Primeiro-ministro do Canadá renuncia diante de crises

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá desde 2015, anunciou, nesta segunda-feira (6), que renunciou ao cargo. Em seu pronunciamento ele anunciou que ficará na posição até que o partido escolha um substituto. A decisão vem acompanhada de crises internas e problemas de governabilidade enfrentados pelo Canadá. Trudeau, que faz parte do Partido Liberal do Canadá, também abriu mão da liderança do partido.

Crises internas

O Canadá é um país parlamentarista, sendo importante que os partidos tenham maioria para poderem governar eficientemente, não sendo este o caso do Partido Liberal, que depende do apoio de outros partidos para formar maioria.


Justin Trudeau anunciou que ficará no cargo até escolha de substituto (Foto: reprodução/X/@Frontieresmedia)

Trudeau possuía um grande apoio popular quando foi eleito, porém, o mandato perdeu força nos últimos anos com o aumento do preço de alimentos e habitação. Outra questão que gera grande debate no país é a forte imigração. Apesar do Canadá ter o segundo maior território do mundo, perdendo apenas para a Rússia, o país possui uma população inferior a do estado de São Paulo, incentivando o governo a apoiar a presença de imigrantes.

O posicionamento do governo canadense causou a perda de apoio popular e também o crescimento de outros partidos, que se tornaram maioria nas últimas eleições.

Efeito Donald Trump

Com a eleição de Donald Trump para o segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, o novo governo americano anunciou o aumento de tarifas para produtos e importações estrangeiras, incluindo do Canadá. Trump fez diversas declarações sobre o tema e, em uma delas, chegou a defender a anexação do território canadense ao dos Estados Unidos. Com a renúncia de Trudeau, Trump voltou a defender esse ponto em sua rede social, Truth Social.

Inicialmente Donald Trump afirmou que colocaria tarifas de 25% para o Canadá caso o país não controlasse a imigração e o fluxo de drogas na região, políticas onde o país vizinho tende a ter maior flexibilidade.

Próximos passos

Após a renúncia de Trudeau, o partido deve escolher um novo primeiro-ministro interino, que ficará no cargo até que seja realizada uma nova convenção onde será escolhido o nome do substituto definitivo.

Diretora do Serviço Secreto renuncia depois de atentado contra Trump

A diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Kimberly Cheatle, entregou um pedido de renúncia nesta terça-feira, (23). O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu que irá indicar um sucessor em breve.

Biden ainda declara em nota que “a análise independente para chegar ao fundo do que aconteceu em 13 de julho continua e estou ansioso para avaliar as suas conclusões. Todos nós sabemos que o que aconteceu naquele dia nunca mais poderá acontecer”.

A renúncia de Kimberly Cheatle da direção do Serviço Secreto ocorre um dia depois da audiência na Câmara dos Deputados dos EUA na última segunda-feira, (22). Kimberly Cheatle estava sofrendo pressão de Democratas e dos Republicanos para deixar o Serviço Secreto depois de falhas na segurança que levaram a tentativa de atentado contra o candidato republicano, Donald Trump.


A ex-diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, durante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes (Reprodução/Kent Nishimura/Getty Images Embed)


A audiência na Câmara dos Representantes

Como citado antes, a agora ex-diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Kimberly Cheatle, compareceu ontem no Comite Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes.

Durante a sessão a ex-diretora do Serviço Secreto declarou que “Nós falhamos. Como diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, assumo total responsabilidade por qualquer falha de segurança.”

Ela esclareceu que o atirador tinha sido visto pela polícia local antes do atentado, o Serviço Secreto não considerou Crooks uma ameaça. Chealte declarou ainda que “Um indivíduo com uma mochila não é uma ameaça”.

Vale ressaltar que Kimberly Cheatle ocupava o cargo de diretora do Serviço Secreto desde 2022, ela entrou no Serviço Secreto em 1995. Cheatle também foi responsável por cuidar da segurança de Joe Biden quando era vice-presidente.

Atentado contra Trump

O ex-presidente Donald Trump foi vítima de atentado no dia 13 de julho, na Pensilvânia. O autor do atentado foi Thomas Matthew Crooks, que portava um fuzil AR-15 estava aproximadamente 64 km do local onde estava acontecendo o comício.

O FBI está investigando o caso como um possível ato de terrorismo doméstico, a agência até o momento suspeita que Crooks agiu sozinho, isso porque não foi encontrado nenhum indicio de envolvimento de outra pessoa.