Gabrielzinho se torna ídolo após Jogos Paralímpicos em Paris

Gabrielzinho conquistou os parisienses e o mundo após sua atuação nas Paralimpíadas deste ano. Mostrando sua resiliência, talento e carisma, o atleta brasileiro conquistou três medalhas de ouro na natação: nos 50m costas, nos 100m costas e nos 200 m nado livre. O nadador foi eleito pela principal televisão francesa como a estrela dos Jogos Paralímpicos na cidade, além de participar do programa local esportivo de maior audiência na cidade. 

O Pelé das piscinas brasileiras 

Gabriel Araújo já vinha chamando atenção antes mesmo de mergulhar nas piscinas da capital francesa, com um documentário sobre sua vida sendo exibido, além de suas entrevistas em que prometia uma campanha que superasse seus recordes atuais. Dito e feito! O atleta dominou o pódio na modalidade paralímpica, conquistando três ouros e o coração do público que acompanhou as provas na Arena Defense.

Após a repercussão de seu talento, o mineiro de Juiz de Fora alcançou o status de ídolo, se tornando o favorito pelos parisienses e sendo o único atleta a participar do programa de maior audiência em Paris. Durante suas provas, Gabrielzinho conquistou um público fiel, além dos brasileiros, que estavam orgulhosos pela representação na natação. 


Gabrielzinho com o mascote dos Jogos Paralimpícos em Paris (Reprodução/Franck Fife/AFP/Getty Images Embed)


Eu acredito que, desde quando eu nasci, eu vim crescendo, cada vez mais. Aprendendo com a vida, principalmente, aprendendo com a minha mãe. Pegando todos os ensinamentos, o que ela sempre falava: ‘você é uma pessoa diferente e você veio no mundo assim, então não é o mundo que tem que adaptar, é você, você tem que se adaptar ao mundo.’ E foi assim que cada lugar, cada coisa que eu conheci, cada novidade, eu fui aprendendo, fui me adaptando. E eu contaria todo o passo a passo, porque quando chega aqui e vê tudo isso, ninguém imagina o que passou pra estar aqui, o que passou pra chegar até aqui,”revelou o atleta.  

Elogiado pelo presidente do Comitê Organizador de Paris na cerimônia de encerramento, o brasileiro, com apenas 22 anos, vem construindo uma trajetória sólida na natação, elevando sua classe S2 a um outro nível. 

Relembre a trajetória do atleta

O mineiro radicado em Juiz de Fora conheceu a natação através de um professor de Educação Física, Aguilar Freitas. Sem o consentimento de seus pais, o atleta mergulhou, literalmente, no esporte e se tornou um dos destaques da modalidade.  Gabriel nasceu com uma doença congênita chamada focomelia, que impede a formação de braços e pernas, mas isso não o impediu de se destacar no esporte.

Gabriel também foi destaque nos Jogos de Tóquio, em 2020, conquistando dois ouros e uma prata e sendo um chamariz de esperança para pessoas com comprometimento físico-motor. O nadador paralímpico também recebeu, no ano passado, o Prêmio Paralímpicos. 

Gabriel Araújo conquista terceira medalha de ouro nas Paralimpíadas de Paris

Gabriel Araújo ganhou mais um ouro na modalidade paralímpica de natação. O brasileiro tinha feito a afirmação que isso aconteceria em julho, e cumpriu a promessa. Além de ganhar mais uma medalha nesta segunda-feira (2), Gabrielzinho terminou com o tempo de 3min58s92, com 15 segundos de diferença do segundo colocado, batendo o recorde de países da América nas Paralimpíadas de Paris. 

‘’Amassando’’ os adversários 

A Arena La Défense vibrou quando o nadador mineiro conquistou mais uma medalha para a natação, representando o esporte paralímpico do país. Gabriel subiu ao pódio mais uma vez na prova de 200m livre S2, e cumpriu sua promessa, ultrapassando Vladimir Danilenko (4min14s16) e Alberto Diaz (4min22s18), que ganharam prata e bronze, respectivamente. 


Gabrielzinho na prova de 200 metros livres na Paralimpíada de Paris 2024 (Reprodução/Adam Pretty/Getty Images Embed)


A vitória do brasileiro foi através de uma tática diferente para se adaptar ao nado livre, disparando na frente logo nos primeiros segundos de prova e alternando entre o crawl e o nado de costas. Gabriel conseguiu ultrapassar os adversários com folga. Mas, não foi só Gabriel que ganhou medalhas para o Brasil: mais cedo, Carol Santiago venceu a prova de 50m livres da classe S13, contabilizando cinco medalhas de ouro na carreira e se tornando a maior medalhista da história do Brasil. 

A história de Gabriel Araújo

O mineiro radicado em Juiz de Fora conheceu a natação através de um professor de Educação Física, Aguilar Freitas. Sem o consentimento de seus pais, o atleta mergulhou, literalmente, no esporte e se tornou um dos destaques da modalidade.  Gabriel, com 22 anos atualmente, nasceu com uma doença congênita chamada focomelia, que impede a formação de braços e pernas, mas isso não o impediu de se destacar no esporte.

O que mais me impressionou no começo foi a habilidade dele fora da piscina. Ele tem uma ótima coordenação motora e é muito inteligente, o que lhe permite superar todos esses obstáculos todos os dias. Quando o vi na água, descobri todo o seu potencial. Ele tem uma mentalidade de campeão e sabe lidar com a pressão“, comentou o atual treinador do nadador em entrevista.

Até o momento, Gabriel acumula seis medalhas no esporte paralímpico, sendo destaque de Tóquio (2021) com dois ouros e uma prata, e conquistando os três ouros em Paris na Paralimpíada deste ano. O brasileiro também foi premiado no ano passado no Prêmio Paralímpicos, junto com Bruna Alexandre, do tênis de mesa.

Gabrielzinho faz história mesmo sem estar no pódio

O atleta de natação Gabriel Araújo, mais conhecido como Grabrielzinho, quebrou o recorde mundial paralímpico da sua categoria na final da prova dos 150m medley. Mesmo sendo da classe SM2 destinada aos competidores com alta falta de coordenação dos membros superiores e inferiores (tronco, pernas e mãos) e baixo grau nos braços, disputando com a classe SM3 que possui menor comprometimento nos braços e tronco.

Recorde inesperado

O brasileiro, que já conquistou em sua categoria dois ouros nas provas de 50m e 100m costas, surpreendeu novamente nadando bem pela manhã as classificatórias e batendo o recorde. Caiu na piscina para a final com alta expectativa, mas ficou na quarta colocação, o que não garantiu o pódio, mas não tirou o feito do atleta que voltou a quebrar o tempo dele mesmo e fazer uma prova em um tempo de 3min14s02.


Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, em Paris 2024 (Foto: reprodução/Instagram/@wander_imagem)

O que esperar para as próximas paralimpíadas

A natação vem se destacando nos jogos de Paris 2024 e o atleta de 22 anos tem sido um dos principais nomes desta edição. Além de já ter participado das paralimpíadas de Tokyo em 2021 com dois ouros e uma prata, e tendo um mundial em 2023 com três ouros, Gabrielzinho chegou à França como favorito nas suas principais provas e vem mostrando que pode fazer ainda mais.

Esse recorde alcançado por ele duas vezes com uma diferença de horas, mostrou que mesmo não sendo uma das provas que Gabriel havia feito números parecidos anteriormente e por ter atletas de duas categorias competindo, nos proporcionou um dos grandes momentos para o esporte paralímpico brasileiro. Um atleta jovem que mesmo sem a conquista da medalha cravou o seu nome na história do maior torneio para um esportista de alto rendimento. Nos mostrando que esses jogos são apenas o começo desse talentoso atleta.

Nadador Adam Peaty diz que “acharam vermes” em refeição para os atletas

Adam Peaty é nadador, seis vezes medalhista olímpico e compete pela Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O atleta deu uma entrevista ao portal britânico i News contando sobre as condições da alimentação e do refeitório da Vila Olímpica. Na declaração, Adam Peaty revelou que alguns atletas encontraram minhocas em peixe servido no restaurante do local.

Entenda o caso

Adam Peaty, atleta que compete pela natação nos Jogos Olímpicos de 2024, fez uma declaração sobre o serviço de alimentação prestado na Vila Olímpica, sede de acomodação dos atletas para os jogos. Ao portal iNews, Adam revelou que o Comitê Olímpico não está alimentando os atletas com a melhor opção de comida e variedades. Adam chegou a revelar que foram encontrados vermes em peixe servido no restaurante. “Eu gosto dos meus peixes e as pessoas estão encontrando minhocas neles“, declarou o atleta.


Adam Peaty, medalhista de prata em Paris 2024, reclamou da alimentação servida aos atletas (Reprodução/Instagram/@adam_peaty)

Ainda na entrevista, Adam Peaty fez questão de comparar o serviço prestado nos dois últimos países que sediaram os Jogos. “Em Tóquio a comida era incrível. O Rio foi incrível. Mas dessa vez? Não havia opções de proteína suficientes, longas filas“, comentou.

O nadador, além de reclamar da grande fila de espera que se forma, também questionou a falta de variedade de proteínas, que seria a base de sua alimentação. “Eu quero carne, preciso de carne para atuar e é isso que eu como em casa“, completou.

O que diz o Comitê Olímpico?

Como revelou o Estadão, segundo informações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e também da organização dos jogos de Paris 2024, a maioria das refeições (60%) são servidas sem proteína, e que um terço dos pratos são à base de vegetais.

O porta-voz de Paris 2024 garantiu que são levadas à sério as reclamações, sugestões e experiências que os atletas relataram.