Para evitar aglomeração, justiça envia Deolane para presídio afastado de Recife

Nesta terça-feira (10), a influencer e advogada Deolane Bezerra teve sua prisão domiciliar revogada. Ela fez postagens nas redes sociais e deu entrevista ao sair do presídio, contrariando as regras impostas no acordo de habeas corpus. A influencer teve autorização, na tarde da última segunda-feira (9), para cumprir a prisão preventiva em sua residência. Ela ficou em liberdade por menos de 24 horas.

Novo presídio fica no Agreste de Pernambuco

A Colônia Penal Feminina de Buíque, que fica a cerca de 300km de Recife, interior do Pernambuco, é o novo local onde Deolane ficara presa, preventivamente. Ela foi informada da revogação da decisão, quando esteve no Fórum Rodolfo Aureliano em Recife, para assinar documentos relacionados à prisão.

“A Polícia Civil de Pernambuco informa que uma mulher, de 36 anos, que havia sido alvo da Operação de Repressão Qualificada Integration, foi presa no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife. A motivação foi o descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça para a concessão de sua prisão domiciliar. A detenta será encaminhada para a Colônia Penal Feminina de Buíque”.

Deolane deixou Recife no final da tarde desta terça-feira. Ela passou pelo Instituto de Medicina Legal, no bairro de Santo Amaro, para fazer um exame de corpo de delito.


Deolane e sua filha (Foto: reprodução/Instagram/@dra.deolanebezerra)


Entenda um pouco a Operação Integration

Na quarta-feira (4) da semana anterior, houve a deflagração da Operação Integration, com o objetivo de coibir crimes de lavagem de dinheiro e prática de jogos ilegais. Deolane Bezerra estava entre os alvos da operação e foi presa na zona sul do Recife, na casa da família.

A justiça acolheu o pedido de habeas corpus e concedeu prisão domiciliar à influencer na segunda-feira (9), levando em consideração a filha menor de 12 anos. A empresária deveria usar tornozeleira eletrônica.  

A empresária também não poderia ter contato com os outros investigados e nem sair de casa, além de não poder se pronunciar publicamente sobre o caso.

Restrição de silêncio de Donald Trump é parcialmente revogada nos Estados Unidos

O retorno do direito a fala do ex-presidente Donald Trump sobre testemunhas de seu julgamento se tornou verídico nos Estados Unidos, nesta terça-feira (25).

De volta a palavra

Partes da ordem de silêncio, que impedia o ex-presidente dos Estados Unidos de se manifestar publicamente sobre testemunhas de seu julgamento, foi revogada mediante movimentação judicial.

Entretanto, a fala de Trump quanto ao assunto ainda possui algumas limitações: mesmo que o republicano possa agora trazer o nome de pessoas como Michel Cohen, seu ex-advogado e também da musa de filmes adultos Stormy Daniels, ele ainda é proibido de falar sobre promotores, funcionários do tribunal ou seus familiares. Parte da restrição foi mantida pelo juiz, Juan Merchan e se manterá de pé ao menos até que a sentença do empresário seja anunciada.

A nova decisão divulgada nesta terça-feira (25) também eleva o nível de declarações públicas permitidas, entretanto, mantém nas observações que a divulgação de qualquer dado de identificação pessoal dos jurados é proibido.

Novas circunstâncias

Merchan reverteu parte das imposições em detrimento da mudança de circunstâncias, uma vez que Trump foi condenado por 34 acusações de falsificação de registros comerciais.

Um fato sobre a decisão de reversão é que ela aconteceu dois dias antes do debate de Donald Trump com um de seus grandes rivais políticos, o democrata Joe Biden, onde a situação judicial do republicano provavelmente se tornará pauta.

O juiz alega que suas restrições de silêncio foram estritamente adaptativas em visão de abordar as preocupações quanto ao discurso extrajudicial de Trump e observa que foram mantidas pelos tribunais de recursos durante o julgamento. Merchan ainda reconheceu sua relutância quanto a suspensão da restrição, uma vez que existem fortes evidências para justificá-las.


Juan Merchan, juiz do caso de Trump e o suborno da estrela de filmes adultos Stormy Daniels (reprodução/Foto AP/Seth Wenig)

Merchan justificou as partes mantidas, ou seja, a proteção para funcionários dos tribunais e sua família, como uma forma de fazê-los se sentirem protegidos para execução de suas funções antes do julgamento, livres de ameaças, intimidações, assédios e danos.

Silêncio

Donald Trump recebeu restrição de silêncio em março deste ano, após pedido direto dos promotores que foram atendidos pelo juiz Juan Merchan.

A ordem de restrição contra o republicano foi acionada após diversas declarações insustentáveis feitas pelo ex-presidente em suas redes sociais. Elas envolviam figuras presentes em seu caso jurídico, como suas testemunhas. Mesmo restrito, Trump não se calou e violou a ordem por 10 vezes, sendo multado em US$ 10 mil e com a possibilidade de prisão citada.