EUA e Coreia do Sul fecham acordo e reduzem tarifa para 15% após investimento bilionário
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) a redução da tarifa sobre produtos importados da Coreia do Sul para 15%. À primeira vista, o ajuste acontece após um acordo em que a capital Seul se compromete a investir US$350 bilhões (R$1,93 trilhão) na economia americana, incluindo US$100 bilhões em compras de […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) a redução da tarifa sobre produtos importados da Coreia do Sul para 15%. À primeira vista, o ajuste acontece após um acordo em que a capital Seul se compromete a investir US$350 bilhões (R$1,93 trilhão) na economia americana, incluindo US$100 bilhões em compras de gás natural e outros produtos energéticos.
Portanto, a nova tarifa é menor que a alíquota inicial de 25% cogitada pela Casa Branca. Ainda assim, o acordo mantém a pressão comercial de Washington sobre parceiros estratégicos, mas busca contrapartidas financeiras expressivas para os Estados Unidos.
Setores beneficiados e impacto no Brasil
Além do pacto com a Coreia do Sul, os EUA divulgaram uma lista de exceções para o tarifaço aplicado a outros países. Então, no caso brasileiro, cerca de 700 itens foram isentos da nova taxa de 50%. Entre eles estão aeronaves da Embraer, produtos do setor agrícola e parte dos itens energéticos. A fabricante brasileira de aeronaves, que tem 45% de suas vendas de jatos comerciais para os EUA, registrou alta de 10% em suas ações após o anúncio.
Apesar das isenções, alguns especialistas avaliam que a tarifa impactará as exportações brasileiras de aço, alumínio e automóveis. Simultaneamente, o governo americano justifica a medida como parte da estratégia para fortalecer a indústria nacional e reduzir o déficit comercial, ampliando negociações bilaterais.
Tensões comerciais globais
Ainda assim, Trump tem enviado cartas a 25 países alertando sobre tarifas que podem variar entre 20% e 50%, caso não sejam firmados novos acordos até 1º de agosto. Anteriormente, a China chegou a anunciar o aumento das tarifas para 125% em produtos americanos, em resposta às tarifas impostas por Donald Trump. Já a União Europeia e a Coreia do Sul já conseguiram reduzir suas alíquotas com contrapartidas bilionárias.
O Itamaraty já levou o assunto das tarifas de Trump à reunião do Conselho Geral da Organização Mundial de Comércio (OMC) a fim de mudar a situação. Agora, o Brasil segue negociando para minimizar danos econômicos, enquanto a tensão tarifária traz à tona debates sobre protecionismo e cadeias globais de suprimentos.
