteve em sua posição de segundo homem mais rico, mesmo com uma queda de cerca de US$28,7 trilhões no mês. Seu patrimônio líquido é de US$270,9 bilhões. 

3º lugar: Mark Zuckerberg

O CEO da Meta teve uma queda de US$13,7 bilhões, mas mesmo assim continuou no top 3 da lista. As suas ações tiveram um recuo de quase 5%, motivado pelas preocupações com os custos de IA e uma nova reestruturação do setor. Seu patrimônio líquido é de US$253 bilhões.

4º lugar: Jeff Bezos

 Após as ações da Amazon caírem 2,3%, Bezos viu sua fortuna cair em US$5,5 bilhões, respectivamente. Bezos foi o homem mais rico do mundo entre 2018 e 2021, mas agora ocupa a quarta posição na lista, com patrimônio líquido de US$240,9 bilhões.

5º lugar: Larry Page

Larry Page foi um dos bilionários que se deram bem. Com uma alta de quase 9$ das ações da Alphabet – empresa em que atua como conselheiro e acionista -, sua fortuna subiu mais de US$20 bilhões. Atualmente, ele acumula US$178,3 bilhões como patrimônio líquido.

6º lugar: Sergey Brin

Sergey foi cofundador do Google junto a Larry Page e hoje atua como conselheiro e acionista controlador da Alphabet, como Page. Sua fortuna também teve um crescimento devido a alta das ações da Alphabet, subindo US$15,1 bilhões e acumulando US$165,9 bilhões em patrimônio líquido.

7º lugar: Bernard Arnault

Bernard Arnault foi uma das surpresas da lista. Ele subiu da 10º posição para a 7º, após ter um acréscimo de US$21 bilhões em sua fortuna. Arnault é CEO e presidente da LVMH, sendo dono de mais de 70 marcas, que incluem Louis Vuitton, Tiffany & Co, Christian Dior e outras marcas de luxo. Seu patrimônio líquido é de US$154,1 bilhões.

8º lugar: Steve Ballmer

O ex-CEO da Microsoft teve um acréscimo de US$4,4 bilhões em sua fortuna em agosto, acumulando US$151,3 bilhões como patrimônio líquido. 

9º lugar: Jensen Huang

Jensen Huang caiu da 6º posição para a 9º, após quedas nas ações da Nvidia. Huang foi cofundador da Nvidia e atualmente ocupa a posição de CEO da empresa. Seu patrimônio líquido é de US$150,4 bilhões.

10º lugar: Warren Buffett

Buffet é um dos maiores investidores do século, tendo comprado sua primeira ação com 11 anos e declarado impostos aos 13 anos. Ele ocupa o cargo de CEO da Berkshire Hathaway, mas deve sair do cargo no fim deste ano. Apesar de ter ganhado US$7 bilhões em agosto, ele caiu para a 10º posição, tendo um patrimônio líquido de US$150,4 bilhões.


Larry Ellison, o segundo bilionário mais rico do mundo, junto de Donald Trump, Sam Altman e Masayoshi Son (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Mulher mais rica do mundo

A posição de mulher bilionária mais rica do mundo continua sendo da Alice Walton. Ela é filha de Sam Walton e sua riqueza deriva de sua herança no Walmart, deixada por Walton. Sua fortuna é de US$106,5 bilhões, ocupando o 17º lugar na posição global. A herança de Sam Walton foi dividida entre ela e seus irmãos Rob, Jim e John Walton, que já faleceu e deixou suas ações para a viúva Christy Walton e o filho deles, Lukas Walton. Ambos também estão na lista global de bilionários da Forbes.

Maduro alerta sobre ameaça militar dos EUA à Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elevou novamente o tom contra os Estados Unidos em pronunciamento transmitido pela TV estatal nesta segunda-feira. Para ele, o país norte-americano representa a maior ameaça enfrentada pela Venezuela e pela América do Sul nos últimos cem anos, sinalizando que Caracas está disposta a responder a qualquer movimento que considere hostil.

Forças Armadas da Venezuela em alerta

Maduro ressaltou que as Forças Armadas Bolivarianas permanecem em alerta máximo, prontas para defender o território nacional diante de possíveis provocações externas. Segundo o líder venezuelano, Washington mantém uma política de interferência contínua nos assuntos internos do país, utilizando discursos sobre democracia e liberdade como justificativas para pressionar governos que não se alinham aos seus interesses.

Maduro destacou que o reforço militar dos Estados Unidos no Caribe, incluindo navios de guerra e forças navais adicionais, é visto pelo governo venezuelano como uma ameaça direta à soberania do país. O presidente afirmou que a presença norte-americana na região é interpretada como uma tentativa de intimidação e possivelmente um pretexto para intervenção externa. Ele garantiu que a Venezuela manterá suas defesas em prontidão e que qualquer ação hostil será recebida com uma resposta firme das Forças Armadas, reiterando que a proteção do território nacional é prioridade máxima.


Presidente Donald Trump tem reforçado tensões entre Estados Unidos e América Latina (Foto: Joyce N. Boghosian/White House)

O presidente reforçou ainda que a Venezuela não está sozinha e conta com aliados estratégicos em diferentes partes do mundo. Para ele, essa rede de apoio internacional garante que o país mantenha sua soberania mesmo diante das sanções econômicas e das pressões políticas impostas pelos Estados Unidos.

Dentro da Venezuela, a declaração reforçou o debate interno. Críticos acusam o governo de usar o confronto externo como cortina de fumaça para a grave crise social e econômica, marcada pela escassez de produtos e pelo enfraquecimento da moeda. Já apoiadores destacam a necessidade de resistir ao que consideram ingerência de um inimigo histórico, defendendo que a união nacional é essencial para superar esse momento.

Tensões crescentes entre EUA e América Latina

O discurso de Maduro ocorre em um cenário de tensões crescentes na América Latina, onde disputas políticas e econômicas seguem alimentando choques diplomáticos. A retórica do presidente coloca em evidência a difícil relação entre Caracas e Washington, que continua sendo um dos pontos centrais da geopolítica regional.

Cabe ressaltar que os Estados Unidos vivem uma onda também de taxações, principalmente quanto ao Brasil e tem restringido cada vez mais a facilidade de visto para turistas e visitantes ou futuros residentes em solo norte-americano.

COP30 em Belém: preços de hotéis assustam e geram revoltas

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), agendada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém, enfrenta forte turbulência devido a valores desproporcionais de hospedagem na capital do Pará.

Diárias alçam preços abusivos

Diárias de hotéis locais têm alcançado cifras de até dez a quinze vezes o preço normal, gerando revolta entre diversas delegações, sobretudo de países em desenvolvimento. Como a questão tem gerado grande insatisfação na cúpula do COP, vários países tem buscado outras cidades como opção, devido a tais preços abusivos da rede de hotéis da capital paraense.


Presidente Lula precisará lidar com imbróglio quanto a realização do COP30 nos próximos meses (Foto: reprodução/ RAUL ARBOLEDA / AFP)

Na preparação da COP30 em Belém, delegações internacionais estão revoltadas. Hotéis cobram 200% a 400% acima do valor padrão da ONU, e mais de 70% das delegações ainda não conseguiram reservas. Pacotes rígidos, pagamentos rápidos e informações fragmentadas tornam a organização praticamente impossível.

Um vice-presidente do Bureau da ONU chamou a situação de “insanidade e um insulto”, afirmando que isso ameaça o próprio multilateralismo e a participação efetiva de países menores. Ele pediu um parecer formal sobre alternativas e até a possibilidade de mudar a cidade-sede. O recado é claro: se não houver ajustes, a COP30 arrisca se torna algo fora da realidade, em vez de promover confiança e soluções climáticas.

COP30 arrisca ser excludente

Mesmo que a UNFCCC consiga resolver a hospedagem dos delegados, outros participantes (ONGs, acadêmicos, empresários e comunidades tradicionais) ainda enfrentam problemas. A coalizão Observatório do Clima alerta: se nada mudar, a conferência pode virar uma das mais excludentes da história.

Em Belém, os hotéis estão cobrando até dez vezes mais do que o normal, muito acima do que acontece em outras cidades durante eventos da ONU. Isso deixa muita gente de fora. Por outro lado, o governo diz que está tentando intervir de forma legal, via Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), mas ainda sem prazo para resolver. A Senacon pediu informações aos hotéis e vai avaliar possíveis abusos, seguindo a lei que garante liberdade de mercado, mas sem permitir preços abusivos.

Se não houver soluções rápidas, muitas participações importantes podem ficar fora da COP30, e isso ameaça a inclusão de todos na conferência.

Trump e Putin se reúnem no Alasca em nova tentativa de cessar-fogo na Ucrânia

Numa tentativa direta de pôr fim à guerra na Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu declarações a bordo do Air Force One antes de se reunir com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Anchorage, Alasca, nesta sexta-feira (15). Ele afirmou que “não ficaria feliz se Putin não aceitasse o cessar-fogo” e expressou o desejo de que “a matança parasse”, evidenciando sua postura de pressionar por uma solução imediata para o conflito.

Um encontro crucial

O encontro entre Trump e Putin ocorreu na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, com o presidente russo recebido com tapete vermelho e ao som de aplausos. O objetivo claro da reunião entre os presidentes foi abrir caminho para um cessar-fogo, ainda que modelado como uma “sessão de escuta” com fortes sensibilidades diplomáticas. O presidente americano também sinalizou interesse em se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reforçando seu papel como mediador no conflito que já dura três anos.


Trump e Putin em reunião no Alasca sobre guerra na Ucrânia (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Contexto e tentativas anteriores de negociação

Esta não foi a primeira iniciativa de Trump para mediar o conflito: em fevereiro de 2025, ele manteve uma chamada considerada “profunda e produtiva” com Putin, acordando que suas equipes começariam negociações imediatamente, embora preocupações sobre excluir Kiev tenham sido levantadas por líderes europeus e pelo próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. Em março, avançou-se na proposta norte-americana de cessar-fogo de 30 dias, permitindo a retomada de ajuda e inteligência dos EUA a Kiev, mas Putin impôs condições duras, dificultando um acordo efetivo.

Situação atual da guerra

Enquanto isso, no campo de batalha, as forças russas continuavam ganhando terreno, especialmente no leste da Ucrânia, com avanços em locais como Dobropillia, embora os ucranianos conseguissem estabilizar certas frentes e realizar trocas de prisioneiros. Zelenskyy insiste que Kiev não pode ser excluída das negociações e alerta que soluções que desconsiderem a Ucrânia são “mortas”.

Embora o encontro em solo americano represente um passo significativo — e talvez necessário — na diplomacia para encerrar a guerra, os sinais permanecem mistos. Sem a inclusão efetiva de Kiev e com continuados avanços russos, o futuro das negociações ainda é incerto. A declaração de Trump no Air Force One deixa claro que os olhos do mundo estão voltados para esse esforço de paz, mas a estabilidade desse processo dependerá de esforços concretos e participação plena da Ucrânia.

Trump assume polícia de Washington e envia Guarda Nacional após declarar estado de emergência

Nesta segunda-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência em Washington, D.C., invocando a Seção 740 da Lei de Autonomia do Distrito de Columbia para colocar o Departamento de Polícia Metropolitana sob controle federal e enviar 800 integrantes da Guarda Nacional à capital, com o objetivo de conter o crime e remover pessoas em situação de rua.

Federalização da segurança pública e ações emergenciais

Por meio de uma ordem executiva, Trump afirmou que a medida era necessária para “ajudar a restabelecer a lei, a ordem e a segurança pública em Washington, D.C’’. A procuradora-geral Pam Bondi assumiu o comando da Polícia Metropolitana e o presidente convocou agentes de diversas agências federais para reforçar o patrulhamento.

Trump também anunciou a remoção imediata de acampamentos de moradores de rua de parques públicos, alegando que a capital deveria recuperar sua “beleza e ordem”. O presidente classificou Washington como um local tomado por gangues, criminosos violentos e “imundície” — visão fortemente contestada pela administração local. 


Trump exibe estatísticas criminais durante coletiva na Casa Branca, em Washington, D.C., 11 de agosto de 2025 (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images embed)


Resistência das autoridades locais e análise da segurança atual

A prefeita Muriel Bowser e o procurador-geral local, Brian Schwalb, repudiaram a ação, classificando-a como “sem precedentes, desnecessária e ilegal”. Relatórios da Polícia de D.C. indicam que os índices de criminalidade violenta caíram 26% em 2025 e 35% em 2024, com especialistas afirmando que a capital vive um dos momentos mais seguros em décadas.

Trump, no entanto, disse que os números oficiais não retratam a realidade e reiterou que a intervenção federal era urgente para “proteger o povo americano”.

Intervenção federal

A decisão de Donald Trump de federalizar a polícia de Washington, D.C., e mobilizar a Guarda Nacional representa uma escalada sem precedentes do poder executivo em uma cidade historicamente autônoma. Embora o presidente justifique a medida como necessária para aumentar a segurança, os próprios dados apontam queda expressiva nos crimes violentos. A polêmica reacende o debate sobre os limites constitucionais entre autonomia local e intervenção federal.

Tarifas dos EUA e ações políticas prejudicam posição do dólar como moeda global

O Broadcast, podcast apresentado pelo jornal Estadão, discutiu nas últimas semanas a desvalorização que o dólar está passando diante da economia global, que tem se intensificado devido aos processos políticos anteriores e as medidas tarifárias aplicadas pelo presidente Donald Trump.

O Podcast questionou se o reinado que a moeda ocupava no mercado ainda se mantém e o que prejudicou a posição do dólar como líder do mercado.

Decisões políticas aceleraram o processo

O reinado do dólar como principal moeda global vem sendo prejudicado desde a queda do Império Britânico, sendo resultado da queda das âncoras estruturais que davam suporte para a hegemonia da divisa. Por outro lado, a trajetória de fiscalização nos EUA nos últimos anos fez com que o dólar mantivesse sua posição, obtendo índices estáveis de inflação.

No entanto, algumas decisões políticas contribuíram para a desvalorização do dólar, como Washington usando a moeda como instrumento para punir transgressões na área geopolítica, com sanções a Rússia e China, durante o governo de Joe Biden.


Dólares em espécie (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Além disso, o estrategista global de câmbio e juros do australiano Macquarie Group, Thierry Wizman, afirmou que o futuro da globalização, que teve o dólar como um indiscutível protagonista, está sendo ameaçado por conta da ofensiva tarifária aplicada por Trump. Wizman argumenta que o uso do dólar tende a diminuir conforme os EUA se afastam da globalização e não mais considerados os precursores desse sistema.

A queda do dólar durante o primeiro semestre fez os questionamentos sobre o assunto se intensificarem. No entanto, conforme informou o estrategista – chefe de investimento na América Latina da BlackRock, Axel Christensen, o dólar ainda é considerado soberano, e mesmo que haja um risco dentro de sua gestão, ainda é cedo para questionar se o papel que a moeda exerce no sistema monetário internacional não é mais eficiente como antes.

Especialistas estudam medidas futuras

Ao mesmo tempo, em que o dólar enfrenta um momento instável, alguns economistas tem avaliado algumas medidas, como a ação dos investidores em cobrar um preço alto para pagar a dívida americana pelos Treasuries.

Pensando em outra alternativa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, considera que é um bom momento para que o euro seja um protagonista da reserva global, defendendo a abertura comercial em oposição com o protecionismo do presidente Trump. Mas algumas medidas impedem que os planos avancem, como as lacunas no mercado da União Europeia, que ainda dificultam o progresso da divisa europeia, e o bloqueio do yuan chinês causado pelo fechamento da China.

Mesmo com algumas medidas sendo estudadas, o ex-presidente do Fed de St. Louis James Bullard afirma que a decisão final sobre a designação da reserva global vai ser do mercado, pois se trata de uma decisão complexa, que deve ser analisada por milhões de pessoas no mundo, com muitos argumentos sobre qual moeda deve ser usada, e reforça que o dólar é considerado a moeda mais líquida para uso em transações internacionais atualmente.

Miguel Uribe morre aos 39 anos após atentado durante comício na Colômbia

O senador colombiano Miguel Uribe Turbay, de 39 anos e pré-candidato à presidência pela oposição, morreu nesta segunda-feira (11), após mais de dois meses internado em estado crítico. Ele havia sido baleado na cabeça durante um comício em Bogotá, no dia 7 de junho deste ano.

O atentado e o estado de saúde

O ataque ocorreu em 7 de junho de 2025, durante um comício na praça El Golfito, no bairro Modelina, região oeste de Bogotá. Uribe foi atingido por três tiros — dois na cabeça e um no joelho — enquanto discursava aos eleitores. Um adolescente, de 15 anos, foi apreendido no local com uma pistola tipo Glock 9 mm. Após o atentado, o senador foi levado inicialmente ao Centro Médico Engativá e, em seguida, transferido à Fundação Santa Fe de Bogotá, onde passou por cirurgias neurológicas e vasculares. Seu estado permaneceu “criticamente grave” por semanas e, em 9 de agosto, sofreu complicações como hemorragia no sistema nervoso central.

Avanços nas investigações

Até o momento, seis pessoas foram detidas. Além do autor material — o menor apreendido no local —, está entre os suspeitos Elder José Arteaga Hernández, conhecido como “El Costeño”, apontado como um dos planejadores do ataque. A Procuradoria-Geral da Colômbia e a Polícia Nacional seguem investigando o caso, mas ainda não identificaram os possíveis mandantes. As autoridades afirmam que o atentado teve motivação política, descartando a participação de organizações criminosas internacionais, como cartéis.

Contexto eleitoral colombiano

As eleições presidenciais na Colômbia estão marcadas para 31 de maio de 2026, no fim do mandato do presidente Gustavo Petro. Miguel Uribe era uma das principais figuras da oposição, filiado ao partido de direita Centro Democrático, ligado politicamente ao ex-presidente Álvaro Uribe. Sua pré-candidatura tinha forte apelo popular e sua morte representa um duro golpe no cenário político colombiano.


Bandeira da Colômbia à meio-mastro em frente ao Congresso, em Bogotá, após a morte do candidato presidencial Miguel Uribe (Foto: reprodução/Raul Arboleda/Getty Images Embed)


Aumento da tensão política

A morte de Miguel Uribe Turbay não representa apenas a perda de uma liderança promissora, mas também expõe o aumento da violência política na Colômbia.

Congresso de El Salvador aprova reeleições ilimitadas e abre margem para que Bukele permaneça no poder

O poder legislativo do Estado de El Salvador aprovou, na última quinta-feira (31), um projeto de lei que autoriza múltiplas reeleições, além de aumentar o mandato presidencial de 5 para 6 anos e extinguir o segundo turno eleitoral. A proposta do partido governista Nuevas Ideas, que domina o Parlamento, recebeu o apoio de 57 dos 60 membros da Casa.

Como parte de sua implementação, a norma estabelece eleições federais extraordinárias para 2027, encurtando o segundo mandato de Nayib Bukele, planejado originalmente para acabar em 2029.

Na prática, a medida gera a possibilidade de um terceiro mandato do controverso Nayib Bukel. A reeleição não era uma realidade no país até 2021, quando a Corte Constitucional do país, composta em sua maioria por juízes indicados pelo atual presidente, mudou o entendimento sobre o assunto.

Cresce o autoritarismo no país

As recentes mudanças na Constituição salvadorenha ocorrem diante de escândalos envolvendo defensores de direitos humanos no país. É que Bukele persegue seus opositores e cala, de forma intimidadora, críticas ao governo.


Veja+ explica em profundidade a complexa situação atual de El Salvador (Vídeo: reprodução/Youtube/Veja+)


O constitucionalista Enrique Anaya, por exemplo, foi preso em 7 de junho por lavagem de dinheiro após chamar de inconstitucional o atual regime do país em rede nacional. 

Já a chefe da unidade anticorrupção da organização de direitos humanos Cristosal, Ruth López, que denunciou ao menos 50 supostas irregularidades, foi detida em maio deste ano em um processo semelhante. 

Os casos motivaram a saíde de 40 jornalistas independentes e 10 defensores de direitos humanos do país.

Bukele ascende sob política de segurança polêmica

Filho de imigrantes palestinos que fizeram fortuna em El Salvador, Nayib Bukele, quando jovem, largou a faculdade de Direito e passou a atuar como publicitário prestando serviços para o partido de esquerda Frente Farabundo Martí (FMLN). Por tal legenda, entrou na política em 2012 e foi eleito prefeito da capital salvadorenha em 2015. Foi expulso da FMLN em 2017 e fundou seu próprio partido, Nuevas Ideas, no mesmo ano.

Elegeu-se presidente em 2019, colocando-se como uma alternativa à política tradicional, nem de direita nem de esquerda. A partir das eleições legislativas de 2021, o Nuevas Ideas alcançou ampla maioria no Congresso salvadorenho, desbancando os maiores partidos (FLMN e ARENA – Alianza Republicana Nacionalista).

Bukele começou o governo negociando com as gangues locais, como fizeram todos os ex-presidentes desde o fim da guerra civil, mas, após o assassinato de 87 pessoas em dois dias, em 2022, mudou sua atitude. A partir de então, governa sob regime de exceção (renovado mais de 35 vezes) e uma política de prisões em massa, que já encarceraram 88 mil pessoas. Estima-se que cerca de 10% da população masculina salvadorenha está atrás das grades – o maior número do mundo. Em contrapartida, o índice de homicídios caiu de 36 para 1,9 a cada 100 000 habitantes — o menor da América Latina e mais de dez vezes inferior ao do Brasil.

Do lado conservador do espectro político, Bukele é aliado do americano Donald Trump, do argentino Javier Milei e, no Brasil, de Pablo Marçal e Eduardo Bolsonaro.

Trump reposiciona submarinos após ameaça de Medvedev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1), que ordenou o reposicionamento de dois submarinos nucleares em “regiões apropriadas”, em resposta a declarações do ex‑presidente russo Dmitry Medvedev, hoje vice‑presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Medvedev havia criticado duramente ultimatos de Trump e alertado que a postura norte-americana poderia aproximar os países de uma guerra nuclear.

Troca de farpas entre Trump e Medvedev

Na quinta-feira (31), Medvedev declarou que Trump estaria brincando com um “jogo de ultimatos”, referindo‑se à redução de prazo para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia de 50 para 10 dias, classificando isso como provocador. O ex-presidente russo também mencionou o sistema nuclear “Dead Hand”, símbolo da dissuasão soviética. Em reação, Trump postou em sua rede social: “Ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares … caso essas declarações tolas e inflamatórias sejam mais que apenas isso” e afirmou que “palavras são muito importantes e podem levar a consequências indesejadas”.

Fontes oficiais confirmaram que a ação representa um gesto de força diplomática, mesmo sem revelar localização ou tipo exato de submarino. A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Moscou.

Panorama das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

Enquanto esse atrito verbal se intensifica, as negociações de paz continuam estagnadas. Desde maio, delegações russas e ucranianas realizaram três rodadas de conversas em Istambul, mas não avançaram em temas críticos como cessar-fogo ou cessão territorial. A Rússia exige que a Ucrânia se retire de quatro regiões parcialmente ocupadas e aceite outras condições consideradas inaceitáveis por Kiev. O presidente russo Vladimir Putin afirmou desejar uma “paz estável e duradoura”, mas sem indicar disposição para concessões.

Donald Trump, por sua vez, estabeleceu um prazo até 8 de agosto para que um acordo seja firmado, sob ameaça de novas sanções e tarifas severas aos países que mantiverem apoio econômico à Rússia.

Intensificação do conflito e ameaças de retaliação

Sem avanços diplomáticos, a guerra segue intensa. Ataques aéreos e com drones russos têm atingido áreas civis, inclusive Kyiv, causando dezenas de mortes em bombardeios recentes. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou o apoio à mediação internacional e se mostrou aberto a negociações diretas com Putin, em linha com a proposta de Trump.


Equipes de resgate buscam vítimas após ataque com drones e mísseis russos a Kyiv, que deixou ao menos seis mortos e dezenas de feridos (Foto: reprodução/Yevhenii Zavhorodnii/Getty Images embed)


Enquanto isso, o governo norte-americano anunciou o envio do enviado especial Steve Witkoff para tentar destravar as conversas de paz. Paralelamente, Trump ameaçou impor tarifas de até 100% a países que continuem comprando energia russa, endurecendo ainda mais sua postura diante da estagnação nas negociações.

Clima de Tensão

A escalada verbal entre Trump e Medvedev, incluindo a sinalização nuclear através do reposicionamento de submarinos, reflete um momento tenso nas relações entre Estados Unidos e Rússia. Ao mesmo tempo, as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia permanecem emperradas, com exigências consideradas inaceitáveis e ofensivas militares em curso. A combinação de diplomacia tensa, ameaças econômicas e movimento estratégico militar aponta para um impasse perigoso — cujas consequências podem ser graves se não houver avanços concretos nos próximos dias.

Israel autoriza envio de ajuda humanitária a Gaza em meio a agravamento da fome

As autoridades israelenses anunciaram nesta sexta-feira (25) a autorização para novos lançamentos aéreos de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A operação está sendo coordenada pelas Forças Armadas de Israel e pelo COGAT (Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios), agência responsável pelo controle de entrada de assistência no território palestino. Segundo os israelenses, a liberação da ajuda deve ocorrer nos “próximos dias”, com apoio logístico da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos.

Fome e bloqueio: civis e funcionários da ONU relatam desespero

Apesar da promessa de novos lançamentos, a crise humanitária em Gaza já atinge níveis alarmantes. Desde o agravamento do conflito entre Israel e o grupo Hamas, a população civil da Faixa de Gaza enfrenta severas restrições ao acesso a alimentos, água e medicamentos. O cerco imposto por Israel dificulta significativamente a chegada e distribuição de suprimentos essenciais.

Entidades internacionais e agências de direitos humanos acusam o governo de Benjamin Netanyahu de bloquear sistematicamente a entrada de ajuda humanitária no território. Relatos indicam ainda que funcionários da ONU também têm enfrentado escassez de alimentos e condições precárias para exercer suas funções.


Moradores de Gaza se reúnem em torno de entidade beneficente na tentativa de conseguir alimentos, após dias de fome sob o bloqueio de Israel (Foto: reprodução/Khames Alrefi/Getty Images embed)


OMS responsabiliza bloqueio israelense por fome em Gaza

Na última quarta-feira (23), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que centros de distribuição de comida em Gaza se transformaram em alvos de violência, o que agrava ainda mais a crise. Ele responsabilizou o bloqueio imposto por Israel como o principal fator da fome generalizada no território.

A nova autorização de ajuda representa um passo diante da pressão internacional, mas continua longe de resolver a situação. Enquanto o envio de suprimentos não se concretiza, milhares de civis palestinos permanecem em estado de emergência, com fome e sem perspectivas de alívio imediato. A liberação anunciada é um gesto simbólico, mas a resolução duradoura da crise dependerá do fim dos bloqueios e de uma resposta humanitária contínua e efetiva. Sem garantias de acesso seguro e regular à ajuda, o sofrimento da população de Gaza tende a se prolongar, deixando cicatrizes profundas e duradouras no território.