Lewandowski anuncia saída do Ministério da Justiça em carta a Lula

Ex-ministro afirma que a decisão de deixar o cargo foi tomada por motivos pessoais e familiares, informados diretamente ao presidente da República em carta

08 jan, 2026
Ricardo Lewandowski quando atuava como ministro do STF | Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed/Sérgio Lima
Ricardo Lewandowski quando atuava como ministro do STF | Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed/Sérgio Lima

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comunicou sua saída do cargo nesta quinta-feira (8), em Brasília, ao informar diretamente ao presidente da República a decisão por meio de uma carta formal. Segundo ele, o desligamento ocorre por motivos de caráter pessoal e familiar, encerrando sua passagem pelo comando do ministério.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, depois de se aposentar como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o período à frente da pasta, participou de debates sobre segurança pública e temas ligados ao sistema de Justiça, além de manter articulação com outros órgãos do governo. Com a saída, o governo passa a discutir um novo nome para comandar o ministério, enquanto Lewandowski encerra mais uma etapa da vida pública.

O que diz a carta sobre a saída

Na mensagem enviada ao presidente Lula, Ricardo Lewandowski explica que decidiu deixar o Ministério da Justiça por motivos pessoais e familiares. Segundo ele, a saída foi pensada com cuidado e de forma responsável.

No texto, Lewandowski também faz um balanço do período em que esteve à frente da pasta, citando o trabalho desenvolvido junto à equipe e as dificuldades enfrentadas durante a gestão. Ele agradece a oportunidade de integrar o governo e afirma que exerceu a função com dignidade e zelo enquanto esteve no cargo.


Reações à exoneração de Lewandowski e discussão sobre sucessor (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Segurança pública enfrenta fase delicada

A saída de Lewandowski acontece em um cenário em que a segurança pública está em evidência no Brasil e também em outros países da América Latina. O debate ganha força diante do avanço de organizações criminosas e do aumento da violência, muitas vezes ligada a disputas entre facções, o que torna o momento ainda mais sensível.

No comando do Ministério da Justiça, Lewandowski deixa o cargo sem ter conseguido aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso. Durante esse período, também foi discutida a possibilidade de dividir a pasta em dois ministérios, um focado na Justiça e outro voltado exclusivamente à Segurança Pública, modelo que já existiu no governo Michel Temer.

A demissão de Lewandowski deve ser formalizada com a publicação no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9). A partir disso, o governo passa a discutir a escolha de um novo nome para o comando do Ministério da Justiça, em meio ao cenário sensível da área de segurança pública.

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