Nesta quarta-feira (26), a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação de busca e apreensão na mansão do rapper Oruam, na zona oeste da cidade. Durante a ação, os agentes encontraram Yuri Pereira Gonçalves, foragido da Justiça por tráfico de drogas e crime organizado.
Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, foi autuado por favorecimento pessoal, conforme o artigo 348 do Código Penal, que criminaliza quem auxilia na ocultação de um criminoso.
Oruam e sua relação com o crime organizado
Na saída da delegacia, Oruam evitou falar com a imprensa e respondeu com hostilidade às perguntas:
“Vou falar pra tu não. Tu é delegado, juiz, para eu falar alguma coisa pra você?”
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno (Oruam)
O rapper, filho de Marcinho VP – condenado por assassinato e apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, uma das maiores organizações criminosa do país –, tem tatuagens em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
Motivo da investigação
A operação desta quarta-feira não tem relação com outra investigação que envolve o rapper. Na última quinta-feira (20), Oruam foi preso em flagrante por direção perigosa, após realizar um cavalo de pau na frente de um carro da Polícia Militar e parar na contramão. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado em flagrante e teve a fiança fixada em R$ 60 mil, liberado no mesmo dia.
No fim de 2024, ele foi indiciado por disparo de arma de fogo após atirar dentro de um condomínio em São Paulo, colocando em risco a integridade de várias pessoas, segundo a polícia.
Durante as buscas em sua residência, os agentes encontraram uma pistola 9 mm, que ainda não teve ligação confirmada com o caso, além de armamento de airsoft e simulacros. A mãe do artista, Márcia Nepomuceno, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão.