A Polícia Federal deverá indiciar aproximadamente 40 pessoas no inquérito relacionado ao golpe

A Polícia Federal está prestes a concluir, nesta quinta-feira (21), o processo de elaboração da lista de indivíduos que deverão ser indiciados no inquérito que investiga a tentativa de um golpe de Estado no Brasil, um evento que se seguiu às eleições de 2022. Segundo informações obtidas por meio de entrevistas com investigadores envolvidos no caso, a expectativa é que o relatório final sobre as investigações seja divulgado ainda nesta mesma quinta-feira (21).

De acordo com as fontes consultadas, até este momento, o número de pessoas que já estão na lista de indiciados gira em torno de “aproximadamente 40 indivíduos”. Contudo, é importante ressaltar que esta cifra ainda pode ser ampliada à medida que novas informações e evidências continuem a surgir ao longo das investigações.


Presidente Lula durante o G20 (Foto: Reprodução/Instagram/@lulaoficial)


Lista

A lista de indiciados é extensa e complexa, envolvendo figuras de destaque no cenário político nacional, incluindo políticos de alto escalão, membros das forças armadas e ex-assessores presidenciais. O motivo para a amplitude dessa lista vai além da mera quantidade de envolvidos: refere-se à graves acusações ligadas aos atos golpistas que ocorreram em 8 de janeiro de 2023.

Contudo, a situação se torna ainda mais alarmante ao se considerar que muitos dos indiciados estão também implicados em um esquema muito mais sinistro, revelado por investigações da Polícia Federal. Esses esquemas incluem planos orquestrados por militares para assassinar os integrantes da chapa eleita em 2022, composta pelo presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, bem como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. As ramificações dessas ações e as consequências jurídicas que delas podem advir indicam a profundidade da crise política e a seriedade das ameaças à democracia no país.

Relatório

O relatório final deverá apontar várias pessoas como indiciadas por crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e formação de organização criminosa. Até o momento, a lista das pessoas envolvidas permanece em sigilo, protegida pelos investigadores.

Decisão que tornava Trump inelegível no estado de Illinois é suspensa

Nesta quarta-feira (28), foi definido por juíza do estado de Illinois, que o ex-presidente Trump não poderia comparecer nas votações durante o atual período das primárias republicanas do estado, decisão que foi definida com base no desempenho do mesmo no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, ocorrido em 6 de janeiro de 2021.

Chance de recorrer

Assim como fez com uma decisão semelhante tomada no estado do Colorado, na qual ainda se encontra pendente na Suprema Corte dos EUA, Trump conseguiu com que a decisão em Illinois fosse suspensa, ao menos por um tempo, para que tenha a chance de recorrer. Vale ressaltar que Trump já obteve sucesso com processos semelhantes em muitos outros estados, além de também citar que Illinois é o terceiro estado a tomar este tipo de medida contra o ex-presidente, seguindo Colorado e Maine.


Manifestações nos EUA (foto: reprodução/estadao)

Razão da medida

Tracie Porter, juíza do circuito do condado de Cook, considerou o pedido dos eleitores de Illinois, que pediram a desqualificação de Trump nas votações para eleições gerais por conta de violar a cláusula anti-insurreição da 14ª Emenda da Constituição dos EUA.

Os advogados do ex-presidente ressaltaram durante uma audiência no final de janeiro, a diferença entre um “motim” e uma “insurreição” e questionaram que o mesmo deveria ser acusado de um crime antes mesmo de ser afastado do cargo. “É importante entender por que essa multidão se reuniu e o que eles estavam realmente tentando fazer?”

“Tratou-se de um ato governamental e não há indicação de que os manifestantes tivessem algum plano. Eles estavam apenas com raiva” – destaca Nicholas Nelson, advogado de Trump, que também descreveu os atos do dia 6 de janeiro de 2021 como um “motim político”.

A contestação feita em Illinois foi exposta por um grupo de eleitores em coordenação com o Free Speech For People – grupo de defesa jurídico – que anteriormente havia tentado (sem sucesso) barrar Trump das urnas de Michigan, Minnesota e Oregon.