Arsenal supera Brighton no Emirates e mantém liderança isolada da Premier League

O Arsenal confirmou mais uma atuação sólida diante de sua torcida e venceu o Brighton neste sábado (27), no Emirates Stadium, em duelo válido pela 18ª rodada da Premier League. Em um confronto marcado por intensidade, domínio territorial e momentos de pressão até o apito final, os comandados de Mikel Arteta mostraram maturidade para administrar o resultado e seguir como líderes da competição inglesa.

A equipe londrina abriu o placar ainda no primeiro tempo com Martin Odegaard, que coroou a superioridade dos Gunners na etapa inicial. No segundo tempo, após nova sequência ofensiva, o Arsenal ampliou com um gol contra de Rutter, após cobrança de escanteio. O Brighton reagiu nos minutos finais e diminuiu com Diego Gómez, mas não conseguiu evitar a derrota fora de casa.

Pressão inicial e controle dos Gunners

Desde o primeiro minuto, o Arsenal mostrou a que veio e impôs um ritmo intenso, pressionando a saída de bola do adversário e explorando a velocidade pelos lados do campo. Logo na jogada inicial, Gyokeres foi lançado por Trossard e ficou cara a cara com Verbruggen, mas finalizou fraco de perna direita, facilitando a defesa do goleiro holandês. A chance perdida não diminuiu o ímpeto dos donos da casa, que seguiram ocupando o campo ofensivo.

Pouco depois, foi a vez de Bukayo Saka desequilibrar pela direita. O camisa 7 fez grande jogada individual, invadiu a área e finalizou quase sem ângulo, exigindo mais uma intervenção segura de Verbruggen. A pressão constante surtiu efeito aos 13 minutos, quando Saka encontrou Odegaard na entrada da área. O norueguês dominou e bateu colocado, no canto, sem chances para o goleiro, abrindo o placar para o Arsenal.

Mesmo após o gol, os Gunners mantiveram o controle das ações e seguiram criando oportunidades. A equipe trocava passes com fluidez, girava o jogo com rapidez e dificultava qualquer tentativa de reação do Brighton. No fim da primeira etapa, o Arsenal quase ampliou em um lance de rara beleza, quando Zubimendi desviou de letra um chute de Merino, obrigando Verbruggen a fazer uma defesa espetacular no cantinho e manter o placar mínimo até o intervalo.


Melhores momentos da vitória dos Gunners (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Gol contra, reação tardia e liderança mantida

Na volta do intervalo, o Arsenal manteve a postura ofensiva e não demorou a transformar o domínio em vantagem no placar. Em cobrança de escanteio de Declan Rice, Rutter tentou cortar a bola, mas acabou desviando contra a própria meta, ampliando o marcador para 2 a 0 e dando ainda mais tranquilidade aos mandantes. O gol refletiu a pressão aérea e a presença constante dos Gunners no campo ofensivo.


Declan Rice foi um dos principais nomes da vitória do Arsenal (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Shaun Botterrill)


Após o segundo gol, o Brighton tentou se lançar mais ao ataque, mas seguiu encontrando dificuldades para furar a bem postada defesa do Arsenal. Ainda assim, os donos da casa quase marcaram o terceiro em uma arrancada de Gyokeres pelo lado direito, quando o atacante ganhou do defensor e soltou uma finalização forte, novamente parada por Verbruggen, que foi um dos destaques da partida.

Aos 18 minutos, os visitantes conseguiram diminuir o placar. Ayari arriscou um chute cruzado e acertou a trave, e no rebote Diego Gómez apareceu bem posicionado para empurrar a bola para o fundo das redes, recolocando o Brighton no jogo. O gol animou a equipe visitante, que passou a pressionar em busca do empate nos minutos finais.

O momento mais tenso da partida veio em uma finalização de Minteh, que recebeu dentro da área e bateu no ângulo, mas encontrou uma defesa espetacular de Raya, garantindo a vantagem do Arsenal. Nos acréscimos, os Gunners ainda tiveram a chance de matar o jogo quando Saka cruzou rasteiro para Martinelli, que desperdiçou ao chutar por cima da meta.

Com o triunfo, o Arsenal chegou aos 42 pontos e segue firme na liderança da Premier League, mantendo o Manchester City logo atrás, com 40. Já o Brighton estacionou nos 24 pontos, caiu para a 12ª colocação e deixou Londres com a sensação de que reagiu tarde demais diante de um adversário cada vez mais consistente na briga pelo título.

Manchester City supera reação do Nottingham Forest e vence fora de casa pela Premier League

O Manchester City precisou demonstrar paciência, maturidade e eficiência para deixar o City Ground com uma vitória importante neste sábado (27). Pela 18ª rodada da Premier League, os comandados de Pep Guardiola bateram o Nottingham Forest por 2 a 1 em um confronto que apresentou dois tempos bastante distintos. Após uma etapa inicial de pouca inspiração ofensiva, o duelo ganhou intensidade no segundo tempo e foi decidido apenas nos minutos finais, com brilho individual de Cherki.

Mesmo atuando fora de casa, o City controlou a posse de bola durante boa parte do jogo e tentou impor seu estilo característico, baseado em circulação rápida e presença constante no campo ofensivo. O Nottingham Forest, por sua vez, apostou em linhas compactas, marcação agressiva e transições rápidas, dificultando a criação dos visitantes e mantendo o equilíbrio no placar até os instantes decisivos da partida.

Primeiro tempo morno e marcação eficiente do Forest

A etapa inicial foi marcada por um ritmo cadenciado e poucas oportunidades claras de gol. O Manchester City manteve maior volume de jogo, trocando passes no campo de ataque e buscando espaços na defesa adversária, mas encontrou dificuldades para transformar posse em chances reais. As tentativas de Haaland, Foden e outros jogadores ofensivos acabaram neutralizadas por uma defesa bem postada do Nottingham Forest, que bloqueou finalizações e reduziu os espaços próximos à área.

Do lado dos mandantes, a estratégia foi clara: suportar a pressão e explorar possíveis erros do adversário. Igor Jesus se destacou como a principal válvula de escape da equipe dirigida por Sean Dyche, usando bem o corpo, movimentando-se entre os zagueiros e sofrendo faltas em momentos importantes. Ainda assim, o Forest pouco ameaçou o gol defendido por Donnarumma, resultando em um primeiro tempo sem grandes emoções e com o placar zerado refletindo fielmente o que foi apresentado em campo.


Melhores momentos do triunfo fora de casa do Manchester City (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


City volta mais agressivo e abre o placar cedo

A conversa no vestiário parece ter surtido efeito imediato no Manchester City. Logo aos três minutos do segundo tempo, a equipe visitante mostrou uma postura mais agressiva e vertical. Cherki, muito participativo, encontrou Reijnders com um passe preciso dentro da área. O meio-campista finalizou cruzado, sem chances para o goleiro John, abrindo o marcador e dando mais tranquilidade ao time de Guardiola.

O gol deu ainda mais confiança aos Citizens, que passaram a circular a bola com mais rapidez e presença ofensiva. Pouco depois, o próprio Cherki apareceu novamente pelo lado direito da área e arriscou um chute forte, obrigando John a fazer uma boa defesa. No entanto, quando parecia que o City poderia assumir o controle definitivo da partida, o Nottingham Forest mostrou capacidade de reação e aproveitou bem um de seus momentos ofensivos.

Reação dos mandantes e decisão nos minutos finais

Aos oito minutos da etapa final, o Forest chegou ao empate em uma jogada bem construída. Igor Jesus recebeu dentro da área, mostrou visão de jogo e cruzou com precisão para Hutchinson, que chegou finalizando de primeira e balançou as redes. O gol incendiou o City Ground e trouxe novo equilíbrio ao confronto, forçando as duas equipes a adotarem uma postura mais ousada em busca da vitória.


Rayan Cherki garantiu a vitória do City (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Clive Mason)


Com o jogo aberto, as chances começaram a surgir dos dois lados. O Nottingham Forest quase virou o placar quando Gibbs-White encontrou Neco Williams na entrada da área, mas Donnarumma apareceu com uma defesa decisiva para evitar o gol. Na resposta, o Manchester City criou uma grande oportunidade com Cherki acionando Foden, que limpou a marcação e finalizou cruzado, parando em excelente intervenção de John.

Quando o empate parecia encaminhado, a qualidade individual fez a diferença. Aos 37 minutos, após cobrança de escanteio, Gvardiol desviou de cabeça e a bola sobrou para Cherki, que bateu de primeira, no cantinho, garantindo o gol da vitória. O lance coroou uma atuação destacada do francês e confirmou o triunfo do City, que soube insistir até o fim para conquistar mais três pontos importantes na Premier League.

Liverpool supera adversidades, vence o Tottenham fora de casa e consolida reação na Premier League

A vitória do Liverpool sobre o Tottenham, neste sábado, em Londres, foi mais do que apenas três pontos somados fora de casa. O resultado simbolizou a consolidação de um processo de recuperação que parecia distante semanas atrás, quando o clube atravessava uma de suas maiores crises recentes. Agora, sob o comando de Arne Slot, a equipe demonstra equilíbrio, competitividade e capacidade de reagir em cenários adversos, características que voltaram a aproximar os Reds das primeiras posições da Premier League.

Com o triunfo, o Liverpool alcançou os 29 pontos e assumiu a quinta colocação, ficando colado no Chelsea, que fecha o G-4 com a mesma pontuação. O desempenho recente reforça a leitura de que a equipe encontrou um padrão de jogo mais sólido, especialmente fora de casa, onde antes havia dificuldade para controlar partidas. Do outro lado, o Tottenham segue em trajetória irregular, estacionado na 13ª posição, com 22 pontos, e acumulando problemas disciplinares que novamente pesaram no resultado.

Mesmo com a derrota, o duelo também teve destaque individual do lado londrino. Richarlison voltou a balançar as redes e chegou a oito gols na temporada, confirmando seu bom momento em meio a um contexto coletivo instável. Artilheiro do Tottenham em 2025/26, o brasileiro marcou cinco vezes nos últimos nove jogos, período no qual iniciou sete partidas como titular, reforçando sua importância ofensiva no elenco.

Início equilibrado e expulsão que mudou o jogo

O confronto começou com leve superioridade territorial do Tottenham, empurrado por sua torcida. A primeira grande chance foi dos donos da casa, quando Kolo Muani aproveitou sobra após cruzamento de Lucas Bergvall, mas finalizou em cima da defesa do Liverpool. O lance deu o tom de um início intenso, porém rapidamente o jogo se tornou truncado, com excesso de faltas, poucas trocas de passes e raríssimas oportunidades claras para ambos os lados.

A partida ganhou outro contorno aos 30 minutos do primeiro tempo. Xavi Simons cometeu falta dura em Virgil van Dijk, atingindo a sola da chuteira no calcanhar do zagueiro. Após revisão no VAR, o árbitro não hesitou em mostrar o cartão vermelho direto. A expulsão desorganizou o Tottenham e deu ao Liverpool o controle do meio-campo. Com um jogador a mais, os visitantes passaram a circular melhor a bola e quase abriram o placar ainda antes do intervalo, em chute de Florian Wirtz defendido com segurança por Vicario.


Melhores momentos da vitória dos Reds na casa dos Spurs (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Liverpool aproveita a vantagem numérica e decide

Na volta do intervalo, Arne Slot mostrou leitura rápida do cenário ao promover a entrada de Alexander Isak, buscando mais presença ofensiva para explorar os espaços deixados pelo adversário. A mudança surtiu efeito imediato. Logo aos cinco minutos, Cuti Romero errou na saída de bola, Isak recuperou e acionou Hugo Ekitiké, que inverteu para Florian Wirtz. O alemão encontrou Isak infiltrando na área, e o sueco finalizou com precisão para abrir o placar, sem chances para Vicario.

O gol trouxe confiança aos Reds, mas também um contratempo importante. No momento da finalização, Isak se chocou com van de Ven, sentiu o joelho e precisou ser substituído. Jeremie Frimpong entrou em seu lugar, mantendo a proposta ofensiva do Liverpool. O Tottenham, mesmo em desvantagem numérica, tentou reagir e quase empatou em chute de Kolo Muani que desviou em Miloš Kerkez e explodiu no travessão, surpreendendo Alisson.


Alexander Isak sai sentindo na vitória do Liverpool (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Marc Atkins)


Aos 20 minutos, o Liverpool voltou a ser eficiente. Frimpong venceu Djed Spence pelo lado direito e cruzou para a área. Após leve desvio, Hugo Ekitiké ganhou de Romero pelo alto e cabeceou no ângulo, ampliando o placar para 2 a 0. O gol praticamente definiu o jogo, ainda que os visitantes tenham desperdiçado outras oportunidades para transformar a vitória em goleada.

O Tottenham tentou uma reação final com a entrada de Richarlison, que aproveitou cobrança de escanteio para diminuir o placar e chegar ao seu oitavo gol na temporada. Pouco depois, porém, a situação dos anfitriões se complicou ainda mais com a expulsão de Romero no fim da partida, encerrando qualquer chance de pressão final.

O apito final confirmou um resultado que reforça o novo momento do Liverpool. Organizado, competitivo e eficiente, o time de Arne Slot deixa para trás a crise e segue firme na luta pelas primeiras posições da Premier League, enquanto o Tottenham sai de campo pressionado e com a necessidade urgente de corrigir falhas dentro e fora das quatro linhas.

Haaland dita o ritmo, City atropela o West Ham e assume a ponta da Premier League

O Manchester City confirmou mais uma vez sua força diante da torcida ao vencer o West Ham por 3 a 0, neste sábado (20), no Etihad Stadium, em confronto válido pela Premier League. Com atuação dominante e protagonismo absoluto de Erling Haaland, os comandados de Pep Guardiola construíram o placar com autoridade e ampliaram uma sequência que já se tornou histórica: são 22 partidas de invencibilidade contra o clube londrino, que não vence em Manchester há mais de uma década.

O resultado teve peso direto na tabela. Com os três pontos conquistados, os Cityzens chegaram a 37 e assumiram, ao menos provisoriamente, a liderança do campeonato, ultrapassando o Arsenal, que ainda entra em campo na rodada. Do outro lado, o cenário é dramático para o West Ham. Estagnado com 13 pontos, o time atravessa um momento delicado e vai passar o Natal na zona de rebaixamento, ocupando a 18ª colocação, pressionado por resultados e desempenho.

Início fulminante e controle absoluto do City

O roteiro da partida começou a ser desenhado ainda nos primeiros minutos. Antes mesmo de o relógio marcar cinco voltas completas, Haaland mostrou por que é considerado um dos atacantes mais temidos do futebol mundial. O camisa 9 recebeu cruzamento rasteiro de Phil Foden e finalizou duas vezes na mesma jogada para superar Aréola, que chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o gol que abriu o placar e ditou o tom do confronto.

Com a vantagem precoce, o City passou a administrar a posse de bola de forma paciente, empurrando o West Ham para o próprio campo e controlando o ritmo com trocas de passes curtas e movimentação constante. A equipe de Guardiola manteve intensidade sem pressa, enquanto os visitantes encontravam dificuldades para sair jogando e sofriam com a pressão alta imposta pelos donos da casa.

A superioridade se refletiu novamente aos 38 minutos. Em tentativa de construção desde a defesa, Lucas Paquetá foi desarmado, e a bola chegou rapidamente a Haaland. Demonstrando visão de jogo além da finalização, o norueguês serviu Cherki, que apareceu livre e concluiu com precisão para ampliar a vantagem, consolidando o domínio do City ainda antes do intervalo.


Melhores momentos da vitória hegemônica do City (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Reação tímida, perigo pontual e golpe final

Apesar do controle quase total nos primeiros 45 minutos, o West Ham voltou do intervalo com postura mais agressiva e, de maneira surpreendente, passou a criar algumas oportunidades. Logo no início da segunda etapa, Donnarumma precisou trabalhar após cruzamento perigoso de Summerville, espalmando para dentro da área. No rebote, Magassa tentou aproveitar, mas parou novamente no goleiro, e Matheus Fernandes, na sequência, finalizou para fora.

Mesmo com mais de 80% de posse ao longo do jogo, o City viu os visitantes encontrarem espaços pontuais. Bowen teve boa chance ao bater na saída de Donnarumma e acertar a rede pelo lado de fora, além de desperdiçar outra oportunidade clara em contra-ataque puxado por Paquetá. A sensação momentânea era de que o West Ham poderia ao menos incomodar.

No entanto, qualquer reação foi interrompida aos 24 minutos. Savinho, recém-entrado no lugar de Cherki, arrancou pelo lado do campo, invadiu a área e, após um bate-rebate, a bola sobrou novamente para Haaland. Como um verdadeiro “ímã”, o atacante apareceu no lugar certo para empurrar para o gol e fechar o placar, reafirmando sua capacidade de decidir mesmo quando não é o foco principal da jogada.

Haaland amplia números e reforça papel decisivo

A atuação contra o West Ham reforça estatísticas impressionantes de Haaland com a camisa do Manchester City. Considerando apenas esta temporada, o norueguês já soma 25 gols e quatro assistências em 23 partidas, números que o colocam muito próximo de igualar o desempenho de toda a campanha passada, quando marcou 34 vezes e distribuiu cinco passes decisivos em 48 jogos.


Haland o artilheiro do Manchester City no Campeonato Inglês (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Molly Darlington)


Para o West Ham, enfrentar Haaland tem sido um pesadelo recorrente. O clube londrino se tornou a segunda maior vítima do atacante, com 11 gols sofridos em apenas sete confrontos, superando o Wolverhampton e ficando atrás apenas do RB Leipzig no ranking de times mais castigados pelo camisa 9 no futebol europeu.

O calendário segue exigente para ambos. O Manchester City volta a campo no próximo sábado (27), fora de casa, diante do Nottingham Forest, em mais um compromisso decisivo na corrida pelo título. Já o West Ham tenta reagir diante de sua torcida, no mesmo dia, contra o Fulham, buscando pontos urgentes para sair da zona de perigo e mudar o rumo de uma temporada que, até aqui, tem sido marcada por frustrações.

Chelsea reage fora de casa e arranca empate histórico contra o Newcastle na Premier League

O Chelsea demonstrou poder de reação e personalidade ao buscar um empate por 2 a 2 diante do Newcastle, no estádio St. James’ Park, em duelo válido pela atual temporada da Premier League. A equipe comandada por Enzo Maresca teve um primeiro tempo amplamente dominado pelos donos da casa, que abriram vantagem ainda antes do intervalo. No entanto, a postura mudou completamente na etapa final, permitindo aos visitantes igualarem o marcador e saírem com um ponto considerado valioso fora de casa.

O resultado teve impacto direto na tabela de classificação. O Newcastle chegou aos 23 pontos e ocupa a 11ª colocação, mantendo uma campanha irregular na competição. Já o Chelsea, com 29 pontos, permanece no quarto lugar, consolidando-se na zona de classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões e reforçando o bom momento vivido sob o novo comando técnico.

Domínio inicial dos Magpies e eficiência ofensiva

Empurrado por sua torcida, o Newcastle começou a partida em ritmo intenso e aproveitou as fragilidades defensivas do Chelsea nos minutos iniciais. A pressão alta surtiu efeito rapidamente, e Woltemade foi o grande protagonista da primeira etapa ao marcar os dois gols que colocaram os Magpies em vantagem. A equipe da casa explorou bem as transições rápidas e mostrou contundência nas finalizações, transformando volume de jogo em vantagem no placar.

Os números do primeiro tempo ajudam a explicar o cenário. O Newcastle finalizou sete vezes, sendo cinco delas no alvo, além de criar seis grandes chances claras de gol. O índice de gols esperados (xG) chegou a 1,97, evidenciando a superioridade ofensiva. O Chelsea, por outro lado, teve dificuldades para construir jogadas, somando apenas quatro finalizações e nenhuma direção certa ao gol adversário, com xG bastante modesto de 0,24.

Esse início forte reforça uma característica marcante da equipe do norte da Inglaterra. O Newcastle já marcou três gols nos primeiros cinco minutos de partidas da Premier League nesta temporada, mais do que qualquer outro clube. Desde o início da temporada passada, são oito gols nesse recorte, consolidando o time como um dos mais agressivos no começo dos jogos.


Melhores momentos do empate entre Newcastle e Chelsea (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Mudança de postura e reação londrina no segundo tempo

A conversa no vestiário surtiu efeito no Chelsea. Logo após o intervalo, a equipe voltou mais organizada, com linhas mais altas e maior controle da posse de bola. A pressão passou a ser exercida pelos visitantes, que empurraram o Newcastle para o campo defensivo e reduziram os espaços para contra-ataques. O domínio territorial se traduziu em maior presença ofensiva e crescimento nos números.

A reação começou com Reece James, que marcou um belo gol em cobrança de falta, recolocando o Chelsea na partida e alterando o ambiente no estádio. O gol deu confiança ao time de Londres, que passou a circular melhor a bola e explorar os lados do campo. A insistência foi recompensada quando o brasileiro João Pedro apareceu bem na área para deixar tudo igual, selando o empate em 2 a 2.


João Pedro marca o gol de empate dos Blues (Foto: reprodução/Getty Images Embed/George Wood)


Na etapa final, os dados estatísticos mostraram um cenário inverso ao do primeiro tempo. O Chelsea finalizou nove vezes, quatro delas no alvo, enquanto o Newcastle produziu pouco ofensivamente, com apenas quatro chutes, nenhum na direção do gol. A queda de rendimento dos Magpies evidenciou dificuldades em sustentar a intensidade inicial.

Empate com peso histórico e alertas para o Newcastle

O resultado também entrou para as estatísticas da competição. Nenhuma equipe perdeu mais pontos após estar em vantagem na atual edição do Campeonato Inglês do que o Newcastle, com 13, número igual ao do Brentford. Além disso, foi a primeira vez desde agosto de 2022 que os Magpies deixaram de vencer uma partida de liga após abrirem dois ou mais gols de vantagem, encerrando uma sequência impressionante de 40 vitórias consecutivas nessas condições.

Do lado do Chelsea, o empate também teve caráter histórico. Foi apenas a quarta vez que o clube evitou uma derrota fora de casa na Premier League após estar perdendo por dois ou mais gols no intervalo. Antes disso, a equipe havia conseguido feitos semelhantes apenas em agosto de 1992, setembro de 2020 e abril de 2024. O dado reforça a resiliência do elenco e a capacidade de adaptação durante o jogo.

O empate, portanto, deixou sentimentos distintos. Para o Chelsea, o ponto conquistado representa maturidade competitiva e manutenção de um lugar importante na tabela. Para o Newcastle, o resultado acende um sinal de alerta sobre a dificuldade em administrar vantagens e manter regularidade ao longo dos 90 minutos, um fator decisivo para quem busca voos mais altos na Premier League.

Do sofrimento ao alívio: Arsenal vence o Wolverhampton e amplia liderança da Premier League

Era um duelo que, no papel, parecia desequilibrado: o líder isolado da Premier League contra o lanterna que ainda não havia vencido na competição. No entanto, dentro de campo, o confronto entregou muito mais emoção do que o esperado. No Emirates Stadium, em Londres, o Arsenal precisou lidar com resistência, tensão até os minutos finais e uma boa dose de drama para sair com a vitória por 2 a 1 sobre o Wolverhampton, neste sábado (13), pela 16ª rodada do campeonato.

Mais líder do que nunca, o time comandado por Mikel Arteta chegou aos 36 pontos e abriu cinco de vantagem sobre o Manchester City, vice-líder com 31, que ainda entra em campo na rodada diante do Crystal Palace. Do outro lado, o Wolves segue vivendo um verdadeiro calvário na temporada: com apenas dois pontos somados em 16 partidas, a equipe permanece na última colocação e ainda não sabe o que é vencer na Premier League.

Domínio territorial e paciência no primeiro tempo

Desde os primeiros minutos, o Arsenal assumiu o controle das ações e empurrou o Wolverhampton para o próprio campo. Com ampla posse de bola, troca constante de passes e presença ofensiva, os Gunners rondaram a área adversária durante quase toda a etapa inicial. Apesar disso, o volume não se transformou em grandes chances claras, muito em função da boa organização defensiva do time visitante, que se postou com três zagueiros e fechou bem os espaços pelo alto e em jogadas de bola parada.

Mesmo com dificuldades para infiltrar, os donos da casa chegaram perto de abrir o placar em lances esporádicos. Em três oportunidades, cruzamentos encontraram sobras na área, mas Martinelli não conseguiu acertar o alvo e finalizou para fora. Faltou precisão, sobretudo nos momentos decisivos, para transformar o domínio territorial em vantagem no marcador, o que aumentou a ansiedade das arquibancadas londrinas.

O Wolverhampton, por sua vez, apostou exclusivamente nos contra-ataques e teve uma única chance realmente perigosa na primeira etapa. Em jogada rápida, Hwang Hee-Chan apareceu livre e obrigou Raya a trabalhar em dois tempos, evitando o que seria um balde de água fria no Emirates. No mais, o goleiro espanhol foi pouco exigido antes do intervalo, que terminou sem gols e com sensação de frustração para o líder do campeonato.


Melhores momentos da vitória dos Gunner (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Gols contra, emoção e protagonismo nos acréscimos

O segundo tempo manteve o mesmo roteiro, com o Arsenal ditando o ritmo e o Wolves se defendendo com linhas baixas, tentando explorar eventuais espaços deixados pelos mandantes. Logo nos minutos iniciais, Martinelli quase marcou um golaço em jogada individual pela direita, mas parou na defesa. A pressão era constante, embora ainda faltasse efetividade no último passe ou na finalização.

Aos 22 minutos, o primeiro chute mais perigoso dos Gunners saiu dos pés de Declan Rice, que só não marcou porque Johnstone espalmou. Dois minutos depois, porém, o azar bateu à porta do goleiro do Wolverhampton. Após cobrança de escanteio de Saka, a bola bateu na segunda trave e voltou nas costas de Johnstone, que acabou marcando contra e abrindo o placar para o Arsenal em um lance inusitado.


Gabriel Jesus garantiu a vitória do Arsenal (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Catherine Ivill – AMA)


Com o jogo em aberto, Arteta decidiu mexer no time e promoveu a entrada de Gabriel Jesus no lugar de Gyökeres. O brasileiro voltou a atuar na Premier League após 11 meses afastado por conta de uma grave lesão no joelho, depois de já ter retornado no meio da semana pela Champions League. A presença do atacante deu mais mobilidade ao setor ofensivo nos minutos finais.

O que parecia controlado ganhou contornos dramáticos nos acréscimos. Aos 45 minutos, o Wolverhampton cresceu no jogo e conseguiu o empate com Arokodare, que marcou de cabeça e silenciou momentaneamente o estádio. No entanto, a resposta do Arsenal foi imediata. Aos 48, após cruzamento de Saka e participação direta de Gabriel Jesus no lance, o zagueiro Mosquera acabou desviando contra o próprio gol, decretando a vitória dos Gunners.

O resultado reforça a consistência do Arsenal na liderança da Premier League, mesmo em partidas em que o desempenho não é brilhante. Já o Wolverhampton segue afundado na última posição, com atuações competitivas, mas sem conseguir transformar esforço em pontos, acumulando frustrações rodada após rodada.

Premier League vive sábado eletrizante com golaços, viradas e brilho brasileiro

O primeiro dia da 15ª rodada da Premier League entregou exatamente aquilo que o torcedor inglês mais aprecia: intensidade, imprevisibilidade e brilho individual. Cinco dos tradicionais “Big Six” entraram em campo e transformaram o sábado em um espetáculo disputado minuto a minuto, com viradas, golaços e placares que mexeram diretamente com a tabela. Foi uma tarde em que defesas sofreram, ataques se multiplicaram e a briga pelo topo da competição ficou ainda mais acirrada.

Além da movimentação natural da rodada, dois brasileiros roubaram os holofotes: Bruno Guimarães marcou um legítimo gol olímpico, lances raros no futebol de elite, enquanto Richarlison voltou a ser decisivo pelo Tottenham, mostrando retomada de confiança. Entre disputas intensas, atuações coletivas marcantes e equilíbrio nas quatro linhas, o sábado renovou o interesse pelo campeonato e deixou claro que a temporada ainda promete curvas inesperadas.

Aston Villa impõe intensidade e derruba o líder no Villa Park

A manhã começou com um dos confrontos mais envolventes da temporada: Aston Villa x Arsenal. A partida apresentou um ritmo frenético desde o apito inicial, com o time de Unai Emery pressionando alto, trabalhando a bola com velocidade e impedindo o Arsenal de ter controle. O líder da Premier League tentou administrar a posse, mas encontrou um adversário agressivo, determinado a ditar o rumo do duelo.

A superioridade do Villa no primeiro tempo se traduziu no gol de Matty Cash, que apareceu livre para finalizar com precisão após jogada bem articulada pela direita. O Arsenal, que pouco produziu antes do intervalo, voltou para o segundo tempo mais concentrado e empatou com Leandro Trossard, aproveitando infiltração fulminante que desmontou a marcação dos donos da casa. A igualdade parecia encaminhar um resultado equilibrado, mas o Villa manteve seu espírito ofensivo até o último instante. Nos acréscimos, Emiliano Buendía aproveitou confusão na área e garantiu o triunfo por 2 a 1, levando o estádio à euforia e colocando o time na terceira posição da tabela.


Aston Villa vence os Gunners em casa (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)

Chelsea empata com o Bournemouth e perde chance de encostar

No horário do almoço, o Chelsea visitou o Bournemouth precisando reagir após uma derrota dolorosa na rodada anterior. Mesmo sem começar com Estêvão entre os titulares, o time londrino demonstrou desde cedo maior presença ofensiva. Ainda assim, levou um susto logo no início, quando Evanilson completou para o gol após finalização de Semenyo — lance que, após revisão, foi invalidado por impedimento.

O restante da partida seguiu morno, com o Chelsea rondando a área adversária, mas demonstrando pouca inspiração. Cole Palmer, em seu retorno, encontrou dificuldades para quebrar a defesa compacta do Bournemouth. As oportunidades apareceram, mas sem criatividade suficiente para transformar domínio territorial em gols. O 0 a 0 final frustrou ambos os lados: os Blues permanecem na zona europeia, porém desperdiçam uma chance preciosa de aproximação aos líderes.


Chelsea tropeça mas uma vez na competição (Foto: rpeodução/Getty Images Embed/Mike Hewit)


Everton mantém ascensão e confirma vitória convincente

Quem vive momento especial é o Everton, que voltou a oferecer uma atuação sólida e envolvente. Com apenas dois minutos de jogo, a equipe aproveitou pressão alta para abrir o placar, dando confiança e ritmo ao time. Ao longo da primeira etapa, o Everton controlou o jogo, construiu jogadas com paciência e ampliou a vantagem pouco antes do intervalo, demonstrando maturidade e organização.

No segundo tempo, a postura dos Toffees foi inteligente: sem correr grandes riscos, administraram a vantagem e mantiveram o Nottingham Forest distante da área. O terceiro gol no fim do duelo selou um triunfo dominador, levando o clube ao G-5 da Premier League — destaque absoluto para uma equipe que iniciou a temporada pressionada e agora se mostra competitiva e convincente. Já o Forest volta a ligar o alerta, ainda muito ameaçado pela zona de rebaixamento.

Manchester City atropela Sunderland com show de Rayan Cherki

O Sunderland vinha sendo uma das grandes surpresas do campeonato, mas encontrou pela frente um Manchester City implacável. A equipe de Pep Guardiola apresentou seu estilo característico com posse agressiva, troca rápida de passes e pressão intensa. Rayan Cherki assumiu protagonismo total: distribuiu duas assistências brilhantes, incluindo um cruzamento de letra para Foden transformar em golaço.

O domínio dos Citizens foi absoluto do início ao fim. Rúben Dias e Gvardiol completaram o placar, sacramentando o 3 a 0. Com o resultado, o City encosta de vez no Arsenal e reacende a disputa pela liderança, mostrando que ainda tem munição para buscar o topo. Apesar da derrota, o Sunderland segue acima das expectativas para um recém-promovido, mantendo presença relevante na parte superior da tabela.


City vence com hegemonia sobre o0 Sunderland (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Bruno Guimarães marca gol olímpico e Newcastle vence o Burnley

No St. James’ Park, emoção não faltou. Newcastle e Burnley protagonizaram um confronto crucial, especialmente porque os Magpies buscavam retornar ao top-10. E foi Bruno Guimarães quem abriu o placar de maneira histórica: o brasileiro bateu escanteio fechado e marcou um golaço olímpico, levantando a torcida e mudando o clima da partida.

Com um jogador a mais após expulsão do Burnley, o Newcastle ampliou com Anthony Gordon ainda no primeiro tempo. A vantagem, porém, não trouxe tranquilidade. Na etapa final, o Burnley cresceu, pressionou e diminuiu com Flemming em cobrança de pênalti. O fim foi dramático, mas o Newcastle segurou o 2 a 1 e ganhou fôlego para voltar a sonhar com voos mais altos.


O brasileiro Bruno Guimarães marcou um golaço na vitória do Newcastle (Vídeo: reprdução/Instagram/@espnbrasil)


Tottenham reencontra bom futebol e vence o Brentford

Fechando o sábado, o Tottenham entrou em campo para enfrentar o Brentford, num duelo de reencontros e expectativas. Thomas Frank, agora nos Spurs, encarou seu antigo clube, enquanto Xavi Simons finalmente mostrou seu potencial máximo. O meia holandês ditou o ritmo do primeiro tempo, dando assistência para Richarlison abrir o marcador e, logo depois, anotando seu primeiro gol pelo clube.

Na etapa final, o Tottenham adotou postura mais conservadora, controlando o jogo com tranquilidade e garantindo o 2 a 0. Richarlison, mais uma vez decisivo, sai fortalecido, e os Spurs se aproximam da parte alta da classificação, retomando confiança no projeto.

Rodada redesenha a tabela e aumenta pressão entre os líderes

Com a conclusão dos jogos deste sábado, o cenário da Premier League mudou de forma considerável. O Arsenal segue líder, mas agora vê o Manchester City encostar a apenas dois pontos. O Aston Villa, embalado por atuação emblemática, entra de vez na briga. Chelsea permanece no G-4, porém com desempenho abaixo do esperado. Everton assume o quinto lugar, Tottenham sobe para o oitavo, e o Newcastle retorna ao top-10. Do outro lado, Sunderland escorrega para sétimo, Brentford desce para a faixa intermediária e o Burnley segue afundado na zona de rebaixamento.

A 15ª rodada reafirmou não apenas a força técnica da Premier League, mas também sua capacidade única de surpreender, emocionar e alterar destinos em questão de minutos. E, neste sábado, com brasileiros protagonistas, o campeonato ganhou ainda mais brilho.

Arsenal mantém liderança, Leeds surpreende o Chelsea e Liverpool tropeça na Premier League

A 14ª rodada da Premier League, disputada nesta quarta-feira (3), entregou exatamente o que se espera de um dos campeonatos nacionais mais acirrados do mundo: intensidade, bolas na rede e mudanças significativas na classificação. Ao todo, seis partidas movimentaram o dia, mas três delas concentraram as maiores atenções — Arsenal x Brentford, Chelsea x Leeds United e Liverpool x Sunderland. Os duelos envolveram equipes em momentos distintos, porém todas diretamente interessadas em seus objetivos no campeonato, resultando em um total de 17 gols marcados.

Neste cenário vibrante, o Arsenal reafirmou sua solidez ao manter a liderança, mesmo sob pressão do vice-líder Manchester City. O Leeds, por sua vez, alcançou sua vitória mais importante na temporada até agora, deixando a zona de rebaixamento com autoridade diante de um Chelsea irregular. Já o Liverpool viveu uma noite de susto em Anfield, esbarrando no organizado Sunderland, que esteve muito perto de registrar uma vitória histórica fora de casa, algo que não acontece há mais de quatro décadas.

Arsenal confirma favoritismo e domina o Brentford

No Emirates Stadium, o Arsenal entrou em campo disposto a controlar o jogo desde os primeiros minutos — e conseguiu. Foi logo na etapa inicial que Mikel Merino aproveitou cruzamento milimétrico de Ben White e, de cabeça, abriu o placar para os líderes do campeonato. O gol deu tranquilidade aos comandados de Mikel Arteta, mas o Brentford não se abateu e chegou perto do empate em duas oportunidades perigosas. Em ambas, a trave e o goleiro David Raya impediram que os visitantes igualassem o marcador.

O segundo tempo seguiu com o Arsenal administrando a posse de bola, construindo jogadas com paciência e mantendo o Brentford sob controle. Apesar de desperdiçar algumas chances claras, a equipe londrina só conseguiu sacramentar a vitória no final da partida, quando Bukayo Saka encontrou espaço na área e ampliou para 2 a 0. O resultado colocou o Arsenal com 33 pontos, cinco a mais que o segundo colocado Manchester City, enquanto o Brentford permanece em 13º, com 19 pontos.

O próximo desafio dos líderes será neste sábado, às 9h30, contra o Aston Villa fora de casa. Já o Brentford tenta reagir no mesmo dia, às 12h, diante do Tottenham, em Londres.


Melhores momentos da vitória dos Gunners em Londres (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Leeds surpreende, domina e afunda o Chelsea

No Elland Road, a atmosfera era de urgência para o Leeds United, que precisava vencer para deixar a zona de rebaixamento. E a equipe correspondeu. Logo no início, Jaka Bijol abriu o placar após cobrança de escanteio precisa de Anton Stach. A vantagem cedo deu confiança ao time da casa, que seguiu pressionando e impedindo o Chelsea de se encontrar em campo. A falta de reação dos visitantes custou caro: pouco antes do intervalo, Ao Tanaka recebeu na entrada da área e ampliou com um chute certeiro.

O Chelsea voltou do intervalo com mudanças importantes, tentando retomar o controle do jogo. E conseguiu diminuir o prejuízo após cruzamento de Jamie Gittens para Pedro Neto, que apareceu na segunda trave e marcou. No entanto, qualquer esperança de virada se desfez rapidamente. Dominick Calvert-Lewin aproveitou erro de Tosin Adarabioyo e completou para o fundo da rede, decretando o 3 a 1 para o Leeds.

Com o triunfo, o Leeds chegou a 14 pontos e finalmente saiu do Z-3, assumindo a 17ª posição. O Chelsea, por sua vez, caiu para o quarto lugar, estacionado nos 24 pontos. Na próxima rodada, os Blues visitam o Bournemouth no sábado, enquanto o Leeds recebe o Liverpool novamente em Elland Road.


 Chelsea perde fora de casa para o Leeds (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Oli SCARFF)


Sunderland surpreende e pressiona, mas Liverpool busca empate

O duelo em Anfield prometia ser tranquilo para o Liverpool, mas o Sunderland mostrou rapidamente por que tem sido a sensação da temporada entre os recém-promovidos. Em um jogo equilibrado, os visitantes aproveitaram erro de Van Dijk e abriram o placar com Talbi, após chute desviado que enganou o goleiro. O gol colocou os Black Cats próximos de um feito histórico: vencer os Reds como visitante pela primeira vez em 42 anos.

Mesmo com mais posse, o Liverpool encontrou dificuldades para furar a marcação adversária e só conseguiu reagir nos minutos finais. Florian Wirtz, muito pressionado por atuações recentes, arriscou jogada individual na área; a finalização desviou em Mukiele e morreu no fundo da rede, sendo anotada como gol contra. O 1 a 1 evitou um revés traumático, mas expôs fragilidades do time de Anfield.

Chelsea vence o Burnley e assume vice-liderança provisória da Premier League

O Chelsea conquistou uma vitória importante na tarde deste sábado ao superar o Burnley por 2 a 0, no Turf Moor, e assumir momentaneamente a vice-liderança da Premier League. O resultado confirma o crescimento recente da equipe de Londres, que conseguiu impor seu ritmo desde os primeiros minutos e saiu de campo com três pontos fundamentais na disputa pelas primeiras posições da tabela.

Com uma atuação eficiente, os comandados de Enzo Maresca demonstraram controle tático, paciência e objetividade para aproveitar as oportunidades criadas. O Burnley, em situação delicada no campeonato, encontrou dificuldades para reagir ao gol sofrido ainda no primeiro tempo e viu o adversário administrar o jogo com maturidade, ampliando a vantagem na etapa final para sacramentar o triunfo.

Primeiro tempo de domínio azul e Pedro Neto decisivo

O Chelsea mostrou desde o início que não estava disposto a perder tempo. Com transições rápidas e marcação alta, a equipe londrina neutralizou as tentativas de saída de bola do Burnley, forçando erros e recuperando a posse com frequência no campo ofensivo. Esse comportamento permitiu ao time criar superioridade numérica pelos lados, especialmente pelo setor esquerdo.

Aos 36 minutos, o esforço ganhou recompensa. Adarabioyo percebeu o avanço de Cucurella e lançou o lateral em profundidade. O espanhol dominou, levantou a cabeça e acionou Gittens, que chegava livre pela linha de fundo. O cruzamento rasteiro encontrou Pedro Neto posicionado entre os zagueiros, e o atacante português completou para o fundo da rede, abrindo o placar e coroando o bom desempenho coletivo dos Blues.

O Burnley, pressionado pela própria campanha irregular, tentou responder nos minutos seguintes, mas esbarrou na falta de criatividade e na imposição física do meio-campo adversário. O goleiro Petrovic, praticamente sem trabalho, assistiu de longe aos esforços frustrados dos donos da casa. O Chelsea, por sua vez, seguiu tocando a bola com tranquilidade, evitando riscos desnecessários e mantendo o controle emocional da partida.


Burley e Chelsea se enfrentaram na Premier League (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Nathan Stirk)


Burnley afunda no segundo tempo

Na volta do intervalo, o cenário não mudou muito. O Burnley até tentou adiantar suas linhas e buscar mais presença ofensiva, mas faltou precisão nas trocas de passe e profundidade pelos corredores. A defesa londrina, bem postada, conseguiu conter as investidas com relativa facilidade, enquanto o setor ofensivo explorava os espaços deixados pela equipe mandante.

A entrada de alguns jogadores mais descansados deu fôlego ao Chelsea, que passou a administrar a vantagem com maior tranquilidade, alternando momentos de posse longa e escapadas rápidas em contra-ataques. A torcida local lamentava a dificuldade do time em encontrar soluções, especialmente diante de um adversário que não se expôs em momento algum.

Quando o relógio caminhava para os minutos finais, o golpe definitivo veio dos pés de Enzo Fernández. Em jogada bem construída pelo meio, o argentino recebeu livre próximo da área, fez o domínio orientado e bateu colocado, sem chances para o goleiro. O 2 a 0 selou o triunfo e deu a segurança necessária para a equipe apenas esperar o apito final.


Melhores momentos da vitória dos Blues (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)


Situação na tabela e pressão entre os líderes

Com a vitória, o Chelsea chegou aos 23 pontos, ultrapassando o Manchester City e assumindo momentaneamente a vice-liderança da Premier League. A equipe agora se coloca a apenas três pontos do líder Arsenal, que ainda entra em campo na rodada e sente a pressão da aproximação dos rivais.

Para o Burnley, o revés aumenta a preocupação. Permanecendo com 10 pontos, o time pode terminar o fim de semana dentro da zona de rebaixamento, dependendo dos resultados dos concorrentes diretos. A falta de reação diante de adversários mais fortes acende um alerta, principalmente pela dificuldade em criar jogadas e pela fragilidade defensiva mostrada em momentos decisivos.

O Chelsea, por outro lado, mantém sua trajetória ascendente e segue mostrando evolução sob o comando de Maresca. O triunfo fora de casa, com controle tático e eficácia, reforça a confiança da equipe na briga por posições de destaque na temporada — e coloca ainda mais tempero na disputa pelo topo da Premier League.

Max Dowman, Estêvão, Yamal: jovens revelações surgem em nova tendência do mercado

Os clubes mais ricos do mundo estão contratando e lançando jogadores cada vez mais jovens. Não é por acaso; é uma tendência do mercado de futebol, uma estratégia que as grandes ligas adotaram. E o Brasil pode ficar para trás nesse momento, ele que se posiciona no mercado como vendedor, muitas vezes não mantendo seus jovens atletas, que saem muito cedo para o mercado europeu.

As grandes ligas, como o campeonato espanhol (La Liga), francês (Ligue 1), inglês (Premier League), alemão (Bundesliga) e italiano (Serie A), promovem e incentivam financeiramente seus clubes a formarem cada vez mais os seus jovens atletas e usá-los no futebol profissional.

E, portanto, esses jogadores tendem a ter mais espaços e tempo de jogo. É possível observar nos dados abaixo uma crescente desses atletas, que se tornaram fundamentais para suas equipes.

La Liga à frente na formação de jovens 

O campeonato espanhol está à frente nessa nova tendência; eles apostam muito na formação de atletas, não somente comprando de outros países, como faz a Premier League, mas sim formando na sua própria casa. Observamos um grande incentivo e investimento médio por ano na base de clubes da 1ª divisão da Espanha, que fica entre 5 e 12 milhões de euros (R$ 73,3 milhões). Em média, os valores passam dos 20 milhões de euros (R$ 122,3 milhões) ao comparar os dois grandes da liga espanhola, Barcelona e Real Madrid.

Jovens jogadores oriundos das categorias de base dos próprios clubes espanhóis disputaram 19,8% dos minutos da liga na temporada passada; portanto, é a liga com maior percentual de minutos disputados por atletas novos entre as grandes ligas europeias.


Lamine Yamal completou já 100 jogos profissionais e não competiu 19 anos ainda (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Quality Sport Images)


O que mais impressiona é o caso do Barcelona: os jogadores formados em La Masía disputaram 49,3% dos minutos do time na La Liga 2024/25. Esse time, que contava com muitos jogadores jovens e formados em sua base, foi campeão da La Liga na temporada 24/25. Entre outros dados que impressionaram dessa temporada, o Barça tinha a menor média de idade, de 25,4 anos, segundo dados do Observatório do Futebol do CIES, o qual é um centro de pesquisa internacional ligado ao Centro Internacional de Estudos do Esporte, sediado na Suíça.

Outros campeonatos europeus

A Premier League lançou, em 2012, um plano de estratégias chamado Plano de Performance do Jogador de Elite, cujo objetivo era garantir aos clubes mais e melhores jogadores formados em suas bases. Incentivando financeiramente os clubes, os valores poderiam chegar a 3 milhões de libras (R$ 20,8 milhões), ou 30 mil libras por jogo na Premier League, ao se usar um jogador da base do clube. Ao todo, mais de 2,8 bilhões de libras foram investidos desde 2012.

Porém, o plano de rejuvenescimento da Premier League acabou se diferenciando na prática. Os grandes clubes acabaram indo pelo caminho da contratação de muitos jovens, o que acabou não beneficiando o uso da base. Quando analisamos os 20 clubes integrantes da Premier League, somente o Manchester City e o Chelsea deram mais de 15% dos minutos desta temporada para atletas formados em casa. Mesmo com a maior parte do mercado comprando jogadores, vemos estrelas jovens surgirem da base, como o jovem Max Dowman que estreou na Premier League pelo Arsenal aos 16 anos.

O Chelsea é um dos clubes que mais contratam jovens de outras ligas; vemos como exemplo o Estêvão, contratado com 17 anos, podendo só jogar pelo clube quando completasse os 18 anos. Ele, que chegou já com muito destaque, se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol pela equipe do Chelsea na Champions League.


Gol do Estêvão pela Champions League, se tornado o jogador mais jovem do Chelsea a marcar na competição (Vídeo: reprodução/YouTube/TNT Sports Brasil)


No Brasil existe uma tendência ainda maior pela venda. Mesmo clubes grandes, como o Palmeiras, que investe em média R$ 30 milhões por ano na base, encontram-se sempre no mercado como vendedor. Claro que esse clube consegue melhores valores pelas vendas, mas seus jovens atletas, quando se destacam, logo têm um grande clube europeu que os compra. E, em território nacional, não há um incentivo claro para a formação e a continuidade desses jovens atletas no próprio mercado brasileiro. Sendo assim, os clubes trabalham individualmente seus planos de base, procurando priorizar a venda desses atletas.