Elon Musk rompe com Donald Trump e ameaça suspender apoio à NASA

Uma tensão sem precedentes abalou as relações entre o setor privado e o governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (5), após uma série de declarações explosivas entre Elon Musk e o presidente Donald Trump. O embate, que começou nas redes sociais, rapidamente ganhou contornos políticos e pode impactar diretamente os projetos espaciais norte-americanos com a Estação Espacial Internacional.

Polêmica nas redes sociais

O início do embate se deu quando Musk respondeu a uma postagem sugerindo seu enfrentamento direto com o presidente, apoiando a ideia de impeachment de Trump e sugerindo o senador JD Vance como substituto. Em seguida, o bilionário intensificou a polêmica ao afirmar que, diante das ameaças de cancelamento de contratos governamentais com suas empresas, a SpaceX começará a descomissionar sua nave espacial Dragon.

A possível retirada da Dragon das operações representa um risco estratégico para os EUA. A cápsula é atualmente a única nave em atividade capaz de transportar grandes volumes de carga da Estação Espacial Internacional (ISS) de volta à Terra — além de ser crucial no transporte de astronautas. Sem ela, a NASA enfrenta um vácuo logístico considerável, especialmente após os problemas com a nave da Boeing, que deixaram dois astronautas presos por nove meses na ISS (International Space Station).


Elon Musk era conselheiro de Trump e anunciou que deixará seu cargo no governo (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Liberdade espacial EUA

O clima de confronto entre Musk e Trump escancara a crescente dependência do governo americano das iniciativas privadas para sustentar sua presença no espaço. Embora as tensões entre política e inovação não seja novidade, raramente se manifestaram com tamanha intensidade e potencial de dano imediato.

A SpaceX ainda não emitiu um comunicado oficial sobre as declarações de Musk, mas o episódio já provoca inquietação nos bastidores de Washington e da comunidade científica. Caso a ameaça se concretize, os impactos serão sentidos muito além da órbita terrestre — atingindo diretamente a credibilidade e a liderança espacial dos Estados Unidos.

Voyager 1 consegue voltar a funcionar após falha na comunicação

Os engenheiros da NASA conseguiram reativar os propulsores da Voyager 1, que estavam desativados desde 2004. Essa ação foi feita pouco antes de uma falha na comunicação entre a base de operações e o satélite. Os cientistas esperam que essa nova mudança nos propulsores seja o suficiente para manter o satélite estável, até conseguirem se comunicar com ele novamente.

O feito da NASA

A sonda espacial Voyager 1 teve uma nova melhoria em seus sistemas recentemente, após 21 anos em que estava com problemas. Engenheiros da NASA obtiveram sucesso em reativar os propulsores originais do satélite, que não funcionavam desde 2004. Esse feito ocorreu justamente minutos antes de um apagão na comunicação com a sonda.


Representação da sonda espacial Voyager 1 no espaço (Foto: reprodução/X/@JCGRELET)

Esse problema pode ter sido causado pois estavam sendo feitos aprimoramentos em uma antena que mantinha contato com as sondas Voyager 1 e Voyager 2. Caso isso não fosse resolvido a tempo, a missão histórica poderia ter sido arruinada.

Essa nova solução dos propulsores originais pode ser a chave para manter a nave estável até os cientistas conseguirem entrar em contato com ela novamente, no próximo ano.

A famosa sonda espacial

A Voyager 1 foi lançada ao espaço em setembro de 1977, estando no espaço a quase 40 anos. Os propulsores são de grande importância, pois são eles que posicionam a antena do satélite em direção à Terra. Isso é o que permite a transmissão de dados entre a sonda e a base de operações.


Representação do satélite Voyager 1 com o tempo que foi lançado no espaço (Foto: reprodução/X/@forallcurious)

Dentro das partes principais da nave estão os motores de rotação que servem para mantê-la alinhada com uma estrela guia, mantendo uma orientação no espaço. A sonda está atualmente a 25 bilhões de quilômetros da Terra.

Nasa sofre corte de US$ 6 bilhões no orçamento de 2026 proposto por Trump

A proposta de orçamento do presidente Donald Trump para 2026 pretende reduzir em US$ 6 bilhões o dinheiro destinado à NASA, comprometendo o programa lunar. Por outro lado, a proposta apoia as missões voltadas para Marte, impulsionadas pelo bilionário Elon Musk.

Impacto do corte bilionário nos programas da Nasa

A nova proposta orçamentária da Casa Branca prevê uma redução de 24% no financiamento da Nasa, o que representa cerca de US$ 6 bilhões a menos no orçamento atual de US$ 24,8 bilhões.

Com isso, programas como o foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial), da Boeing e Northrop Grumman, e a cápsula tripulada Orion, da Lockheed Martin, devem ser descontinuados.

Esses cortes não só ameaçam contratos de longa data com grandes empresas norte-americanas, mas também impactam diretamente parceiros internacionais da agência, como a Agência Espacial Europeia, o Japão e o Canadá, que têm participação nas missões.

A eliminação de programas científicos pode comprometer o trabalho de milhares de pesquisadores ao redor do mundo, além de reconfigurar os rumos da colaboração global em missões além da Terra.


Apoio de Elon Musk em comício de Trump em 2024 (Foto: reprodução/Instagram/@jimwatsonafp)

Motivações dos cortes e mudanças na estratégia espacial

Os sistemas que devem ser descontinuados fazem parte do programa Artemis, que tem o objetivo de levar novamente seres humanos à Lua antes dos chineses, o que pode acontecer até 2030.

A ideia desse programa, criado no primeiro governo Trump, é usar a Lua como um lugar de teste para ir a Marte futuramente. O Artemis virou um projeto bilionário, com a participação de várias empresas privadas e países.

O novo orçamento prevê o fim do SLS e da cápsula Orion após três voos por serem caros e atrasados. Cada lançamento do SLS custa US$ 4 bilhões e o foguete já custou US$ 23 bilhões, 140% acima do previsto. O governo quer substituí-los por alternativas comerciais mais baratas.

Marte em foco: aposta no setor privado e na visão de Musk

Apesar da contenção de gastos em várias frentes, o novo plano dá atenção especial à exploração humana do espaço, com foco em chegar a Marte. O orçamento destina US$ 1 bilhão adicional para iniciativas com esse foco.

Isso segue a visão de Elon Musk, fundador da SpaceX, que desenvolve o foguete Starship, que deve levar astronautas da NASA à Lua em 2027. Musk investiu US$ 250 milhões para ajudar na campanha de Trump de volta à presidência.

Asteroide considerado perigoso pela Nasa passa perto da Terra

Um asteroide nomeado como 2014 TN17 irá passar cerca de 5 milhões de quilômetros perto do planeta Terra nesta quarta-feira (26). O corpo celeste foi notificado como “potencialmente perigoso” pela Nasa, entretanto, não provoca nenhuma chance real de risco contra o planeta.

A classificação de periculosidade realizada pela Nasa tem como critérios qualquer corpo celeste com 140 metros de diâmetro, também considerando que o objeto se aproxime 7,5 quilômetros ou menos da órbita. É o mais próximo asteroide que chegou perto da Terra em 100 anos.

Risco de colisão

O asteroide possui cerca de 130 e 290 metros de diâmetro, maior que as pirâmides do Egito e o dobro do tamanho do Taj Mahal na Índia. Portanto, mesmo que a Nasa tenha notificado que o corpo rochoso já não é uma preocupação real para o planeta, uma eventual colisão seria uma catástrofe mundial. 


Análise de asteroides da NASA (Vídeo: reprodução/X/@AsteroidWatch)

Asteroides com essas proporções costumam colidir com a Terra dentro de um espaço de tempo de 20.000 anos. O monitoramento desses fenômenos espaciais se tornam relevantes pelo seu perigo, tornando, assim, necessário o estudo de objetos que orbitam em volta do nosso planeta.

Monitoramento de corpos espaciais

A Nasa possui o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), uma instalação que tem como finalidade calcular órbitas de cometas, meteoros, asteroides e a sua probabilidade de impacto com o planeta Terra. Todos os corpos estranhos que realizam uma passagem perto do nosso planeta, são monitorados pelo centro de estudo.


Os cientistas têm diversos equipamentos para acompanhar toda movimentação na órbita terrestre, entre satélites e telescópios. Os asteroides que são reconhecidos como “destruidores de planetas” têm no mínimo 1 km de diâmetro. O mais famoso deles, o asteroide Chicxulub, foi responsável pela sua enorme devastação, ocasionando a extinção dos dinossauros. 

NASA pretende recuperar Starliner, em parceria com a Boeing

Com o retorno dos astronautas Butch Wilmore e Suni Williams à Terra na última terça-feira (18), a Nasa informou que pretende reabilitar a cápsula Starliner fabricada pela empresa Boeing. No entanto, não houve informações sobre a divisão dos custos dos testes e qual a contribuição da Boeing nesta reabilitação. 

De acordo com o gerente de programa da Nasa, Steve Stich, as duas empresas estão “trabalhando lado a lado para colocar a espaçonave em operação”. Ainda, segundo informações, já há programação para voo teste. O valor estimado para esta operação gira em torno de U$$ 400 milhões. 

Primeiramente, será feito um voo não tripulado e, ocorrendo tudo dentro do previsto, as empresas pretendem realizar novos voos tripulados dando continuidade ao Programa Comercial de Tripulação.


Publicação sobre a reabilitação da Starliner (Foto: reprodução/X/@AviationWeek)

Procurada, a Boeing não quis dar declarações sobre o assunto e nem esclarecer maiores detalhes sobre os planos para recuperar a Starliner.

Problemas técnicos no último voo

A Starliner transportou os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams para o espaço em 05 de junho de 2024. O voo, com duração de 25 horas, partiu de Cabo Canaveral, na Flórida e estava previsto para durar oito dias.


Astronautas, Butch Wilmore e Suni Williams, embarcando em na Starliner – junho de 2024 (Foto: Reprodução/ MIGUEL J. RODRIGUEZ CARRILLO/ Getty Images Embed)


No entanto, devido a problemas técnicos na espaçonave Starliner, a viagem durou 286 dias, fazendo com que os astronautas ficassem presos no Espaço sem a possibilidade de retorno imediato.

Ajuda da SpaceX

O retorno dos astronautas para os EUA só foi possível mediante uma parceria entre a Nasa, a Boeing e a SpaceX, empresa de Elon Musk, na cápsula Dragon. O retorno ocorreu na última terça-feira (18), sendo amplamente comemorado e divulgado nas redes sociais. 


Publicação sobre o retorno dos astronautas Butch Wilmore e Suni Williams à Terra (Foto: reprodução/X/@NASA_Johnson)

Recuperação dos astronautas 

De acordo com informações fornecidas pelos especialistas do programa de Força, Condicionamento e Reabilitação de Astronautas (ASCR), Butch e Suni terão que fazer recondicionamento físico para se adaptar às condições de vida na Terra. 

Entre as atividades, estão inclusos exercícios para aumentar a densidade óssea, além do fortalecimento dos músculos, inclusive dos músculos cardíacos, através de exercícios cardiovasculares. 

Cada astronauta é acompanhado individualmente para ser respeitado o progresso e as necessidades de cada um.  

Próximos passos da tripulação Crew-9 após o aguardado retorno à Terra

Os astronautas, Sunita William, Butch Wilmore, Nick Hague e o cosmonauta Aleksandr Gorbunov retornaram à Terra por volta das 19 horas desta terça-feira (18). Após a amerissagem – processo de pouso no mar – a tripulação saiu da cápsula Crew Dragon, da SpaceX, nas águas do Golfo do México, próximo a Tallahassee, na Flórida.

William e Wilmore ficaram na Estação Espacial Internacional (ISS) por nove meses após sua espaçonave ter enfrentado problemas no sistema de propulsão durante o voo. Em coletiva de imprensa, representantes da Nasa deram mais informações sobre a missão Crew-9 e as próximas ações dos astronautas na Terra.

Steve Stich, representante comercial da Nasa, afirmou que o pouso bem-sucedido entrará para os livros de História e que as condições climáticas favoráveis, além do funcionamento adequado do sistema da nave, proporcionaram o sucesso do retorno. “Não poderia estar mais orgulhoso.”


Pouso da Crew-9 na SpaceX Dragon (Vídeo: reprodução/X/@NASA)

Por ficarem muito tempo no espaço, William e Wilmore precisarão recuperar habilidades terrestres. “Os músculos precisam voltar a funcionar e eles terão que reaprender as habilidades”, disse Stich. “Exercícios físicos serão foco nas próximas semanas”, continuou. 

Após o retorno, os astronautas passaram imediatamente por uma avaliação médica com um cirurgião de voo. Segundo a agência, é um procedimento padrão para astronautas que passam longos períodos no espaço.

De acordo com o representante da Nasa, eles devem voltar para suas famílias em até dois dias.

O esperado retorno

Depois que o veículo realizou a amerissagem, uma nave da SpaceX retirou a cápsula do oceano e os tripulantes finalmente pisaram na Terra de novo.


Dá esquerda para a direita, os astronautas Butch Wilmore, Aleksandr Gorbunov, Nick Hague e Suni Williams dentro da cápsula SpaceX Dragon a bordo do barco de recuperação SpaceX Megan, momentos depois de realizarem amerissagem (Foto: reprodução/Keegan Barber/NASA)

Nick Hague, seguido por Aleksandr Gorbunov, Suni William e Butch Wilmore saíram da nave no mar do Golfo do México. Eles sorriram e acenaram para as câmeras da transmissão ao vivo. Deixaram a cápsula e foram levados em uma cadeira ao local de atendimento médico.

A Nasa decidiu que trazer Williams e Wilmore para o planeta na cápsula Boeing Starliner – aeronave em que foram para a ISS – seria arriscado. A agência optou por incluí-los na rotação regular da tripulação da Estação Espacial, razão pela qual os dois voltaram para a Terra com Hague e Gorbunov na SpaceX Crew-9.

Mudança no corpo

Devido à ausência da atração da Terra, os corpos dos astronautas podem enfrentar mudanças incomuns e significativas, principalmente após voos longos sobre a Terra.

Eles ficam mais longos e podem desenvolver uma “altura espacial” e podem ganhar “pernas de galinha” e “cabeça inchada” devido à redistribuição de fluidos, já que o corpo humano é composto majoritariamente por líquidos. Ao retornar, o corpo começa a se reajustar. 

Os astronautas podem perder também densidade óssea e seus músculos podem começar a atrofiar. Ao retornar, eles precisam passar por muitos exercícios de reabilitação para recuperar seus ossos e músculos. Podem apresentar também dificuldades motoras, de coordenação e equilíbrio, o que pode causar um tipo de enjoo.

A ausência de gravidade pode afetar seus sistemas imunológicos e cardiovascular, além da visão e do próprio DNA.

Os cientistas ainda pesquisam os efeitos a longo prazo na saúde após se passar longos períodos no espaço, mas décadas de dados evidenciam que os astronautas sofrem alterações físicas mesmo depois de passado um breve período de seu retorno à Terra. A maioria dessas mudanças são revertidas pouco tempo depois da volta ao planeta. Poucos problemas de saúde encontrados até agora possuem efeitos duradouros

Nasa traz de volta astronautas americanos presos no espaço

A agência espacial Nasa resgatou, nesta terça-feira (18), Suni Williams, de 59 anos, e Butch Wilmore, de 62, que estavam presos na Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS) desde junho de 2024, após uma missão que deveria ter durado somente oito dias. Por problemas técnicos na cápsula Starline, da Boeing, os astronautas se viram obrigados a permanecer no espaço por 286 dias até o seu resgate. 

A missão Crew-9 foi a responsável pela operação, que durou aproximadamente 17 horas. A equipe utilizou a cápsula Dragom Freedom, da SpaceX, que foi tripulada pelo astronauta Nick Hague e pelo cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov. A amerrisagem, que é o pouso controlado de um veículo espacial ao mar, aconteceu nas águas do Golfo do México, na região de Tallahassee, na costa do mar da Flórida. 


Transmissão da re-entrada, amerrissagem e resgate da cápsula SpaceX (Vídeo: Reprodução/YouTube/NASA)

Operação de salvamento

Apesar de algumas fases críticas, que incluíram o desacoplamento da estação, manobras orbitais para posicionamento correto da cápsula, a queima da reentrada – que provocou uma desaceleração da nave – e a própria descida controlada com o uso de um paraquedas, a missão foi um sucesso. 

A operação iniciou no momento em que Hague e Gorbunov chegaram à estação espacial. Normalmente, a cápsula da Space X comporta quatro tripulantes, mas, desta vez, a Nasa estrategicamente decidiu enviar apenas dois para que houvesse mais duas vagas para Williams e Wilmore. 

No momento em que a equipe de resgate chegou, a Crew-9 incorporou oficialmente Williams e Wilmore à tripulação. Esta foi  a primeira missão espacial do cosmonauta Gorbunov. Entretanto, o astronauta Hague já tem bastante experiência, por passar 203 dias na estação espacial em 2019. 

Quem são Williams e Wilmore

Ambos os astronautas que ficaram presos na estação espacial são norte-americanos. 


Butch Wilmore e Suni Williams no módulo Harmony da ISS ao lado da cápsula Starliner, em 13 de junho de 2024 (Foto: Reprodução/Nasa/G1)

Suni Williams é do estado de Massachusetts, engenheira e ex-oficial da Marinha dos EUA. Suni foi nadadora, corredora e serviu em esquadrões de helicópteros de combate antes de ingressar na Nasa em 1998. 

Butch Wilmore foi jogador de futebol americano no ensino médio e em uma universidade no Tennessee antes de se alistar na Marinha. É piloto e tem formação em engenharia elétrica. Durante o serviço naval, acumulou 663 pousos em porta-aviões americanos até que a Nasa o recrutou em 2000.

Tanto Williams quanto Wilmore já haviam cumprido duas missões espaciais quando se ofereceram como voluntários para fazer o primeiro voo tripulado da cápsula Starliner.  

Enquanto aguardavam o dia do retorno, deram continuidade ao trabalho na estação espacial. Além de tarefas de manutenção, Butch e Suni conduziram pesquisas científicas voltadas para o estudo do cultivo de plantas no espaço em busca de soluções para fornecer a água e os nutrientes necessários para astronautas no espaço. 

Período de permanência

As missões da Estação Espacial Internacional duram seis meses, em média, mas essa durou nove meses. Porém, esse não foi o período mais longo registrado pela Nasa no espaço. O recorde da agência espacial americana é do astronauta Frank Rubio, que ficou 371 dias seguidos em órbita. 

O cosmonauta Valeri Polyakov ficou 437 dias na estação russa Mir entre 1994 e 1995 e estabeleceu o recorde mundial considerando os registros das duas agências espaciais: Nasa (EUA) e Roscosmos (Rússia). 

Com esta última missão, Suni passa a acumular 322 dias no espaço e detém o recorde feminino de nove caminhadas espaciais. Butch contabiliza mais de 8 mil horas de voo e participação em duas missões espaciais.

Nasa fará missão para antecipar volta de tripulantes “presos” no espaço

A Agência Espacial Americana, Nasa, finalmente confirmou a volta de seus dois tripulantes, os norte-americanos Suni Williams e Butch Wilmore, que estavam presos na Estação Espacial desde junho do ano passado.

Juntamente com a SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, foi anunciado que inclusive antecipará o retorno á Terra, por conta das boas condições climáticas previstas.

Dupla presa há 9 meses

O que seria apenas uma missão de praticamente uma semana, acabou se tornando longos nove meses para os dois tripulantes.

A dupla chegou na estação a bordo da cápsula Starliner, da Boeing, para uma estadia de dez dias, mas falhas técnicas impediram a cápsula de trazê-los de volta.

Na época, como medida de segurança, a Nasa optou por retornar o veículo espacial para a Terra vazio, deixando a dupla de tripulantes sem transporte.

Retorno antecipado para a Terra

Apelidada de missão Crew-9, a Nasa e a SpaceX entraram num acordo para antecipar em um dia sua volta à Terra. Inicialmente iria ser na quarta-feira (19), mas após análise das boas condições climáticas da Flórida, ocorrerá na terça-feira (18).


Missão Crew-10 é lançada para substituir os tripulantes da Crew-9 (Foto: reprodução/Youtube/Nasa)

A Crew-10, tripulação que vai substituir Williams e Wilmore, chegou à Estação Espacial Internacional neste domingo (16). Costumeiramente o grupo recém chegado fica na Estação com o grupo antigo por pelo menos uma semana, mas neste caso, não será necessário, por conta de todo imbróglio desde o ano passado.

O presidente Donald Trump inclusive, solicitou em janeiro deste ano, que Elon Musk trouxesse de volta os dois astronautas, acusando o governo anterior, de Joe Biden, de deixá-los “abandonados” na Estação Espacial.

Portanto, o fechamento da nave será hoje (segunda-feira) por volta das 23:45h e a chegada deve ocorrer amanhã (terça-feira) pelas 19h, lembrando que todo o processo terá transmissão ao vivo diretamente do Youtube da Nasa.

Nasa envia tripulação para resgate de astronautas presos na Estação Espacial Internacional

A Nasa e a SpaceX lançaram a missão espacial Crew-10, com o objetivo de trazer de volta para a Terra os astronautas americanos Butch Wilmore e Suni Williams, presos na Estação Espacial Internacional (ISS) há nove meses. Uma tripulação partiu rumo ao laboratório orbital nesta sexta-feira (14).

Quatro astronautas que substituirão Wilmore e Suni Williams entraram a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX, que decolou por volta das 20h no horário de Brasília do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os dois astronautas presos na Estação são veteranos da Nasa e ex-pilotos de testes da Marinha americana. Eles foram os primeiros a voar na cápsula Starliner da Boeing com destino ao laboratório espacial em junho de 2024.


Missão Crew-10 trará de volta os astronautas presos na Estação Espacial (Foto: reprodução/Nasa)

No entanto, defeitos no sistema de propulsão do veículo espacial durante o voo obrigaram Wilmore e William a ficar mais tempo do que o planejado na Estação. Inicialmente, a estadia duraria oito dias, mas a Nasa avaliou que seria arriscado trazê-los de volta em setembro, mês em que a cápsula Starliner retornou à Terra com o piloto automático ativado.

A Crew-10 é uma missão corriqueira de troca de tripulação, no entanto, é crucial para trazer de volta os dois astronautas presos no laboratório espacial. O retorno está previsto para o dia 19 de março, alguns dias após a chegada da nova equipe, que pousará na Estação Orbital na noite de sábado (15).

Questões políticas

O presidente Donald Trump e Elon Musk, que é CEO da SpaceX e conselheiro do americano, afirmaram sem provas que o ex-presidente Joe Biden deixou os astronautas no laboratório por motivações políticas. “Viemos preparados para ficar por um longo tempo, embora planejássemos ficar pouco”, afirmou Wilmore, que não acredita que a escolha da Nasa em mantê-los na Estação Espacial foi influenciada pela política. “Isso é o que o programa de voo espacial tripulado da sua nação é”, disse o astronauta, “planejar para contingências desconhecidas e inesperadas. E fizemos isso.”


Elon Musk e Donald Trump (Foto: reprodução/Jim WATSON /AFP)

A Nasa afirmou que manteve a dupla na ISS para manter o nível mínimo de tripulação. Wilmore e Williams têm realizado pesquisas científicas, além da manutenção rotineira no laboratório orbital.

Retorno antecipado

A volta dos astronautas se trata de uma intervenção incomum de Trump e Musk. A Nasa adiantou a missão Crew-10, agendada para 26 de março, e trocou a cápsula da SpaceX atrasada por uma que ficou pronta mais cedo.

A pressão do presidente e do empresário impactou as normas de preparação e segurança da Nasa. O gerente do Programa de Tripulação Comercial da Nasa, Steve Stich, disse que o “ritmo rápido das operações” da empresa de Musk obrigou a Nasa a alterar algumas das formas de avaliação de segurança do voo.

O chefe de operações espacial da Nasa, Ken Bowersox explicou aos repórteres que a agência teve que lidar com alguns “problemas de última hora”, o que inclui a investigação de um vazamento de combustível em um lançamento recente do Falcon 9 da SpaceX e a deterioração de um revestimento em alguns propulsores da cápsula Dragon.

Bowersox admitiu dificuldade da Nasa em acompanhar a empresa de Elon Musk “Não somos tão ágeis quanto eles, mas estamos trabalhando bem juntos.”

Com a chegada da nova tripulação à Estação, Wilmore, Williams e outros dois astronautas – Nick Hague, da Nasa, e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov – retornarão à Terra em uma cápsula que está conectada à estação desde setembro, como parte da missão Crew-9 anterior.

Aumento do nível do mar surpreende cientistas da Nasa

O ano de 2024 foi o mais quente desde 1850, quando começaram os primeiros registros de temperatura do planeta. Uma das consequências disso é o aumento do nível do mar, devido ao derretimento das geleiras. O fator alarmante é que em nenhum ano anterior o mar subiu tanto.   

O aumento do nível dos oceanos surpreendeu até pesquisadores da Nasa. Em estudos divulgados nesta quinta-feira (13), a agência espacial norte-americana afirma que a elevação do mar atingiu 59 centímetros, em 30 anos, muito além dos 43 que eram esperados.

Cientistas explicaram que essa elevação se deu porque o cálculo de derretimento inverteu. Até 2023, dois terços, ou seja, 66% da subida do nível, vinha do descongelamento das geleiras, enquanto 33% eram atribuídos à expansão térmica do mar, que significa o aumento de um material devido ao calor. Em 2024, os dois terços de crescimento aconteceram diretamente devido à expansão térmica dos oceanos.   

Causas

O aquecimento global é o principal causador desse aumento. A liberação de dióxido de carbono, principalmente pela queima de combustíveis poluentes, geram o efeito estufa, que retem na atmosfera todo calor recebido pelo sol, aumentando a temperatura do planeta. Com os dias sequencialmente mais quentes, menos chuvas e maior consumo de eletricidade, cria-se um círculo sem fim: mais poluição, mais calor e, como resultado, maior derretimento e expansão do mar.  


Ruas alagadas (Foto: reprodução/Chandan Khanna/Getty Images Embed)


Consequências

 Inundações e erosões costeiras, ecossistemas, como manguezais, dunas úmidas e pântanos, serão atingidos drasticamente. Tempestades, tufões e furacões também entram no pacote de consequências do aquecimento global, que trará ainda mais danos a uma região alagada.

O estudo divulgado pela Nasa aponta que se a elevação do nível do mar continuar nesse ritmo, 30% das zonas costeiras serão permanentemente alagadas, e cidades como Rio de Janeiro, Xangai, Hong Kong e Jacarta enfrentarão zonas completamente submersas.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em agosto, aponta que os riscos de entrada de água salgada em rios e aquíferos são altíssimos e 14 milhões de pessoas que vivem em zonas litorâneas serão diretamente atingidas.