Entram em Gaza caminhões de comida em pausa humanitária

Nesta segunda-feira(28), vários caminhões chegaram com ajuda na Faixa de Gaza. Após uma pausa humanitária ser estabelecida por Israel, para resolver o problema da fome em massa que ocorre com os palestinos. Conforme a Cruz egípcia, foram enviados cerca de 135 veículos com 1.500 toneladas de ajuda ao local em questão, além de terem enviado itens de Higiene Pessoal e ajuda para Gaza.

Atividades suspensas conforme situação em Gaza

Segundo informações do Exército israelense, serão suspensas as atividades militares em Gaza diariamente das 10h até as 20h no horário local de 4h até as 14h em Brasília. A espera um novo aviso em Al Mawasi, no Sul, em Deir balah, e ao norte na cidade de Gaza, estarão ativas rotas de apoio seguras para os comboios que levarão a comida para acabar com essa situação na localidade em questão. O secretário da ONU falou que tudo isso é um show de horrores, já o governo de Netanyahu falou nesta segunda que “Não há fome ou política de fome em Gaza”.

A Guerra entre Israel e Palestina, começou em 2023 no dia 7 de outubro, quando um ataque terrorista do Hamas matou 1.200 israelenses em solo do país, além de ter tido 251 pessoas reféns para Gaza, a partir dai houve uma ofensiva do país de Benjamin Netanyahu matando quase 60 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, conforme os dados informados pelas autoridades de saúde locais chancelados pela ONU, reduzindo grande parte do enclave a escombros deslocando quase toda a população.


Soldado verificando ajuda humanitária (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)


Crise humanitária em Gaza

Nas últimas semanas, vários moradores do enclave, faleceram por desnutrição, conforme o ministério da saúde do território informou, eles informaram ainda que desde quando o conflito se iniciou, já morreram 127 pessoas por conta de desnutrição, entre elas 85 crianças. No sábado uma bebê de cinco meses, Zainab Abu Haleeb morreu por falta de alimentação conforme o indicado por profissionais da área, em vídeo divulgado pelo Reuters na quinta-feira crianças da Palestina estariam lidando com essa questão constantemente.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, disse na quinta-feira (24) “que as pessoas que vivem na Palestina, estão como cadáveres ambulantes“, conforme ele informou que um colega disse sobre essa questão, comentando sobre essa situação toda. Foi divulgado pelo crescente exercito egípcio, que neste domingo seria enviado 1.200 toneladas de ajuda alimentar para Gaza.

Brasileiro acusado de integrar grupo terrorista é condenado a prisão

O brasileiro Lucas Passos Lima, que enfrenta acusações de envolvimento com o grupo terrorista Hezbollah, recebeu uma sentença de mais de 16 anos de prisão pela Justiça de Minas Gerais por atividades relacionadas ao terrorismo. De acordo com informações fornecidas pelo Ministério Público Federal (MPF), Lucas teria sido recrutado para promover ataques direcionados à comunidade judaica localizada no Distrito Federal, o que demonstra a gravidade de suas ações e a ameaça representada por seu envolvimento em atividades extremistas.

Lucas Passos Lima foi preso em novembro de 2023 no Aeroporto de Guarulhos ao voltar do Líbano, durante a operação Trapiche da Polícia Federal, que visa desmantelar células terroristas no Brasil. Ele e outros três brasileiros foram recrutados por Mohamad Khir Abdulmajid, um sírio naturalizado brasileiro vinculado ao Hezbollah desde 2016. A operação também busca capturar Mohamad, que está foragido. Esse caso destaca a crescente preocupação com a influência do terrorismo no Brasil e a necessidade de vigilância das autoridades.

Atos terroristas

Entre novembro de 2022 e abril de 2023, Lucas Passos Lima se juntou à organização terrorista e participou ativamente de suas atividades. Após duas viagens ao Líbano, financiadas por Abdulmajid, ele iniciou ações preparatórias para atos terroristas direcionados à comunidade judaica, particularmente em Brasília (DF).

Lucas investigou sinagogas, cemitérios e embaixadas israelenses, coletando informações sobre líderes religiosos judeus e buscando rotas de saída do Brasil sem controle migratório. Ele tentou cooptar um piloto para missões de uma organização criminosa e tinha vídeos relevantes em seu celular exibidos no programa Fantástico. De acordo com o MPF, ele se envolveu em planejamentos relacionados ao conflito entre Israel e o Hamas, fez treinamentos de tiro e adquiriu equipamentos de espionagem não rastreáveis. Abdulmajid, embora denunciado, teve seu processo desmembrado por estar foragido e ser procurado pela Interpol.



Imagem de Lucas Passos e Jean Carlos de Souza, em audiência. (Reprodução\estadão.com.br\Justiça Federal)

Prisão

“Diante do acervo probatório constante dos autos, em especial as provas cautelares e não repetíveis, oriundas do afastamento do sigilo telefônico e telemático dos investigados, ficou comprovado que Lucas integrou organização terrorista”, afirmou a sentença.

A Justiça estabeleceu uma pena de 16 anos, seis meses e 22 dias de reclusão, fundamentada na Lei Antiterrorismo.