Sabesp mobiliza recursos para ajudar Rio Grande do Sul em enchentes

A Sabesp, empresa de saneamento básico do Estado de São Paulo, está mobilizando recursos para ajudar o Rio Grande do Sul a enfrentar as graves enchentes que assolam o estado. Serão enviados 18 conjuntos de bombas de escoamento, com capacidade de transferir cerca de mil litros de água por segundo, o suficiente para encher uma piscina olímpica em apenas 30 minutos.

Histórico de Uso e Logística

Essas bombas já foram utilizadas em ações de macrodrenagem durante a crise hídrica de 2014 na Região Metropolitana de São Paulo, quando auxiliaram no Sistema Cantareira ao bombear água do volume morto para áreas mais altas. Agora, essas mesmas bombas serão transportadas para o Rio Grande do Sul: quatro delas por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e as outras 14 por rodovias, com apoio do Exército. A previsão é que os equipamentos cheguem a Canoas e Porto Alegre na sexta-feira, 17 de maio.

O diretor-presidente da Sabesp, André Salcedo, informou que a equipe técnica da empresa já está no local, identificando os melhores pontos para a instalação das bombas. “Precisamos trabalhar na redução do volume de água para que as equipes possam iniciar a reconstrução das cidades”, afirmou Salcedo. As bombas, sendo flutuantes, ajustam-se ao nível da água, o que facilita o trabalho e evita a necessidade de deslocamento constante.

Assistência Técnica e Humanitária

Além dos equipamentos, a Sabesp está enviando 57 profissionais ao Rio Grande do Sul. Esses especialistas atuarão na recuperação de instalações danificadas pelas chuvas, como estações de tratamento, e na distribuição de água potável para a população afetada.


Estadio do Gremio em meio a inundação (Foto: Getty Images Embed/Getty Images)


As enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em 151 mortes até a quinta-feira, 16 de maio. Em Porto Alegre, o nível do Rio Guaíba caiu para abaixo de 5 metros pela primeira vez desde segunda-feira, 13 de maio, mas a expectativa é que as águas recuem ainda mais. O cenário nas áreas onde a água já baixou é devastador, com esgoto a céu aberto, mau cheiro e a presença de animais mortos.

Esperança e Reconstrução

A Sabesp e outras autoridades locais trabalham incansavelmente para mitigar os impactos das enchentes e auxiliar na recuperação das comunidades afetadas. A esperança é que, com a diminuição do volume de água, as equipes possam avançar na reconstrução e normalização da vida nas áreas atingidas.

Novo apagão prejudica a rotina dos moradores da região central de SP

Cerca de 35 mil clientes foram prejudicados na segunda até a manhã da quinta, cerca de mil clientes tinham acesso à energia elétrica, apenas com ajuda de geradores. Moradores de diversos bairros do centro de SP estão vivendo um caos em decorrência das frequentes quedas de energia. Ruas da Consolação e do Higienópolis, 25 de Março e Vila Buarque são alguns dos lugares mais afetados.

Enel x Sabesp

Segundo a Enel, o apagão vem acontecendo em virtude dos trabalhos para recuperar as condições originais da rede subterrânea que atende a região. Ela afirmou que a empresa de saneamento puxou a fiação subterrânea durante uma reforma da tubulação de esgoto que passa na região de Vila Buarque. No entanto, a Sabesp nega a acusação. Funcionários da distribuidora Enel e da Sabesp trabalham em parceria para investigar as causas da interrupção do fornecimento de energia. Mas, até o momento, não apresentaram uma previsão de quando vão religar a luz para todos os clientes afetados.

Enquanto isso, os moradores têm manifestado insatisfação pelo grande transtorno causado pela falta de energia, como o trânsito caótico, prejuízos em eletrodomésticos.


Moradores de SP estão ansiosos com as previsões climáticas para esse início de outono (Reprodução/YouTube/Fala Brasil)

O que dizem as autoridades

Erika Hilton (PSOL), Deputada Federal, pediu a a suspensão do contrato com a Enel ao Tribunal de Contas do Município. No pedido, ela alega “evidente e comprovada inaptidão para o cumprimento dos contratos”.

A Enel já foi alvo de ação devido a apagões em São Paulo, em outra ocasião. A companhia foi multada em virtude da ineficiência em resolver os problemas causados por eventos climáticos, em novembro de 2023, ocasião em que ao menos 2,1 milhões de moradores ficaram no escuro.