Novo estudo revela que medicamento para diabetes pode desacelerar sintomas de Parkinson

Recentemente estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine, sugere que o medicamento para diabetes chamado Lixisenatida consegue desacelerar os avanços dos sintomas do Parkinson, mas será necessário continuar a pesquisa para confirmar efeito. 

Medicamento lixisenatida

O remédio pertence à família de outros compostos e medicamentos utilizados em tratamento contra diabete e obesidade, como o Ozempic e Wegovy, sendo um agonista do receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (molécula GLP-1). 

Em Pesquisas anteriores realizadas em 2013 e 2017 já sugeriram que alguns medicamentos com o composto poderiam retardar os sintomas do Parkinson, na época foi utilizado o exenatida, outro medicamento com a GLP-1, obtendo o mesmo efeito. 

Durante o prazo de 12 messes, voluntários que utilizaram o Lixisenatida, não apresentaram piora na manifestação da doença, mas será necessário mais um ano de pesquisa para controlar efeitos colaterais ou secundários e determinar a melhor dose para prevenir o distúrbio neurodegenerativo. 


lixisenatida é utilizado para combater Diabetes e obesidade (Foto: reprodução/Pixabay)

Este é o primeiro ensaio clínico multicêntrico em grande escala que fornece os sinais de eficácia que têm sido procurados há tantos anos”, conta Olivier Rascol, líder do estudo e investigador de Parkinson no Hospital Universitário de Toulouse, em comunicado para o portal Nature. 

Realização do estudo

No novo estudo, os cientistas investigaram os efeitos da medição em 156 pessoas com sintomas leves a moderados de Parkinson. Todos eles utilizaram o medicamento padrão para a doença, metade recebeu um placebo e a outra recebeu o remédio para Diabetes. 

Durantes o período, o estudo mostra que, o primeiro grupo apresentou piora nos sintomas da doença, aumentando a escala do Parkinson em 3 pontos de gravidade, já aquele que usufruíam da Lixisenatida não tiveram alteração na pontuação na mesma escala. 

Agora os pesquisadores aguardam os resultados do ensaio clínico maior, de dois anos de tratamento com a medicação para confirmar os efeitos do remédio.

Príncipe Harry fala pela primeira vez sobre o câncer do pai, rei Charles III

Em entrevista a um programa de entretenimento, o príncipe Harry conta que o diagnóstico de câncer do seu pai, rei Charles III, acabou unindo toda a família real. O câncer foi descoberto recentemente, após o rei fazer uma correção benigna da próstata. Durante a internação, foram feitos vários exames, que detectaram a presença do câncer, porém a família real comunicou que o câncer não seria na próstata. O anúncio de que o rei estava com câncer foi publicada pelo palácio de Buckingham no dia 5 de fevereiro deste ano.

O príncipe Harry participou de uma entrevista ao programa de entretenimento “Good Morning America” nesta sexta feira (16), nos Estados Unidos. Na ocasião, o príncipe contou como recebeu a notícia de que seu pai estava com câncer e de como foi sua reaproximação após praticamente o príncipe ter se afastado da família real após a renúncia.

Visita ao rei Charles

Em entrevista, o príncipe contou como foi visitar o pai em meio ao tratamento de câncer. “Olha, eu amo minha família. O fato de ter conseguido pegar um avião, ir vê-lo e passar algum tempo com ele, sou grato por isso”, contou Harry. O príncipe saiu de Los Angeles, onde mora com sua esposa e filhos, e viajou até o Reino Unido, onde mora o rei. O príncipe não se encontrou com seu irmão, William, nem com a rainha consorte Camila.


Anúncio sobre a internação do rei para a cirurgia, antes da descoberta do câncer (Vídeo: reprodução/ Instagram/@familiareal)


Doença do rei para a família

Questionado pelo apresentador Will Reeve, sobre o diagnóstico do pai ter unido a família, Harry foi direto: “Com certeza. Sim, tenho certeza. No meio de todas essas famílias, principalmente nos Jogos Invictus, eu vejo no dia a dia, a força da unidade familiar que fica junta. Acho que qualquer doença, qualquer enfermidade une as famílias”, afirmou.


Rei Charles III saindo do hospital 3 dias após sua cirurgia (Reprodução: Instagram/@familiareal)


O apresentador pergunta ao príncipe dobre a saúde do pai e o príncipe, indignado com a pergunta, responde: “Isso fica entre mim e ele”.

Morando distante do pai

O apresentador pergunta ao príncipe como será agora que mora tão longe do pai. Enquanto o príncipe mora na Califórnia o rei mora no Reino Unido.

Tenho minha própria família, como todos nos temos. Portando, minha família e minha vida estão na Califórnia. Tenho outras viagens planejadas que me levarão para o Reino Unido, então eu vou para e ver minha família o máximo que eu puder”, contou o príncipe.

Caso o rei piore da doença, o príncipe Harry, que faz parte do conselho do palácio, terá que participar de reuniões e concelhos junto ao seu irmão príncipe William e a rainha consorte Camila e seus sobrinhos, princesa Anne, príncipe Edward e príncipe Andrew (irmãos) e princesa Beatrice (sobrinha).

Cantor Nattanzinho compartilha detalhes do seu estado de saúde em entrevista

Em uma entrevista ao portal LeoDias, o cantor Nattanzinho compartilhou detalhes sobre seu estado de saúde, após ter sido infectado pela bactéria H. pylori há três meses. Como resultado, Nattanzinho precisou se afastar do circuito do Carnaval de 2024. Ele revelou que realizou exames para verificar sua recuperação e informou que, no momento, terá que ficar fora dos palcos.

Pausa na carreira para cuidar da saúde

“Estou 100% focado no tratamento das minhas cordas vocais. Como vocês já sabem, durante o tratamento da H. Pylori, eu tive muito refluxo por causa dos antibióticos e isso gerou um edema nas cordas vocais. A boa notícia é que a H. Pylori já foi embora”, revelou o cantor.

Nattanzinho também afirmou: “O médico está otimista de que eu voltarei em breve. Ainda não será no Carnaval, mas estarei de volta aos palcos em breve. Está mais perto do que longe!”


Pronunciamento do cantor divulgado no Instagram (vídeo: reprodução: Youtube/SplashInstagram/nattanzinho)

Entenda a doença de Nattanzinho

A doença que afetou o cantor é conhecida como Helicobacter pylori, uma bactéria que naturalmente coloniza a mucosa do estômago humano. A infecção causada pela H. pylori pode levar a úlceras pépticas, certos tipos de gastrite e até mesmo câncer de estômago.

Esse microrganismo infecta o órgão ainda na infância e consegue sobreviver nesse ambiente considerado estéril devido à acidez do estômago. Além do estômago, a bactéria não atinge apenas esse órgão. A infecção por H. pylori ocorre com maior frequência durante a infância, antes dos 10 anos. A presença de condições socioeconômicas baixas, aliada a moradia e higiene inadequadas, facilitam o surgimento desse problema.

Existem diferentes métodos para detectar a infecção por H. pylori. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito por meio de uma técnica chamada endoscopia digestiva alta, na qual pequenos fragmentos da parede estomacal são retirados para avaliar a presença da bactéria sob um microscópio, após o preparo do material. Essa análise é popularmente conhecida como biópsia.

O cantor segue em tratamento e pretende retornar o quanto antes a sua agenda de shows.