Aumento de casos graves de rinovírus preocupa estados brasileiros

Estados brasileiros, incluindo Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e Maranhão, enfrentam um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O rinovírus geralmente é associado a resfriados, podendo evoluir para casos mais graves.

A situação nos estados

Cerca de 31 casos de SRAG por rinovírus, foram registrados na Bahia. O aumento dos casos foram observados entre 20 de outubro e 02 de novembro. O público afetado é composto principalmente por crianças e jovens dos 0 aos 19 anos. No Ceará, foram registrados aproximadamente 3.900 casos de infecção ao longo de 2024. Goiás e Amazonas, também registraram um aumento de SRAG em jovens, os casos ainda estão sem identificação laboratorial das causas.

Em contraste, casos causados por Covid-19 diminuíram consideravelmente na maioria dos estados da região Centro-Sul. Porém no estado do RJ,o vírus do Covid-19 voltou a se expandir, principalmente entre os idosos.

Medidas preventivas e orientações

Anne Galastri, infectologista pediátrica, atua no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Martagão Gesteira em Salvador-BA e enfatiza a importância dos cuidados preventivos para evitar a transmissão do rinovírus e previnir sua ploriferação e complicações das SRAG’s.


Dra Anne Layze Galastri, Pediatra, Infectologista pediátrica e
Especialista em Vacinas e Medicina de Viagem pela USP (Foto: Reprodução/Instagram/@dra.anne.infectoped)

A médica especialista recomenda que as pessoas infectadas, principalmente as que apresentem os sintomas de tosse e febre, evitem contato social e que façam o uso de máscaras. No caso das crianças infectadas, é recomendado que fiquem em casa, evitando escolas e locais públicos, para evitar a proliferação do vírus. Também é recomendado regularidade na higienização das mãos.

Não existe vacina para o rinovírus, mas a imunização contra outras infecções respiratórias, como influenza, SARS-CoV2, entre outras, pode reduzir a ocorrência do SRAG. É importante manter as medidas preventivas para evitar a transmissão do rinovírus.

Brasil apresenta aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Nesta quinta-feira (28), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um novo boletim da InfoGripe acerca do crescente número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo país.

Em nota, a Fundação explica que as ocorrências estão espalhadas por vários estados, mas que a causa das condições variam de diferentes vírus respiratórios como, influenza (gripe), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

Ainda com base nas informações, a Fiocruz classifica o aumento dos casos a longo prazo, baseando-se no intervalo de seis semanas. Os dados obtidos e compartilhados são referentes à Semana Epidemiológica, que compreende o período de 17 até 23 de março.

Mais detalhes dos casos nas regiões do Brasil


Registro de um teste de Covid-19 sendo realizado (Reprodução/Sandro Araújo/Agência Saúde DF/Brasildefato.com)

De acordo com o boletim, os grupos mais afetados atualmente pela SRAG são as crianças, os jovens e adultos. Além disso, houve uma interrupção de conexão dos casos da síndrome com o vírus da Covid-19 sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, um aumento dos casos motivado pelo vírus da influenza A foi apontado no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do país.

Marcelo Gomes, Pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz e coordenador do Infogripe, alerta a população acerca dos cuidados a serem tomados ao apresentar sintomas de infecções respiratórias.

Segundo Gomes, é imprescindível o encaminhamento dos pacientes para um centro médico para a confirmação do diagnóstico. Além disso, o especialista também relembra do uso de máscaras ao sair de casa e da vacinação da gripe que deve ser feita anualmente pela população.

O que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave

A Síndrome Respiratória Aguda Grave pode ser desenvolvida a partir de casos gripais comuns, oriundo de sintomas como, febre, calafrios e tosse constante. No entanto, o paciente que avança para a condição da SRAG pode apresentar ocorrências mais severas como, falta de ar, baixa saturação de oxigênio e coloração azulada no rosto.

Em relação ao tratamento adequado, devido a gravidade da condição, muitos pacientes são conduzidos para a intubação, a fim de que facilite a chegada de ar nos pulmões. Ademais, a aplicação de remédios para a febre e outras dores, atrelado ao uso de soros para uma melhor hidratação, também configuram-se como medidas recomendáveis.

Covid-19: Fiocruz aponta aumento de casos entre idosos, pré-adolescentes e crianças

O Boletim do InfoGripe divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (21) aponta que crianças, pré-adolescentes e idosos continuam sendo as faixas etárias mais afetadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente da Covid-19. O documento revela também a preocupação com a circulação de outros vírus respiratórios, como influenza, especialmente em regiões do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Desaceleração da Covid-19 no Centro-Oeste e Sudeste

A desaceleração da Covid-19 nas regiões Centro-Oeste e Sudeste tem sido um ponto de destaque, refletindo na diminuição dos novos casos de SRAG em pessoas acima de 50 anos. Contudo, segundo Marcelo Gomes, pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz, essa redução mascara o aumento de casos por influenza nessas faixas etárias, que se observa em outras regiões do país.

Crescimento de casos em todo o país

O estudo revela um sinal de crescimento da SRAG em nível nacional, tanto nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) quanto de curto prazo (últimas três semanas), refletindo a situação da maior parte do país. O vírus Sars-CoV-2 ainda é a principal causa de SRAG, representando 86,7% dos casos de óbito com resultado positivo para vírus respiratório nas últimas quatro semanas epidemiológicas.


Casos de Covid-19 aumentam em meio a pandemia de dengue (Video: reprodução/Youtube/Balanço Geral)

Prevalência de vírus respiratórios

De acordo com os dados epidemiológicos, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 14,7% para influenza A, 0,4% para influenza B, 21,5% para VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e 50,9% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Já entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos foi de 11,4% para influenza A, 0% para influenza B, 1,9% para VSR e 86,7% para Sars-CoV-2.

Situação por estado

O boletim destaca que 24 estados apresentam indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, incluindo Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

A análise da Fiocruz evidencia a importância contínua das medidas de prevenção e controle da Covid-19, especialmente diante do aumento de casos em diversas regiões do país e da circulação de outros vírus respiratórios.