O Flamengo recebeu o Grêmio neste domingo (31), no Maracanã, em confronto válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo colocava frente a frente duas equipes em situações bem distintas na tabela: de um lado, o rubro-negro carioca buscava manter a liderança isolada do torneio; do outro, o tricolor gaúcho tentava somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento. No fim, o equilíbrio prevaleceu e o placar terminou em 1 a 1. Arrascaeta abriu o marcador para o Flamengo, enquanto Tiago Volpi, de pênalti, garantiu a igualdade para os visitantes
Pressão inicial e defesas decisivas no primeiro tempo
O jogo começou em ritmo acelerado. Logo no primeiro minuto, Nicolás De La Cruz arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do gol defendido por Tiago Volpi. A postura ofensiva do Flamengo seguiu nos lances seguintes, com Arrascaeta finalizando bloqueado e Samuel Lino tentando infiltração pela esquerda.
Depois da pressão inicial, o duelo ficou mais equilibrado. O Grêmio buscava cadenciar a partida e assustou aos 13 minutos, quando Dodi arriscou chute de média distância. A bola, no entanto, saiu sem perigo. Pouco depois, Braithwaite apareceu bem na frente da área, finalizou, e Rossi fez defesa após desvio da defesa rubro-negra.
A resposta do Flamengo veio aos 26 minutos: Saúl lançou Ayrton Lucas, que bateu firme, mas Noriega afastou o perigo dentro da área. A reta final do primeiro tempo foi de maior domínio carioca. Aos 40, Pedro recebeu passe açucarado de Arrascaeta e bateu para o gol, mas Volpi fez grande defesa. Pouco depois, o camisa 9 teve outra oportunidade clara: o chute passou pelo goleiro gremista, mas Erick Noriega apareceu para salvar quase em cima da linha.
Assim, mesmo com boas chegadas dos dois lados, o intervalo chegou sem gols no Maracanã.
Arrascaeta abre o placar, mas Grêmio reage com Volpi
O segundo tempo começou sem alterações, mas com a mesma postura: o Flamengo pressionando e o Grêmio buscando se fechar. Logo no início, Léo Pereira arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do gol. A recompensa pela insistência veio cedo. Aos sete minutos, Arrascaeta tabelou com Pedro, recebeu de volta na entrada da área e bateu com precisão no canto: 1 a 0 para o rubro-negro.
Depois do gol, Filipe Luís promoveu a entrada de Luiz Araújo no lugar de Plata, enquanto Mano Menezes mexeu no Grêmio, colocando Cristaldo e, mais tarde, Aravena em campo. As substituições surtiram efeito: Aravena arriscou de fora da área, exigindo grande defesa de Rossi.
O Flamengo seguia insistindo e quase ampliou em duas oportunidades. Aos 17 minutos, após jogada ensaiada de escanteio, Léo Pereira cabeceou firme, mas Volpi fez defesa espetacular. Mais tarde, Filipe Luís ainda colocou Bruno Henrique no lugar de Pedro para aumentar a mobilidade ofensiva.
O Grêmio, por sua vez, buscava aproveitar os espaços deixados na defesa rubro-negra. Aos 37 minutos, Pavón fez cruzamento e a bola tocou na mão de Ayrton Lucas dentro da área. O árbitro marcou pênalti, e o próprio goleiro Tiago Volpi assumiu a responsabilidade. Com tranquilidade, deslocou Rossi e deixou tudo igual no Maracanã: 1 a 1.
Nos minutos finais, o Flamengo se lançou ao ataque. Samuel Lino arriscou de longe, mas não conseguiu levar grande perigo. O Grêmio se segurou bem e comemorou o empate, que representa um ponto valioso fora de casa.
Situação das equipes e próximos desafios
Com o empate, o Flamengo segue na liderança, mas agora pode ver a diferença para os rivais diretos diminuir, dependendo dos resultados da rodada. A equipe de Filipe Luís apresentou volume ofensivo, mas pecou nas finalizações e na dificuldade de transformar a pressão em gols.
Já o Grêmio conseguiu um resultado importante em sua luta contra a parte de baixo da tabela. Mesmo sofrendo com a pressão rubro-negra, a equipe de Mano Menezes mostrou poder de reação e saiu com moral ao buscar o empate no fim.
Na próxima rodada, o Flamengo terá outro compromisso diante de sua torcida, enquanto o Grêmio retorna a Porto Alegre com a missão de seguir pontuando para afastar qualquer risco de rebaixamento.
O duelo no Maracanã, portanto, deixou lições distintas: para o líder, a necessidade de mais efetividade; para o visitante, a confiança de que pode competir mesmo em cenários adversos.
