Rio de Janeiro e outras cidades podem ter elevações expressivas no nível do mar até 2050

Um novo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), na última segunda-feira (26), traz uma previsão alarmante para o futuro das cidades costeiras, incluindo o Rio de Janeiro e o distrito de Atafona, no mesmo estado. No documento, o nível do mar nessas regiões pode subir até 21 centímetros até 2050. A projeção, baseada em um estudo sobre o nível médio global do oceano Atlântico nos últimos 3.000 anos, coloca em evidência os riscos iminentes de inundações que podem afetar milhões de pessoas.

Aumento mais rápido do que o esperado

O relatório da ONU, intitulado “Mares em elevação em um mundo em aquecimento: a ciência mais recente sobre os impactos atuais e as projeções futuras da elevação do nível do mar”, destaca que a taxa de aumento do nível do mar mais que dobrou na última década em comparação à anterior. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que contribuiu com os dados para o relatório, entre 1990 e 2020, o nível do mar subiu 13 centímetros no Rio de Janeiro e em Atafona.


Cidades costeiras podem enfrentar grandes inundações (Foto: reprodução/Daniel Halseth/Unsplash)

O fenômeno não se limita ao Brasil. Cidades costeiras ao redor do mundo, de Bangkok a Nova York, estão enfrentando desafios similares. O relatório aponta que, sem ações climáticas decisivas, os impactos do aumento do nível do mar podem se tornar devastadores, afetando não apenas a infraestrutura urbana, mas também os ecossistemas costeiros e a economia global.

Causas e consequências da mudança climática

Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, o principal fator para essa elevação do nível do mar é a emissão de gases de efeito estufa, gerada predominantemente pela queima de combustíveis fósseis. “Estamos cozinhando nosso planeta. E o mar está levando o calor”, afirmou Guterres no relatório. 


Com a crise climática, as geleiras começam a derreter (Foto: reprodução/Orla/iStock)

As consequências desse aumento incluem inundações costeiras, afundamento de terras e até mesmo a entrada de água salgada em aquíferos e rios, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas que vivem em regiões costeiras. O relatório também aponta para um futuro preocupante e, mesmo que as emissões globais sejam reduzidas a zero, o nível do mar continuará a subir devido ao aquecimento dos oceanos e ao derretimento do gelo terrestre. Isso significa que as cidades costeiras devem se preparar a longo prazo contra as inundações e a erosão.

Eleição na Venezuela: ONU enviará observadores para monitorá-la

A Venezuela acatou a sugestão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concordou em receber especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) para monitorar o pleito deste ano. Conforme a organização, a Capital Caracas fez o convite formalmente e concordou em receber quatro especialistas para acompanhar as eleições que, ocorrerão no próximo mês de julho, na Venezuela. O anúncio foi feito por uma comissão eleitoral comandada pelo então presidente e candidato à reeleição, Nicolás Maduro.

Isso porque, em maio deste ano, o país havia revogado um convite feito pelos observadores da União Europeia após Bruxelas se posicionar sobre a proibição da candidatura da opositora de Maduro, María Corina Machado, líder nas intenções de votos no país.

ONU manifesta-se

Segundo o comunicado da própria ONU, Caracas a convidou para acompanhar o pleito. 


A garantia da ONU pela paz e segurança internacional estreita os laços de seus membros para a cooperação com os princípios da soberania e respeito a todos os povos (Foto: reprodução/Tetra Images/getty images embed)


“A equipe vai ao país no início de julho para fornecer ao Secretário-Geral (da ONU) um relatório interno independente sobre a condução geral das eleições. O relatório do painel ao Secretário-Geral será confidencial e incluirá recomendações para fortalecer futuros processos eleitorais na Venezuela.”

Lula ligou para Maduro

Mediante o episódio sobre a revogação do convite da União Europeia, o Presidente Lula telefonou a Maduro e manifestou a importância do processo eleitoral ter “ampla presença de observadores internacionais”, segundo a sede da Presidência da República do Brasil, Planalto.

A crise na Venezuela

O país convive com a crise econômica desde os últimos anos do governo de Hugo Chávez, embora tenha sido potencializada no campo da política e economia pelo governo pouco democrático de Nicolás Maduro.


A desvalorização da moeda venezuelana trouxe aumento da inflação, que já estava entre os cinco países com a inflação mais alta do mundo (Foto: destaque/Philippe Turpin/getty images embed)


A partir de 2013, o país sul-americano agravou uma crise também humanitária, pois seus cidadãos sofrem com o racionamento de alimentos e encontram refúgio na imigração constante pela fronteira norte do Brasil em Pacaraima, Roraima. 

Somado à crise política, ocasionada pela disputa de poder e corrosão democrática de Maduro, a economia foi abalada em função da crise de 2014, quando houve a desvalorização do petróleo no mercado internacional, já que o país pertence à OPEP, e é dependente dessa commodity. Sem uma economia diversificada, os lucros do petróleo eram usados para importar tudo que não era produzido por sua indústria. Além disso, o país vive sob ameaça de sofrer uma intervenção militar direta dos Estados Unidos da América.

ONU aprova resolução de cessar-fogo e Israel promete continuar ação em Gaza

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou um cessar-fogo, apoiado pelos Estados Unidos, para colocar fim à guerra Israel-Hamas, nesta terça-feira (11). Os membros do conselho votaram favoráveis à resolução do conflito que, há oito meses, se estende pela Faixa de Gaza. O conselho é composto por 15 membros, dos quais 5 são permanentes e de países vencedores da Segunda Grande Guerra. Do total, 14 deles foram favoráveis à manutenção da paz no território local. 

Nesse sentido, os Estados Unidos, com poder de veto e historicamente aliado de Israel, votaram a favor do cessar-fogo. Israel, por outro lado, prometeu continuar com a operação militar em Gaza, sob a prerrogativa de que não se envolverá em negociações “sem sentido”, com o Hamas.

Posicionamento da representante de Israel na ONU

A representante de Israel na ONU, Reut Shapir Ben-Naftaly enfatizou na reunião do conselho, na última segunda-feira (10), o motivo do posicionamento de Israel. “Garantir que Gaza não represente uma ameaça para Israel no futuro”, disse ela.

A diplomata fez um parâmetro sobre a guerra e ponderou ao dizer que o embate só terminaria quando todos os reféns fossem devolvidos e a capacidade armamentista e bélica do Hamas fosse desmantelada. Segundo ela, o grupo militante só deseja ganhar tempo mediante negociações infindáveis. 

Giro sobre o Conselho de Segurança

Pela primeira vez, o Conselho de Segurança, com quatro votos dos membros permanentes (só a Rússia se absteve), se juntou a organizações globais para apoiar o plano e aumentar a pressão para o fim do conflito entre Israel e Hamas.


Guerra Israel-Hamas já acumula mais de 35 mil mortes desde o início do conflito (Foto: reprodução/Almir Levy/Getty Images embed)


O secretário de Estado dos EUA afirmou que o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, corresponderá ao acordo se o Hamas concordar com “o que está sobre a mesa”. As falas públicas de Netanyahu, desde o início, são de que o país continuará a guerra até que o Hamas seja destruído.