Mpox: Entenda como o vírus se transmite e quais são os grupos de maior risco

No último mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, uma emergência sanitária global. O surto, que teve início em partes da África, especialmente na República Democrática do Congo, foi impulsionado por uma nova cepa do vírus. Casos também foram identificados na Suécia e na Tailândia, gerando preocupação mundial.

A disseminação rápida e as incertezas sobre os modos de transmissão têm gerado dúvidas. O vírus, que pode ser transmitido por contato íntimo e sexual, também pode se espalhar por superfícies contaminadas e contato com animais. Especialistas alertam sobre o risco para profissionais da saúde e pessoas em contato direto com infectados.

Modos de transmissão e contágio

De acordo com Rosamund Lewis — líder técnica da equipe de resposta ao Mpox da OMS — a forma como o vírus circula está em constante evolução. Embora o surto de 2022 tenha sido amplamente associado ao contato sexual, o Mpox também pode se espalhar por interações de pele a pele e objetos contaminados, como roupas de cama. As gotículas respiratórias e interações face a face prolongadas também são investigadas como possíveis vias de transmissão.


Em alguns casos, o uso de máscaras é recomendado para evitar a transmissão da monkeypox —
(Foto:Reprodução/Moment/Iryna Veklich/Getty Images Embed)


Até o momento, não há evidências de que pessoas assintomáticas possam espalhar o vírus. No entanto, especialistas acreditam que pessoas infectadas podem ser contagiosas dias antes de apresentarem sintomas.

Grupos de maior risco

Os grupos mais vulneráveis ao Mpox incluem profissionais da saúde, indivíduos que compartilham moradia com infectados e pessoas com múltiplos parceiros sexuais. O risco é especialmente alto na África Central, com destaque para a República Democrática do Congo. Além disso, crianças, pessoas imunocomprometidas e gestantes enfrentam maiores chances de desenvolver formas graves da doença.

Estudos indicam que o vírus pode ser mais perigoso para crianças, especialmente as menores de 15 anos, e para pessoas com HIV não tratado, que têm sistemas imunológicos debilitados. Embora a cepa mais recente ainda não tenha sido detectada nos Estados Unidos, a vigilância e a vacinação continuam sendo essenciais para controlar novos surtos.

Vacinação e prevenção

As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação para grupos específicos. O CDC recomenda que homens que têm relações sexuais com homens, transgêneros e não binários sejam vacinados. O esquema vacinal prevê duas doses, e estudos mostram que a imunização pode reduzir significativamente o risco de infecção, mesmo que a proteção completa ainda esteja sob investigação.


Por enquanto, a melhor maneira de conter o surto e evitar novas infecções é garantir o acesso à vacina, especialmente nas áreas mais afetadas, como a África Central — (Foto:Reprodução/Getty Images)


Por enquanto, a melhor maneira de conter o surto e evitar novas infecções é garantir o acesso à vacina, especialmente nas áreas mais afetadas, como a África Central.

Segundo a OMS, gotículas respiratórias são via ‘menor’ de transmissão da mpox

Uma fonte da Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta terça-feira (27), que é preciso mais estudos para compreender melhor a dinâmica de transmissão do vírus MPOX. De acordo com o porta-voz da OMS, é necessário mais pesquisas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a mpox é transmitida, sobretudo, através de “contato direto” físico. A organização também esclarece que a relação direta é entre o contato pele-a-pele (tocar ou ter relações sexuais) e o contato “boca-boca ou pele-pele”, como o beijo. Além disso, o fato de estar na frente de alguém, como falar ou respirar próximo, pode causar contato com partículas respiratórias infecciosas.


Pessoas esperam na fila para receber a vacina Monkeypox (Foto: reprodução/Getty Embed Images/AFP/KENA BETANCUR)


A porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Margaret Harris, disse em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra “Se você estiver conversando com alguém próximo, se você respirar sobre essa pessoa ou se estiver fisicamente próximo dela, é possível que gotículas respiratórias, caso haja ferimentos, possam se espalhar para outra pessoa”.

“Mas é uma fonte de transmissão menor”, completou.

De qualquer forma, Margaret disse, que é preciso fazer mais estudos para compreender completamente a dinâmica de transmissão do vírus., ele pode permanecer por um período em roupas, objetos e superfícies que foram tocados por uma pessoa infectada.

Alguém que toca essas superfícies pode, por outro lado, ser infectado se tiver cortes ou escoriações ou se tocar nos olhos, nariz, boca ou outras membranas mucosas antes de lavar as mãos.

Recomendação da OMS

A Organização Mundial de Saúde recomenda a limpeza e desinfecção de superfícies e objetos, bem como a lavagem das mãos após tocar em objetos potencialmente contaminados.

Apesar disso, a organização não recomenda o uso de máscaras para todos, apenas para profissionais da saúde e pessoas que lidam com uma pessoa doente.

Entenda sobre a MPOX

A MPOX é uma zoonose viral, uma enfermidade que foi transmitida aos seres humanos por meio de um vírus que está presente em animais. Esta zoonose ocorria principalmente na África Central e Ocidental, sobretudo em áreas perto de florestas, onde os hospedeiros eram roedores e macacos.

A doença é causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana. A varíola humana, contudo, foi erradicada do mundo em 1980 e era muito mais perigosa. Antes do atual surto, a taxa de letalidade da doença variava entre 3% e 6% O primeiro caso foi notado em humanos, em 1970.

As complicações são mais comuns em pessoas com o sistema imunológico enfraquecidos, quadros graves estão ligados ao surgimento de pneumonia, sepse, encefalite (inflamação do cérebro) e infecção ocular, que pode até causar cegueira.

República Democrática do Congo Espera Receber Primeiras Vacinas Contra Mpox em Breve

A República Democrática do Congo (RDC) está prestes a receber suas primeiras doses de vacina contra a mpox, com previsão de chegada até a próxima semana. Esse avanço é resultado do apoio significativo dos Estados Unidos e do Japão para ajudar a controlar o surto da doença, conforme anunciado pelo ministro da Saúde do país nesta segunda-feira.

OMS Reclassifica Mpox como Emergência Global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou recentemente a situação da mpox, elevando-a ao status de emergência global de saúde pública pela segunda vez em dois anos. A decisão foi impulsionada pela expansão do surto da RDC para países vizinhos, o que gerou uma necessidade imediata de resposta. O ministro da Saúde, Samuel Roger Kamba Mulamba, revelou que Japão e EUA se comprometeram a enviar vacinas para a RDC.

“Finalizamos as negociações com a USAID e o governo dos Estados Unidos. Esperamos que as vacinas comecem a chegar até a próxima semana”, afirmou o ministro durante uma coletiva de imprensa.


Enfermeira coletando amostra de criança com Mpox (Foto: reprodução/REUTERS/Arlette Bashizi/www.cnnbrasil.com.br)

Medidas Internacionais para Reduzir Desigualdades na Vacinação

A chegada das vacinas representa um avanço crucial para reduzir a desigualdade na distribuição de imunizantes. Durante o surto global de mpox em 2022, muitos países africanos encontraram dificuldades para obter vacinas, enquanto essas estavam amplamente disponíveis na Europa e nos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão informou, em comunicado à Reuters, que está organizando o envio de vacinas e agulhas para o Congo em colaboração com a OMS e outros parceiros. De acordo com Masano Tsuzuki, chefe da divisão de controle de doenças infecciosas do Japão, o país está determinado a oferecer o máximo de apoio possível.

A vacina contra a mpox, desenvolvida pela empresa japonesa KM Biologics e pela dinamarquesa Bavarian Nordic, produtora da vacina Jynneos, será enviada ao Congo. O Japão possui um estoque da vacina da KM Biologics.

Atualmente, a vacina não está disponível na RDC nem em outras regiões da África onde a mpox é endêmica há décadas. Esta infecção viral, que provoca lesões com pus e sintomas similares aos da gripe, costuma ser leve, mas pode ter consequências fatais em alguns casos. No Congo, o vírus se apresenta em duas variantes: a endêmica, conhecida como clado I, e uma nova variante, clado Ib. A transmissão ocorre principalmente por contato físico próximo, incluindo relações sexuais, e não há evidências de propagação pelo ar.

Diretor da OMS alerta que a mpox não será a ‘nova covid’

Nesta terça-feira, (20), a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que a mpox não é uma nova Covid-19. A declaração foi feita pelo diretor da OMS na Europa, Hans Kluge.

O diretor da OMS na Europa revela que “a mpox não é a nova Covid. Seja o clado 1 da mpox, que originou a epidemia atual na África central e oriental, ou o clado 2, que originou a epidemia de 2022 no mundo”.

O escritório da OMS na Europa afirma que não existe até o momento um registro de transmissão da variante da mpox, clado 1b, entre humanos e animais. Segundo o que aponta informações, a clado 1b somente é transmitido entre os seres humanos.


Um dos sintomas mais conhecidos da mpox é as feridas na pele (Foto: reprodução/Ernesto Benavides/AFP/Getty Images Embed)


Tipos de variantes da mpox

As variantes da mpox são chamadas de clado, isto é um termo técnico para diferenciar as variantes do vírus. O clado tem origem no grupo de organismo com ancestral, parecido com o da mpox.

Os casos de clado 1 da mpox, tem geralmente uma gravidade moderado ou severa, e a taxa de transmissão é de 7,5% a 12,3%. E a taxa de mortalidade da clado 1 é de 10,6%. Vale ressaltar que a clado 1 se divide em clado 1a e clado 1b, essas variantes são as que tem causado um grande surto na África.

Também temos a clado 2, que geralmente tem casos leves e moderadas, tem uma taxa de transmissão bem baixa comparada com a clado 1, neste caso a clado 2 registra 0 a 3,3% de transmissão. E a mortalidade é relativamente baixa, com 1 a 6%. A clado 2a e 2b foi as variantes que provocaram o surto em 2022, em vários lugares do mundo.

O que é o vírus mpox?

A mpox foi descoberta em 1958, inclusive a primeira vez que foi detectado foi entres macacos em um laboratório. Neste vírus tem registrado a maioria de seus casos na África; países como Congo, Gabão e Gana já registraram surtos por conta do vírus.

Este vírus de DNA são os maiores e mais resistentes, isso porque o DNA envia comandos para que o vírus entre nas células, isso acaba causando infecções e outros sintomas como feridas na pele, calafrios, dores no corpo dentre outros.

OMS atualiza lista de vírus e bactérias que podem provocar pandemias

Aconteceu em julho de 2024, no Rio de Janeiro, a Cúpula Global de Preparação para Pandemias 2024, que emitiu o relatório com a lista de micro-organismos capazes de causar novas pandemias, o qual foi divulgado pela OMS. Dengue, zika, chikungunya e mpox (ou “varíola dos macacos”) estão incluídos.

A lista deverá ser estudada para enfrentamento pandêmico

O objetivo do projeto é criar conhecimentos, ferramentas e contramedidas funcionais e que sejam compatíveis com as ameaças de pandemias. Outro foco seria a celeridade da vigilância e pesquisa no sentido de compreender como os patógenos transmitem doenças e infectam as pessoas, bem como, avaliar a resposta do sistema imunológico a eles.

Cerca de 200 cientistas de mais de 50 países participaram da elaboração do relatório. A ciência e as evidências de 28 famílias de vírus e um grupo central de bactérias foram avaliados, totalizando 1652 patógenos.


Vírus Influenza (Foto: reprodução/MedicalRF.com/Getty Images embed)


As informações disponíveis sobre transmissão, virulência, disponibilidade de testes de diagnósticos, vacinas e tratamentos foram os pontos observados para avaliar o risco pandêmico e epidêmico.

Temos que estar preparados para novas pandemias

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em comunicado à imprensa, afirmou que temos aprendido com a história que a próxima pandemia é uma questão de “quando, não se”. Ele continua dizendo que temos aprendido também “a importância da ciência e da determinação política para atenuar seu impacto.”

“Precisamos que a mesma combinação de ciência e determinação política se una enquanto nos preparamos para a próxima pandemia. Avançar nosso conhecimento sobre os muitos patógenos que nos cercam é um projeto global que requer a participação de cientistas de todos os países.”

Tedros Adhanom Ghebreyesus

Micro-organismos causadores de doenças como chikungunya, dengue, cólera, pneumonia, febre amarela, salmonela não tifoide, doença mão-pé-boca, gripes e outras febres hemorrágicas foram incluídos na lista, com a atualização.

Confira os patógenos com alto risco de causar pandemias:

  1. 1.Mammarenavirus lassaense (febre de Lassa)
  2. 2.Vibrio cholerae (cólera)
  3. 3.Yersinia pestis (peste negra ou peste bubônica)
  4. 4.Shigella dysenteriae sorotipo 1 (sigelose)
  5. 5.Salmonella entericasorovares non typhoidal serovars (salmonelose não tifoide)
  6. 6.Klebsiella pneumoniae (pneumonia)
  7. 7.Subgênero Merbecovirus (vírus respiratório do Oriente Médio)
  8. 8.Subgênero Sarbecovírus (síndrome respiratória aguda grave)
  9. 9.Orthoebolavirus zairense (ebola)
  10. 10.Orthomarburgvirus marburgense (marburg)
  11. 11.Orthoebolavirus sudanense (ebola)
  12. 12.Orthoflavivirus zikaense (zika)
  13. 13.Orthoflavivirus denguei (dengue)
  14. 14.Orthoflavivirus flavi (febre amarela)
  15. 15.Orthohantavirus sinnombreense (febre hemorrágica das Américas)
  16. 16.Orthohantavirus hantanense (febre hemorrágica)
  17. 17.Orthonairovirus haemorrhagiae (febre hemorrágica da Crimean-Congo)
  18. 18Alphainfluenzavirus Influenzae H1, H2, H3, H5, H6, H7 e H10 (gripe comum, gripe aviária e gripe suína)
  19. 19.Henipavirus nipahense (nipah)
  20. 20.Bandavirus dabieense (febre Grave com Síndrome de Trombocitopenia)
  21. 21.Enterovirus coxsackiepol (doença mão-pé-boca)
  22. 22.Orthopoxvirus variola (varíola)
  23. 23.Orthopoxvirus monkeypox (mpox ou varíola dos macacos)
  24. 24.Lentivirus humimdef1 (relacionado a doenças neurológicas e imunossupressoras)
  25. 25.Alphavirus chikungunya (chikungunya)
  26. 26.Alphavirus venezuelan (encefalite equina venezuelana)
  27. 27.Pathogen X (patógeno X)

O patógeno X, vírus ainda conhecido pela comunidade científica, faz parte da lista para habilitar o preparo precoce de pesquisa e desenvolvimento.

Ministério da Saúde lança campanha de amamentação afim de garantir sobrevivência infantil

Nesta quinta-feira (1), foi anunciado pelo Ministério da Saúde a Campanha da Semana Mundial da Amamentação 2024. Intitulada por “Amamentação, apoie em todas as situações”, o objetivo da iniciativa se deve à promessa de cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecido pela ONU além de garantir sobrevivência e bem-estar infantil.

Amamentação, apoie em todas as situações

O projeto de conscientização apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira(1) foca na redução de desigualdades voltadas ao apoio à amamentação. Considerando que a amamentação é o único elemento que, de forma isolada, reduz em até 13% causas evitáveis de mortalidade infantil, a campanha trabalha para que haja um número de sucesso eficiente causando assim a possibilidade de mais segurança na sobrevivência infantil por meio, principalmente, da amamentação.

Em declaração no evento de lançamento, a ministra Nísia Trindade salientou o compromisso do Ministério ao fazer uma campanha considerada vitoriosa que promete uma meta de 70% de aleitamento com leito materno até os seis meses, ainda ressaltando a referência do Brasil em sua gestão com saúde pública. É de conhecimento do governo federal os diferentes cenários e contextos passados por famílias no dia a dia, estes que também impactam a amamentação e por isso a campanha “Amamentação, apoie em todas as situações” procura atestar o direito à amamentação, em especial para lactantes em situação de vulnerabilidade.

É de interesse e compromisso do governo também apoiar a amamentação em situações de calamidade pública, desastres naturais e estados de emergência. O Ministério ainda coordena nacionalmente a iniciativa global, a mais importante ação de aliança social em prol da seguridade amamentar.

Em julho, associado com o trabalho feito pelo governo federal no estado do Rio Grande do Sul após as intensas enchentes, o Ministério enviou cerca de 63 litros de leite humano ao estado. De acordo com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, um pote de 300mL chega a alimentar 10 prematuros ou bebês de baixo peso. Por isso, a doação é considerada imprescindível para ajudar na alimentação e recuperação de bebês internados nas UTIs (Unidades Neonatais) do estado. Tal ação fortifica o propósito do projeto afim de sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de apoio à amamentação.


Evento de lançamento da nova campanha “Amamentação, apoie em todas as situações” (Foto: reprodução/Rafael Nascimento/MS/gov.br)

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de deis milhões de vidas infantis são salvas todo ano por meio do aumento nas taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida. Em conjunto com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a atuação da Semana Mundial da Amamentação melhora a comunicação com a sociedade e assim informa a população sobre as desigualdades no apoio e prevalência da amamentação.

Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação

A pasta também anunciou o desenvolvimento do Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação. Com o programa, existe o alavancamento da amamentação por todo o território nacional, conseguindo cumprir com a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde, até 2025, pelo menos 50% das crianças de até seis meses de vida tenham a possibilidade de serem amamentadas exclusivamente. Até 2030, a expectativa é de que o índice chegue a 70%.

O objetivo do novo programa, este que se encontra na finalização de pactuação com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), é melhorar e integrar ações voltadas ao assunto em todo o Brasil, incentivando que a amamentação tenha início logo na primeira hora do bebê e seja continuada até os dois anos, no mínimo, sendo exclusivamente até os seis meses. O programa irá estimular ações integradas, transversais e intersetoriais de amamentação nos estados e municípios.

O Ministério da Saúde ainda salienta que a amamentação é o meio de proteção mais econômico e seguro para redução da morbimortalidade infantil, impactando a saúde da criança, como ao diminuir o quadro de diarreias, afecções perinatais e infecções — principais causas de mortes em bebês recém-nascidos. A ação também traz benefício para a saúde de mulheres ao reduzir as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário.

OMS e Sinergium Biotech desenvolvem vacina de RNA mensageiro contra gripe aviária H5N1

Nesta segunda-feira, (29), a OMS revelou uma nova iniciativa para criar vacinas contra a gripe aviária em países com baixa renda, utilizando tecnologia de RNA mensageiro. O projeto é conduzido por uma farmacêutica argentina.

A doença H5N1 foi diagnosticada pela primeira vez em 1996. No entanto, desde 2020, os surtos em aves aumentaram exponencialmente, e o número de mamíferos infectados pelo vírus, incluindo bovinos, também cresceu significativamente nos Estados Unidos.


Vacina sendo aplicada (Foto: reprodução/instagram/sinergiumbiotech)

FAO preocupado com a doença

Na semana passada, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que a evolução da gripe aviária na região Ásia-Pacífico, marcada pelo aumento das transmissões para humanos e o surgimento de uma nova variante do vírus, pode se tornar “alarmante”.

Antes dos ensaios clínicos, a Sinergium Biotech precisará comprovar a viabilidade das vacinas candidatas, conforme a OMS. Após obter os dados pré-clínicos, a tecnologia, material e experiência serão compartilhados com produtores em outros países para acelerar o desenvolvimento das vacinas e melhorar a preparação para uma possível pandemia.

mRNA no combate à gripe aviária

O Programa de Transferência de Tecnologia, lançado em 2021 em resposta à crise da COVID-19, envolve 15 países e tem como objetivo fornecer a nações de baixa renda ou em desenvolvimento os recursos necessários para a produção de vacinas baseadas em mRNA. Esta tecnologia inovadora funciona através da introdução de instruções genéticas no organismo, que instruem as células a produzir proteínas do vírus. Isso permite que o sistema imunológico reconheça e neutralize o vírus de forma mais eficaz.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a nova iniciativa focada na gripe aviária H5N1 exemplifica a importância do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA. Segundo ele, a iniciativa visa não apenas melhorar a capacidade de resposta a surtos de doenças, mas também fortalecer a infraestrutura de saúde global para enfrentar futuras pandemias, promovendo uma maior equidade no acesso às tecnologias de vacinas.

Brasil não está mais na lista dos países com mais crianças sem imunização

Nesta segunda-feira (15), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o UNICEF (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância) divulgaram um relatório, cujos dados comprovam que o Brasil deixou de fazer parte da lista dos 20 países com maior incidência de crianças não vacinadas.

A lacuna vacinal da DTP1 (protege contra difteria, tétano e coqueluche) passou de 687 mil em 2021 para 103 mil em 2023. A DTP3 reduziu de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023.


Brasil comemora resultado do avanço no processo vacinal (Reprodução/Instagram/@minsaude)


Ministério da Saúde vestiu a camisa da vacinação

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que o reconhecimento confirma que a retomada das coberturas vacinais destacou-se positivamente.

Nós revertemos esse cenário. Em fevereiro de 2023, logo que assumimos a gestão, demos largada no Movimento Nacional pela Vacinação, um grande pacto para a retomada das coberturas vacinais. O Zé Gotinha viajou pelo Brasil, levando a mensagem de que vacinas salvam vidas“.

Nísia Trindade

Ministra da Saúde fala sobre o avanço da imunização no Brasil (Reprodução/Instagram/@minsaude


A chefe de saúde da UNICEF no Brasil, Luciana Phebo, destacou que é fundamental continuar avançando, com o objetivo de encontrar e imunizar cada menina e menino, que ainda não recebeu as vacinas. Para isso, os esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar escolas, CRAS e outros espaços, onde estejam essas crianças.

Nem todo país vacinou suas crianças

O panorama mundial não tem o mesmo motivo para comemorar. Em comparação com os níveis de 2019, antes da pandemia, a imunização infantil estagnou, deixando 2,7 milhões de crianças a mais não vacinadas ou com imunização incompleta.

Catherine Russell, Diretora Executiva do UNICEF, salientou que “fechar a lacuna de imunização requer um esforço global, com governos, parceiros e líderes locais investindo em cuidados primários de saúde e trabalhadores comunitários para garantir que todas as crianças sejam vacinadas e que a saúde geral seja fortalecida“.

Russell completou que há uma continuidade da tendência de muitos países em não vacinar um número excessivo de crianças.

Estudo indica que as cidades de São Paulo são as mais poluídas do Brasil

O estado de São Paulo lidera o ranking com 12 cidades dentro do estado com os piores índices de poluição do ar, segundo estudo do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Além disso, 645 municípios paulistas apresentam níveis de poluição superiores aos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conforme o monitoramento, a média anual de partículas finas (PM2,5) em São Paulo, em 2023, foi de 14,59 microgramas por metro cúbico (µg/m³), quase três vezes o limite de 5 µg/m³ estabelecido pela OMS. PM2,5 refere-se a partículas muito pequenas no ar, menores que 2,5 micrômetros, provenientes principalmente de veículos, indústrias e incêndios.

Essas partículas podem ser inaladas profundamente nos pulmões devido seu pequeno tamanho, facilitando assim a entrada no organismo através da corrente sanguínea, causando doenças respiratórias, cardíacas e até câncer.

Cidades com níveis de poluição alta:

  • Araçariguama
  • Barueri
  • Caieiras
  • Cajamar
  • Campo Limpo Paulista
  • Francisco Morato
  • Franco da Rocha
  • Itupeva
  • Jundiaí
  • Pirapora do Bom Jesus
  • Santana de Parnaíba
  • Várzea Paulista

poluição industrial (Foto: reprodução/Ralf Vetterle/Pixabay)

A média alarmante é de 39 µg/m³ de material particulado fino em cada uma das cidades.

Outros dados

Já a capital de São Paulo também apresenta índices altos de poluição, chegando a 36,5 µg/m³. Guarulhos, a segunda cidade mais populosa do estado, registra 34,16 µg/m³.

As demais regiões do Brasil apresentam níveis de poluição acima do recomendado. A média anual de partículas finas (PM2,5) no país, em 2023, foi de 9,9 µg/m³.

Segundo a última atualização do banco de dados da Organização Mundial e Saúde (OMS), há dois anos, 99% da população mundial respira níveis de partículas finas extremamente prejudiciais e dióxido de nitrogênio, que são capazes de causar problemas graves de saúde, como doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórios.

Talco pode ser “potencialmente cancerígeno”, diz agência da OMS

A agência de câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou talco e acrilonitrila como substâncias cancerígenas. O resultado foi publicado, em Lyon, na França, nesta sexta-feira (5), pelos Especialistas do Centro Internacional de Pesquisa do Câncer (CIRC/IARC), pela revista The Lancet Oncology.

A acrilonitrila é um composto utilizado na produção de polímeros.

Talco e o câncer


Especialistas apontam como talco pode ser prejudicial aos seres humanos (Foto: reprodução/ Douglas Sacha Embed From Getty Images)


O talco é extremamente utilizado pelo ser humano, inclusive em bebês e visto como inofensivo, mas, de acordo com os estudos parciais realizados em seres humanos (com câncer de ovário) e animais de laboratório, ele é “potencialmente cancerígeno”. Ou seja, há uma evidência limitada que prove a provocação do câncer em humanos, mas existe um conjunto de indícios que comprovam o status em testes em animais. No grupo em que o talco está classificado também estão a carne vermelha e os anabolizantes.

A exposição

Tanto o amianto na hora da extração do talco natural, tanto ele em sua forma de consumo podem trazer anormalidade para o corpo. A principais formas de exposição são nos ambientes de trabalho, onde ele é produzido, e na população em geral, por uso de cosméticos e pós corporais.

Um alerta da IARC para evitar a utilização nas áreas genitais de adultos, para prevenir a incidência de câncer se ovário derivado do uso do talco. O estudo não aponta se em crianças existe esse mesmo risco quando utilizado para prevenir assaduras. Mais detalhes do estudo deve ser divulgado em 2025.

No ano passado, tivemos um caso judicial envolvendo a substância. Um homem residente na Califórnia, nos Estados Unidos, processou a marca Johnson & Johnson, que foi condenada a pagar US$ 18,8 milhões (aproximadamente R$ 102,6 milhões), por supostamente causar um câncer raro no homem através do talco que produz

Acrilonitrila

Já a acrilonitrila está mais presente no câncer de pulmão, os polímeros produzidos através da substância são usados em fibras, plásticos, roupas e, além disso, a acrilonitrila está presente na fumaça do cigarro.