Presidente dos EUA admite que guerra entre Israel e Irã pode reincidir em breve

Ao participar de uma coletiva de imprensa em Haia, na Holanda, após cúpula da OTAN nesta quarta-feira (25), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o conflito entre Israel e Irã pode ter novo início em breve.

De acordo com Donald Trump, os dois estão cansados, mas que acha que pode acontecer novamente, e que pode ser em breve. Chegou ao fim na terça-feira (24), o combate entre os dois países que aceitaram a proposta de cessar-fogo pelos Estados Unidos. Em seguida à trégua ter seu início, os dois países trocaram acusações de violação de acordo.


Governo de Donald Trump promove acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


“Duas crianças que brigam no pátio da escola”

Também nesta quarta-feira (25), em breve entrevista, Donald Trump comentou com os repórteres em Haia, Holanda, que Israel e Irã brigaram como “duas crianças no pátio da escola. Trump viajou para a Holanda a fim de participar da cúpula da OTAN.

O presidente americano acredita que, deixando-os brigar por uns dois ou três minutos, fica mais fácil de pará-los. Trump disse ainda que eles não vão brigar entre si. Para o Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, o presidente americano precisa utilizar palavras mais fortes como se fosse um pai a brigar com os filhos.


O primeiro ministro de Israel aceitou por intermédio do governo americano cessar-fogo junto ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)


O que se sabe sobre os danos às instalações nucleares iranianas?

O presidente americano disse ainda que, os danos causados pelos ataques com mísseis às instalações nucleares iranianas no fim de semana foram graves, porém afirmou que as informações disponíveis foram inconclusivas. Para o presidente Donald Trump, os ataques ao Irã podem apenas ter atrasado o programa nuclear em alguns meses. Donald Trump sentou-se ao lado do Secretário de Estado Marc Rubio e do Secretário de Defesa Pete Hegseth.

Suprema corte pode sentenciar Trump a crime de suborno no caso Stormy Daniels

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pode ser sentenciado em um caso de suborno, nesta sexta-feira (10), em Nova York. A Suprema Corte tomou a decisão, nesta quinta-feira (09), de que a sentença será proferida às 9h30 (11h30 horário de Brasília). 

Por 5 votos a 4, a Suprema Corte rejeitou o pedido urgente do republicano para adiar o processo. Desta forma, a condenação poucos dias antes da posse de Trump em 20 de janeiro se torna uma conjuntura possível.

Trump é investigado no caso de falsificação de registos comerciais sobre pagamentos ao seu então advogado para subornar a atriz de filmes adultos Stormy Daniels. O suborno teria sido para silenciar a atriz sobre uma suposta relação que eles teriam tido antes das eleições de 2016.

Apesar de não haver possibilidade de pena de prisão, a sentença, se concluída, entrará para história como a primeira vez em que alguém condenado por crime ocupa a presidência dos Estados Unidos.


Donald Trump (Foto:Reprodução/Getty Images News/Pool/Getty Images Embed)


Desenrolar do julgamento

“Imunidade presidencial”. Este termo tem sido frequente nas manobras legais da defesa de Trump no caso. Os advogados afirmam que a imunidade concedida em julho para atos de um presidente em exercício, deveria valer também para um presidente eleito. Mas, afinal, o que diziam estes termos definidos para imunidade presidencial?

De acordo com esclarecimento dos magistrados, ainda em julho de 2024, o presidente da república: 

  • Têm imunidade absoluta por seus atos no exercício de seus poderes constitucionais essenciais (ou no âmbito de sua autoridade constitucional conclusiva e preclusiva);
  • Têm pelo menos uma presunção de imunidade por (quaisquer outros) atos oficiais;
  • Não têm imunidade alguma por seus atos não oficiais.

Assim, o principal argumento dos juízes do caso contra a defesa de Trump é de que ele foi “acusado, julgado e condenado por uma conduta que ele admite que é totalmente não oficial”. Ou seja, o fato de Trump ser o presidente em exercício ou eleito não iria alterar o fato de que ele não está sendo investigado por um ato oficial.

Últimas decisões dos juízes

O juiz que deve anunciar o sentenciamento de Trump, Juan Merchan, revelou, na semana passada, que deverá conceder a Trump uma ‘dispensa incondicional’. Essa decisão iria declarar o magnata como culpado, mas sem nenhum tipo de pena de prisão, multa ou liberdade condicional. 

Donald Trump chamou o juiz Merchan de “corrupto” em sua plataforma de rede social, Truth Social. Este é o único dos quatro casos em que ele foi acusado que foi a julgamento.

Apesar de ser um sentenciamento apenas simbólico, a defesa de Trump a combate por questões imagéticas, visto que nunca antes na história dos EUA um presidente teria se sentado na cadeira presidencial enquanto considerado criminoso.

Biden responde coletiva de imprensa e demonstra declínio de cognição

Com muita represália, após o debate de Joe Biden contra Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos teve uma nova chance de provar aos eleitores norte-americanos que é passível de ser escolhido para continuar na presidência em uma coletiva de imprensa.

Embora a entrevista coletiva tenha sido como uma hora de testes cognitivos do democrata, Biden deixou claro que não irá desistir da candidatura à reeleição e afirma: “sou o mais qualificado para o trabalho“.

O atual presidente conseguiu discorrer com fluidez em temas difíceis, mas cometeu gafes e ainda sussurrou para responder algumas perguntas. O clima estava marcado pelo constrangimento dos espectadores.


Biden enfrenta imprensa coletiva (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Desempenho pós-debate

Apesar de ter cometido algumas gafes, o desempenho do democrata com certeza superou o do debate catastrófico que aconteceu há duas semanas contra o Donald Trump. A preocupação é se o desempenho de Biden será o suficiente para reverter a opinião pública sobre o Partido Democrata.

As principais gafes, que já são marca registrada de Joe, foram percebidas com outra perspectiva – a do declínio cognitivo. Durante a coletiva, Biden se referiu a Kamala Harris como “vice-presidente Donald Trump”, logo após ter apresentado Volodymyr Zelensky como presidente Putin.

Agora, a opinião pública interpretou esses deslizes com uma certa dúvida a respeito da capacidade do democrata, com 81 anos, de presidir mais quatro anos os Estados Unidos.

Respostas do público

Mesmo com diversas tentativas de atenuar os danos causados pelo debate, ainda não foi possível reverter a opinião dos eleitores. Até mesmo apoiadores de Biden e do partido democrata insistem que ele deixe a corrida eleitoral.

George Clooney publicou um artigo opinativo no The New York Times em que deixa claro que apesar de ainda admirar Joe, não acredita que ele é mais o grande candidato que era em 2010 e, que apesar de ter vencido diversas batalhas ao longo de seu mandato, a batalha contra o tempo é invencível.

Outros famosos do público que são conhecidos apoiadores de Biden e do Partido Democrata deixaram claro que desejam que o democrata se retire da corrida para a presidência, acreditando que existem mais chances de vencer o Trump caso Biden desista.