Biden anuncia proposta de cessar-fogo de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (31), que Israel tem planos para um acordo de cessar-fogo “global”. Biden discursou na Casa Branca e apresentou a proposta do país, que consiste em um plano de três fases.

A proposta

Israel propôs três fases para negociar com o Hamas:

  • Primeira fase: prevê um cessar-fogo de seis semanas, onde as forças israelenses seriam retiradas de áreas onde habitam o povo no território palestino. Durante essa brecha na guerra, começariam as negociações para a próxima fase.
  • Segunda fase: consiste no fim dos combates e consequentemente a troca de reféns. Muitos palestinos estão presos em Israel, inclusive mulheres e crianças. Nessa fase, alguns reféns israelenses voltariam para seu povo, e eles libertariam o mesmo número de prisioneiros do rival, como recompensa.
  • Terceira fase: caso as anteriores sejam devidamente seguidas, e ainda seja o interesse, o cessar-fogo pode ganhar mais tempo, e chegar então à última fase: a libertação de todos os reféns de Gaza e o fim total do conflito.

O presidente Biden, apelou para que o Hamas considere e aceite o acordo, e que Israel resista a pressão de continuar a guerra.

Após o pedido do norte-americano, o Hamas (que já havia demostrado interesse em uma trégua na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (30), com a mesma troca de prisioneiros, mas tendo o cessar de bombardeios de Israel como tópico essencial) emitiu um comunicado onde diz que irá avaliar a proposta de forma positiva.

Invasão do centro de Rafah e a preocupação de Biden


Palestinos procuram vítimas nos escombros de uma casa destruída por Israel, no centro de Rafah (Foto: reprodução/AFP/Embed From Getty Images)


Em 7 de maio, Israel lançou uma operação a fim de eliminar o Hamas de uma vez por todas, e nesta sexta, seu exército confirmou o avanço de suas tropas no centro de Rafah.

Biden havia dado o ultimato, e ameaçou não apoiar Israel pela primeira vez em anos de história, caso a ofensiva terrestre continuasse. Esse posicionamento teria sido essencial para o pronunciamento de hoje na Casa Branca e todo o planejamento para que a paz reine entre os dois lugares. Segundo Biden esse é o “momento decisivo” e reforçou que criar uma relação aceitável dos israelense com a Arábia Saudita é um objetivo a longo prazo, citando inclusive um grande plano de reconstrução de Gaza ao fim da guerra.

Itamaraty se solidariza pela morte de brasileiro que foi refém do Hamas 

Nesta sexta-feira (24), a morte de Michel Nisenbaum (59) foi lamentada pelo Itamaraty. O brasileiro estava sob o poder do Hamas desde os últimos ataques no dia 7 de outubro do último ano.

O governo brasileiro emitiu um comunicado se solidarizando com a família de Michel e repudiando os atos terroristas do Hamas, que mataram diversas pessoas inocentes. O governo também pediu a libertação dos reféns e o fim das hostilidades na Faixa de Gaza.

A nota emitida diz o seguinte:“O governo brasileiro solidariza-se e manifesta sinceras condolências aos familiares e amigos de Michel Nisembaum, bem como ao povo de Israel”.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda afirma que Michel estava na lista de sequestrados pelo Hamas desde seu último ataque:“Os atentados tiveram como saldo mais de 1.200 pessoas assassinadas no território israelense e cerca de 250 tomadas como reféns”

Pronunciamento do Presidente Lula

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou no X sobre a morte de Michel, afirmando que o país continuará lutando pela libertação dos reféns do Hamas.

“Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina.”, escreveu Lula em sua publicação. 


Presidente Lula e familiares de Michel Nisenbaum (Reprodução/CNN)

Michel já residia em Israel 

O brasileiro, que era nascido em Niterói no Rio de Janeiro, já morava em Israel desde os seus 12 anos e era profissional de computação e possuía dupla nacionalidade. Ele morou na cidade israelense de Sderot, perto da Faixa de Gaza, por 40 anos. Michel deixa dois filhos e seis netos. 

Tribunal da ONU pede que Israel faça interrupção de suas operações em Rafah

Nesta sexta-feira (24),a Corte Internacional de Justiça, o mais alto tribunal de justiça da ONU que julga conflitos entre Estados, decretou que Israel interrompa as atividades militares na região da Faixa de Gaza. 

Também foi determinado que o governo de Israel auxilie nas entradas humanitárias na fronteira entre o Sul da Faixa de Gaza e o Egito e dar acesso aos observadores externos que auxiliam a monitorar a situação e reportam a corte em um período de um mês, sobre as medidas que serão adotadas. 

Resposta de Israel às acusações 

O governo israelense respondeu às acusações, alegando que são “falsas, ultrajantes e nojentas” e também afirmou que a campanha militar não levou e não levará à destruição da comunidade palestina em Rafah. 

O governo de Israel  continuou sua declaração afirmando que sua operação em Rafah prosseguirá e respeitará o direito internacional. Por outro lado, o ministro de Finanças de Israel afirmou que não há como aceitar a decisão, já que é uma demanda para que Israel não exista. 

O grupo Hamas fez um comunicado afirmando que o plano para enviar representantes à Faixa de Gaza é bem-vindo e prometeram cooperação. 

A sentença dada pela Corte se deu por um pedido de emergência do governo da África do Sul ao tribunal sediado em Haia, na Holanda. O governo sul-africano acusou as forças militares de Israel de genocídio, mas os israelenses alegam legitima defesa. 

Apesar da decisão da Corte da ONU ser obrigatória, a organização não possui uma força policial para garantir o cumprimento de Israel. 

O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, também fez uma crítica à decisão do CIJ, alegando que é um colapso moral e um desastre moral por não determinar que o Hamas devolva os reféns. 

Na quinta-feira (23), um representante do governo israelense afirmou que nenhuma sentença será capaz de impedir Israel de garantir a segurança de seus cidadãos e de combater o Hamas em Gaza.

Israel iniciou uma ofensiva na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no começo deste mês, apesar da forte oposição internacional, incluindo dos Estados Unidos. Isso ocorreu devido ao temor de um massacre, já que Rafah é considerada o “último refúgio” para palestinos que fugiram das incursões israelenses no norte e no centro de Gaza.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão em Rafah atualmente, o que constitui mais da metade da população total da Faixa de Gaza.

A cidade, que se localiza na fronteira com o Egito, tem sido a principal via de entrada de ajuda humanitária, uma vez que as outras saídas de Gaza, todas nas fronteiras com Israel, foram fechadas no início do conflito entre Israel e o Hamas.

Os advogados sul-africanos fizeram um pedido ao Tribunal Internacional na semana passada para que decretassem uma medida de emergência. 

A decisão do CIJ deve intensificar a pressão diplomática sobre o governo de Benjamin Netanyahu.

Na segunda-feira (20), o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional – outra corte da ONU situada em Haia – solicitou aos juízes que emitam mandados de prisão contra Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant, e três líderes do Hamas.

O procurador do TPI, Karim Khan, acusou Netanyahu e Gallant de cometerem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo extermínio, uso da fome como arma e ataques deliberados contra civis. Israel negou enfaticamente essas acusações e apelou aos seus aliados para que rejeitem o tribunal.

Discussão sobre o conflito na CIJ

O processo movido pela África do Sul no CIJ alega que Israel está conduzindo um genocídio patrocinado pelo Estado contra os palestinos. Embora a corte ainda não tenha se pronunciado sobre essa acusação, ela rejeitou o pedido de Israel para encerrar o caso.

Corte Internacional de Justiça localizada em Haia, na Holanda (Reprodução/EFE)

Em decisões anteriores, o tribunal instruiu Israel a evitar atos genocidas contra os palestinos e a permitir a entrada de ajuda em Gaza, sem exigir a suspensão das operações militares israelenses.

Israel iniciou sua ofensiva aérea e terrestre contra Gaza em outubro, depois que militares do Hamas invadiram comunidades no sul do país, resultando na morte de 1.200 pessoas e na captura de mais de 250 reféns.

Até agora, mais de 35 mil palestinos foram mortos na ofensiva de Israel, a maioria na região da Faixa de Gaza. Essas informações foram dadas pelo Ministério da Saúde Gaza, que é controlado pelo Hamas.

Israel ordena retirada de embaixadores europeus por reconhecimento de Estado Palestino

Nesta quinta-feira (23), Israel repreendeu embaixadores da Irlanda, Espanha e Noruega a respeito do plano desses respectivos governos em reconhecer um Estado palestino, de acordo com autoridades israelenses que desprezam essa iniciativa e a descrevem como “uma tentativa de ressucitar políticas antigas e fracassadas”.  

Os três países europeus anunciaram na quarta-feira (22) que reconheceriam um Estado palestino no dia 28 de maio, com objetivo de frear a ofensiva israelense na faixa de Gaza e reastivasr negociações de paz paradas já mais de uma década.


Israel repreende embaixadores (Vídeo: Youtube/Record News)

Conflito

O conflito persiste devido a fatores como a influência crescente dos militantes do Hamas que estão no controle de Gaza e que defendem a destruição de Israel, e a expansão contínua de assentamentos judaicos na Cisjordânia, se recusando a ceder seus territórios aos palestinos.

Uma escalada de violência, desencadeada por uma série de ataques que incluíram assassinatos e sequestros, atribuídos a membros do Hamas em outubro de 2017, exacerbou as tensões na região da Cisjordânia. Essa onda de violência resultou em uma diminuição significativa do ímpeto diplomático por parte de Israel em relação à busca pela paz.


Irlanda, Noruega e Espanha reconhecem Estado palestino (Vídeo: Youtube/UOL)

Reação de Israel

Em resposta aos recentes acontecimentos, autoridades israelenses expressaram preocupação com a segurança futura de seus cidadãos. “Se Israel aprendeu alguma coisa nos últimos meses, é que nossos filhos merecem um futuro melhor e mais seguro – não a ressurreição de políticas antigas e fracassadas”, declarou o porta-voz do governo, Avi Hyman.

Hyman enfatizou a posição de Israel sobre o reconhecimento de um Estado palestino, argumentando que tal medida não contribuiria para a paz, mas sim para a perpetuação do conflito. “O reconhecimento de um Estado palestino não promove a paz. Perpetua a guerra”, disse ele a repórteres. “Qualquer tipo de suposta solução para o conflito Israel-Palestina que comprometa a segurança de Israel não significa paz. Não haverá nenhum comprometimento em nossa segurança.”

Além disso, como parte de sua resposta às tensões crescentes, Israel convocou três enviados para o Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém. Lá, eles foram apresentados a imagens anteriormente não divulgadas que mostravam membros do Hamas mantendo recrutas do exército feminino em cativeiro, informaram autoridades.

Como medida adicional, Israel também chamou seus próprios embaixadores em Dublin, Oslo e Madri para consultas. Enquanto isso, outras potências ocidentais sugerem que o reconhecimento de um Estado palestino deve ser discutido dentro do contexto das negociações em andamento.

Irlanda, Espanha e Noruega anunciam que reconhecem Estado Palestino

Irlanda, Espanha e Noruega anunciam nesta quarta-feira (22), de maneira coordenada, que vão reconhecer formalmente o Estado da  Palestina. O reconhecimento passará a valer na próxima terça-feira , 28 de maio. Atualmente 144 países dos 193 membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecem a Palestina como um Estado independente com o Brasil reconhecendo desde 2010. 

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que o reconhecimento não é contra o povo de Israel e nem contra os judeus. “Não é a favor do Hamas. É a favor da coexistência.” Além disso, acrescentou sobre o premiê de Israel Benjamin Netanyahu não acatar os pedidos de cessar-fogo. “O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se faz de surdo e continua castigando a população palestina” , criticou.

Já o primeiro-ministro da Irlanda Simon Harris acredita que esse reconhecimento feito pelos países europeus vai incentivar outros líderes a fazerem o mesmo. “Antes do anúncio de hoje, falei com outros líderes e estou confiante de que mais países se juntarão a nós para dar esse importante passo nas próximas semanas.” Já o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre diz que a existência de dois Estados trará paz e segurança para os povos palestino e israelense.

Palestina e ONU

Essa foi a primeira vez desde o início da guerra entre Israel e Hamas que algum governo reconhece a Palestina como um Estado independente. Isso acontece após no último dia 10 a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas aprovar uma resolução que abre a possibilidade da Palestina se tornar um país membro e concede novos “direitos e privilégios” aos palestinos. A medida que fará a ONU reconhecer a Palestina como um “Estado Observador” foi aprovada com 143 votos a favor, nove contra e 25 abstenções. Agora, a medida passará pelo Conselho de Segurança

Resposta de Israel

O Ministério de Relações Exteriores de Israel em resposta ao anúncio dos primeiros-ministros da Espanha, Irlanda e Noruega ordenou a saída imediata de seus embaixadores em Madri, Dublin e Oslo e convocou os três embaixadores em Tel Aviv. 

Tweet do Ministro de Relações Exteriores Israel Katz (Reprodução: x/@Israel_katz)

O ministro das Relações Exteriores, Katz afirmou que Israel não permanecerá em silêncio e que a medida terá consequências mais graves. “A loucura irlandesa-norueguesa não nos detém; nós estamos determinados a atingir os nossos objetivos: restaurar a segurança dos nossos cidadãos, desmantelar o Hamas e trazer os reféns para casa.” Além disso, em seu X (antigo Twitter), Katz afirmou que a decisão envia uma mensagem direta para a Palestina e para o mundo: o terrorismo compensa.

Presidente Biden defende Israel e rejeita acusações de genocídio em Gaza

Nesta segunda-feira (20), durante um evento do Mês da Herança Judaica Americana na Casa Branca, o presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma firme defesa de Israel. Ele rejeitou as acusações de genocídio das forças israelenses contra o Hamas em Gaza.

O presidente dos EUA enfatizou que, desde o ataque do Hamas em 7 de outubro que resultou na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de centenas, Israel tem sido a vítima. “O que está acontecendo em Gaza não é genocídio”, declarou Biden.

O líder americano reafirmou o compromisso dos EUA com a segurança israelense: “estamos ao lado de Israel para eliminar Yahya Sinwar e os outros membros do Hamas. Queremos o Hamas derrotado. Estamos trabalhando com Israel para que isso aconteça.”

Críticas de ativistas pró- palestinos 

O presidente dos EUA, Joe Biden, tem sido alvo de intensas críticas de ativistas pró- palestinos. Em eventos pelo país, manifestantes têm protestado contra seu apoio a Israel, rotulando-o como “Joe Genocida”.

A pressão política sobre Biden aumentou dentro de seu próprio partido, devido à maneira como ele lidou com o conflito entre Israel x Palestina. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortos palestinos ultrapassou 35 mil, e o governo israelense criou  péssimas condições humanitárias no território.


Nuvem de fumaça sobre Khan Yunis de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, durante o bombardeio israelense em 8 de janeiro de 2024 (Reprodução/ Said KHATIB /Getty Images Embed)


Biden critica pedido de prisão contra Netanyahu

Além disso, o líder americano criticou a decisão do promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) de solicitar mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu chefe de Defesa por supostos crimes de guerra.

O promotor do TPI também anunciou a solicitação de mandados de prisão para o líder do Hamas, Yahya Sinwar, e outros dois dirigentes do grupo.

As negociações entre Israel e o Hamas estagnaram na tentativa de libertar reféns doentes, idosos e feridos ainda mantidos pelos militantes. No entanto, Biden assegurou que continuará buscando uma solução para esse impasse. O presidente também fez um apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza.

Protestantes podem afetar as reeleições de Joe Biden

Estudantes e professores manifestantes estão mobilizados nos campi de algumas instituições de ensino nos EUA exigindo o fim imediato da guerra. Eles alegam que Joe Biden tem participação culposa nas mortes durante o período de conflito entre Israel e Hamas, com mais de 34 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Tais conflitos podem afetar seriamente a campanha de reeleição do atual presidente, afastando os eleitores jovens e judeus, dois segmentos que ajudaram na sua vitória no ano eleitoral de 2020. 

Neste sábado (27), os protestos estenderam-se para a parte externa do jantar anual de Biden, na Casa Branca, em Washington, onde ocorreram casos de hostilidade aos jornalistas por parte dos manifestantes. 


Manifestação a favor dos palestinos (Foto: reprodução/Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)

Precedente histórico demonstra riscos para as eleições 

Após a reitora da Universidade de Columbia, em Nova York, pedir a intervenção de policiais para retirar os manifestantes do campus, os oficiais, em atos violentos, prenderam centenas de estudantes, atos esses que se pareciam com os protestos de 1968.

No mesmo ano, com a Guerra do Vietnã, os estudantes se posicionaram também contra o apoio dos EUA e se manifestaram no mesmo campus da Universidade de Columbia. 

Tanto a preocupações quanto as coincidências das manifestações da época e atuais, estão relacionadqs ao resultado do desaponho dos jovens ao presidente Lyndon Johnson, que liderou os estadunidenses para o maior fracasso da história do país, resultando em sua derrota em 1968 na política. 

Apesar de Biden, atual presidente dos EUA, apoiar fortemente Israel após o massacre do Hamas, ele vem manifestando divergências com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Contudo, mesmo com as declarações de Biden em estar à procura da paz e contra às mortes civis, isso não tem conquistados os estudantes indignados. Uma pesquisa da CNN mostra que o apoio à gestão de Biden, caiu cerca de 6% de janeiro até abril. 

Estudantes universitários são presos em protesto pró-Palestina em Los Angeles 

Durante protesto pró-Palestina em universidade do Sul da Califórnia, estudantes foram presos em ação policial iniciada para dispersar manifestantes. Ainda com aviso prévio de que poderiam haver prisões, a abordagem contra dois estudantes deu-se início a confusão responsável pelas prisões. 

Ação Policial nos Estados Unidos

Devido ao alto número de manifestações acontecendo em diversas instituições dos Estados Unidos, universidades têm pedido apoio policial em busca de conter protestos, alegando segurança contra confusões.

Nesta última quarta-feira (24), em Los Angeles, na Universidade do Sul da Califórnia, mais um dos diversos protestos ocorridos por várias áreas do território americano tornou-se palco mundialmente reconhecido pela ação policial acontecida. O protesto, que em primeiro momento fora testemunhado como pacífico, sofreu de avisos prévios pela polícia quanto a prisões em consequência de confusão. Meia hora depois, o campos foi fechado e após uma abordagem à dois estudantes, manifestantes deram início a um empurra-empurra até ocorrer a primeira prisão. A quantidade de estudantes detidos não foi divulgada pelas autoridades. Universitários que encontravam-se dentro da instituição foram autorizados a sair. 

Outros casos de manifestações em prol do cessar-fogo em Gaza também vieram a público através de jornais e redes sociais, porém, nos últimos dias, o motivo não é direcionado a razão do protesto e sim, às tentativas de ações policiais acontecidas. Semelhante à Universidade do Sul da Califórnia, outras pessoas foram presas em instituições de prestígio como em Columbia, Yale e Universidade de Nova York, estima-se que 100 é o número de manifestantes detidos.  

Também nesta quarta-feira (24), em Austin, no Texas, policiais entraram com bastões e cavalos, e estudantes foram detidos.  


Estudante preso por autoridades texanas em protesto pró-Palestina em Austin, Texas (Foto: reprodução/ Jay Jenner/ AP/ The Guardian)

O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, se pronunciou nesta quarta-feira com uma visita ao campus de Columbia, onde foi recebido por vaias dos manifestantes e pediu a renúncia do presidente da universidade, Minouche Shafik. O republicano denunciou as manifestações como “governo da turba” e condenou o que chamou de “vírus do anti-semitismo” nas faculdades do país. As palavras discursas pelo presidente foram recebidas com indignação e vaias. 

Manifestações

A razão pela massa de protestos nos Estados Unidos e em muitos outros países, se dá pela continuação da guerra entre Israel e Palestina além da dificuldade de decisão sobre um cessar-fogo. Os estudantes universitários também exigem que haja corte de relações financeiras entre as instituições e o Estado de Israel, pois, de acordo com eles, se torna uma parceria intragável.  

O repúdio quanto a propaganda militar israelense em Gaza também é um pivô do discurso, sendo considerado em cartazes pelos protestantes a lembrança de mais de 34 mil pessoas mortas em ataques desde outubro do ano passado, de acordo com dados de instituições palestinas e do Hamas. 

Apesar do direcionamento dos protestos serem para o governo israelense e seu posicionamento político juntamente com o posicionamento nacional de autoridades americanas, estudantes judeus afirmam não se sentirem seguros dentro das universidades. Entretanto, também existe uma grande quantidade de judeus que apoiam e fazem parte do movimento pró-Palestina.  

Autoridade do Hamas promete “arruinar Israel” após ataque com palestinos mortos e feridos

Após 33.545 mortes de palestinos, a guerra entre Israel e Palestina continua. Nesta sexta-feira (12), o exército israelense lutou contra os palestinos no norte e no centro da Faixa de Gaza.

As tropas israelenses se retiraram de Gaza para se prepararem para um ataque à cidade de Rafah, ao sul, onde mais de 1 milhão de palestinos estão abrigados. No entanto, os combates persistiram em várias regiões.

Número de mortos não para de subir

Moradores do campo de Al-Nusseirat (onde refugiados palestinos se abrigam, localizado no meio da Faixa de Gaza), disseram que após uma ofensiva terrestre surpresa na quinta-feira, dezenas de pessoas foram relatadas como mortas ou feridas devido aos bombardeios israelenses por ar, terra e mar, entre eles estava um jornalista turco, identificado como Sami Shahada, que teve sua perna amputada em consequência. Houve relatos de casas e duas mesquitas destruídas durante os ataques.

Já na cidade de Gaza, o ministério da saúde (hoje controlado pelo Hamas), afirmou que 89 palestinos foram mortos por ataques militares israelenses em 24 horas, sendo pelo menos 25 da mesma família, os Tabaribi.

De acordo com a agência de notícias palestina Wafa, helicópteros de guerra israelenses também atingiram casas nos bairros de Zeitoun, Shujayea e Remal, causando mais ferimentos a civis.

O IDF (Forças de Defesa de Israel), afirmou que estavam realizando “uma operação precisa baseada em inteligência” contra militares e sua infraestrutura no centro de Gaza.

No último dia, os caças da IDF atingiram mais de 60 alvos terroristas na Faixa de Gaza, incluindo postos de lançamento subterrâneos, infraestrutura militar e locais onde operavam terroristas armados“, disseram em comunicado militar. “Paralelamente, a artilharia da IDF atingiu a infraestrutura terrorista na região central da Faixa de Gaza.”

Khaled Meshaal


Khaled Meshaal (PPM via Getty Images)


Khaled Meshaal, um dos dirigentes da organização islâmica Hamas, grupo que liderou um ataque ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, disse que vai “arruinar o inimigo em breve”, depois de 6 meses de guerra.

Corpos de trabalhadores mortos em ataque de Israel são entregues aos seus países

Os corpos de seis trabalhadores humanitários, mortos em ataque israelense, estão retornando aos seus países de origem. Entre eles está o australiano Lalzawmi (Zomi) Frankcom, o polonês Damian Sobol, o americano-canadense Jacob Flickinger, e os britânicos John Chapman, James (Jim) Henderson e James Kirby. Os restos mortais foram entregues no Egito aos respectivos representantes do seu país. Todos eram funcionários da World Central Kitchen (WCK).

Uma sétima vítima, o palestino identificado como Saifeddine Issam Ayad Abutaha, foi enterrado em Rafah, no sul da faixa de Gaza. Ele também fazia parte da WCK.

O ataque


Veículo da WCK fortemente danificado após bombardeio (Foto: reprodução/Ashraf Amra/Anadolu/ Embed from Getty Images)


Os trabalhadores foram atingidos por um bombardeio enquanto supervisionavam 100 toneladas de alimentos trazidos pelo mar. 

O fundador da WCK, José Andrés afirmou que tinha uma comunicação clara com os militares israelenses e que eles conheciam os movimentos dos seus trabalhadores. Segundo relatos, os transportes da organização estavam devidamente adesivados.

“Mesmo que não estivéssemos em coordenação com (as Forças de Defesa de Israel), nenhum país democrático e nenhum militar pode ter como alvo civis e trabalhadores humanitários.” disse ele à Reuters. Vale lembrar a reincidência de Israel em censuras, principalmente contra a imprensa.

O que diz Israel

O Estado de Israel admitiu o erro grave, e o chefe das Forças Armadas, o general Herzi Halevi, disse que “foi um erro que ocorreu após um erro de identificação durante a noite, durante uma guerra, em condições muito complexas. Isto não deveria ter acontecido”.

Segundo o comunicado emitido pelo governo israelense, Isaac Herzog, presidente do país, conversou com José Andrés e “expressou sua própria tristeza e suas sinceras desculpas pela morte trágica da equipe da WCK”, informou o comunicado, afirmando que o presidente “dirigiu suas condolências às famílias e amigos” das vítimas.

Em nota oficial, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden cobrou uma investigação rápida do ocorrido “Israel prometeu conduzir uma investigação minuciosa sobre o motivo pelo qual os veículos dos trabalhadores de ajuda humanitária foram atingidos por ataques aéreos”, reforçou Biden, “Essa investigação precisa ser rápida, deve trazer responsabilização e seus resultados devem ser divulgados ao público.”

World Central Kitchen

A WCK é uma organização não-governamental dedicada a prover alimentos a vítimas de desastres naturais. Após a tragédia, encerrou suas operações na região, “Em breve tomaremos decisões sobre o futuro do nosso trabalho.”, escreveu a ONG no seu site oficial.