Lady Gaga homenageia Zizi Jeanmaire em abertura da Olimpíada 2024

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Lady Gaga fez uma homenagem especial a Zizi Jeanmaire, uma icônica bailarina francesa que faleceu em 2020, aos 96 anos.

Para a ocasião, a artista americana escolheu um traje criado pela Dior, uma peça que se inspirou em um vestido icônico usado por Jeanmaire, cuja criação original foi assinada por Yves Saint Laurent durante seu período na grife.


Lady Gaga com traje criado pela Dior (Foto: reprodução/Instagram/@Ladygaga)

História da canção “Mon truc en plumes”

A música “Mon truc en plumes” foi interpretada por Zizi Jeanmaire, uma renomada bailarina francesa nascida em Paris.

Ela apresentou a canção em 1961. O título da música, que pode ser traduzido como “Minha coisa com plumas”, foi explicado por Gaga em uma postagem no Instagram.

Ela também destaca que seu percurso já teve outras interações com a estrela francesa. “Zizi participou do musical de Cole Porter, ‘Anything Goes’, que foi meu primeiro álbum de jazz

Apesar de não ser francesa, sempre senti uma profunda conexão com o povo francês e com a música francesa.

Meu desejo era criar uma performance que tocasse o coração da França, celebrasse sua arte e música, e, em uma ocasião tão significativa, lembrasse a todos uma das cidades mais encantadoras do mundo: Paris.”

A inspiração de Yves Saint Laurent: O impacto de Jeanmaire

Jeanmaire foi uma figura crucial na carreira de Yves Saint Laurent, servindo como uma fonte constante de inspiração e como musa para o designer.

Saint Laurent criou os primeiros figurinos para Jeanmaire, com penas em tons de rosa para suas apresentações, estabelecendo um marco em sua colaboração.

Entre os muitos figurinos desenhados por Saint Laurent para Jeanmaire, destaca-se um conjunto emblemático do número “Champagne Rosé” de 1963.

Esse figurino, elaborado com penas de faisão, avestruz e galo, simbolizou a habilidade de Saint Laurent em unir a alta moda à teatralidade e ao glamour das artes cênicas.

A peça também foi referenciada por Lady Gaga em 2024, evidenciando seu impacto duradouro.

Desfile de moda na cerimônia de abertura da Olimpíada tem como tema Boate

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos também trouxe um toque de moda, com um desfile de jovens designers franceses.

O evento apresentou uma variedade de estilos, incluindo um macacão nas cores da bandeira da França, oferecendo um show de moda bastante diversificado.


Desfile durante a abertura (Foto:Reprodução/Getty Images Embed/Alex Broadway)


Estilo e diversidade no Rio Sena

Enquanto as embarcações navegavam pelo rio Sena, transportando atletas de várias nações para a competição, a Ponte D’Iéna transformou-se em uma vasta passarela.

Até o último momento, o local foi palco de um desfile de moda com criações de novos estilistas, destacando cores vibrantes e brilhantes.

Além disso, diversas performances artísticas, representando uma ampla gama de estilos, corpos e identidades, foram apresentadas, celebrando a diversidade e a liberdade como tendências predominantes.

Homenagem à cultura noturna

O evento também prestou homenagem à cena de boate de Paris e à comunidade LGBTQIAP+, destacando a participação marcante de drag queens e apresentações de dança ao ritmo da DJ Barbara Butch.

O perfil oficial das Olimpíadas na rede social X (anteriormente Twitter) descreveu a ocasião com a frase: “O mundo é um palco e Paris é uma passarela.”


Desfile durante a abertura (Foto:Reprodução/Getty Images Embed/Markus Gilliar)


A pesquisadora e analista de moda Paula Acioli ressalta que a destacada presença da moda em eventos como este sublinha a importância crucial da indústria no mundo esportivo.

“Além disso, ao servir como uma plataforma para celebrar a diversidade, a moda demonstra sua compreensão e alinhamento com os valores contemporâneos.”

A iniciativa foi muito elogiada nas redes sociais. “Paris está realizando um desfile de moda com uma passarela em uma ponte! Mesmo com a chuva, o evento está incrível”, comentou um usuário no X. Outro acrescentou: “Não poderia haver um evento olímpico em Paris sem um desfile de moda”.

A interseção entre moda e esporte não apenas enriquece a experiência do evento, mas também reforça a influência cultural da moda na formação de um cenário global mais inclusivo e vibrante.

Atual número um do tênis, Jannik Sinner, fica fora das Olimpíadas de Paris 2024

Jannik Sinner, o prodígio italiano que recentemente alcançou o topo do ranking mundial de tênis, surpreendeu o mundo ao anunciar que não participará das Olimpíadas de Paris em 2024. A notícia foi divulgada nesta terça-feira, gerando um misto de decepção e compreensão entre fãs e especialistas do esporte.

Decisão pensada

Em um comunicado oficial, Sinner explicou que a decisão foi tomada após cuidadosa consideração de sua equipe técnica e médica. “Perder os Jogos é uma grande decepção, pois era um dos meus principais objetivos para esta temporada”, afirmou o tenista. Ele ressaltou a importância de cuidar de sua saúde física e mental, destacando que o calendário intenso do tênis profissional exige atenção especial para evitar lesões e esgotamento.

A ausência de Sinner nas Olimpíadas significa que a Itália perderá um de seus maiores trunfos na busca por medalhas no tênis. O jovem de 22 anos vinha sendo apontado como uma das grandes esperanças do país, especialmente após suas impressionantes atuações nos últimos torneios do circuito ATP.


Publicação oficial de Jannik Sinner comunicando decisão de não participar das Olimpíadas de Paris 2024 (Reprodução/@janniksin/X)

Reflexão sobre a pressão nos atletas

Especialistas do esporte comentam que a decisão de Sinner reflete uma tendência crescente entre os atletas de elite, que estão cada vez mais conscientes sobre a importância de equilibrar competições e bem-estar pessoal.

Mesmo fora das Olimpíadas, Sinner garantiu aos fãs que continuará competindo em outros torneios importantes e que seu foco agora está em manter seu nível de jogo e conquistar títulos nos principais eventos do circuito.

A notícia também reacendeu debates sobre a pressão enfrentada pelos jovens atletas e a necessidade de reformular calendários esportivos para garantir a saúde e longevidade dos competidores. Muitos veem a decisão de Sinner como um passo na direção certa para promover uma abordagem mais sustentável e saudável no esporte de alto rendimento.

Da advocacia aos campos: a ascensão de uma estrela do futebol nigeriano

A Nigéria, tradicional potência no futebol feminino, trouxe uma nova estrela à tona: a jovem atacante Asitat Oshoala. Com apenas 24 anos, Asitat Oshoala é um dos principais nomes da equipe que enfrenta o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O caminho dela até o estrelato no futebol foi cheio de desafios e mudanças de planos, começando com um sonho de infância bem diferente: ser advogada.

Mudança de sonhos e desafios

Asitat Oshoala nasceu em Ikorodu, na Nigéria, sendo que desde cedo, sonhava em seguir uma carreira na advocacia. No entanto, seu talento com a bola aos pés foi rapidamente notado. A paixão pelo futebol começou a despontar ainda na infância, levando Oshoala a jogar com os meninos na rua e, posteriormente, em clubes locais.

Oshoala teve que superar muitas barreiras, incluindo preconceitos de gênero e a falta de apoio ao futebol feminino em seu país. A determinação e a resiliência de Asitat Oshoala a levaram a ingressar no FC Robo, um dos clubes femininos mais respeitados da Nigéria, onde seu talento floresceu.

Carreira internacional e destaque nos Jogos Olímpicos

A carreira de Oshoala deu um salto significativo quando ela assinou com o clube norueguês Avaldsnes IL, antes de se transferir para o Atlético de Madrid, na Espanha. No Atlético, Asitat Oshoala  se destacou, tornando-se uma peça fundamental na equipe e ganhando reconhecimento internacional.


Asitat Oshoala, que sonhava em ser advogada, é destaque nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde enfrentará o Brasil (Reprodução/@asisat_oshoala/Instagram)

Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Asitat Oshoala tem sido uma figura central para a seleção nigeriana, demonstrando habilidade, velocidade e precisão nas finalizações. Seu desempenho é aguardado com grande expectativa no confronto contra a seleção brasileira, um dos jogos mais esperados da competição.

Impacto e inspiração

Além de suas conquistas dentro de campo, Asitat Oshoala também é uma inspiração fora dele. Ela participa frequentemente de campanhas para promover o futebol feminino na Nigéria e incentivar meninas a perseguirem seus sonhos, independentemente dos obstáculos. Oshoala utiliza sua plataforma para discutir questões sociais, incluindo igualdade de gênero e educação para meninas.

A história de Asitat Oshoala é um testemunho de como o esporte pode transformar vidas e abrir portas para oportunidades inimagináveis. De aspirante a advogada a estrela internacional do futebol, mostra que seguir a paixão pode levar a conquistas extraordinárias.

Olimpíadas 2024: Darlan Romani não vai participar dos jogos por problemas médicos

A equipe de Atletismo Brasileira sofreu uma dura baixa, já que Darlan Romani, membro da equipe de arremesso de peso, está fora dos Jogos de Paris após avaliação médica detectar hérnia de disco no atleta. Segundo a assessoria, ele está impossibilitado de caminhar devido às dores e precisará passar por um procedimento cirúrgico. 

Foco na recuperação

Após participar do Troféu Brasil em junho, Darlan viajou para um camping de treinamento em Leon, na Espanha, para se preparar para os jogos olímpicos. Foi durante o Pré-Olímpico que foi tomado por uma crise aguda de dor na lombar e precisou passar por uma avaliação médica. Por essa razão, a Confederação Brasileira de Atletismo informou em nota que ele não iria participar da competição. 

O atleta já tinha tido problemas com a hérnia de disco no passado, e dessa vez, retornou para o Brasil para tratamento, já que a fisioterapia no exterior não estava surtindo resultados. Segundo o médico da delegação, André Guerreiro, a lesão é uma recidiva da hérnia nas vértebras L4 e L5. Se tratando de um processo tão delicado, o brasileiro precisará passar por uma cirurgia e abdicar de seu lugar nas Olimpíadas para se recuperar. 

A carreira de Darlan no arremesso de peso

O atleta brasileiro era um favorito da modalidade esportiva para esse ano, já que foi campeão em outros torneios renomados, como o mundial indoor em 2022, além de ser bicampeão Panamericano em Lima e Santiago, em 2019 e 2023, respectivamente. 


Darlan após ganhar medalha no Pan Americano de Santiago em 2023 (Foto: reprodução/Martin Bernetti/AFP/Getty Images Embed)


Anteriormente, o brasileiro ficou em quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, e conquistou a mesma posição no Mundial de Doha, que aconteceu em 2019. Com sua recente complicação médica e necessidade de repouso, resta aguardar por substituto a altura que possa competir pelo Brasil nos jogos e levar algumas medalhas para a casa. 

Seleção feminina: Arthur Elias anuncia convocadas para as Olimpíadas em Paris

À frente da seleção feminina de futebol desde o ano passado, Arthur Elias montou sua equipe para disputar as Olimpíadas de Paris, que começam no final deste mês. Foram convocadas 18 jogadoras e quatro suplentes, em caso de lesão durante os jogos, para fechar a lista. Também convocada, Marta participará de sua sexta Olimpíada, já alguns nomes importantes foram descartados da lista, como da atacante Cristiane. 

A lista completa de convocadas para as Olimpíadas 2024

Sob o comando de Arthur, em pouco tempo a seleção brasileira já contabilizou 11 vitórias, perdendo apenas para o Canadá, Japão e Estados Unidos. Agora, o técnico espera repetir os feitos em Paris, balanceando decisões de elenco esperadas com algumas surpresas para dar o ar de novidade. Marta continua na posição de atacante, como esperado. Para representar o país nessas Olimpíadas, Lorena (Grêmio) e Tainá (América-MG) foram convocadas para defender o gol. As laterais incluem Antônia (sem clube), Tamires e Yasmin, que atualmente jogam pelo Timão. 


Marta durante partida da seleção brasileira contra a Jamaica (Reprodução/Chico Peixoto/Eurasia Sport Images/Getty Images Embed)


Para fortalecer a linha de defesa, foram convocadas as zagueiras que estão jogando em times internacionais como Rafaelle (Orlando Pride), Tarciane (Houston Dash) e Thais Ferreira (Tenerife). Ana Vitória (Atlético de Madrid), Duda Sampaio e Yayá, do Corinthians, ficaram no meio-campo. Já no ataque, temos o fenômeno Marta, que atualmente está jogando pelo time norte-americano Orlando Pride, assim como Adriana. 

Gabi Nunes, do time espanhol Levante, Gabi Portilho e Jheniffer, do Corinthians, e Ludmilla, que também está sem jogar por um clube, também compõe a lista na posição de atacantes. A única controvérsia seria com a escalação de Kerolin, que faz parte do time North Carolina Courage, mas que estava afastada dos campos por uns bons oito meses devido a uma lesão no ligamento do joelho. Desde a lesão, a atacante vem se recuperando e segundo o técnico, que acompanhou de perto seus últimos jogos, a jogadora foi uma aposta certa para compor a equipe para as Olimpiadas.

Uma pitada de imprevisibilidade em um time consistente

Em coletiva de imprensa recente, Arthur Elias explicou alguns pontos de suas escolhas para compor o time da seleção feminina para as Olimpíadas. Inclusive, tecendo elogios a Marta e falando sobre a decisão de manter Cristiane fora da lista olímpica. 

— A Cris foi bem nas convocações, eu fiquei muito satisfeito com todas as atletas. A gente tem que olhar pelo lado positivo, ver a Cristiane bem no seu clube e estando com a gente nos jogos preparatórios. Provavelmente, se fosse uma Copa do Mundo com 23 jogadoras, era provável que ela estivesse na lista. O fato dela, com 39 anos, estar nessa briga até o final, mostra a grandeza da Cris. Não falei com ela ainda, vou fazer isso, em respeito. Não dá para falar com todas, mas com algumas sim, é importante ter essa sensibilidade. — afirmou em entrevista coletiva.

A preparação para os jogos olímpicos começam nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. Um pouco depois, a delegação embarca para a cidade francesa de Bordeaux, base da seleção durante a competição. O Brasil faz sua estreia no torneio feminino de futebol no dia 25 de julho, jogando contra a Nigéria. Em seguida, enfrentará o Japão, no dia 28, e a Espanha, no dia 31.