Decisão do MPSP sobre Kanye West repercute na imprensa internacional

A nova polêmica do rapper Kanye West, também conhecido como Ye, ganhou repercussão internacional após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurar, nesta quarta-feira (12), um inquérito civil que pode resultar na prisão do artista caso ele faça qualquer apologia ao nazismo durante o show marcado para o dia 29 de novembro, em São Paulo.

A principal preocupação do MPSP está relacionada à música Heil Hitler, lançada em maio, cuja proposta seria homenagear Adolf Hitler, incluindo até trechos de discursos do ditador nazista. A faixa foi removida de diversas plataformas, como YouTube, Reddit, Spotify e Apple Music, logo após o lançamento, em meio a repercussão negativa.

Prefeitura veta show em espaço público

Na semana passada, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) confirmou a proibição da apresentação no Autódromo de Interlagos, declarando que “em equipamento público, ninguém que faça apologia ao nazismo vai cantar nem uma palavra”. A decisão foi oficializada após a Prefeitura negar o uso do local, sob justificativa de incompatibilidade logística.

A produção do evento afirmou ter ficado surpresa pela revogação unilateral do contrato e informou estar buscando um novo local para a apresentação, além de reforçarem que cumpriram todas as exigências legais para o show.

Os produtores responsáveis também criaram uma enquete para saber a opinião do público sobre próximos passos, incluindo preferências como: cancelar, adiar ou remarcar o local do show, além da possibilidade de Ye se apresentar no CENA, festival de rap marcado para os dias 20,21 e 22 em São Paulo.


Post com enquete sobre o show (Foto: reprodução/X/@jnflesch)


O show marcaria o retorno de Kanye West ao Brasil após 14 anos — sua última passagem foi em 2011, no festival SWU. Além de São Paulo, o artista também tem apresentações agendadas em Xangai, Bratislava e Incheon, como parte de sua nova turnê mundial.

O caso ganhou destaque em veículos internacionais como TMZ, Billboard, Complex e The Express Tribune, que apontaram a possibilidade de o cantor ser detido em flagrante caso repita gestos, símbolos ou menções de cunho nazista. O inquérito do MPSP foi instaurado após denúncia da vereadora Cris Monteiro (NOVO), conhecida por sua atuação contra o antissemitismo.

No despacho, a promotora Ana Beatriz Pereira de Souza Frontini determinou que o Policiamento de Choque mantenha uma equipe de prontidão durante o evento. A medida também prevê a possibilidade de detenção de West e de dois promotores do show — Guilherme Cavalcante e Jean Fabrício Ramos —, caso descumpram as orientações legais.

Histórico de antissemitismo

O rapper é conhecido por acumular declarações polêmicas de todos os tipos em suas redes sociais. No X, ele chegou a publicar mensagens como “Eu sou nazista”, “Eu amo Hitler”, “Judeus, na verdade, odeiam pessoas brancas e usam pessoas negras” e “Eu sou racista, estereótipos existem por uma razão e todos eles são verdade”. West também chegou a vender produtos com suásticas em sua loja oficial.

Em fevereiro deste ano, Ye tentou se retratar, afirmando ter refletido sobre suas declarações e dizendo que “não é nazista”. No entanto, pouco tempo depois, voltou a defender posições semelhantes e lançou Heil Hitler em maio. Poucas semanas após a polêmica, o artista publicou uma sequência de mensagens afirmando estar “cansado do antissemitismo” e pedindo perdão: “Eu amo todas as pessoas. Deus me perdoe pela dor que causei. Eu perdoo todos aqueles que me causaram dor. Obrigado, Deus”, escreveu o rapper em seu perfil no X.

A polêmica reacendeu debates nas redes sociais e causou controvérsias, com muitos usuários concordando que o show do rapper não deveria acontecer. Além disso, os fãs se preocupam com a possibilidade de um reembolso, já que a apresentação de Ye em solo brasileiro tinha os ingressos esgotados em Interlagos.

Herança sombria: porão da Suprema Corte argentina revela acervo de propaganda nazista

Mais de 83 caixas com material nazistas foram redescobertas pela Suprema Corte argentina ontem (11), após oitenta e quatro anos guardada, funcionários do local encontraram as caixas enquanto separavam materiais para o museu da Suprema Corte.

Autoridades investigam como o acervo chegou ao local

Neste período de 1941, a Argentina ficava em neutralidade na Segunda Guerra, por isso as autoridades ficaram surpresas com o grande volume de materiais enviados ao país, visto que isso poderia comprometer o seu posicionamento diante das circunstâncias da época.

Os representantes alemães alegaram que as caixas não passavam de artigos pessoais, as autoridades alfandegárias inspecionaram cinco caixas aleatórias e nelas encontram cartões-postais, fotografias e material de propaganda do regime nazista e uma grande quantidade de cadernos usados pelo partido. Um juiz federal confiscou os materiais e enviou direto para a Suprema Corte.

Ainda não está claro o motivo que levou um país neutro a receber centenas de itens nazistas e se a Suprema Corte tomou alguma medida na época.

O Museu Do Holocausto de Buenos Aires foi convidado para participar da preservação e do inventário do arquivo. As caixas foram enviadas para uma sala de segurança reforçada onde essas pesquisas acontecerão.


Discurso nazista (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Hulton Archive)


A pressão externa e declaração de guerra

Em 1944 a Argentina rompe as relações diplomáticas com o Eixo e quase no fim da guerra ela declarou guerra à Alemanha e Japão. Isso se deve a alguns fatores como a pressão dos Estados Unidos e a chance de ser um dos membros fundadores da ONU, ser membro fundador só seria possível se o país declarasse guerra ao Eixo.

No período de pré e pós-Segunda Guerra (1933-1954), segundo o Museu do Holocausto, mais de 40 mil judeus entraram na argentina fugindo das perseguições na Europa. É a maior população judaica da América Latina.

Kanye West perde contratos após discurso antissemita

Kanye West não faz mais parte da “33&West”, agência de talentos, após fazer comentários antissemitas nas redes sociais. Fundador da agência musical, decidiu desvincular a imagem da empresa do cantor, afirmando que não pode aceitar suas alegações odiosas. O anúncio foi feito no perfil do agente musical nesta segunda-feira (10). 

Cantor se declara nazista 

Nos últimos dias, Kanye West decidiu reafirmar seu apreço pela polêmica e discursos de ódio. O rapper chamou atenção ao posar com sua esposa, Bianca Censori, completamente nua no tapete vermelho do Grammy Awards 2025, que ocorreu no dia 2, em Los Angeles. Já nos dias seguintes, West fez uma série de postagens escandalosas. Ele ofendeu judeus, afirmou que todos os brancos são racistas, e se declarou nazista e “amar Hitler”, entre outra sequência de tweets manifestando seu ódio por amigos, judeus, celebridades, etc. 

O site da marca de moda “Yeezy”, do qual Kanye é dono, saiu do ar nesta terça (11), após os tweets, quando o cantor colocou à venda camisas brancas com uma suástica estampada. 

Desvinculação do seu agente musical 

A lista de pessoas dispostas a trabalhar com Kanye West está diminuindo. Apesar do cantor se envolver em polêmicas graves há anos, suas últimas alegações pareceram ter um impacto mais intenso. A agência de talentos “33&West” anunciou oficialmente que não representa mais o rapper. A decisão foi confirmada pelo agente representante da empresa, Daniel McCartney. 


Daniel Mccartney anunciando o fim de contrato com West (Foto: reprodução/Instagram/@danielmccartney)

A partir de agora, não estou mais representando YE (F/K/A Kanye West) devido aos seus comentários prejudiciais e odiosos que nem eu, nem a “33 & West” podemos aceitar.

Não é a primeira vez que Kanye demonstra simpatia por discursos antissemitas. O rapper informou ao público que havia sido diagnosticado com um transtorno bipolar, uma “justificativa” a suas ações. Seus últimos posicionamentos, parecem agora definitivos para o cantor ser punido com quebras de contratos.

Elon Musk faz saudação polêmica na posse de Donald Trump

Na última segunda-feira (20), Donald Trump tomou posse do governo dos Estados Unidos, e Elon Musk discursou no evento. A comemoração da posse do republicano ocorreu no ginásio Capital One Arena, onde o dono da Tesla realizou um gesto, supostamente, de saudação nazista, durante sua fala.


Discurso de Elon Musk durante posse de Donald Trump (Vídeo: reprodução/X/@elonmusk)

Elon Musk discursa na posse de Donald Trump

O chefe do Departamento de Eficiência Governamental, criado por Donald Trump, subiu ao palco, animado, pulando, com os braços abertos. Elon Musk celebrou a vitória, discorrendo sobre como não foi fácil, e que foi determinante para todas as pessoas, para a civilização humana no geral.

Musk agradeceu a todos os estadunidenses que votaram em Trump, ressaltando que não teria sido possível sem eles, e agradeceu-os por ter feito com que o futuro com o republicano seja possível. Em seguida, a saudação nazista foi feita, o que chamou a atenção do mundo todo.

O empresário compartilhou o vídeo de seu discurso em postagem no X (antigo Twitter), dizendo que o futuro é empolgante. Futuro este que, segundo o dono da SpaceX, terá cidades e fronteiras seguras.

Propostas de Donald Trump cativam Elon Musk

Durante seu discurso inaugural, o presidente falou sobre os Estados Unidos colocarem uma bandeira em Marte, o que empolgou o dono da empresa SpaceX, responsável por voos espaciais privados, tendo, inclusive, um contrato com o governo estadunidense.

Seguindo a mesma linha, em sua fala, Musk comentou que o momento em que astronautas estadunidenses hastearem a bandeira do país em outro planeta será inspirador.

Ainda em celebração da vitória do atual presidente dos Estados Unidos, a conta de Donald Trump em sua rede social foi restaurada, o que foi comemorado pelo empresário, que exaltou o que chamou de “o retorno do rei”.


Perfil de Donald Trump no X volta à ativa (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A conta de Trump no X (antigo Twitter) havia sido suspensa permanentemente em janeiro de 2021, antes da compra da plataforma pelo dono da Tesla, devido aos riscos de mais incitação à violência. A suspensão aconteceu dois dias depois de apoiadores de Trump terem invadido o Congresso dos Estados Unidos violentamente, o que causou a morte de cinco pessoas.