Saiba a diferença entre a síndrome de burnon e burnout

A correria do dia a dia, diversos problemas para resolver, prazos para cumprir e ainda conciliar a vida privada, pode resultar em um estilo de vida exaustivo. Contudo, viver acelerado em tempo integral pode ser perigoso e causar doenças devido à carga de estresse constante. E tal sobrecarga crônica, é apresentada como burnon.

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Vida acelerada pode levar à exaustão e estresse (Reprodução/GettyImages/Yuri_Arcurs)


Qual a diferença entre cada síndrome?

Burnon é o termo cunhado pelos psicólogos Timo Schiele e Bert te Wildt, da clínica psicossomática em Kloster Dießen, na região próxima a Munique, que oferece tratamento a pacientes com síndrome de burnout. Cansaço, exaustão e baixo desempenho são uns dos principais sintomas de burnout.

“Ao contrário, as pessoas afetadas descrevem uma conexão demasiadamente próxima e entusiástica com seu trabalho, às vezes mais como uma super excitação. Isso fez com que surgisse a descrição da síndrome de burnon.”

Timo Schiele à DW
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Excesso de trabalho pode diminuir o desempenho e motivação do indivíduo (Reprodução/GettyImages/LuisAlvarez)


O que é burnon

Indivíduos que experimentam estresse e tensões diárias, no início começam a sentir diversos tipos de dores, no pescoço, nas costas, dor de cabeça, bruxismo, como também, podem correr o risco do aumento da pressão arterial, e consequentemente ataques cardíacos e derrames.

“Além das comorbidades psicológicas e doenças secundárias, como depressão, ansiedade ou vícios, também acreditamos que os afetados podem sofrer cada vez mais de fenômenos psicossomáticos, como pressão alta, e suas possíveis consequências” 

Schiele

Como encontrar a solução

“O primeiro passo no tratamento, como costuma ser o caso, é se tornar consciente do problema. As pessoas com síndrome de burnon com frequência aparentam estar funcionais, motivo pelo qual costumamos nos basear em relatos de familiares ou pessoas próximas. É também importante refletirmos sobre nossos próprios valores pessoais.”

Schiele

Jamais negligencie os primeiros sintomas

“Se isso se torna uma condição permanente, ficamos cada vez mais insatisfeitos. Por isso, é importante parar para perguntar a si mesmo: ‘O quão importante para mim são as coisas com as quais preencho minha vida diária? Estou usando minha energia nas áreas adequadas para mim?’ Se a resposta for negativa, é porque está na hora de mudar algo e tentar ver quais espaços pequenos somos capazes de criar, interna e externamente. Este é, com frequência, um grande passo”

Schiele
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Estresse constante é um dos fatores que afetam a saúde mental das pessoas (Reprodução/GettyImages/VioletaStoimenova)


Dessa forma, o conselho dos especialistas é, desacelerar um pouco o ritmo de vida, procurar técnicas de relaxamento como caminhadas, meditação ou algum tipo de atividade que deixe o indivíduo mais leve e calmo. O importante é estabelecer mudanças de comportamento e, caso seja necessário, buscar ajuda profissional.

Psicólogos e médicos forenses testemunham no último dia de julgamento de Daniel Alves

O jogador Daniel Alves irá depor nesta quarta-feira (7) para a justiça da Espanha, após ser acusado de agredir sexualmente uma mulher espanhola.

O perito, que é responsável pela investigação, afirma que “é um DNA compatível com o agressor”, um dos médicos forenses que examinou a jovem que acusa Daniel Alves de estupro no banheiro de uma boate localizada em Barcelona, na noite de 30 de dezembro de 2022.

O julgamento

O jogador encara o terceiro e último dia de julgamento. A sentença pode demorar alguns dias para ser decidida. Há uma grande expectativa sobre seu depoimento, que já deveria ter acontecido, mas foi adiado por dois dias e deverá ser o último nesta quarta.

Antes de seu depoimento, vão ser exibidos diversas gravações do circuito interno da boate. Os primeiros testemunhos foram médicos e peritos que atenderam a jovem há cerca de 13 meses.

Em relação ao DNA, o médico citou que não foi obtido por meio do sêmen. “Não há restos de sêmen porque provavelmente não houve ejaculação”.

O mesmo perito ainda destacou quando foi convocado pela defesa, que houve falta de ferimentos compatíveis na suposta vítima. “Ela fez um relato sobre tapas, agarramentos no pescoço…, mas não vemos nenhum ferimento assim em nenhuma parte de seu corpo”.

Um pouco antes, outro médico havia comunicado em relação a falta de lesões vaginais, o que não significa que não tenha havido violência.

Depoimentos das psicólogas

A psicóloga do caso que examinou a denunciante, por sua vez, afirmou que a versão dela é igual às conversas que tiveram juntas em consultas anteriores. “Ela teve um rompimento, choque e impacto e muitos aspectos da vida e daquela pessoa estão desfigurados. E não tivemos nenhuma indicação de que a pessoa estivesse exagerando ou fingindo”.

A psicóloga também citou alguns critérios para determinar o nível de estresse pós-traumático. “A jovem se sentia culpada, o que é um indicador claro do estado da vítima. Isso geralmente está associado ao estatuto da vítima.

Já pelo lado das psicólogas que ficaram responsáveis pela consulta do Daniel Alves deram duas informações relevantes. Uma delas foi que a “intoxicação alcóolica nos faz pensar que existiu um efeito significativo na sua capacidade de desinibição e um ligeiro prejuízo a nível cognitivo. Mas ele conseguia distinguir o bem do mal e ele sabia o que estava acontecendo” destacou a psicóloga. Na Espanha, o crime de estupro tem pena máxima de 12 anos, se não houver agravantes. A acusação pede 12 anos e a defesa, absolvição.