Peculiaridades da vacina contra herpes-zóster

Hérpes-zóster é uma doença infecciosa que provoca lesões na pele, principalmente no rosto, pescoço e tronco. É causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que provoca catapora. É também conhecida como cobreiro.

Uma forma de prevenir o contágio é através da vacina. No Brasil, duas modalidades estão disponíveis para imunizar. A Zostavax, que é uma vacina mais antiga e a Shingrix, recombinante inativada, que começou a ser usada em junho de 2022.

Mulher com lesões na pele (Reprodução/Instagram/@zoster_consciente)

 

Zostavax ou Shingrix

Fabricada pela MSD, a Zostavax é feita com uma versão ativa, mas enfraquecida do vírus. Por ser uma versão atenuada, não é indicada para pessoas imunossuprimidas. Cerca de 51%   é sua eficácia. A Shingrix, fabricada pela GSK, por sua vez, é uma versão recombinante inativada. Feita apenas com uma proteína do vírus (glicoproteína) em combinação com o adjuvante AS01, não contém o vírus ativo em sua composição. Eficácia maior, 91%.

Vacina Shingrix ou Zostavax (Reprodução/Instagram/@zoster_consciente)

 

Ambas as vacinas são indicadas para pessoas acima de 50 anos. Imunocomprometidos e pessoas com mais de 18 anos, com risco aumentado para doença, devem optar pela Shingrix. O primeiro grupo deve receber orientações para certos cuidados. Pessoas com tuberculose ativa não tratada, também. Gestantes não devem tomar nenhuma das duas. Devem ser observados casos de hipersensibilidade a componente da fórmula de ambas as versões, assim como reação à primeira dose.

Em uma única dose, a Zostavax é aplicada de forma subcutânea. A Shingrix é aplicada de forma intramuscular, e em duas doses com intervalo de dois meses. Quem estiver febril não deve tomar as vacinas. Quem já teve a doença deve aguardar um ano para tomar a recombinante inativada.

Reações Adversas

As reações podem ser de leves a moderadas. A atenuada pode causar coceira, vermelhidão, inchaço, dor no local da aplicação, febre, sintomas respiratórios, diarreia, alterações na pele e cansaço. A recombinada inativada costuma provocar dor no local da injeção, dor muscular, fadiga e dor de cabeça.

O SUS não disponibiliza as duas vacinas. Elas podem ser encontradas nos serviços particulares de vacinação.

Pesquisadores em Londres avançam na luta contra o melanoma com vacina personalizada

O avanço na luta contra o câncer pode estar à vista com o início dos testes de fase III da primeira vacina de RNA mensageiro (mRNA) personalizada destinada a combater o melanoma, uma das formas mais letais de câncer de pele.

A vacina, conhecida como mRNA-4157 (V940), é resultado dos progressos na mesma tecnologia empregada nas vacinas mais recentes contra a COVID-19. Os testes de fase III, conduzidos em colaboração com os Estados Unidos e a Austrália, marcam a fase final antes da possível aprovação para uso amplo.

Steve Young, 52 anos, é um dos pioneiros a participar desses ensaios clínicos de fase III. Após ter um melanoma removido do couro cabeludo no ano passado, Young nutre a esperança de que a vacina o auxilie a fortalecer seu sistema imunológico e a prevenir o retorno do câncer.

Como a vacina será administrada

A vacina está sendo administrada em conjunto com o medicamento pembrolizumab, que auxilia o sistema imunológico no combate às células cancerígenas. Ambos os tratamentos ainda não estão disponíveis fora dos ensaios clínicos, mas especialistas estão otimistas quanto ao potencial dessa abordagem.


A vacina é denominada de “personalizada” devido à sua capacidade de se adaptar à assinatura genética exclusiva de cada paciente (Fotografia: Reprodução/Freepik/Freepik)

Chamada de “personalizada” devido à sua adaptação à assinatura genética única de cada paciente, a vacina é projetada para instruir o corpo a produzir proteínas ou anticorpos específicos contra os marcadores encontrados nas células cancerígenas.

O Dr. Heather Shaw, pesquisador do University College London Hospitals (UCLH), destacou que essa vacina não só tem o potencial de tratar o melanoma, mas também está sendo avaliada para outros tipos de câncer, como pulmão, bexiga e rim.

Ensaio clínico internacional

O ensaio internacional no Reino Unido visa recrutar entre 60 e 70 pacientes em oito clínicas em diversas cidades. Os participantes devem ter sido submetidos à remoção cirúrgica de melanoma de alto risco recentemente para garantir os melhores resultados.

Esses avanços promissores trazem esperança para pacientes como Young, que descreveu sua participação nos testes como uma oportunidade de enfrentar o câncer de frente, em vez de esperar passivamente por uma possível recorrência.

Vacina é aliada ao combate contra doenças respiratórias no outono


Vacinas são uma das maiores aliadas da população quando o assunto é diminuir o número de internações e de casos de doenças respiratórias, ambas comuns durante o outono.

Com a chegada de um tempo mais frio, as pessoas tendem a se aglomerar em ambientes fechados, especialmente aquelas que precisam usar o transporte público para se locomover. Além disso, durante essa estação os dias são mais secos, o que causa maior índice de poeira e poluição presentes no ar.

De acordo com os médicos, a combinação destes dois fatores aumenta o número de pessoas com doenças respiratórias, levando cada vez mais brasileiros aos postos de saúde e hospitais.


Fiocruz alerta aumento de casos de gripe (Vídeo: reprodução/Youtube/Band Jornalismo)

Aumento das internações

A Fundação Oswaldo Cruz lançou o boletim Infogripe, demonstrando um aumento médio de 15% nas internações durante as últimas três semanas em relação a essa mesma época do mês passado. Em especial, a internação de crianças de até dois anos, chegando a aumentar 46%.

Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe, explica como é indispensável se proteger de doenças respiratórias para evitar complicações e frisa o papel que a vacina da gripe exerce justamente em diminuir o risco de um resfriado desencadear uma internação ou, no pior dos casos, uma onda de mortes provocadas pelo vírus.

O coordenador ainda defende que a população, ao notar que está com resfriado ou com algum quadro similar a gripe, passe a usar máscaras para evitar que demais pessoas sejam infectadas no transporte público, trabalho, eventos etc.

Vacinação

A Sociedade Brasileira de Infectologia decidiu lançar uma campanha relembrando a importância de tomar a vacina. “A ideia é exatamente ter uma campanha forte explicando os benefícios da vacina e que consiga atingir a maior parte das pessoas”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo.

Fiocruz alerta para aumento em número de internações por Influenza

No último boletim, o número de mortes pela doença se aproxima do COVID-19

As informações do último boletim sobre os casos de gripe no Brasil (InfoGripe) divulgado na última quinta-feira (dia 18) são preocupantes. As internações, nas últimas quatro semanas, por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceram 54,9% e foram causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) sendo 20,8% pelo vírus da Influenza A.

Sobre o boletim

O boletim utilizou dados coletados durante o período do dia quinze de abril pelo Sivep-Grip que detectaram o crescimento de internações a longo e a curto prazos nas últimas seis e quatro semanas. As notificações de óbito também preocupam porque ela estão se aproximando do número das mortes causadas pelo COVID-19.

A volta da máscara?

Para Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe e pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz as medidas preventivas devem ser tomadas, principalmente a vacinação contra Influenza A disponível na campanha do Ministério da Saúde e para VSR na rede privada para idosos.

O pesquisador também indica a volta do uso de máscaras de alta qualidade como a N95, KN95 e a PFF2 para quem frequenta unidades de saúde de diversos tipos e principalmente quem apresenta sintomas de gripe de qualquer origem ou infecções respiratórias. Ainda não é indicado para uso contínuo em exposição em lugares fechados.

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O aumento indicado no boletim da última quinta-feira se apresentam em 20 estados brasileiros e no Distrito Federal nas internações por SRAG. Além do Influenza A e VSR, o estudo também analisa o aumento de outros vírus como a Influenza B que contribuem para o estado de alerta sobre uma nova onda viral no país.

As medidas preventivas devem ser levada à risca para assegurar o declínio desses números. A vacinação para Influenza A é gratuita em todas as unidades de saúde do país e a VSR ainda somente para idosos na rede particular.

Sobre a vacinação em nosso país

A vacina aplicada na rede pública é trivalente e protege contra três cepas diferentes do vírus Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Você pode tomar junto com outras do calendário vacinal brasileiro como a COVID e dengue sem precisar de um intervalo entre elas.

No caso de estar com gripe e estar apto a tomar a vacina, o ideal é tomar após trinta dias do começo das ocorrências e para o COVID, 48h após o fim dos sintomas iniciais ou febre. A campanha de vacinação em massa pelo Ministério da saúde vai até o dia trinta e um de maio, menos na região Norte que segue um calendário próprio.

Campanha de vacinação contra gripe fica a baixo da meta

Quase um mês após o início da campanha de vacinação contra a gripe no Brasil, apenas 21% do público-alvo recebeu a imunização, gerando preocupação entre as autoridades de saúde. Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que pouco mais de 14 milhões de pessoas foram vacinadas, num país que tem cuja meta é imunizar 75 milhões de brasileiros.

A antecipação da campanha, usualmente realizada entre abril e maio, foi uma medida adotada devido ao aumento da circulação de vírus respiratórios no país. No entanto, a baixa adesão se tornou um desafio, especialmente em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal, onde a cobertura vacinal não ultrapassa os 17%.

O público-alvo da campanha abrange uma ampla gama de pessoas, desde crianças até idosos, gestantes, profissionais da saúde, professores, entre outros grupos específicos. A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas também pode ser encontrada em clínicas particulares.


Ministra revela que epidemia de dengue e gripe comum podem trazer alta demanda ao sistema de saúde (Foto: reprodução/Marcelo Bernardes/ACS/SES)

Estratégias

Para incentivar a adesão à vacinação, diversas estratégias estão sendo adotadas em todo o país. Mutirões de vacinação foram organizados em várias cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, por exemplo, a prefeitura estabeleceu parcerias com redes de drogarias, disponibilizando a vacina em parques e praças em várias regiões da cidade durante todo o fim de semana.

Em Salvador, esta é a segunda semana consecutiva em que postos de vacinação estão abertos aos sábados. Mais de 40 unidades de saúde na cidade estão vacinando a população até as 16h00. A capital baiana conseguiu imunizar cerca de 10% do público-alvo até o momento.

Outras ações para aumentar a cobertura vacinal estão sendo realizadas em todo o país. No Ceará e em todo o estado do Mato Grosso, por exemplo, postos de vacinação estão abertos até as 16h30.

Meta nacional

A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, enfatizou a importância de vacinar 75 milhões de pessoas prioritárias através do SUS, incluindo idosos, gestantes, crianças e profissionais da saúde, entre outros grupos. A mudança na estratégia de vacinação desde 2023 considera as particularidades climáticas de cada região, com a vacinação ocorrendo em diferentes períodos em todo o país.

A composição da vacina deste ano visa proteger contra três cepas do vírus da gripe: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. A baixa adesão à vacinação até o momento é preocupante, salientando a importância da vacinação para prevenir casos graves de gripe e reduzir a sobrecarga nos sistemas de saúde.

Vacina oral apresenta eficácia duradoura na prevenção de infecções urinárias

Uma inovação no enfrentamento das infecções urinárias recorrentes surge por meio de uma vacina oral, de acordo com as descobertas iniciais de uma pesquisa realizada pelo Royal Berkshire Foundation Trust, no Reino Unido. Conforme revelado pelo estudo, 54% dos participantes que receberam a vacina permaneceram livres da doença por até nove anos após a imunização, sem relatos de quaisquer efeitos colaterais adversos.

A infecção urinária é uma condição prevalente, especialmente entre as mulheres, embora também possa afetar os homens. Existem dois tipos principais: cistite, que afeta o trato urinário inferior, e pielonefrite, que compromete o trato urinário superior.

A administração oral da MV140 é realizada por meio de duas pulverizações diárias sob a língua, durante um período de três meses. Este estudo é o primeiro a acompanhar a eficácia e segurança da vacina a longo prazo, sendo conduzido com 89 pacientes.

Resultados parciais da vacina


A descoberta resultou de um estudo pioneiro que avaliou pela primeira vez a segurança e eficácia da vacina MV140 (Foto: reprodução/Freepik)

Os resultados apontam para a segurança a longo prazo da vacina, com menos ocorrências de infecções graves e, em alguns casos, infecções resolvidas com um simples aumento na ingestão de água. Houve uma notável melhora na qualidade de vida conforme relatado pelos participantes após terem sido vacinados.

Além disso, foi constatado no estudo que 48 participantes permaneceram livres de infecção por nove anos, com uma média de mais de quatro anos sem infecções entre todos os participantes. Cerca de 40% dos pacientes receberam doses adicionais da vacina após um ou dois anos.

Vacina como alternativa segura

O potencial da MV140 como alternativa segura e eficaz aos tratamentos convencionais para infecções urinárias recorrentes é destacado por esses resultados promissores.

Entretanto, é necessário realizar mais pesquisas para compreender o seu impacto em diferentes grupos de pacientes e aprimorar a sua utilização. A vacina já está sendo disponibilizada sem licença em vários países e prevê-se que os resultados completos do estudo sejam divulgados até o final de 2024.

Nova estratégia de vacinação contra HPV é anunciada pelo Ministério da Saúde

Foi revelada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, uma importante atualização no esquema de vacinação contra o HPV, um vírus associado a uma parcela significativa dos casos de câncer de colo do útero. A partir de agora, a vacina será administrada em dose única pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco específico em crianças e adolescentes com idades entre 9 e 14 anos.

O público-alvo compreende, principalmente, meninas e meninos nessa faixa etária. No entanto, indivíduos imunossuprimidos, vítimas de violência sexual e aqueles diagnosticados com papilomatose respiratória recorrente (PPR) poderão continuar seguindo o esquema anterior, que previa até três doses da vacina.

A iniciativa também engloba um esforço coordenado para identificar jovens de até 19 anos que ainda não tenham recebido nenhuma dose da vacina, com o objetivo de garantir a atualização da imunização. Ademais, a nota técnica do ministério passa agora a incorporar pessoas diagnosticadas com PPR em idade variada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Grupos contemplados

Os grupos elegíveis para receber a vacina gratuitamente pelo SUS abrangem não somente crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, mas também indivíduos com condições clínicas especiais até os 45 anos, como aqueles com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos. Ademais, estão contemplados também vítimas de abuso sexual e pessoas com PPR.

Essa alteração no programa de vacinação segue uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), embasada em evidências que apontam para a significativa eficácia de uma dose da vacina contra o HPV. O intuito é ampliar a cobertura vacinal, incorporar mais grupos prioritários e facilitar a implementação da vacinação em países com recursos limitados.

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), salienta que diversos estudos corroboram a eficácia de uma dose da vacina, o que levou diversos países, incluindo o Brasil, a adotarem o esquema de dose única para jovens até 20 anos.

Vacina ajuda a reduzir os casos de câncer do colo de útero


Pessoas imunossuprimidas e vítimas de abuso sexual, que têm direito à vacinação na rede pública, continuarão seguindo o esquema anterior (Foto: reprodução/Freepik)

Uma parcela significativa dos casos de câncer de colo do útero é atribuída ao HPV, podendo sua erradicação ser viabilizada por meio da vacinação, rastreamento e tratamento das lesões. A imunização não apenas oferece proteção contra o câncer de colo do útero, mas também contra outros tipos de câncer, como os de pênis, ânus, orofaringe, vagina e vulva.

Embora mais de 80% das pessoas possam ser infectadas pelo HPV em algum momento da vida, a vacinação é essencial para prevenir complicações, dado que alguns tipos de vírus apresentam potencial oncogênico. A vacina disponível pelo SUS protege contra quatro tipos de vírus, enquanto a versão nonavalente, disponível na rede privada, amplia essa proteção para mais cinco tipos de vírus, aumentando a eficácia contra os cânceres de colo do útero.

Anvisa aprova o uso de vacina para bronquiolite

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização para uma vacina direcionada à prevenção em bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR), o qual é responsável por infecções na trato respiratório, especialmente a bronquiolite infantil. Para conferir imunidade aos bebês, o imunizante é administrado em gestantes.

Entenda o que é a bronquiolite

Quando a criança é acometida por bronquiolite, ocorre uma produção aumentada de muco nos pulmões, resultando em maior dificuldade para o oxigênio alcançar a corrente sanguínea. O Abrysvo, fabricado pela Pfizer, é indicado para prevenir doenças do trato respiratório em crianças desde o nascimento até os seis meses de idade, mediante imunização ativa em gestantes. Assim, a vacina deve ser administrada durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez.

Anteriormente, a agência havia autorizado o registro da vacina Arexvy (GlaxoSmith Kline), também para a prevenção de doenças causadas pelo VSR, mas com a recomendação restrita à população com mais de 60 anos. A bronquiolite é uma condição respiratória que afeta as vias aéreas, com o vírus multiplicando-se nas células do sistema respiratório superior, como nariz, faringe e laringe.

Ela se caracteriza pela inflamação dos bronquíolos, que são ramificações dos brônquios, por sua vez, ramificações da traquéia. Nos primeiros dias após a infecção pelo vírus VSR, os sintomas típicos incluem febre e coriza.


Bronquíolo inflamado. (Foto: reprodução/blog.pulmolab.com)

Posteriormente, após quatro ou cinco dias, a doença progride para sintomas nas vias aéreas inferiores, como chiado no peito, tosse, cansaço e dificuldade respiratória. Devido ao tamanho menor e mais estreito das vias aéreas em crianças, os sintomas são mais intensos, com a tosse frequentemente resultando em desidratação e até vômitos.

Por conseguinte, a hidratação intravenosa é frequentemente utilizada para auxiliar na recuperação da criança, que geralmente perde o apetite. O tratamento da bronquiolite é adaptado conforme os sintomas se manifestam, incluindo o uso de antitérmicos para a febre e lavagem nasal para a coriza. Se os sintomas se agravarem e afetarem as vias aéreas inferiores, a hospitalização pode ser necessária, especialmente em casos de idade jovem ou comorbidades.

Antibióticos e corticóides são prescritos apenas em casos de infecções secundárias, que são comuns. Entretanto, somente um profissional qualificado pode determinar o tratamento mais adequado para cada caso. A dificuldade respiratória pode ser difícil de identificar em bebês, mas é um sinal de alerta que indica a necessidade de buscar assistência médica urgentemente, pois a condição pode se deteriorar rapidamente.

Veja os cuidados com a prevenção

A prevenção é crucial, e lavar as mãos, usar álcool em Gel e garantir a ventilação adequada dos ambientes são medidas importantes. Como o vírus está presente nas secreções das vias aéreas do paciente infectado, a lavagem nasal é recomendada. Crianças doentes não devem frequentar a escola para evitar a disseminação do vírus entre os colegas.

Ministério da Saúde divulga lista de cidades que vão receber vacina da dengue

Nesta quinta-feira (28), o Ministério da Saúde anunciou uma lista com 154 novas cidades que vão participar da campanha de vacinação contra dengue, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A campanha é do Sistema Único de Saúde (SUS) e já havia atingido 521 cidades do Brasil na sua primeira etapa.

Devido à baixa capacidade na produção do imunizante pelo laboratório Takeda Pharma, apenas foi possível produzir doses para 3,2 milhões de pessoas na primeira leva, o que explica as restrições em termos de municípios com acesso e faixas etárias selecionadas para mitigar os riscos mais graves. Por isso, o alcance limitado do processo de imunização iniciado em fevereiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, 1,2 milhão de doses já foram entregues às unidades federativas desde o início da vacinação, mas apenas 534 mil foram confirmadas no sistema como aplicadas. Este ano já bateu o recorde histórico de número de casos da dengue, chegando a 2,3 milhões de casos.


2024 quebra recorde histórico de casos de dengue (Foto:Reprodução/Poder360/Ministério da Saúde)

Regiões de Saúde

Dando continuidade aos esforços da vacinação, agora as Regiões de Saúde (determinadas para facilitar a organização e logística) integram um número maior de municípios, expandindo a cobertura do programa. A lista de cidades divulgadas inclui os seguintes estados e regiões correspondentes de atendimento:

  • Acre (Acre Baixo e Purus)
  • Amazonas (Manaus, Entorno e Alto Rio Negro)
  • Bahia (Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Barreiras)
  • Distrito Federal (Distrito Federal),
  • Espírito Santo (Central/Norte, Metropolitana)
  • Goiânia (Central, Centro Sul, Entorno Sul, Sudoeste I, Sudoeste II, Pirineus, Entorno Norte, Estrada de Ferro, Sul)
  • Maranhão (São Luís)
  • Mato Grosso (Betim, Uberaba, Uberlândia/Araguari, Coronel Fabriciano/Timóteo, Belo Horizonte/Nova Lima;Caeté)
  • Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá)
  • Paraíba (1ª Região Atlântica)
  • Pernambuco (Recife)
  • Paraná (16ª RS Apucarana, 17ª RS Londrina, 9ª RS Foz do Iguaçu)
  • Rio de Janeiro (Metropolitana I)
  • Rio Grande do Norte (7ª Região de Saúde – Metropolitana, 2ª Região de Saúde – Mossoró)
  • Roraima (Centro Norte)
  • Santa Catarina (Grande Florianópolis, Nordeste)
  • São Paulo (Aquífero Guarani, Região Metropolitana de Campinas, São José do Rio Preto, São Paulo, Alto do Tietê)
  • Tocantis (Capim Dourado)

Redistribuição

Além da expansão do programa de vacinação já existente, outra solução apontada pelo Ministério da Vacina é a utilização das doses que não foram aplicadas, contabilizando pelo menos 668 mil que vão vencer em abril.

Não podemos deixar essas doses vencerem. Diante disso, o Ministério trouxe uma solução: redistribuir, dentro das unidades federadas, ou seja, dentro dos estados, para municípios que ainda não foram contemplados,” afirmou Éder Gatti, o diretor do Programa Nacional de Imunizações. “A redistribuição das doses começa a partir da nota técnica que será publicada hoje. A gente espera que até semana que vem comece a vacinação, mas não dá para precisar por conta dos desafios logísticos de cada local.

Por fim, o Ministério também recebeu uma nova remessa de 930 mil doses da vacina Qdenga, o que deve ajudar no combate à epidemia histórica da doença. Para fins de comparação, o número atual de casos (2,3 milhões) já é um aumento de quase 50% em relação ao último recorde de casos (1,6 milhões, em 2015), no final do primeiro trimestre.

Anvisa aprova registro da vacina contra variante Kraken da COVID-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou hoje (06), em Brasília, o registro da vacina Spikevax, uma dose monovalente desenvolvida para combater a Covid-19, especificamente a variante XBB 1.5, popularmente conhecida como Kraken.

Produzido pela empresa Adium S.A. e fabricado pela Moderna, este é o segundo imunizante monovalente atualizado para a variante Kraken autorizado pela agência.

Posologias e indicações


A nova versão da vacina da COVID-19 é indicada para crianças a partir de seis meses de idade (Fotografia: reprodução/Freepik)

A vacina está indicada para crianças a partir de seis meses de idade, assim como para adultos, seguindo diferentes posologias.

Para crianças de seis meses a quatro anos sem histórico de vacinação ou infecção por Covid-19, são necessárias duas doses de 0,25 mililitros cada, administradas via intramuscular, com um intervalo de 28 dias entre elas. Já para crianças nessa faixa etária com histórico de vacinação ou infecção, é recomendada apenas uma dose, administrada pelo menos três meses após a última vacinação contra a Covid-19.

Para crianças de cinco a 11 anos, bem como para indivíduos com 12 anos ou mais, independentemente do histórico de vacinação, é indicada uma única dose de 0,25 ml ou 0,5 ml, respectivamente, administrada via intramuscular.

Além disso, para adultos com 65 anos ou mais, uma dose de 0,5 ml é recomendada, com a possibilidade de uma dose adicional após três meses da última vacinação contra a Covid-19.

Estratégia de imunização

Esta aprovação pela Anvisa reflete a contínua busca por atualizações nas estratégias de imunização contra a Covid-19, visando adaptar-se às variantes emergentes do vírus.

A Spikevax se junta à Cominarty, da Pfizer, como uma das vacinas monovalentes registradas para combater a variante Kraken. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, já anunciou que a vacinação com a Cominarty começará a ser realizada nos grupos prioritários a partir de abril.