Governo brasileiro adota plano de estudo alemão para prevenir alagamentos no RS

Governo federal lança plano amplo para lidar com alagamentos no RS, incluindo estudo detalhado para melhorar escoamento das chuvas em Porto Alegre. Objetivo é proteger população e fortalecer região contra eventos climáticos extremos

17 maio, 2024
Foto destaque: Inundações no Centro Histórico de Porto Alegre, acesso só é possivel com barcos (reprodução: Anselmo Cunha/AFP/Getty Images Embed)
Foto destaque: Inundações no Centro Histórico de Porto Alegre, acesso só é possivel com barcos (reprodução: Anselmo Cunha/AFP/Getty Images Embed)
Inundações no centro historico de porto alegre, pessoas usam barco para acessar ruas

O governo federal, através do ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que está lançando um importante plano de ação para mitigar os impactos dos alagamentos no Rio Grande do Sul. 

A iniciativa envolve a contratação de um estudo abrangente, que abordará tanto obras de infraestrutura quanto medidas ambientais. O foco principal é melhorar o escoamento das águas das chuvas em todos os rios que deságuam no Guaíba, além de conter o acúmulo de águas na região de Porto Alegre.

Este esforço coordenado visa não apenas proteger a população local, mas também fortalecer a resiliência da região diante dos últimos eventos climáticos extremos.

O ministro salientou ainda que a determinação foi de contratar a agência de desenvolvimento alemã que, nas décadas de 1960 e 1970, liderou a implementação do sistema de diques para controlar as águas nas proximidades da capital gaúcha.

Objetivos centrais do estudo

O estudo a ser contratado será estruturado em três principais áreas de foco:

  • Estratégias para controlar o fluxo de água nas regiões montanhosas e nos vales, como os das bacias dos rios Taquari e Antas, visando evitar o transbordamento e a consequente inundação.
  • Propostas para incrementar a capacidade de escoamento das águas do Guaíba e da Lagoa dos Patos em direção ao oceano, a fim de reduzir o risco de alagamentos nas áreas costeiras.
  • Medidas para fortalecer o sistema de diques existente em Porto Alegre e aprimorar os procedimentos de manutenção, garantindo assim uma proteção mais eficaz contra enchentes na capital e arredores.

Etapas do projeto

Segundo o ministro, na primeira parte do projeto, o foco está na criação de barreiras para evitar novas inundações e assim começar o processo de reconstrução das vegetações e a realocação da população que mora a beira rio.

Para a segunda parte do projeto, o estudo vai visar a criação de um canal entre a Lagoa dos Patos e o mar para escoamento em casos de cheias, além de aumentar a vazão do Rio Guaíba.

Na terceira parte do projeto, o foco está nas avaliações e possíveis correções no sistema de diques que protegem a capital, além de projeções para condições meteorológicas extremas que possam vir.


Cidades do RS são tomadas pelas águas dos Rios que transbordaram com o excesso de chuvas (Foto: reprodução/Jefferson Bernardes/Getty Images Embed)


Tragédia das cheias no Rio Grande do Sul

As enchentes que aconteceram no fim de abril e início do mês de maio, causaram perdas e danos a população e até o momento foram registradas 151 mortes, além de 104 pessoas que permanecem desaparecidas, segundo relatório da Defesa Civil mais recente. 

Mais de 600 mil pessoas estão desalojadas, divididas entre abrigos e casas de conhecidos ou família e segundo dados levantados pelo governo, cerca de 460 dos 497 municípios do estado foram afetados pelas chuvas, enchentes e inundações.

Mais notícias